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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

foto de Fabio Brandi Torres

A Cia. Prosa dos Ventos reestreia o espetáculo infantil Ciranda das Flores no dia 1º de outubro, sábado, no Teatro do Centro da Terra, às 17 horas. Com texto de Helena Ritto e Fabio Brandi Torres, que também assina a direção, a peça conta a história de dois apaixonados que contam com a ajuda de músicas e brincadeiras para criar coragem de se declarar um ao outro.


Ciranda das Flores é uma peça muito colorida e recheada de cantigas infantis, que nasceu como espetáculo de rua. Com o passar do tempo foi ganhando corpo e novas formas até chegar ao atual formato para o palco italiano. Em cena, dois atores e um músico (vivido por Cristiano Gouveia). Amparados por diversas canções folclóricas e muita brincadeira eles apresentam a história de uma Jardineira (Helena Ritto) e um Semeador (Cristiano Gouveia), que residem em Ciranda das Flores, onde vivem várias situações divertidas, incluindo as aventuras com o Alecrim Dourado e com o Cravo e a Rosa.

A Jardineira e o Semeador trabalham juntos e são apaixonados, mas não sabem como fazer para declarar seu amor um para outro. Em um determinado dia eles acabam brigando por causa de um cacto e, a partir daí, muitas surpresas e mistérios acontecem nesta história, misturando sonho e realidade, encantando a plateia e aproximando os protagonistas.

Ciranda das Flores foi apresentada em 14 cidades de Portugal e também indicada ao Prêmio Coca-Cola Femsa 2009 nas categorias Melhor Texto Original e Melhor Trilha. Ainda em 2009, participou do 13º Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau e do 37º Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa, no qual recebeu oito indicações e venceu em sete categorias. Em 2010, recebeu oito indicações no IX FETEAPP, vencendo em seis delas.

Quando eu era criança, ficava quieto pra ouvir os mais velhos falarem. Depois que cresci, percebi que os adultos é que devem se calar para aprender com as crianças. (Mário Quintana)

Espetáculo infantil: Ciranda das Flores
Texto: Helena Ritto e Fabio Brandi Torres
Direção: Fabio Brandi Torres
Elenco: Élcio Rodrigues, Helena Ritto e Cristiano Gouveia (músico)
Direção musical: Cristiano Gouveia
Trilha composta: Helena Ritto e Cristiano Gouveia
Cenário e figurino: Helena Ritto e Elcio Rodrigues
Iluminação: Elcio Rodrigues e Luciana Castros
Produção executiva: Cia. Prosa dos Ventos
Teatro do Centro da Terra – www.centrodaterra.com.br
Rua Piracuama, 19 – Sumaré/SP – Tel: (11) 3675-1595 – 81 lugares
De 1º de outubro a 27 de novembro - sábados e domingos - às 17 horas
Duração: 45 min - Indicação de idade: 3 anos – Capacidade: 81 lugares

Ingressos: R$ 24,00 (meia R$ 12,00) - Bilheteira: seg. a sex. (10h às 17h) ou 2h antes das sessões – Aceita cheque e dinheiro. Não aceita cartões - Ing. antecipados: www.bilheteria.com (tel: 3030-9544) - Acesso universal – Serviço de bar e café.


Cia. Prosa dos Ventos

Os atores Fabio Brandi, Helena Ritto e Elcio Rodrigues trabalhavam juntos na Cia. Triptal, com a qual montaram A Menina e o Vento, Tribobó City e O Rapto das Cebolinhas. Quando a Triptal se voltou para o teatro adulto, eles decidiram continuar no universo infantil e criaram a Cia. Prosa dos Ventos, que produziu três espetáculos. São eles: A Matéria dos Sonhos, peça que fazia cantar as crianças e emocionava os adultos, Ciranda dos Pássaros, que falava da liberdade, e Ciranda das Flores, namorico singelo para contar uma história e brincar. Outra característica da companhia é o mergulho na contação de histórias. Desde 1999, dedica-se à narrativa, seja no palco, na praça ou num banco de jardim. “Viajamos muito por aí, espalhando histórias, conhecendo brincadeiras, cantigas de roda e pesquisando o universo infantil. Mas o que descobrimos, é que ainda temos muito que aprender com as crianças”.

Assessoria de imprensa - Verbena Comunicação
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 – verbena@verbena.com.br

Exposição Floresta Amazônica por Fernanda Cruz

Curta 3 leva filmes ao Residencial para Terceira Idade Lar Sant´Ana

Dia 1º de outubro, sábado, a MACPRO Filmes leva o Curta 3 ao Residencial para Terceira Idade Lar Sant´Ana. “A proposta é levar curtas para promover a inclusão e ação social, gerando maior qualidade de vida aos idosos,” explica Macaue, diretor da MACPRO Filmes. O Residencial para Terceira Idade Lar Sant´Ana é uma unidade da Liga Solidária com aproximadamente 120 residentes. No salão de eventos será exibido curtas durante uma hora.


O Curta 3 está inserido no MIC – Movimento Inclusivo de Cinema da MACPRO Filmes que tem como objetivo exibir a produção nacional e mundial de filmes e vídeos de curta duração ao público que nem sempre tem acesso às exibições ou em locais de grande circulação de pessoas. A primeira exibição do MIC aconteceu em setembro na Casa de Cultura M´Boi Mirim.

Relação de curtas que serão exibidos:
Filme 01 - A Mula Teimosa e o Controle Remoto - diretor: Hélio Villela Nunes – 15’
Filme 02 - O Rim de Napoleão - diretor: Fernando Coimbra - 4'49"
Filme 03 - Sacramento – diretor: Macaue – 22’
Filme 04 - Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos – diretor: Camilo Cavalcante 12’

Público do MIC
Todas as pessoas que frequentam parques, praças, metrôs, CPTM, aeroportos, entre outros.
Todo e qualquer local com pessoas ávidas por cultura.
O MIC realiza a inclusão cultural das pessoas e leva conhecimento e lazer.

Projetos do MIC
- Curta no Metrô
Tem como principal objetivo levar aos usuários do metrô exibição de filmes de curta duração em todas as estações metropolitanas do Brasil.

- Aerocurta
Nos aeroportos de todos os estados brasileiros, telões exibirão uma programação diária envolvendo curtas-metragens, programas e inserção de matérias sobre cinemas nacionais e estrangeiros.

- OpenAir
Evento multimídia com apresentação Circense, audiovisual, dança, etc

- Curta 3
O Curta 3 leva cultura e lazer para a terceira idade. Investe na expansão cultural, na sociabilização e bem-estar promovendo qualidade de vida. O Curta 3 levará o MIC a Abrigos, Centros de Convivência e Residenciais para Terceira Idade.

O Lar Sant'Ana é um residencial para terceira idade. Fundado em 1972, o residencial é um novo conceito de moradia e convivência para a terceira idade que preza pelo desenvolvimento do idoso, pela qualidade de vida, liberdade e bem estar.

Com uma equipe multidisciplinar de alto nível composta por: médicos, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, terapeutas ocupacionais e psicólogas, o Lar Sant'Ana garante um atendimento individualizado, carinhoso e profissional. Além disso, conta com oficinas terapêuticas e um grande número de atividades diárias, num ambiente alegre e aconchegante.

O Lar Sant'Ana é uma das seis unidades provedoras da Liga Solidária, organização social sem fins lucrativos, criada há 88 anos como Liga das Senhoras Católicas de São Paulo, que atende 3.200 crianças, jovens e adultos em situação de risco social. Por ser uma unidade provedora toda a renda obtida por meio dos serviços oferecidos é integralmente aplicada nos programas socioeducativos, que englobam 8 Centros de Educação Infantil (CEIs), 4 Abrigos Solidários e 8 Programas Socioeducativos. Site: http://www.larsantana.com.br/

A MACPRO Filmes produz e gera conteúdo para TV, Internet e novas mídias. Está sempre buscando soluções inovadoras em Comunicação para atender a seus clientes, entre eles: Monster Media, Kopenhagem, Apex Brasil, SESC SP, Giannini, BMA entre outros.

Ainda realiza projetos próprios focados no cinema, com destaque para os documentários: Histórias de Vinícius, Sacramento dirigido por Marcelo Pereira (Macaue), PEI – Programa de Educação Inclusiva e os curtas-metragens Transtorno, O Vestido Vermelho e Oscar.

No MIC – Movimento Inclusivo de Cinema, exibiu curtas na Casa de Cultura M´Boi Mirim, em setembro.
Desenvolve o projeto Cidades Brasileiras onde já lançou o documentário Sacramento sobre a cidade de Minas Gerais.
Criou o Portal do Curta www.portaldocurta.com..
No campo de inclusão social, é parceira dos projetos Cine Favela, Mais Diferenças, Ciranda Cultural, Instituto Bacarelli. Site: http://www.macprofilmes.com.br/site/home/

Mais informações sobre a divulgação com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9969-0416, pelo e-mail miriam@bemelmans.com.br ou pelo site www.bemelmans.com.br









Caminos Invisibles...La Partida, apresenta uma visão contemporânea sobre os processos migratórios, em formato ritualístico, mesclando música tradicional andina, canto, dança, textos em quéchua e aymará, teatro documental e vídeos, acompanhados de instrumentos musicais tradicionais e de criações eletrônicas contemporâneas.


A montagem, que marca os 10 anos de existência da Companhia Nova de Teatro, revela uma nova geografia cultural, humana e sociológica da cidade de São Paulo, abordando algumas questões polêmicas, como a mão de obra informal e barata no setor da confecção e da moda - temas intensamente investigados pela autora, Carina Casuscelli.

Os ingressos para este final de semana podem ser retirados, gratuitamente, a partir de 3ª. feira. Na primeira semana, os ingressos esgotaram rapidinho.

Centro Cultural São Paulo – Espaço Cênico Ademar Guerra
Rua Vergueiro, 1.000 – tel. 11 3397-4002
Sex. e Sábado: 21h00 e Domingo: 20h
Temporada: 23 de setembro a 16 de outubro







Pinturas de Adams Carvalho na Galeria Murilo Castro- MG

Adams Carvalho - Pinturas


Duas séries de pinturas compõem esta proposta de exposição de 10 pinturas. Duas séries distintas, porém interligadas. ‘Faceless’ e ‘Pisos’ tratam da ausência, distanciamento e desequilíbrio.

A série “Faceless” é composta de pequenos retratos, ou melhor, quase-retratos. Cenas onde aparecem ‘close-ups’ de preguiçosos corpos femininos repousando em espaços domésticos.

Corpos coadjuvantes que discretamente disputam lugar com estampas, cores e texturas.

Os enquadramentos - que excluem rostos, mãos e pés – focalizam um ponto central de equilíbrio instável entre a figura e os elementos que a envolvem.

A desinteressada atitude e psicologia das eventuais personagens pouco importam na composição, se comparadas ao papel exercido pelos componentes cênicos, como os figurinos e cenários.

As cenas são tratadas de maneira fluida e fortuita, com pinceladas rápidas e sobreposições de finas e semi-transparentes camadas de tinta.

É como se ali não houvesse corpo ou matéria, só houvesse superfície - uma fina película oscilante num enfrentamento direto com a superfície da tela.

Nesse sentido, o tratamento pictórico dessas imagens diz menos sobre os motivos pintados do que sobre a presença deles, restando apenas um conhecimento ligeiro e imperfeito das coisas.

Na série “Pisos”, duas grandes imagens de pisos domésticos compõem as pinturas; o foco se fecha em apenas um elemento – a perspectiva visual de tacos de madeira.

Aqui há a disputa entre a padronagem gráfica que a compõe e a perspectiva que ela sugere. Um desequilíbrio entre a bidimensionalidade da tela e a virtualização do espaço ali sugerido.

Uma instabilidade entre matéria física e ilusão.

A imagem do que seria um chão se torna parede por abranger toda a área da tela e o que é tela se torna buraco induzido pela ‘trompe-l’oeil’ dos pequenos retângulos que constituem a padronagem dos tacos de madeira representados.

Esvaziados da presença humana, esses ambientes se vêem atravessados por uma luminosidade estranha e fantasmática.

Nesses quase-abismos, o tempo – suspenso – dá lugar às sutilezas e nuances daquilo que normalmente escapa à percepção fugidia da rotina cotidiana.

Nas duas séries, o foco se fecha quase demasiadamente no espaço e/ou pessoas - fazendo com que estes pareçam deixar de ser eles mesmos, como uma ‘não-busca’ pela sua essência e materialidade. Os enquadramentos, quase como num zoom fotográfico, parecem mais distanciar os elementos visuais do que aproximá-los.

As pinturas repousam num fino vácuo instável entre aparência e representação; elas rondam a incomunicabilidade e o que se pode pensar por uma confortável solidão.

Num desvelado clima de intimismo, essas imagens parecem indicar que, frente ao rasteiro e rotineiro desenrolar cotidiano, os elementos que nos rodeiam estão sempre prestes a transbordar de sua mera condição de coisas.

Adams Carvalho.



SESI SP apresenta Sinfonia Paulistana nas Quartas Musicais

Dança: Grande Gala ENDA - 1º de outubro

Ballet PaulaGasparini -SuiteDançante -foto de Renato Hatsushi
Acontece no dia 1º de outubro, sábado (em duas sessões, às 16h e 20h30), a 17ª edição do Grande Gala ENDA – que apresenta Os Melhores dos Melhores da dança no estado de São Paulo. O evento será no palco do Memorial da América Latina, reunindo espetáculos de balé clássico, moderno e contemporâneo, dança de salão e jazz. (Espetáculo desaconselhável para menores de 5 anos)


O Grande Gala – sob direção de Maria Pia Finócchio – apresenta cerca de 50 coreografias vencedoras (em primeiros e segundos lugares) do 30º Encontro Nacional de Dança (ENDA 2011), ocorrido recentemente. Os bailarinos foram avaliados por por Sara Debenedetti, Sylvio Lemgruber, Grazianni Canalli e Norma Masella.
 Oficina Cultural Contemp.Barueri -Saudades Do Brasil -foto de Renato Hatsushi

Durante a apresentação do Grande Gala 2011 serão entregues troféus aos vencedores (categoria profissional, semiprofissional e amador) e prêmios em dinheiro para aqueles que tiveram as maiores notas do júri, além de bolsas de estudos no exterior. Listas completas dos vencedores no www.sinddanca.com.br.



Espetáculo de dança: Grande Gala ENDA 2011
Direção: Maria Pia Finócchio
Data: 1º de outubro – sábado – às 16h e às 20h30
Local: Memorial da América Latina – Auditório Simón Bolívar
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda/SP
Informações: (11) 3823-4600

Ingressos: R$ 20,00 - Bilheteria: 30/9 (14h às 19h) e 1º/10 (após14h) - Duração: 2h30 (c/ intervalo) - Classificação etária: 5 anos - Estacionamento (Portão 15): R$ 10,00. Pedestres: Portão 13. www.memorial.sp.gov.br - Realização/produção: SINDDANÇA - www.sinddanca.com.br

Assessoria de imprensa - Eliane Verbena
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 – eliane@verbena.com.br

Show de Luiza Possi na Festa 8 anos Magazine Ilustre

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fabiana Cozza em Salvador

Fabiana Cozza completa 14 anos de carreira como uma das principais intérpretes da música afrobrasileira dentro e fora do país, reconhecida pela crítica especializada e público. Artista de forte expressão cênica e vocal, Cozza é uma expoente da cultura nacional.


Neste show em Salvador, a cantora apresenta, de maneira intimista (voz, percussão e violão), interpretações de autores contemporâneos como o baiano Tiganá Santana e o paulista Kiko Dinucci e inéditas do santoamarense Roberto Mendes. O baiano Roque Ferreira também compõe o repertório da cantora.







Serviço:
Show de Fabiana Cozza no Grande Sertão
Rua Adelaide Fernandes, 122 - Costa Azul - Salvador
Quando: 24 de Setembro (sábado)
Horário: 13h
Couvert: R$ 20,00


 





Gero Camilo em "A Casa Amarela" no Teatro Cacilda Becker

A Casa Amarela

Gero Camilo em espetáculo solo no Teatro Cacilda Becker.

De 23/09 a 06/11.
"Em dezembro de 2010 viajei para Amsterdam com o propósito de mergulhar nessa história:
O sonho de Vincent van Gogh em construir uma comunidade de artistas em 1888.
O texto ficou pronto exatamente neste período.

A última frase foi escrita com o táxi na porta para me conduzir ao aeroporto, de volta ao Brasil." Gero Camilo.

"A Casa Amarela" é uma reflexão sobre o sonho de Vincent van Gogh em fundar uma comunidade de artistas em Arles, no sul da França. Essa casa foi inaugurada em 1888, e como companheiro de trabalho Van Gogh recebeu Paul Gauguin. Juntos viveram uma das mais intensas e espantosas oportunidades criativas da história.

Com direção de Marcia Abujamra, o texto aborda o desejo de van Gogh em reunir vários e diferentes artistas, onde todos pudessem pintar, trocar ideias e informações, compartilhar técnicas e inspirações e também dividir as despesas.

Um lugar onde esses artistas vivessem, para muitos pincéis trabalharem incessantemente como armas claras de traços originais e testemunho vivo da necessária mudança dos tempos. Criadores que, juntos, seriam capazes de inaugurar um momento de inovação do olhar do homem. Um sonho revolucionário.

Em Arles, no sul da França, a casa foi inaugurada por Vincent van Gogh e recebeu apenas um parceiro: Paul Gauguin. Naquela época (1888) dois artistas ainda desconhecidos, dois criadores de temperamento igualmente fortes, viveram uma das mais polêmicas e tumultuadas relações da história da pintura moderna.

Emile Bernard também participou desse projeto, mesmo à distancia, e outros ainda fizeram parte deste pensamento colaborativo, embora nem soubessem (dos mais jovens: Seurat, Signac, Henri de Toulouse-Lautrec, Charles Laval, aos mais velhos: Monet, Renoir, Pissarro) pois discutiam constantemente, trocavam olhares como fortes "pedreiros" da arte e punham tijolos amarelos na construção de um castelo ou de uma fortaleza. Exatamente como foram aquelas paredes d’ A Casa Amarela nos meses de setembro a dezembro de 1888.

Útero, casa de tijolos e janelas abertas para o mundo.

"A Casa Amarela de Vincent van Gogh por Marcia Abujamra"

"Tudo começa com um sonho. O sonho de criar uma comunidade de artistas numa pequena cidade ensolarada no Sul da França, Arles, em 1888. A cidade era um lugar que impressionava Vincent van Gogh pelas paisagens e cores e a sua casa, A Casa Amarela, era o lugar onde esperava que outros artistas fossem se juntar a ele. Um lugar para pintarem juntos – diferentes no estilo individual mas com um objetivo comum, trocando idéias e comentando o trabalho uns dos outros, como tantas vezes fizeram por carta van Gogh, Emile Bernard e Paul Gauguin.

Dos artistas que deixara em Paris, Gauguin respondeu ao convite feito para lá se instalar.

Na Provença, Vincent estava embrenhado em uma das mais espantosas maratonas criativas da arte ocidental. Durante o ano e pouco que passou em Arles, pintou perto de 200 quadros. Embora alguns deles tivessem sido despachados para seu irmão Theo que vivia em Paris, a grande maioria continuava ali, na Casa Amarela. Havia quadros por todos os lados – pregados diretamente na parede, emoldurados e pendurados, arrumados em pilhas. Havia muita matéria para conversa quando nasceu o sol no dia 23 de Outubro de 1888 na chegada de Gauguin.

Foram nove semanas de convivência entre dois pintores que se admiravam profundamente. Nove semanas de uma relação que estava longe de ser pacífica, muito pelo contrário, suas discussões eram freqüentes, os argumentos, intermináveis. E no fundo pouco sabemos da revolução íntima e emocional pela qual passaram os dois durante esse período. Vincent na noite de 23 de dezembro de 1888, cortou um pedaço de sua orelha esquerda, e mandou a uma prostituta, Rachel. Mistério ainda hoje não revelado. Quando isso acontece, Gauguin avisa Theo por telegrama e volta imediatamente a Paris, sem ao menos visitar o amigo no hospital.

Foi o fim do sonho de Vincent van Gogh de criar uma comunidade de artistas, de receber seus companheiros, pintores, na casa que ficava na Place Lamartine nº 2, alugada a 15 francos por mês, pintada de amarelo que para ele era a mais importante e simbólica das cores, mobiliada modestamente e para onde se mudara apenas um mês antes da chegada de Gauguin. A Casa Amarela."

Ficha Técnica:
"A Casa Amarela"
Solo de Gero Camilo
Texto: Gero Camilo
Direção: Marcia Abujamra
Cenário: Karina Ades
Figurinos: Paula Cohen
Iluminação: Karine Spuri
Preparação Corporal: Cristiano Karnas
Trilha Sonora: Eugenio La Salvia e Rubi
Fotos: Cisco Vasques
Arte Gráfica: Sato
Produção Executiva: Diego Chilio
Realização: Macaúba Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa (Gero Camilo): Tuca Notarnicola
tuca.n@globo.com
(11) 9985-1110

Serviço:
"A Casa Amarela"
Temporada: De 23/09 até 06/11/2011
Sextas e Sábados - 21h00 e Domingos - 19h00
Local: Teatro Cacilda Becker
R. Tito, 295 - Vila Romana
Tel.: (11) 3864-4513
Lotação: 195 lugares
Duração: 70 min.
Censura: 12 anos
Ingressos: R$ 10,00 e R$5,00 (meia)
Ingressos on line: www.ingressorapido.com.br
Acesso para deficientes/Banheiro para deficientes/Ar condicionado/Aceita todos os cartões/Não aceita pagamento em cheque.

Serpente Verde, Sabor Maçã, fábula dark, estreia dia 30 de setembro no Parlapatões




Foto: Fabio Messias
 O espetáculo apresenta a atriz Lulu Pavarin como a Senhora G. Livremente inspirada no universo do cinema, a peça tem texto de Jô Bilac e Larissa Câmara, produção da Casa 5, direção de Lavínia Pannunzio, interpretação de Ângela Figueiredo, Luna Martinelli e Fernando Fecchio. Cenário de Cássio Brasil, luz de Aline Santini, figurinos de Daniel Infantini, coreografia de Lara Pinheiro, comunicação visual da Zootz e trilha sonora do titã Branco Mello


Mentirosa compulsiva, misteriosa e simpática, a Senhora G oferece xícaras de chá para seus visitantes, ora do bule prateado, ora do bule dourado. Dependendo de seu julgamento sobre se o convidado é torpe ou possui boa índole, o resultado do encontro pode ser amargo e fatal. A cada chá servido, uma nova sentença decretada por esta terrível mulher, interpretada por Lulu Pavarin no espetáculo teatral Serpente Verde, Sabor Maçã, que estreia dia 30 de setembro, sexta-feira, às 21 horas, no Espaço Parlapatões. (Pré-estreia para convidados na quinta, dia 29.)

Texto tragicômico dos cariocas Jô Bilac e Larissa Câmara (carinhosamente chamado de fábula dark pelos seus autores), livremente inspirado no universo do diretor de cinema Tim Burton, a peça conta a história de uma enigmática senhora que envenena suas visitas por conta da postura que assumem no mundo. Direção de Lavínia Pannunzzio, produção da Casa 5 (do titã Branco Melo e da atriz Angela Figueiredo, que interpreta o papel da Senhora White) em parceria com a recém-formada Cia das Trevas, apresenta também no elenco os atores Luna Martinelli e Fernando Fecchio.

Em cena, os simpáticos e inesperados personagens conduzem a trama desta comédia de humor negro de forma divertida, tornando a plateia cúmplice de uma agradável senhora e seu bule de chá. Em clima de suspense, a graça se revela atraente, através da penumbra de uma mesa posta de chá, um delicioso chá verde, sabor maçã. Com humor e acidez, o espetáculo levanta questões como a dialética da razão, a subjetividade de um ponto de vista e a defesa do discurso.

Para seus autores, a peça também resvala no teatro do absurdo, recheado de surpresas e "revelando a degeneração de relações sem amor, numa casa disputada por sua dona, sua inquilina, espiões disfarçados e duas vizinhas-irmãs, que também lutam por tudo entre si. Intermináveis jogos de poder e dominação, onde prevalece a barbárie. É a insanidade da vida pelo olhar da loucura".

Proposta de encenação
Serpente Verde, Sabor Maçã segue os passos que o cinema trilhou em filmes como Este Mundo é dos Loucos, de Philippe de Broca; Sunset Boulevard, de Billy Wilder; Cidade dos Sonhos, de David Lynch; Este Mundo é um Hospício, dirigido por Frank Capra, baseado na peça Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesselring; O que Teria Acontecido a Babe Jane?, de Robert Aldrich.

A proposta da encenação, segundo Lavínia Pannunzio, é "montar uma comédia de erros, uma farsa. Fazer com que o público entre nesse universo bizarro e se assuste consigo mesmo. E ria, se puder". A diretora informa que a inspiração visual do espetáculo vem destes filmes, além de Cidade dos Sonhos, de David Lynch, "elegantemente expressionistas, quase caricaturais, mas extremamente humanos".

Convidada para dirigir a montagem, Lavínia se encantou com o projeto. "Achei o texto demais. A Senhora G tem um grande carisma e comete atrocidades. É como se as nossas convicções caíssem por água abaixo, uma pessoa que decide o que é bom e ruim para os outros. A peça é uma fábula com caráter lúdico, uma colagem com influências do cinema e da música. O cenário brinca com essa questão de verdade e mentira, vai ter rosas sintéticas, a prata vai estar presente, que é a cor da morte. Já os figurinos ilustram esses personagens, expressam algo da natureza humana", explica Lavínia.

Lavínia Pannunzzio ressalta as características terríveis da humanidade que os personagens têm evidenciadas - "muitas delas vêm das alucinações da Senhora G, que fala com as xícaras". Lavínia tem experiência em dirigir espetáculos infantis. Começou com Era Uma Vez um Rio, uma adaptação de um livro escrito por sua mãe, Martha Pannunzio. "Depois dirigi Veludinho e os adultos, O Rufião nas Escadas e Chorávamos Terra Ontem à Noite. Recentemente, esteve em cartaz com A Serpente no Jardim, papel que lhe rendeu indicação ao Prêmio APCA de melhor atriz.


Senhora G
Convidada por Luna Martinelli, Lulu Pavarin apaixonou-se completamente pelo texto. Sobre seu personagem, diz que é uma mulher devastada pelo julgamento da humanidade. "Ela decide quem vive, quem é bom ou mau. O G de seu nome vem de God. Ela passou por gerações que já vivi, até sugeri que o figurino fosse um vestido de baile, pois ela dança com Gene Kelly. Ela se declara uma mentirosa compulsiva, o que é rico para uma atriz."

Conforme Lulu, "a plateia até vai torcer para a Senhora G aplicar sua justiça quando conhecer a integridade de alguns personagens. Ela procura uma pessoa digna, totalmente boa, algo que não existe. Entretanto, cria uma fantasia ao conhecer um rapaz. Componho meu personagem como se fosse um grande show", diz, informando ser esta a primeira vez que é dirigida por uma mulher (Lavínia Pannunzio).

Lulu Pavarin comemorou 25 anos de carreira no ano passado. Seu mais recente trabalho em teatro é o monólogo Como ser uma pessoa pior, direção de Mário Bortolotto. A atriz também entra no elenco da comédia Toc Toc, direção de Alexandre Reinecke. "Sempre quis ser atriz, adorava ver as peças do Antunes Filho. Atuava na área publicitária, onde a empresa propôs um curso de teatro para funcionários melhorarem a desenvoltura. Chamei Vladimir Capella e a Elvira Gentil para aplicar o curso, com isso acabei mudando de profissão e foquei minha carreira no teatro."

Entre as peças em que atuou, destaque para Jesus-Homem, direção de Plínio Marcos; Paraíso Zona Norte; e Drácula e Outros Vampiros, com Antunes Filho; Guerra Santa, direção de Gabriel Villela e Vestido de Noiva, com Eduardo Tolentino. "Antunes Filho foi minha verdadeira escola, descobri a empolgação e inspiração com ele. Sempre trabalhei com pessoas interessantes e criativas, tanto na televisão quanto no teatro."

Senhora White e a Mãe
Ângela Figueiredo conta como é sua Senhora White: "Mulher objetiva às voltas com a problemática inquilina que não desocupa sua casa. A família de White deseja despejar a família G há muito tempo. Assim, ela contrata um detetive para saber o segredo da Senhora G, que acaba se apaixonando pelo homem e abrindo a guarda. Outra personagem que faço é a Mãe, vizinha da Senhora G, mãe de um garoto que sem querer joga sua bola na casa ao lado, e por infortúnio do destino os dois acabam invadindo a privacidade da simpática vizinha".

Ângela Figueiredo conheceu a atriz Luna Martinelli no Primeiro Festival de Peças de Um Minuto, dos Parlapatões. "Já havia uma admiração e a vontade de trabalhar juntas. Ela me ligou dizendo que tinha achado o texto do Jô Bilac e Larissa Câmara, fizemos a primeira leitura e foi genial. Decidimos os personagens que queríamos interpretar e chamamos a Lulu Pavarin para interpretar a Senhora G, uma escolha ótima. Logo depois a Luna comentou sobre o trabalho da Lavínia Pannunzio, imediatamente a convidamos, ela trouxe o Cassio e a Aline, o Fernando indicou o Daniel, e eu, o Branco e a Lara."

Depois de conseguir aprovação do Proac e patrocínio da Riachuelo, começou a batalha para viabilizar o espetáculo. "Partimos para a montagem. Eu, Luna e Fernando fundamos a Cia das Trevas, pois queremos fazer mais trabalhos ligando suspense e comédia".

Ângela Figueiredo e Branco Mello são sócios e comandam a produtora Casa 5 há doze anos. Começaram com clipes e shows, depois o filme Eu e meu Guarda-Chuva, fizeram o documentário Titãs, a Vida Até Parece Uma Festa, além de trilhas para cinema e televisão. Atualmente estão produzindo o documentário sobre os 20 anos do grupo Parlapatões, o site sobre Heavy Metal - www.lokaos.com.br, entre outras atividades.

A trilha sonora da fábula dark foi concebida por Branco Mello, "a partir de uma curiosa e inusitada mistura de citações musicais de clássicos filmes de terror". As referências passam por The Mummy (A Múmia), de 1932, estrelado por Boris Karloff; O Homem Invisível (1933), dirigido por James Whale; The Raven (O Corvo), 1963, com Vincent Price, dirigido por Roger Corman; orquestrações de Bernard Herman, e clássicos do Rock, como Black Sabbath , Iron Maiden e Pantera , entre outros.

As gêmeas
Luna Martinelli faz duas personagens, irmãs gêmeas: Fábia e Flávia, que vivem competindo e se envolvem com o mesmo homem, atual noivo de uma delas. Amiga do autor, Luna já apreciava os textos de Jô, como Cachorro!, Rebú e Limpe Todo Sangue Antes que Manche o Carpete.

Na opinião da atriz, que ganhou o texto do autor há dois anos e é a responsável pela reunião da equipe nesta montagem, trata-se de uma peça "capaz de fazer a plateia rir dos absurdos cometidos pela personagem Sra. G, que acredita ter o papel de ceifadora da humanidade, preservando os bons e eliminando os maus". Recentemente, a atriz fez Limpe Todo Sangue Antes que Manche o Carpete, com direção de Eric Lenate e está no elenco do infantil Alice no País das Maravilhas, com a Cia Le Plat du Jour, grupo com o qual trabalha há 5 anos.

Os Homens
O ator Fernando Fecchio, que faz os papeis masculinos da peça, ressalta que "foi realmente um acerto essa parceria do Jô Bilac com a Larissa Câmara, que nos convida a embarcar numa viagem, no realismo fantástico com referências de Tim Burton".

Seus personagens têm a possibilidade de transitar por figuras muito inusitadas e divertidas. "Os rapazes são os tipos mais sortidos possível. Tem o detetive canastra que se passa por bom moço para conquistar e passar ileso pela perspicácia da protagonista, o jovem hipocondríaco blasé e mesquinho e uma criança terrorista que leva a Sra. G a cometer uma atrocidade causando a revolta do Bule e das Xícaras.”


Seu mais recente trabalho no teatro foi a peça O Homem, a Besta e a Virtude, de Luigi Pirandello, com direção de Marcelo Lazzaratto (com quem trabalhou alguns anos na Cia Elevador de Teatro Panorâmico). No cinema, participou do longa Estamos Juntos, de Toni Venturi, e na TV, esteve na série Descolados ( MTV).

Para roteiro:
Serpente Verde, Sabor Maçã - Pre-estreia para convidados dia 29 de setembro, quinta-feira, às 21 horas, no Espaço Parlapatões. Texto - Jô Bilac e Larissa Câmara. Direção - Lavínia Pannunzio. Elenco - Lulu Pavarin, Ângela Figueiredo, Luna Martinelli e Fernando Fecchio. Cenário - Cássio Brasil. Luz - Aline Santini. Figurinos - Daniel Infantini. Trilha Sonora - Branco Mello. Coreografia - Lara Pinheiro. Programação Visual - Zootz Comunicação. Realização - CASA 5 e Cia das Trevas. Temporada - Quintas e sextas-feiras às 21 horas. Até 4 de novembro. Ingressos - R$15,00 e R$30,00. Duração - 75min Censura - 14 anos.

ESPAÇO PARLAPATÕES – Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro. Informações – (11) 3258.4449. Capacidade – 98 lugares. Aceita cartões de crédito e débito. Acesso para portadores de necessidades especiais. Estacionamento conveniado na Rua Nestor Pestana, 129. Bilheteria – De terça a domingo, das 16h às 22h. Ingressos por telefone – Ingresso Rápido – (11) 40031212 ou pelo site www.ingressorapido.com.br

Sesi Rio Claro/SP - TEATRO ADULTO E MÚSICA POPULAR

INGRESSOS COM 1H DE ANTECEDÊNCIA!

ESPETÁCULO "O RINOCERONTE" APENAS PARA MAIORES DE 16 ANOS!
APRESENTAR RG NA ENTRADA OU ACOMPANHADO DE PAIS



Balnearte - novo grupo de artistas plásticos e pintores- SC

Centro Cultural FIESP Ruth Cardoso apresenta Banda Sinfônica do Estado de São Paulo - Música em Cena

Programação Gambalaia - Arte em Santo André -SP

Palavra de Mulher estreia no dia 1º de outubro

Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa interpretam músicas de Chico Buarque em Palavra de Mulher

Espetáculo musical estreia no dia 1º de outubro, sábado às 21 horas, no Teatro Cleyde Yáconis. Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa dão vida a personagens das músicas criadas por Chico Buarque que expressam o universo feminino

Chico Buarque tratou de vários temas em suas canções. O universo feminino foi um de seus preferidos e ganhou os palcos em montagens como Ópera do Malandro e O Corsário do Rei. O espetáculo musical Palavra de Mulher une a música do compositor carioca nas interpretações de Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa em clima de cabaré. O projeto tem concepção e direção geral de Fernando Cardoso e estreia no dia 1º de outubro, sábado, às 21 horas, no Teatro Cleyde Yáconis. A temporada segue aos sábados, às 21h e domingos, às 18 horas, até 23 de outubro.

O palco recebe toda a atmosfera de um cabaré com adereços e objetos cênicos, além da iluminação, figurino e das músicas que são executadas com instrumentos acústicos (piano, contrabaixo, bateria e percussão). As intérpretes se revezam com interpretações em trio, duo e solo.

“Elas são cantoras com personalidades diferentes, porém as três se harmonizam de uma forma fora do comum. Cada uma delas tem uma qualidade oposta da outra, quando se juntam o resultado é de uma grande beleza. Essas artistas têm uma versatilidade incrível”, enfatiza Fernando Cardoso.

Entre as canções escolhidas estão Tatuagem, O Meu Amor, Folhetim, Sob Medida, Terezinha, Tango de Nancy, À Flor da Pele, Pedaço de Mim, Olho nos olhos, entre outras. As músicas não foram selecionadas de forma aleatória, seguem uma dramaturgia subliminar em cena. As cantoras incorporam a personalidade das personagens para dar mais vivacidade na interpretação.

Para Fernando Cardoso, devido ao repertório vasto de Chico Buarque, a montagem procura mostrar uma faceta de sua obra. “É difícil encontrar uma lista de canções representativas de todo o trabalho musical desse compositor carioca. Por isso, decidimos fazer um recorte com as músicas que retratam o eu feminino e criar um espetáculo que expressa esse clima.”

Intimidade com Chico Buarque
Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa são as responsáveis por dar voz às mulheres nos palcos. Essa não é a primeira vez que elas estão inseridas em um trabalho que envolve a obra de Chico Buarque. Todas, de alguma maneira, estão ligadas ao compositor.

Lucinha Lins já foi Vitória-Régia, a vilã de Ópera do Malandro (que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Shell de Melhor Atriz), e a prostituta Nancy de O Corsário do Rei. No cinema, fez Os Saltimbancos Trapalhões, baseado na peça Os Saltimbancos, de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov (uma adaptação do conto dos Irmãos Grimm, Os Músicos de Bremen).

Tania Alves gravou seu primeiro disco por intermédio de Chico Buarque e foi a protagonista Terezinha da montagem paulista de Ópera do Malandro, além de Bárbara, de Calabar. Em seus discos, sempre gravou músicas de Chico, como Tatuagem, Pássara e outras. Já Virgínia Rosa interpretou várias canções de Chico Buarque em sua carreira nos palcos.

“O musical se destaca por vários aspectos como o visual cabaré, a banda que está bem entrosada e a interpretação das músicas. É um verdadeiro conjunto que causa humor e reflexão. Chico Buarque conseguiu captar a complexidade da mulher de uma forma genial. Fazemos números com a plateia para garantir uma maior proximidade do espetáculo com o público”, diz Tania Alves.

Para Lucinha Lins, os versos de Chico Buarque sempre estiveram presentes em seu cotidiano. “Ele expressou o sentimento feminino como poucos e está em minha vida tanto no lado profissional quanto no emocional. É um ídolo brasileiro que faz parte da gente e procuramos representar isso na interpretação das músicas”.

Já Virgínia Rosa ressaltou que as três cantoras têm muita afinidade, característica que se reflete nos palcos. “Desde o começo, esse encontro teve uma boa energia. Outro ponto positivo é poder interpretar as belas canções desse compositor brasileiro que tem uma facilidade de refletir na arte as tragédias amorosas e os delírios das mulheres”.

O espetáculo já passou por Belo Horizonte, Santos, Sorocaba, Barueri, com ótima receptividade de público. “Palavra de Mulher é uma homenagem as personagens femininas criadas por Chico Buarque. O compositor soube traduzir a alma feminina com mulheres passionais que não medem esforços quando objetivo é o amor”, finaliza o diretor geral.

Para roteiro:
Palavra de Mulher – Estreia dia 1º de outubro, sábado, às 21 horas, no Teatro Cleyde Yáconis. Com Lucinha Lins, Tania Alves e Virginia Rosa. Direção musical, arranjos e piano - Ogair Júnior. Contrabaixo acústico - Marcos Paiva. Bateria e percussão - Ramon Montanhaur. Iluminação - Wagner Freire. Cenografia - Fernando Cardoso. Figurinos - Lucinha Lins, Tania Alves, Virgínia Rosa e Fernando Cardoso. Técnico de som - Kiko Carbone. Direção de produção - Fernando Cardoso e Roberto Monteiro. Projeto gráfico - Rodolfo Rezende – Toxtex. Concepção e direção geral - Fernando Cardoso. Temporada - de 1º a 23 de outubro. Sábados às 21 horas e domingos às 18 horas. Ingressos - inteira R$ 30,00 (meia R$ 15,00). Duração - 85 minutos. Recomendação - 12 anos.

Teatro Cleyde Yáconis - Avenida do Café, 277– Jabaquara – Estação Conceição do metrô. Central de informações: 11 5070 7018. Venda para grupos 11 3334 1358. Capacidade - 288 lugares. Bilheteria - terça a sexta, das 14 às 20 horas – sábados e domingos das 14 até o início do espetáculo. Formas de pagamento na bilheteria - cartões e dinheiro. Venda pela internet: www.ingressorapido.com.br e telefone: 11 4003 1212. Estacionamento no local – entrada Rua Guatapará 170.


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terça-feira, 20 de setembro de 2011

“Quem Ri Por Último É Loira Ou Português”

O Show "Quem Ri Por Último É Loira Ou Português" em cartaz desde 2001, mostra a versatilidade do humorista Jorge Paulo, em várias situações e personagens diferentes. Em 2011 completa 10 anos em cartaz! Eleito entre os 5 melhores Stand up de 2010 pelos leitores do Guia da Folha.


Sozinho em cena o humorista faz um show diferente dispensando o famoso banquinho e o microfone! Misturando o estilo Stand Up com personagens, imitações, satirizando o cotidiano, programas de tv, analisa sobre as vantagens e desvantagens de uma vida a dois, e muito mais!


"Quem Ri Por Último É Loira Ou Português" é um show versátil, dinâmico e interativo, tendo como objetivo levar o bom humor e a alegria para o público.
Tudo isso e muito mais no show interpretado pelo mais novo talento do humor brasileiro.

ESTRÉIA: Sábado, 24 de Setembro
Todo Sábado - até 15/10
LOCAL: Teatro Santo Agostinho
ENDEREÇO: Rua Apeninos, 118
TEL.: (11) 3209-4858
HORÁRIO: 18h
INGRESSO: R$40,00
TEXTO E DIREÇÃO: Jorge Paulo
DURAÇÃO: 60min
Classificação: 12 anos







Noites na Taverna - sarau de poesia no Centro da Terra

Dia 05 de outubro, quarta-feira, o Teatro do Centro da Terra realiza mais uma edição do sarau de poesias Noites na Taverna, às 20h30. O evento (grátis) está no segundo ano de temporada, sempre com sessão na última quarta-feira do mês.


A rústica taverna, onde acontece o sarau, fica ao lado do Teatro do Centro da Terra (Rua Piracuama, 19). Ela é parte do cenário do espetáculo-aventura O Ilha do Tesouro, de Ricardo Karman (em cartaz desde 2005), e funciona de verdade (com venda de bebidas e petiscos).

Noites na Taverna – o Sarau do Centro da Terra é uma parceria com a Poiesis - Organização Social de Cultura. Os convidados são recebidos pelo anfitrião Ricardo Karman para “noites poéticas e autóctones, autenticamente paulistanas”, como o próprio diz. Poetas e simpatizantes recitam poesias, letras de músicas, textos curtos, obras próprias ou tiradas de um cardápio poético especialmente elaborado para a ocasião pelo poeta Frederico Barbosa.

A música ao vivo (baixo, guitarra e percussão) - comandada pelo guitarrista e doutor em comunicação e semiótica Sergio Basbaum - completa o clima do sarau. Basbaum, além de tocar, brinda as noites recitando poemas escolhidos a dedo para o evento.

A iluminação é tênue, condizente com o cenário de paredes construídas com lascas de madeira crua e mesas e banquetas rústicas. Cada participante, antes de recitar, puxa um cordão acima da mesa, acionando o sino da taverna: este é o sinal de que um poema tomará conta do silêncio que se faz neste momento.

O singular espaço é o complemento ideal para este evento poético, cujo nome - Noite na Taverna - é uma homenagem ao livro homônimo de Álvares de Azevedo que, escrito em prosa, traz contos macabros, com histórias de amor, lascívia e morte. Seus personagens são devassos que se apaixonam por mulheres perdidas ou virgens misteriosas que terminam por se perder. Essa atmosfera do século XIX, de exagerado romantismo, é revisitada pelo anfitrião Ricardo Karman no Sarau do Centro da Terra. Assim como no livro de Álvares de Azevedo, as pessoas se reúnem em torno de uma mesa para beber, conversar e recitar.

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Sarau: Noites na Taverna – O Sarau do Centro da Terra
Dia 05 de outubro - quarta-feira - 20h30
Local: Teatro do Centro da Terra
Rua Piracuama, 19 – Sumaré/SP - Tel: (11) 3675-1595
Ingressos: grátis (sujeito à lotação, 40 lugares) - Duração: 1h30
Classificação etária: 18 anos - Serviço de bar (aceita somente cheque e dinheiro) - Acesso universal - Estacionamento grátis (vagas limitadas) - www.cenrodaterra.com.br e sarau@centrodaterra.com.br

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Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 – verbena@verbena.com.br



Marivone Caetano e Daniel Gonçalves se apresentam nos Recitais Eubiose

No dia 24 de setembro, sábado, às 20h, acontece a apresentação da soprano Marivone Caetano com o pianista Daniel Gonçalves nos Recitais Eubiose. No programa, obras de Schubert e Strauss. “A filosofia da Sociedade Brasileira de Eubiose está focada no conhecimento e é com esse intuito que criamos uma programação cultural,” comenta Carlos Augusto de Souza Lima, Administrador-Adjunto do Departamento Lacerda Franco. Ingressos a R$ 20,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados).


Em outubro, promoverão a Semana Guiomar Novaes, de 15 a 22 de outubro, com recitais e exposição de documentos inéditos, fotos, filmes e correspondências de Guiomar Novaes. Ainda em outubro, dia 29, recital do pianista Fabio Luz. No dia 19 de novembro se apresenta o pianista João Antonio Parizoto Filho e no dia 17 de dezembro o trio Luíz Fïlíp (violinista), Thaís Coelho (violista) e Salvatore Percacciolo (pianista).

A Sociedade Brasileira de Eubiose sempre esteve ligada às atividades artísticas como música, canto, exposições e teatro. Além dos Recitais Eubiose, a Sociedade promove cursos, palestras, master-classes e workshops de temas variados.

Programa de Marivone Caetano e Daniel Gonçalves
Franz Schubert (1797-1824)
1. Fr. Schlegel: Der Fluss
2. M. v. Collin: Nacht und Träume
3. Rückert: Du bist die Ruh
4. Goethe: Rastlose Liebe
5. Goethe: Lied der Mignon
6. Goethe: Der Musensohn
7. Goethe: Gretchen am Spinnrade

Richard Strauss (1864-1949)
1.Felix Dahn: Kornblumen
2. Karl Henckel: Liebeshymnus
3. Karl Henckel: Ich schwebe
4. A. v. Arnim: Der Stern
5. A. Fr. Graf v. Schack: Schön sind, doch kalt die Himmelssterne
6. A. Fr. Graf v. Schack: Breit’ über mein Haupt…
7. A. Fr. Graf v. Schack: Barkarole

Marivone Caetano (Soprano) é Bacharel, Licenciada e Pós-graduada pela Universidade Federal de Goiás e Faculdade de Música Carlos Gomes. Integrou as classes de Bartira Bilego, Marília Álvares, Elenis Guimarães e, desde 2009, de Isabel Maresca.

Em Goiânia, teve ampla atuação como solista, professora de canto e preparadora vocal de coros em instituições de nível médio e superior. Em São Paulo, integrou em 2001 e 2002 os Coros de Câmara e Sinfônico da OSESP. Desde 2003, integra o Coro Lírico do Teatro Municipal de São Paulo, onde também foi solista em óperas, missas, oratórios e nas séries: Vesperais Líricas, Concerto Didático e Cena Aberta. Apresentou trechos de óperas nos projetos: Concerto no Páteo, do SESC Carmo, e Atelier Ópera Brasil, no Teatro São Pedro.

Daniel Gonçalves (Piano) é bacharel em música pelo Instituto de Artes da UNESP, onde estudou sob orientação de Anna Cláudia Agazzi. Desde 2002 estuda com a pianista Marisa Lacorte. Venceu diversos concursos nacionais de piano e de música de câmara, com destaque para os Concursos ArtiLivre, Jovens Instrumentistas Brasil Piracicaba, Música Brasileira em Tatuí e o I° Concurso Jovens Cameristas em Londrina, que rendeu uma turnê por diversas cidades no Paraná.

Participou de master classes com pianistas renomados como Flávio Augusto, Daisy de Luca, Yara Bernette, Richard Bishop, Gilberto Tinetti, Diana Kacso, entre outros.
Participou de vários festivais de música, destacando-se o Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Foi pianista correpetidor oficial de diversos festivais de música e trabalhou no ano de 2009 como pianista da classe de regência no XI Festival Eleazar de Carvalho, em Fortaleza.

Neste ano, foi aprovado para o Mestrado na Royal Scottish Academy of Music and Drama.

A Sociedade Brasileira de Eubiose aprofunda, através de cursos e práticas, o estudo da Cosmogênese (origem dos universos) e da Antropogênese (origem do homem) para o oferecimento de subsídios com vistas a uma construção crítica do autoconhecimento ancorada no crescimento coletivo e na fraternidade universal dentro de uma visão espiritualista comprometida com a realidade. Com esse foco se dedica também a ações sociais, culturais e artísticas.

http://www.eubiose.org.br/



Serviço:
Dia 24 de setembro, às 20h
Marivone Caetano (soprano) e Daniel Gonçalves (piano)
Recitais Eubiose na Sociedade Brasileira de Eubiose
Av. Lacerda Franco, 1059
Aclimação
206 lugares
Tel: 3208-9914 / 3208-6699
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados)
Retirar os ingressos até uma hora antes do recital. Antecipadamente após as 14h30, por telefone, ou por email lacerdafranco@eubiose.org.br
Estacionamento conveniado no número 1074 até as 23h.


Mais informações sobre a divulgação com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9969-0416, pelo e-mail miriam@bemelmans.com.br ou pelo site www.bemelmans.com.br





Sem Concerto, com direção de Carla Candiotto





Sem Concerto, com direção de Carla Candiotto,

traz música e clima circense aos palcos







Carla Candiotto, responsável atualmente pela direção de Galinhas Aéreas, A Volta ao Mundo em 80 Dias e Histórias por Telefone (indicado ao Prêmio Femsa, 1º semestre, em 6 categorias, incluindo Melhor Direção), apresenta mais um espetáculo sob sua batuta. A atriz – integrante também da premiada Cia Le Plat du Jour – estreia o infantil Sem Concerto dia 24 de setembro, sábado, às 16 horas, no Teatro União Cultural. Marcelo Lujan e Pablo Nordio, do Circo Amarillo, utilizam técnicas circenses e música ao vivo para contar a saga de uma dupla muito atrapalhada prestes a lançar um disco de vinil.

Na trama, dois palhaços estão na apresentação oficial de seu último e único disco. Eles usam até smoking para participar da noite de gala que celebra o lançamento. Porém, em meio às formalidades do evento, o inesperado acontece: o disco se quebra! A partir daí, começa a divertida aventura para fazer uma nova gravação e a dupla apela para a participação de um artista convidado. Além de música ao vivo, a montagem agrega técnicas de circo e clowns.

SEM CONCERTO Estreia dia 24 de setembro no Teatro União Cultural. Criação - Circo Amarillo. Direção - Carla Candiotto. Elenco - Marcelo Lujan e Pablo Nordio. Iluminação - Paulo Souza. Cenário - Projeto Idéia. Trilha Sonora - Exentric Music. Duração 60 minutos. Censura livre. Capacidade - 285 lugares. Temporada Sábados e domingos às 16 horas. Até 13 de novembro.

Teatro União Cultural Rua Mario Amaral, 209. Telefone 2148 2900 / 2148 2904. Horário de funcionamento da bilheteria: Segunda e terça, das 9h às 17 horas. Quarta a domingo, das 13h às 21h30. Aceita os cartões de crédito e débito: Visa, Máster, American Express e Diners. Possui acesso para deficientes e ar condicionado. Estacionamento conveniado na Rua Teixeira da Silva, 560 a R$10,00.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bruno Santos com lançamento do seu CD "Time To Tell"

Bruno Santos é músico, multi-instrumentalista, compositor, arranjador, engenheiro de som e produtor. A combinação da paixão com a experiência nessas áreas levou ele a unir essas habilidades na criação de seu primeiro disco solo. O álbum inteiro foi escrito, cantado, tocado e gravado pelo Bruno sozinho, resultando em uma obra profundamente pessoal e demonstrando seu talento como compositor, cantor, guitarrista, baixista, percussionista, baterista e engenheiro de som.


Serviço:
Proxima apresentação
30 de setembro/ 20h -
Livraria Cultura, Bourbon Shopping

Rua Turiassu, 2100 - Perdizes - 05005-900 - São Paulo - Brasil

http://www.brunosantosmusic.com/



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Danilo Moraes e os Criados em Temporada Grátis em SP

Danilo Moraes e os Criados Mudos fazem 3 shows no Teatro Décio de Almeida Prado


Temporada gratuita acontece nos dias 16 (sex), 17 (sáb) e 18/09 (dom) às 19hs. O Teatro Décio de Almeida Prado faz parte do Quarteirão da Cultura, no bairro to Itaim, e acaba de ser reaberto ao público após grande revitalização.


Com Danilo Moraes (voz, guitarra e violão), Guilherme Kastrup (bateria/percussão) e Lucas Martins (baixo/MPC).

Danilo Moraes e Os Criados Mudos
Teatro Décio de Almeida Prado
Dias 16, 17 e 18/09. Sexta, Sábado e Domingo às 19h.
Entrada Franca
Rua Cojuba, 45 - Itaim. São Paulo 04533-040
(11) 3079-3438
Lugares: 170





Cláudia Cunha em Brasília

CLÁUDIA CUNHA no CLUBE DO CHORO DE BRASÍLIA

Participações Especiais de: LEONEL LATERZA e TÚLIO BORGES
Local:SDC BLOCO “G”
Dia17 / Setembro
2011 – sábado - 21h30 - R$ 10,00 (meia)
Informações e Produção C.C.BSB: (61) 3224.0599
Marco Guedes
Produção: José Romildo

Para ouvir e conhecer um pouco mais acesse:
http://www.claudiacunha.com/
www.myspace.com/claudiacunha
www.flickr.com/photos/respondearoda







Nila Branco em São Paulo

Projeto literário do SESC Belenzinho promove bate-papo com Nuno Ramos

No dia 21 de setembro, o projeto Estante Viva do SESC Belenzinho recebe o escritor e artista plástico Nuno Ramos - autor de O Pão e o Corvo e do premiado livro Ó - para um bate-papo com o público. O encontro acontece na Sala de Expressão Corporal 2, às 20 horas, com entrada franca.

A conversa tem como foco cerca de 30 livros que Nuno Ramos selecionou do acervo da biblioteca do SESC Belenzinho para compor, em setembro, a Estante Viva. No bate-papo, o autor vai justificar a escolha das publicações e revelar a importância de cada uma dessas obras literárias em sua vida ou trajetória profissional.

Entre os livros selecionados por Nuno Ramos estão: Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll), O Banquete (Platão), Ficções do Interlúdio (Fernando Pessoa), Histórias Fantásticas (Adolfo Bioy Casares), Livro das Mil e Uma Noites (anônimo), Moby Dick (Herman Melville), A Santa Joana dos Matadouros (Bertold Brecht), São Bernardo (Graciliano Ramos), Os Sertões (Euclides da Cunha), O Teatro de Sabbath (Philip Roth), Ulisses (James Joyce), Monodrama (Carlito Azevedo) e A Casa das Belas Adormecidas (Yasunari Kawabata), entre outros.

Bate-papo: Estante Viva
Com: Nuno Ramos
Dia 21 de setembro – quarta-feira – às 20 horas
SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700
Sala de Expressão Corporal 2 - Grátis - Duração: 1h30 – Classificação etária: Livre
Estacionamento para atividades gratuitas: R$ 6,00 (1ª hora) + R$ 1,00 (p/ hora) - não matriculado; R$ 3,00 (1ª hora) + R$ 1,00 (p/hora) - matriculado.

Estante Viva
O projeto de literatura Estante Viva convida, mensalmente, um escritor para selecionar livros do acervo da Biblioteca do SESC Belenzinho que sejam representativos em sua trajetória. Os livros escolhidos por cada autor ficam disponíveis em uma estante especial na Biblioteca durante um mês. Só depois deste prazo podem ser emprestados aos usuários. Durante um encontro com o público, o escritor comenta suas escolhas, como um estímulo a novas leituras, que são sempre únicas para cada leitor.

Quais são os livros que colocamos naquela estante especial de nossa biblioteca, mesmo que imaginária? Quais características, aspectos, situações podem tornar um livro marcante? O que há na construção de sua narrativa que nos envolve e nos faz viver aquele momento paradoxal de não querer parar a leitura, mesmo sabendo que isso pode nos levar ao fim do livro? Qual a influência em nossa eleição da qualidade gráfica, da escolha ideal dos tipos, da capacidade sedutora da capa, da textura do papel e cores da tinta? Estas questões foram colocadas para os oito escritores brasileiros que foram convidados para participar do projeto

As seleções revelam sempre diferentes caminhos, encontros e formas de aproximação com o livro e com a leitura, trajetórias diversas e diferentes olhares para o acervo. Esta iniciativa do SESC Belenzinho busca incentivar a leitura, promover o diálogo do público com o acervo de sua biblioteca e, desta maneira, mantê-la viva. Em 2011 já participaram do Estante Viva os escritores Ferréz, Ignácio de Loyola Brandão, Evandro Affonso Ferreira, Pedro Bandeira e Antonio Cícero. Os próximos convidados são Nuno Ramos (21/9), Beatriz Bracher (19/10) e Índigo (16/11).

Nuno Ramos
O paulistano Nuno Ramos, 51, formou-se em Filosofia pela USP. Artista plástico e escritor, ele participou de diversas mostras coletivas como a 29ª Bienal Internacional de São Paulo, Homenagem a Emanuel Araújo na Pinacoteca do Estado e Experiment-Experiência no Museum of Modern Art, em Oxford. Em suas exposições individuais, destacam-se: Fruto Estranho (MAM – RJ), citada pelo O Globo como uma das melhores de 2010; Nuno Ramos, Instituto Cultural Tomie Ohtake (2006); e Morte das Casas, Centro Cultural Banco do Brasil (2004). Artista premiado, Nuno ganhou, pelo conjunto da obra, o Grand Award - Barnett Newmann Foundation.

Como escritor, Nuno Ramos publicou os livros Cujo (1993, Editora 34), Minha Fantasma (2000, Author’s Edition), O Pão do Corvo (2001, Editora 34), Ensaio Geral (2008, Editora Globo), Ó (2009, Editora Iluminuras, Prêmio Portugal Telecon de Literatura) e O Mau Vidraceiro (2010, Editora Globo). A obra de Nuno inclui também produção de gravuras, pinturas, fotografias, instalações, vídeos e canções.



Funarte SP divulga resultado dos editais de artes cênicas

Carmo Dalla Vecchia e Edson Fieschi voltam em cartaz com a comédia Estranho Casal

Carmo Dalla Vecchia e Edson Fieschi voltam em cartaz com a comédia Estranho Casal  dia 16 de setembro, sexta-feira, às 21h30
Direção de Celso Nunes * Texto de Neil Simon * Adaptação de Gilberto Braga

Últimas chances para assistir Estranho Casal, que reestreia dia 16 de setembro, às 21h30, no Teatro das Artes. Comédia de situação é protagonizada por Carmo Dalla Vecchia e Edson Fieschi, com direção de Celso Nunes, tradução e adaptação de Gilberto Braga e texto de Neil Simon. No elenco, estão ainda Bel Garcia, Clara Garcia, Alexandre Mofati, Marcos Ácher, Renato Wiemer e Rogério Freitas. Visto por 10 milhões de espectadores no mundo em mais de 1.000 montagens, a comédia originalmente escrita pelo dramaturgo americano Neil Simon acumula mais de 150 mil espectadores em sua montagem nacional, que está há dois anos em cartaz.

Espetáculo investe na complicidade das relações humanas por meio da amizade – ou do estremecimento dela – entre dois sujeitos totalmente diferentes. Estranho Casal já foi visto por mais de 150 mil espectadores no Brasil desde a sua estreia, em junho de 2009, no Rio de Janeiro. Fez temporada em São Paulo e viajou para Angra dos Reis, Fortaleza, Vitória, Salvador, Jundiaí, Campinas e São José dos Campos.


O espetáculo narra a história de dois amigos com personalidades distintas que passam a morar juntos. Após se separar da mulher, Felix (Edson Fieschi) vai à casa do bon-vivant Oscar (Carmo Dalla Vecchia), seu amigo também divorciado, em busca de um abrigo. O tranquilo convívio entre os dois companheiros acaba caindo na rotina, com desentendimentos iguais aos de um casal em crise. Os atritos acontecem porque Felix é sistemático, fanático por limpeza e gosta de tudo regrado. Oscar, por sua vez, é desleixado, despreocupado e adora desfrutar de sua vida de solteiro. A diferença de personalidades causa diversas brigas que quase os levam à loucura.


Ficha Técnica:
Texto: Neil Simon . Tradução e Adaptação: Gilberto Braga . Direção: Celso Nunes. Elenco: Carmo Dalla Vecchia, Edson Fieschi, Bel Garcia, Clara Garcia, Alexandre Mofati, Marcos Ácher, Renato Wiemer, Rogério Freitas. Figurino - Ney Madeira. Cenografia - José Dias. Iluminação - Paulo Cesar Medeiros. Caricatura – Ique. Direção Geral de Produção - Luciano Borges. Produtores Associados - Edson Fieschi, Carmo Dalla Vecchia e Luciano Borges. Realização - Fieschi Dalla Vecchia Produções e Luciano Borges.


PARA ROTEIRO:
Estreia 16 de setembro, sexta-feira, às 21h30. Até 27 de novembro de 2011. De sexta a domingo. Horários: Sex: 21:30, Sáb: 21:30, Dom: 19:00. Classificação: 12 anos. Duração: 95 minutos. Teatro das Artes (Shopping Eldorado) Capacidade do Teatro: 769 lugares.Endereço: Avenida Rebouças, 3970.





Memorial da América Latina apresenta o Ballet Stagium com o espetáculo Adoniran

sábado, 10 de setembro de 2011

Zélia Duncan em ‘TôTatiando’‏ curta temporada no Sesc Belenzinho em São Paulo

Ao invés de músicas feitas para teatro, é o teatro feito a partir da música. “Sim, antes de mais nada, sou uma intérprete musical, com muito orgulho. Mas se tornou parte da minha experiência como artista, me lançar em outras aventuras, que possam representar um desafio, que possam me levar ao inusitado e a algo novo”, com essa afirmação, Zélia Duncan estreia o espetáculo baseado na obra de Luiz Tatit, com direção de Regina Braga, para curta temporada no Sesc Belenzinho.


TôTatiando é uma declaração de amor à obra de Luiz Tatit e a São Paulo, cidade que sempre despertou a curiosidade e aguçou o desejo de Zélia ser artista. “Não é show. É a proposta de representar algumas de suas músicas, onde eu e minha preciosa diretora, Regina Braga, enxergamos possíveis personagens”, explica Zélia.

Mais uma vez Zélia sai de uma zona de maior conforto, como cantora e compositora, conhecida por um trabalho autoral, para mergulhar numa forma mais teatral de dizer essas melodias falantes.

A ideia do projeto TôTatiando é colocar uma lente de aumento no aspecto que pode ser mais teatral da obra de Luiz Tatit, obviamente através de suas canções, porém usando esse viés teatral, contando uma história e degustando cada canção como se fosse um esquete. Para cada canção, um personagem, com seus adereços e recursos próprios. Tatit acredita e defende que a canção vem da voz falada, de nossas entonações cotidianas e compõe pensando nisso. Sua pesquisa é profunda e muito rica.

Fala das idiossincrasias de uma forma tão direta, que todo mundo entende e até ri de si mesmo. Assim ele vai nos apontando nossos paradoxos e subjetividades, desmitificando também o isolamento, na medida em que percebemos quantos pontos em comum temos uns com os outros . Ele humaniza porque é espelho, impossível não nos vermos em muitas de suas letras e formas de dizer dele mesmo, ou desse personagem que pula de sua imaginação para dentro de nós. E tem humor…quase sem querer.

TÔTATIANDO

Sesc Belenzinho (392 lugares) - Rua Padre Adelino, 1.000. – Tel. 2076.9700

Informações da bilheteria: ingressoSESC. Você pode comprar os ingressos para os eventos do SESCSP em qualquer unidade da Capital, do interior e do litoral do Estado. Consulte a lista de pontos de venda e escolha a que estiver mais perto de você www.sescsp.org.br/belenzinho. Estacionamento R$ 6.

Formas de pagamento: Dinheiro e cheque (à vista); cartões: Visa, Visa Electron, Mastercard, Mastercard Electronic, Maestro, Redeshop e Diners Club International (crédito e débito).
Quintas, Sextas e Sábados às 21h; Domingos às 18h.
Ingressos: R$ 32 /R$ 16 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 8 (trabalhador no comércio e serviço matriculado no SESC e dependentes).
Duração: 90 minutos
Recomendação: 12 anos
Estreia dia 03 de setembro
Curta Temporada: até dia 18 de setembro





SHOW “PASSADO A LIMPO” com Yara Nantes e Rita Pino - SALVADOR

                                             
O show “Passado a Limpo”, traz ao público, o reencontro de duas grandes intérpretes: a baiana Rita Pino, com sua interpretação sensível e profunda e a paulista Yara Nantes, com sua voz inigualável.

Após duas décadas, unem-se novamente e revelam a todos, com quantas notas construíram suas carreiras e o som que perpetua essa amizade.

O repertório, carregado de emoção e alegria, traz o passado de volta, com releituras “modernas” e canções atuais, com status de clássicos.

Com a direção de Kaká Di Andara da Chiron Produção e apoio do Versão Cultural, esse grande encontro não poderia estrear, sem a benção do orixá Tempo, na Bahia de todos os santos!

Serviço:
Show: Passado a Limpo
Interpretes: Yara Nantes e Rita Pino
Direção: Kaká di Andara
Dia 21/09/2011 as 20h
Teatro Sesi Rio Vermelho
R. Borges dos Reis., 9 - Rio Vermelho

Salvador - BA




sexta-feira, 9 de setembro de 2011

12 Homens e Uma Sentença, com direção de Eduardo Tolentino, reestreia no Tucarena

Foto João Caldas



Melhor espetáculo do ano, duas indicações ao Prêmio Shell (melhor diretor, Eduardo Tolentino; melhor ator, Norival Rizzo), mais de 100 apresentações e quase 30 mil espectadores. Após o sucesso no CCBB-SP e no Teatro Imprensa, a montagem reestreia no Tucarena. A trama é baseada no filme 12 Angry Men (EUA, 1957, de Sidney Lumet, na tradução literal 12 Homens Furiosos) , um dos melhores clássicos de tribunal da história, estrelado por Henry Fonda.


O espetáculo 12 HOMENS E UMA SENTENÇA volta em cartaz dia 9 de setembro, sexta, às 21 horas, no Teatro Tuca Arena. Os doze jurados devem decidir se condenam ou não à morte na cadeira elétrica um jovem acusado de assassinar o pai. Surpreendente exercício de argumentação e conflito de paixões acirradas. Adaptação inédita para os palcos do clássico filme dos anos 50, tem direção de Eduardo Tolentino e traz no elenco os atores Adriano Bedin, Brian Penido, Ricardo Dantas, Zé Carlos Machado, Oswaldo Mendes, Augusto Cesar, Fernando Medeiros, Haroldo Ferrari, Henri Pagnoncelli, Oswaldo Ávila, Riba Carlovich, Gustavo Trestini e Ivo Muller. O texto de Reginald Rose tem tradução de Ivo Barroso, encenação de Eduardo Tolentino de Araújo e cenografia e figurino de Lola Tolentino.

O calor escaldante do Verão de nova York faz o suor pingar do rosto dos 12 homens trancados a chave numa pequena e claustrofóbica "sala de júri". Depois de dias de julgamento, está em suas mãos decidir a sorte do réu. O mais importante: o veredicto precisa ser unânime. Se os 12 enclausurados jurados considerarem o réu culpado do assassinato do próprio pai, ele será executado, mas se um deles tiver uma dúvida razoável a respeito da culpabilidade, o garoto não poderá ser condenado.

Para o diretor Eduardo Tolentino, o desafio de transpor o filme para os palcos está no trabalho de atores. “Trata-se de algo que envolve ideias e discussões, por isso é importante saber como tornar isso ao mesmo tempo atraente e impactante, como no filme. Precisamos estruturar a montagem para que vá além da fala e esteja tanto no corpo dos atores como no palco.”

12 Homens e Uma Sentença – Reestreia dia 9 de setembro, às 21 horas, no TUCARENA.

Texto - Reginald Rose. Direção - Eduardo Tolentino. Tradução – Ivo Barroso. Elenco - Adriano Bedin, Brian Penido, Ricardo Dantas, Zé Carlos Machado, Oswaldo Mendes, Augusto Cesar, Fernando Medeiros, Haroldo Ferrari, Henri Pagnoncelli, Oswaldo Ávila, Riba Carlovich, Gustavo Trestini e Ivo Muller.

Temporada - 9 de setembro a 20 de novembro. Sexta e Sábado às 21 h e Domingo às 19h30. Duração -
100 minutos. Indicação de faixa etária - 12 anos.

TUCARENA – Teatro da PUC-SP - Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes. Capacidade - 300 lugares. Acesso para pessoas com deficiência. Vendas Pela Internet - www.ingressorapido.com.br ou Central de Vendas: (11) 4003-1212 (aceita todos os cartões de crédito). Horários de funcionamento da bilheteria - De terça-feira a domingo das 14h às 20h. Formas de Pagamento - Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. Estacionamento conveniado - Riti Estacionamentos - Rua Monte Alegre, 835 - R$10,00 – 11 3167-7111.







SESI SP apresenta Fortuna nas Quartas Musicais

Peça teatral "Desconhecidos"

Desconhecidos traz aos palcos figuras históricas e lendárias em encontros inusitados
Direção de Gustavo Machado * Texto de Fábio Herford
Com Fábio Herford, Fábio Espósito, Marcelo Laham e Carlos Baldim


William Shakespeare, Tchaikovsky, Neil Armstrong, Darwin, Tiradentes, Van Gogh, Moisés, Gandhi, Dom Pedro I, Matusalém, Adão e Eva, são alguns dos nomes retratados na comédia Desconhecidos. Interpretados por Fábio Herford, Fábio Espósito, Marcelo Laham e Carlos Baldim, os mais de vinte personagens se encontram em momentos inusitados do cotidiano. Espetáculo aproxima o público dos grandes homens da história e figuras lendárias de forma humorada e lúdica. Com direção de Gustavo Machado, Desconhecidos traz aos palcos do Teatro Ruth Escobar mais de 20 personagens históricos, a partir do dia 9 de setembro.

Espetáculo diverte o público com um lado da história que, possivelmente, nunca lhe foi mostrado, sem pretensão ao didatismo. Com rápidas trocas de figurinos, acessórios e adereços, personagens dialogam e contracenam. A trilha sonora foi originalmente composta por Daniel Tauszig. Cenografia e figurinos ficam a cargo de Silvana Marcondes e a iluminação é de Wagner Freire.

FICHA TÉCNICA
Autor: Fábio Herford. Diretor: Gustavo Machado. Elenco: Fábio Espósito, Marcelo Laham, Fábio Herford e Carlos Baldim. Trilha Sonora: Daniel Tauszig. Cenografia e figurinos: Silvana Marcondes. Iluminação: Wagner Freire. Fotografia: João Caldas. Projeto Gráfico: Paulo Falzoni. Gestão Cultural: Via Cultura. Direção de produção: Fábio Santana. Produtores Associados: Fábio Santana & Fábio Herford. Realização: T3rceiro Sinal Produções Culturais & Casa Amarela Produções Artísticas.





PARA ROTEIRO
Estreia dia 8 de setembro, quinta-feira, às 21h30 (para convidados) e 9 de setembro, às 23h30, sexta-feira, para público, no Teatro Ruth Escobar (Sala Dina Sfat). Endereço: Rua dos Ingleses, 209 Bela Vista, tel: 32892358. Capacidade: 394 lugares. Horários: quintas às 21h30 e sextas às 23h30. Censura: Livre. Duração: 70 minutos. Até 25 de novembro. Site oficial: www.desconhecidos.net


OBS: Estive entre os convidados em 08 de setembro na pré estréia e definitivamente recomendo à todos que desejam não apenas rir muito, mas também refletir sobre nossos questionamentos humanos, imperfeições e sonhos.
Uma comédia que mexe com seu interior nas atitudes mais simples do dia a dia até as metas e planos de vida.
Rose de Paulo (Produtora Cultural)

O Silêncio em Apuros, com direção de Débora Dubois, estreia dia 10 de setembro

O espetáculo chama a atenção para a poluição sonora comum nos grandes centros urbanos. Texto de Vanessa Prieto, que também atua na peça, tem direção de Débora Dubois e trilha sonora de Carlos Bauzys.

A história se passa num universo onírico de Nenhum lugar e todos os Lugares, onde vivem os seres fantásticos - o Teatro, a Música, a Dança, a Pintura, a Poesia e o Silêncio, personagem que está desaparecendo. A Música, sua melhor amiga, resolve, então, convocar seus amigos das artes para solucionar o problema e encontrar um lugar seguro onde o Silêncio possa existir. Eles descobrem que os Humânicos estão alimentando o Barulho - monstro invisível, cujo nome eles temem -, que se fortalece através dos altos ruídos do mundo.



O SILÊNCIO EM APUROS – Estreia dia 10 de setembro, sábado, às 16 horas, no Teatro Vivo. Texto - Vanessa Prieto. Direção - Débora Dubois. Direção Musical - Carlos Bauzys. Elenco - Vinicius Meloni, Vanessa Prieto, Carolina Zanforlin, Lavínia Lorenzon, Antonio Vanfill e Juliana Vedovato. Cenário - Débora Dubois e Daniel Infantini. Figurinos - Daniel Infantini. Preparação corporal e coreografias - Alexandra Manolyo. Visagismo - Ana Luiza Icó. Fotos - João Caldas Produção - Edinho Rodrigues, Elza Costa e Vanessa Prieto. Realização - Vanessa Prieto Produções e Brancalyone Produções Artísticas. Duração – 60 minutos. Recomendado – a partir de 5 anos. Ingressos - R$ 20,00. Promoção Especial – Pais acompanhados dos filhos pagam 1 ingresso por o casal. Até dia 30 outubro.
TEATRO VIVO - Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 - Morumbi. Telefone: 7420-1520. Horário de funcionamento da bilheteria – De terça a sexta-feira das 14h às 20h e sábados e domingos até o início do espetáculo. Ingresso Rápido: (11) 4003-1212. Aceita todos os cartões de crédito. Temporada – sábados às 16h e domingos às 15 horas. Estacionamento: Valet Parking. R$ 15,00. Capacidade - 290 lugares. Ar condicionado. Acesso para deficientes.











terça-feira, 6 de setembro de 2011

Concerto AlmaBrasileira – Villa Lobos no SESC Pompeia

Dia 7 de setembro, quarta-feira, às 19h, acontece o concerto Alma Brasileira – Villa Lobos no SESC Pompeia. Sob a regência de Rodrigo Vitta, a Camerata Metropolitana de Violoncelos interpretará, de Heitor Villa-Lobos, as Bachianas Brasileiras nº 5, com a soprano Adélia Issa, e as Bachianas Brasileiras nº 1. O repertório, dedicado integralmente ao compositor, inclui as canções Cantilena, Canção do poeta do século XVIII, Modinha, Lundu da Marquesa de Santos e Canção do Amor, e o violonista Edelton Gloeden interpretará os Choros nº 1 e Estudo nº 11. A curadoria é de Anna Maria Kieffer.








crédito da foto: Gal Oppido

Anna Maria Kieffer: “No dia em que se comemora a data brasileira máxima – o dia da Independência – o SESC Pompeia apresenta um programa que aborda o mais representativo dos compositores brasileiros: Heitor Villa-Lobos.
Sua infância foi marcada pelo universo sonoro de um Brasil ainda tradicional no qual se mesclavam, naturalmente, o popular e o erudito, o rural e o urbano, o sacro e o profano.

Embora tenha absorvido influências da música erudita européia, como a maioria dos compositores de sua geração, quando chega a Paris - no início dos anos 1920 - e passa a conviver com os mais importantes compositores do Modernismo, já é um autor com idéias definidas sobre a música que faz e quer fazer.

O concerto mostra algumas facetas desse compositor que se caracterizou pelo emprego de uma temática de origem popular, pela busca continuada de novos recursos técnicos e expressivos, pela recusa radical à todas as fórmulas, o que torna sua obra fortemente pessoal e o coloca entre os mais instigantes compositores do seu tempo.”

Programa:
Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro,1887-1959)
Cantilena (de Modinhas e Canções I, 1936)
“Um canto que saiu das senzalas”, ambientado por Heitor Villa-Lobos.
Melodia e letra recolhidas por Sodré Viana no Recôncavo Baiano.
Canção do poeta do século XVIII (modinha, 1953)
Letra de Alfredo Ferreira
Choros nº 1 (para violão solo, 1921)
Modinha (de Serestas, 1925)
Letra de Manduca Piá (Manuel Bandeira)
Lundu da Marquesa de Santos (de Modinhas e Canções I, 1936)
Letra de Viriato Corrêa

Estudo nº 11 (para violão solo, 1929)
Canção do amor (de A Floresta do Amazonas, 1958)
Letra de Dora Vasconcelos
Bachianas brasileiras nº 1 (para 8 violoncelos, 1932)
Introdução (Embolada) – Animato
Prelúdio (Modinha) - Andante
Fuga (Conversa) - Un poco animato
Bachianas brasileiras nº 5 (para soprano e 8 violoncelos, 1938-1945)

Aria (Cantilena) – Adagio

Letra de Ruth Valadares Correa

Dança (Martelo) – Allegretto

Letra de Manuel Bandeira

Curadoria: Anna Maria Kieffer

Regência: Rodrigo Vitta

Solistas convidados:
Adélia Issa, soprano
Edelton Gloeden, violão

Camerata Metropolitana:
Douglas Kier (1º violoncelo)
Sergio Silveira (2º violoncelo)
Marisa Silveira (3º violoncelo)
Rodrigo Andrade (4º violoncelo)
Alberto Mota Kanji (5º violoncelo)
Ricardo Fukuda (6º violoncelo)
Joel de Souza (7º violoncelo)
Gustavo Lessa (8º violoncelo)

Serviço:

Concerto Alma Brasileira – Villa-Lobos
Regência de Rodrigo Vitta
Camerata Metropolitana de Violoncelos
Solistas Adélia Issa (soprano) e Edelton Gloeden (violão)
Curadoria de Anna Maria Kieffer.

Dia 7 de setembro, quarta-feira, às 19h
Local: SESC Pompeia
Rua Clélia, 93
Tel: 3817-7700
Ingressos a R$ 8,00, (R$ 4,00 para usuário matriculado no SESC e dependentes, mais de 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante e R$ 2,00 para tragalhardor no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)

Mais informações com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9969-0416, pelo e-mail miriam@bemelmans.com.br ou pelo site www.bemelmans.com.br













Exposição "Linhas, Mapas e Gravetos" - Itajaí -SC

A Prefeitura Municipal de Itajaí, a Fundação Cultural de Itajaí e a Casa da Cultura Dide Brandão, convidam a todos para a abertura da exposição “Linhas, Mapas e Gravetos”, dos artistas Antônio Augusto Bueno (Porto Alegre/RS) e Silvana Leal (Itajaí/SC).


O evento acontecerá dia 09 de setembro de 2011, às 19:00 horas, na Galeria Municipal de Arte da Fundação Cultural de Itajaí, situada na Lauro Müller, n. 53, Centro.

A exposição permanecerá aberta à visitação até o dia 30 de setembro de 2011.



20 ANOS DE PARLAPATÕES - ESTREIA RIDÍCULOS AINDA E SEMPRE

                                                           APRESENTA


Em comemoração aos 20 anos do grupo teatral Parlapatões e
de 5 anos do Espaço Parlapatões,
o espetáculo Ridículos Ainda e Sempre,
a partir de texto do poeta russo Daniil Kharms,
estreia dia 11 de setembro.

“O palhaço é o poeta da ação.”
(Arthur Miller)

O espetáculo tem estreia marcada para dia 11 de setembro em São Paulo, dia do aniversário de 5 anos do Espaço Parlapatões. Depois, segue em turnê, pelo interior do estado, nos meses de novembro e dezembro.
Para Hugo Possolo, Ridículos Ainda e Sempre é uma peça que procura representar a alegria da existência do grupo há 20 anos sendo tão bem recebido pelo público. “O sucesso imediato é uma doença de nossos dias e nos sentimos numa posição privilegiada quando vemos que estamos tanto tempo interessando o público com o teatro que fazemos”, completa o palhaço e diretor.
A escolha da peça a ser encenada para essa comemoração surgiu um pouco ao acaso. Foi durante uma entrevista de Hugo Possolo ao Programa Provocações, apresentado por Antonio Abujamra, TV Cultura. Abujamra pergunta o que o grupo prepara e afirma que tem um texto para oferecer. Assim, após a gravação, apresenta a tradução feita por Tatiana Belinky, por encomenda dele, do texto de um poeta russo, surrealista, precursor do futurismo, pouco conhecido no Brasil, Daniil Kharms. E assim foi.
No palco cinco pessoas totalmente ridículas, como qualquer ser humano, vivem situações aparentemente desconexas entre si. O que dará sentido a todas é a ideia de descoberta. De encontros amorosos, a discussões sobre política, de disputas esportivas ao momento de uma refeição, tudo tem uma ligação. Porém, cada uma das situações contém algo inusitado que os desprende da realidade.  Como, por exemplo, enquanto duas pessoas desfrutam de um banho de sol, sentem, na verdade, o calor de um mendigo que é incendiado ao seu lado. São fortes metáforas, hipérboles declaradas que geram tanto o riso quanto o desespero.

Cada fato vivido pelas personagens ridículas em cena reflete de forma absurda, que por mais que nos esforcemos em tornar tudo pior, sempre haverá uma saída. Ainda que algumas opções da vida não sejam nobres, ou seja, não sejam moralmente aceitáveis, muitas delas fazem parte de nosso cotidiano. Ao jogar com a moralidade – ou com a falta dela – Khrams permite que o público se identifique no que tem de mais complexo, a sua humanidade. Transfere o dilema shakespeariano daquilo que somos ou não somos, para aquilo que deveríamos ser ou não somos, para que cada um na plateia decida por si.

Ridículos Ainda e Sempre permite aos Parlapatões a retomada de elementos do início do grupo, como o espírito de cabaré de Karl Valentin, o cômico que influenciou Brecht. Assim buscam o sentido lírico naquilo que o palhaço tem de mais importante, que é fazer o público rir. Em sua celebração de 20 anos de grupo os Parlapatões fogem da nostalgia e mergulham com vigor em apontar a alegria dos anos que virão.


Ridículos Ainda e Sempre
Espaço Parlapatões (100 lugares)
Praça Franklin Roosevelt, 158
Informações - 3258.4449
Central de vendas: (11) 4003.1212 e www.ingressosrapido.com.br
Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 16h. Aceita todos os cartões de crédito e débito, não aceita cheque.

Sábados às 21h. Domingos às 20h.

Ingressos: R$ 40
(Meia-entrada R$ 20, inclusive para carteirinhas falsificadas)

Duração: 80 minutos
Recomendação: 14 anos

Estreia dia 11 de setembro de 2011, 20h,
dia do aniversário de 5 anos do Espaço Parlapatões.


Festa de comemoração, no local, depois da apresentação.


Temporada: até 30 de outubro


Ficha Técnica

TEXTO Daniil KharmsTRADUÇÃO Tatiana BelinkyADAPTAÇÃO Antonio Abujamra e Hugo Possolo
DIREÇÃO Hugo Possolo

ELENCO
Hugo Possolo, Raul Barretto, Jaqueline Obrigon, Abhiyana e Hélio Pottes

TRILHA SONORA André Abujamra
CENÁRIO E FIGURINO Hugo Possolo
ASSISTENCIA DE FIGURINOS Silvana Ivaldi
PINTURA CÊNICA: Werner Schulz
ILUMINAÇÃO: Reynaldo Thomaz e Hugo Possolo
PESQUISA DE IMAGENS E PINTURA DE CENÁRIO Werner Schulz
FOTOS Luiz Doroneto e Lucas Arantes
PROGRAMAÇÃO VISUAL Werner Schulz
PRODUÇÃO EXECUTIVA Cristiani Zonzini
COORDENAÇÃO GERAL Hugo Possolo e Raul Barretto
REALIZAÇÃO Parlapatões / Agentemesmo Produções Artísticas


Entrevista com Hugo Possolo

1.    Como surgiu a ideia de montar o grupo?
Não teve uma ideia prévia. Foi acontecendo. Resolvi largar o teatro que fazia e resolvi me apresentar na rua. Fui convidando alguns amigos para participar. Depois de um ano e pouco, eram os mesmos. Depois de realizarmos três espetáculos é que nos preocupamos em adotar uma postura de grupo.
2.      Quem deu o nome?
Esta terceira peça chamava-se Parlapatões, Patifes & Paspalhões, um texto meu de 1988. O Jairo Mattos, que fazia parte do grupo na época, ficou pelo menos uns seis meses insistindo de que o nome fosse este. Assim que aceitamos, ele saiu do grupo. O Jairo é um comediante de tempo integral.
3.      Qual foi a maior dificuldade do grupo no início e durante esses 20 anos?
As dificuldades sempre existem e quem escolhe o ofício do teatro não está em busca de facilidades. Acredito que tivemos vinte anos plenos, com incríveis realizações, mais de 40 espetáculos produzidos e ainda montamos um Circo e um Teatro, que são procurados constantemente pelo público, respeitados pela imprensa, pela crítica. Durante 20 anos nos dedicamos a conquistar melhores condições de trabalho e apoio do poder público. É evidente que o Brasil está muito atrasado neste aspecto, algo que não é restrito somente à área da Cultura. O Brasil é um emergente ignorante e inculto, que ainda tem muito que e aprender sobre valores simbólicos, identidade cultural e seus fenômenos estéticos. Mas tenho certeza que na Cultura e na Educação é que devem estar as perspectivas de transformação da sociedade. Por isso, o Teatro que fazemos é irreverente, provocativo e vivo. E só é político por que é artístico.
4.      Por que ter um espaço próprio?
Antes tínhamos uma sede voltada para ensaios, escritório de produção e depósito de material e cenários. Já era uma enorme conquista. Porém, nossa chegada à Praça Roosevelt, redimensionou nossa relação com a cidade. Estabeleceu relações que pretendíamos e que aconteceram mais rapidamente do que esperávamos. O Espaço Parlapatões recebe diversos grupos e companhias e isso nos aproximou artisticamente, pelo convívio, de muita gente que admirávamos. O local virou um ponto de encontro de artistas de teatro, jornalistas, cineastas e estudantes. Isso potencializou nossa capacidade expressiva também. Assim como já tínhamos uma preocupação com o diálogo do Teatro com a cidade – afinal começamos na rua –, percebemos a conquista de uma nova visão de urbanismo, onde o convívio da arte, que recuperou um lugar antes degradado, se estabeleceu ao devolver o espaço público da praça ao cidadão paulistano, em especial, aos moradores e frequentadores de teatros.

Entrevista com Raul Barreto
1.   Qual foi a maior dificuldade do grupo no início e durante esses 20 anos?
As dificuldades são tão inerentes ao viver de teatro que nem podemos eleger a maior, mas apenas reafirmar que nossa maior alegria continua sendo viver de teatro, ou seja, viver feliz surfando nas dificuldades.
2.   O que é ter um espaço próprio?
Vantagens: endereço fixo que facilita o diálogo com a cidade e com o mundo; interferência na comunidade; ocupação e demarcação de território; fincar uma raiz tão funda e definitiva na cidade de São Paulo e, por fim, permitir, no futuro, criar o mausoléu Parlapatões, economizando jazigo em cemitérios.
 Desvantagens: Não ter onde se esconder para fugir das dívidas.
3.   Tem mais alguma coisa que acha importante constar no release?
 A importância daquele sem o qual não haveria sentido em nada do que realizamos nestes 20 anos: o Respeitável Público!

Outras Informações:

O Poeta Surrealista Daniil Kharms
Daniil Ivanovich Yuvachev nasceu em São Pesterburgo, em 1905. Desde cedo teve envolvimento com o espírito revolucionário. Ainda jovem foi de um grupo chamado A Vontade da Pessoa que se confrontava ao poder do Czar. Adotou o nome artístico de Daniil Kharms, mas durante toda a sua carreira usou variações em pseudônimos como DanDan, Khorms, Encantos, Shardam, e Kharms-Shardam, entre outros. Em 1924, entrou na Leninegrado Electrotechnicum, de onde foi expulso por “falta de atividade em atividades sociais”. Após sua expulsão, resolveu dedicar-se inteiramente à literatura. Juntou-se ao Círculo de Tufanov e se tornou um seguidor de Velemir Khlebnikov.  Tornou-se amigo do poeta Alexander Vvedensky de quem se tornou parceiro.
Em 1928, Daniil Kharms fez parte chamada vanguarda russa fundando o coletivo OBERIU, ou União da Arte Real. Envolvido com os novos movimentos do Futurismo Russo, foi colocado para fora por seus ídolos: Khlebnikov, Kazimir Malevich e Igor Terentiev, em função de suas idéias sobre a autonomia da arte e por contestar as regras adotadas pelos vanguardistas.
Seus textos ficaram muitos anos sem publicação, devido a seus versos anti-racionais e sua dramaturgia não-linear.  Suas exposições públicas eram consideradas decadentes e ilógicas, o que levou aos artistas oficiais da União Soviética o tratarem com um Dandy, considerado como um “tolo” ou um “louco-homem talentoso, mas altamente excêntrico”, nos círculos culturais de Leningrado. Sua reputação no século vinte na Rússia foi baseada pela maior parte em seu trabalho extensamente dedicado às crianças. Suas outras obras (uma variedade vasta das histórias, contos, poesias, jogo literários e cênicos e investigações pseudo-científicas, filosóficas) estavam virtualmente desconhecidas até que 1970, quando começaram a ser descobertos por pesquisadores ingleses e americanos. Kharms não foi publicado oficialmente em Rússia até a Glasnost, na década de 80.
Com 20 anos de atraso, conseguiu que o OBERIU fosse de encontro à vanguarda da imprensa. Kharms nutria a fantasia de unir os artistas e os escritores progressistas do época (Malevich, Filonov, Vladimir Mayakovsky Zamyatin) com os críticos do Formalismo Russo (Tynianov, Shklovsky, Eikhenbaum, Ginzburg, etc.,) e uma geração mais nova de escritores (todos do OBERIU--Alexander Vvedensky, Konstantin Vaginov, Nikolai Zabolotsky, Igor Bakhterev).
Kharms foi preso em 1931 como um membro “de um grupo de escritores anti-soviéticos.” Foi forçado a viver um exílio dentro da própria URSS, na cidade Kursk.  Assim, Kharms viveu sempre endividado e na miséria. Continuou a produzir textos, sem nunca publicá-los. Foi levado, em 1942, para o setor psiquiátrico da prisão em Leningrado, onde tentaram tachá-lo de nazista. Morreu no mesmo ano, na prisão.


Sobre os Parlapatões

Desde 1991 os Parlapatões trabalham voltados para a comédia, desenvolvendo uma dramaturgia própria, utilizando técnicas circenses e recursos do teatro de rua. Seus espetáculos circularam em diversas capitais do país e também com apresentações em outros países.

Destacaram-se nos principais festivais internacionais realizados no Brasil: FIAC, em São Paulo; FTC, de Curitiba; FILO, de Londrina; FIT, de Belo Horizonte e Porto Alegre em Cena.

Seus grandes sucessos são: PPP@WllmShkspr.br, que realizou mais de 500 apresentações; Sardanapalo, dois anos em cartaz, participou do Festival de Edimburgo, Escócia; Zèrói, Prêmio Estímulo, 94; U Fabuliô, representante oficial do Brasil na Expo 98, em Lisboa; Não Escrevi Isto, Prêmio Shell (cenografia) e Prêmio Estímulo 98 e Pantagruel, Prêmio Estímulo em 2001. Em 98, gravaram o CD O Circo, indicado ao Prêmio Sharp de melhor cd para crianças. Ainda, neste ano receberam o Grande Prêmio da Crítica APCA pelo evento Vamos Comer O Piolim.

Em 2001 lançaram o livro Riso em Cena, do jornalista Valmir Santos, que conta os primeiros dez anos de sua trajetória.

Com o grupo Pia Fraus, realizaram em 2006, uma grande montagem de espetáculo de rua Hércules em espaços públicos da cidade de São Paulo.

Mantendo a parceria com a Pia Fraus, o grupo inaugurou sua lona, o Circo Roda. Com um elenco composto de circenses, acrobatas, malabaristas, músicos e palhaços estrearam, em 2006, o espetáculo Stapafúrdyo. Em 2008, o Circo Roda Brasil estreou o espetáculo Oceano e em 2010, o espetáculo DNA – somos todos muito iguais. O Circo Roda já passou por mais 40 cidades atingindo mais de 400 mil espectadores

No dia 11 de setembro de 2006, iniciaram as atividades do Espaço Parlapatões, localizado no centro de São Paulo. O Espaço Parlapatões abriga produções do grupo e de outros grupos e se tornou palco da inovadora cena teatral contemporânea.

No Espaço Parlapatões, desde sua abertura,  o grupo produziu e sediou diversas Mostras e Festivais com várias edições, com destaque para Festival de Cenas Cômicas, a Mostra de Solos, o encontro de palhaços Palhaçada Geral , o Concurso de Poesia Falada e o Festival de Peças de Um Minuto.

As montagens mais recentes dos Parlapatões foram As Nuvens e/ou um Deu$ Chamado Dinheiro, que estreou em 2003, no FTC (Curitiba); o infantil O Bricabraque, solo do ator Raul Barreto estreado em 2004; e Prego na Testa, texto de Eric Bogosian adaptado e dirigido por Aimar Labaki com o ator Hugo Possolo. Este espetáculo foi indicado ao Prêmio Shell 2005 na categoria de melhor ator.

Em 2007, o grupo estreou no Espaço Parlapatões o espetáculo infantil Parlapatões Clássicos do Circo, com texto e direção de Hugo Possolo e também O Pior de São Paulo, passeio turístico e humorístico que passa pelos piores pontos da cidade.

Em 2008, o grupo estreou o espetáculo Vaca de Nariz Sutil, adaptação de Hugo Possolo para a obra de Campos de Carvalho.

Em 2009, estreou o espetáculo O Papa e a Bruxa, texto de Dario Fo, que ficou dois anos em cartaz. Em 2010, estrearam o espetáculo Parapapá! Circo Musical, em parceria com a Banda Paralela, que traz diversas canções sobre o circo brasileiro.

Em 2011, o grupo comemora seus 20 anos com a estreia de Ridículos Ainda e Sempre, de Daniil Kharms.

Atualmente, os Parlapatões atuam e produzem diversos espetáculos, apresentando seu repertório, circulando por todo o país, mantendo o Espaço Parlapatões e o Circo Roda, reunindo sua qualidade artística à uma constante ação de cidadania.