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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

estreia - 'Três Homens Baixos'

foto de Paula Kossatz

Texto hilário de Rodrigo Murtat, estrelado por Francisco Cuoco, Anselmo Vasconcellos e Orlando Vieira, estreia no Teatro Jaraguá, em São Paulo, com cenário de Renato Scripillit.



A comédia Três Homens Baixos, do dramaturgo carioca Rodrigo Murat, estreia dia 5 de novembro, sábado, no Teatro Jaraguá, às 21 horas. Os atores Francisco Cuoco, Anselmo Vasconcelos e Orlando Vieira são os protagonistas desta nova montagem que leva a assinatura de Jonas Bloch na direção. Bloch tem uma relação especial com esse texto: ele foi um dos atores na primeira versão da peça, em 2001.

O texto nasceu de uma pilhéria do autor com a obra Três Mulheres Altas, de Edward Albee, que Beatriz Segall montou no Brasil, em 1995. Três Homens Baixos é uma comédia de costumes sobre as facetas do universo masculino, revelada a partir do ponto de vista dos personagens Ciro (professor universitário em caracterização impagável de Francisco Cuoco), Samuca (banqueiro de jogo do bicho, interpretado pelo ator Anselmo Vasconcellos) e Titi (publicitário clichê vivido por Orlando Vieira). Eles são três amigos de infância, estereótipos masculinos, que se encontram periodicamente para colocar o papo em dia numa mesa de bar. Em um desses encontros, descobrem que os laços de união entre eles vão muito além do que supunham, sendo obrigados a rever seus valores mais arraigados.


O diretor Jonas Bloch explica que procurou humanizar os personagens e dinamizar as cenas. “Explorei ao máximo o grande talento dos atores e fomos construindo essa nova versão em um clima divertido, ideal para se montar uma comédia. Demos muitas gargalhadas e criamos novas gags que a plateia, certamente, irá saborear, além de rir muito”. E completa: “participei como ator da primeira montagem desta peça e, 10 anos depois, mais maduro, creio que conseguimos um excelente aproveitamento do texto para divertir ainda mais o público”.






Cada personagem vive seu próprio drama existencial e se ampara nesta amizade que, mesmo aos trancos e barrancos, continua forte. Um deles é casado, o outro é divorciado e também tem o infiel. O enredo revela que, apesar de se conhecerem desde garotos, eles fizeram suas próprias escolhas e agora arcam com as consequências. Os amigos, então, enredam-se nas teias de uma hilária trama melodramática que revela suas intimidades, fraquezas e baixezas.


Segredos, até então guardados a sete chaves, vêm à tona a partir desse encontro, para deleite da plateia. Numa espécie de desabafo coletivo as máscaras caem: um é homossexual; o outro, impotente; e, num chulo linguajar, o terceiro (todo garanhão) descobre que é o “corno” da história. Segundo Jonas Bloch, Três Homens Baixos brinca com esse três maiores temores do “macho brasileiro”: “tudo é apresentado com muito humor, muita alegria e de uma forma bem brasileira de encarar a vida”. A montagem conta ainda com trechos parodiados de músicas que vão pontuando as cenas.




Francisco Cuoco, que integrou a montagem, em 2004, na época interpretando o publicitário Titi, fala com emoção sobre esse trabalho e sobre o teatro. “Quando fiz a peça tive muitos momentos de alegria e de prazer. Isto vai acontecer novamente. Teatro é tudo. Peça ‘cabeça’ ou não, estaremos sempre refletindo o ser humano. Os históricos e grandes autores sempre fizeram peças para o povo, para buscar o ser humano, o ser humano no seu esplendor e na sua ‘baixeza’. O bom e o mau de cada um. O Deus e o Diabo. A noite e o dia. De preferência, essa contradição que habita nossa alma. A minoria e a maioria são feitas de inúmeras camadas. Teatro, entre tantas coisas, é um enorme espelho das contradições que vivem em cada um de nós. O teatro é a grande tribuna das ideias e da verdadeira democracia. A maioria do público vai rir muito e adorar. Alguns, poucos, vão torcer o nariz. Esquecem que verdades e profundidades, preferencialmente, podem e devem ser expressadas com humor. Três Homens Baixos possui verdades absolutas e muito humor e alegria.”


O ator (e produtor da peça) Orlando Vieira também é velho conhecido deste espetáculo. “Quando participei da primeira montagem, substituindo Herson Capri, lembro-me como se fosse hoje que não conseguíamos dizer todo o texto. Tínhamos que esperar o público parar de rir para continuar a cena. Era uma delícia!” Orlando comemora esse retorno, 10 anos depois, e garante que o clima de total descontração permanece. “Durante os ensaios, gargalhamos com as gags que foram surgindo”. E finaliza: “esta peça é como um retrato ‘risonho’ de problemas ‘sérios’ do homem contemporâneo”.


Anselmo Vasconcelos também tem memórias sobre Três Homens Baixos. “Quando vi, há muitos anos, um anúncio de Três Homens Baixos, fui assistir à peça. Diverti-me sobremaneira com o saudoso Rogério Cardoso e com Jonas Bloch e Flávio Galvão. Quando terminou o espetáculo fiquei com um grande desejo de atuar nele. Hoje estou aqui, muito feliz por realizar este sonho”.


Com a finalidade de fazer rir, por meio de inúmeros clichês do padrão masculino de comportamento, a peça coloca o espectador diante de um espelho de parque de diversão, que deforma a anatomia e a torna engraçada. Atores e diretor concordam que a função da comédia é fotografar a realidade com uma lente distorcida e esta é também a proposta de Três Homens Baixos.




Ficha técnica
Espetáculo: Três Homens BaixosTexto: Rodrigo MuratDireção: Jonas Bloch
Elenco: Francisco Cuoco, Anselmo Vasconcellos e Orlando Vieira
Cenário: Renato Scripilliti
Figurino: Ellen Cristine
Iluminação: Berilo Nosella
Voz em off (professora): Georgia Gomyde
Apresentação em off: David Brasil
Trilha sonora: Delfim Moreira
Programação visual – Leandro de Maman
Operador de som e luz: Maurício Jr.
Contrarregra: Bruno Rocha
Camareiro: Diogo Silva
Costureiras: Helena Oliveira e Isaura Braga
Adereços: Huelita Rabelo
Pintura de cenário: Marta Felizatti
Vídeo: Cris NigroFigurino/bonecas: Edson Assnar
Fotos: Paula Kossatz e Ismael Neves
Produção executiva - Daniel Palmeira
Direção de produção: Orlando Vieira e Daniel Palmeira
 Produção: Orlando Vieira
Apoio institucional: ProAC – Governo de São Paulo
Patrocínio: Schincariol, Cristália, Sonda e Fortlev

Serviço:
Estreia: 5 de novembro – sábado – às 21 horas
Teatro Jaraguá
Rua Martins Fontes, 71 - Bela Vista/SP – Telefone: (11) 3255-4380
Temporada: sexta (21h30), sábado (21 horas) e domingo (19 horas) – Até 18/12
Ingressos: R$ 50,00 (sexta e domingo) e R$ 60,00 (sábado). Duração: 80 min.
Gênero: Comédia. Classificação etária: 16 anos. Capacidade: 271 lugares.


Bilheteria: 3ª a 5ª (14h-19h), 6ª (14h-21h30), sab. (14h-21h) e dom. (14h-19h). Aceita todos os cartões. Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com.br (tel: 4003-1212). Estacionamento c/ manobrista: R$ 18,00. Acesso universal. Ar condicionado.




Assessoria de imprensa: ELIANE VERBENA
Tel (11) 3079-4915 / 9373-0181- eliane@verbena.com.br




SESI SP apresenta Maquinado nas Quartas Musicais - 26 de Outubro

Cia Balangandança traz debate e oficinas sobre dança contemporânea infantil. Grátis

A Balangandança Cia está com o projeto Gira Gira-Balangandança Em Movimento que tem como objetivo mostrar que dança contemporânea e o universo infantil estão mais do que conectados. Além das apresentações com o espetáculo Dança Em Jogo - Exercícios Cênicos no SESC Bom Retiro até 2 de novembro, o grupo organiza o II Fórinho - O Brincar, a Improvisação e a Dança no Itaú Cultural com debate (25/10) e oficinas (26 e 27/10) com a participação de especialistas na área e mediação de Geórgia Lengos, diretora da Balangandança. A meta é discutir e trocar experiências sobre temas relacionados ao movimento do corpo das crianças..


Expansão de conhecimento
Com o debate e as oficinas, o projeto também tem objetivo de expandir o conhecimento no II Fórinho - O Brincar, a Improvisação e a Dança no Itaú Cultural. “Essa é uma oportunidade de refletir sobre essa linguagem, construir público, uma forma de gerar uma troca de experiências enriquecedoras”, diz Georgia Lengos.

A diretora enfatiza que a ação da Balangandança Cia é pioneira e fez com que se criasse um olhar para a dança contemporânea no universo infantil. O grupo já mostrou seu trabalho nos estados da Bahia, Pernambuco, Maranhão, Goiás, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de países como Chile, Portugal e Finlândia. Para registrar as atividades foi criado um blog dancaemjogo.wordpress.com. Nele também são encontradas mais informações sobre as atividades cênicas do grupo e funciona como uma extensão do projeto ao propor reflexões e ações do Gira Gira.

A iniciativa também tem a intenção de atingir os adultos como pais, educadores e outros artistas. “Eles são importantes para a formação das crianças e podem conhecer um novo viés sobre a dança contemporânea”, finaliza Georgia.

Programação debates e oficinas
II Fórinho - O Brincar, a Improvisação e a Dança no Itaú Cultural
DEBATE
Com Renata Meirelles, Helena Katz e Lenira Rengel. Mediação Georgia Lengos.
Dia 25 de outubro, terça-feira, das 19hs às 22hs com mediação de Georgia Lengos
O Brincar: Renata Meirelles
Nesse encontro irá apresentar seu olhar para o brincar de crianças das mais diversas regiões brasileiras, em um encontro de semelhanças presentes na diversidade cultural. Renata Meirelles é educadora, autora do livro Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil, vencedor do Prêmio Jabuti, diretora de filmes sobre a criança brasileira.

Improvisação: Helena Katz

O que acontece no corpo quando ele improvisa? A proposta é pensar sobre as ignições que fazem o corpo misturar o que ele já conhece com o que ainda não conhece articulando duas situações:

1ª) trabalhando a partir da formação de hábitos; 2ª) propondo a dança como o pensamento do corpo. Helena Katz é professora no Curso Comunicação das Artes do Corpo e no Programa em Comunicação e Semiótica da PUC/SP e crítica de dança do jornal O Estado de S. Paulo.

Dança para Crianças: Lenira Rengel

Propor uma dança para as crianças e que os adultos sejam capazes de entendê-las, o que fazem/pensam/sentem, a partir de seus próprios pontos de vista. Lenira Rengel é Especialista na Arte de Movimento de Rudolf Laban. Professora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia. Doutora em Comunicação e Semiótica, PUC/SP, Mestre em Artes/Dança, UNICAMP, Bacharel em Direção Teatral , ECA/USP.

TRIÂNGULO DE OFICINAS
Dia 26 de outubro, quarta-feira, das 14hs às 17hs
Dança em jogo: processos criativos - Coordenação: Georgia Lengos

Aborda o processo criativo do espetáculo de improvisação Dança em Jogo - exercícios cênicos em que foram desenvolvidas diversas estratégias e jogos corporais a partir da conexão corpo interno /espaço, do corpo como brinquedo e da brincadeira como dança, da relação palavra/imagem/movimento, das associações livres e de memórias pessoais. Georgia Lengos é graduada em Dança pela UNICAMP. Desenvolve trabalhos com Dança e Educação desde 1991. Criou e dirige a Balangandança Cia. Integra a Cia Oito Nova Dança como criadora- intérprete e é professora de Dança do Ensino Fundamental do Colégio Oswald de Andrade.

Dia 27 de outubro, quinta-feira, das 9h30 às12h30
Corpo – percepção e sensibilidade - Coordenação: Anderson Gouvêa
Pensando que o corpo da criança é permeável e sensível, esta oficina propõe uma vivência dos participantes baseada no primeiro estágio do desenvolvimento humano. Por meio dos sentidos e da percepção desenvolver a consciência motora e a possibilidade de transformá-la em expressão. Anderson Gouvêa é bailarino, performer e arte-educador, graduado pela Universidade Anhembi Morumbi, atua na Balangandança Cia. desde 2004. Trabalhou em diversas companhias desenvolvendo projetos nacionais e internacionais em parceria com diferentes artistas.

Dia 27 de outubro, quinta-feira, das 14hs às 17hs
Brincadeira vira dança - Coordenação: Dafne Michellepis e Alexandre Medeiros

Nesta vivência teórica-prática, o adulto é convidado a refletir corporalmente a importância do movimento e do brincar na formação da criança. O corpo é visto integralmente e imerso em uma relação de trocas constantes consigo e com o ambiente. Dafne Michellepis é formada em Artes Corporais pela Unicamp. Integra a Balangandança Cia. desde a sua formação. Professora de dança no Atelier e Fundamental 1 da Escola Viva – SP. Coreografa para eventos e campanhas publicitárias. Alexandre Medeiros é Mestre em Comunicação e Semiótica e bacharel com habilitação em teatro e dança pelo curso Comunicação das Artes do Corpo, PUC/SP. Integra a Balangandança Cia. e atua também com as linguagens artísticas de palhaço e teatro de animação. É Artista Educador no Programa de Iniciação Artística (PIÁ) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Para roteiro
II Fórinho - O Brincar, a Improvisação e a Dança no Itaú Cultural

Debate com Renata Meirelles, Helena Katz e Lenira Rengel. Mediação Georgia Lengos – Dia 25 de outubro, terça-feira, das 19hs às 22hs. Sala Vermelha - 70 vagas – Grátis - Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência.

Triângulo de Oficinas
Dança em jogo: processos criativos - Coordenação: Georgia Lengos. Dia 26 de outubro, quarta-feira, das 14hs às 17hs. Sala Itaú Cultural - 20 vagas – Grátis. Inscrições pelo telefone 11 2168 -1876, a partir de 17/10. Oficina para bailarinos e estudantes de dança ou áreas afins.

Corpo – percepção e sensibilidade - Coordenação: Anderson Gouvêa. Dia 27 de outubro, quinta-feira, das 9h30 à 12h30. Sala Itaú Cultural - 20 vagas – Grátis. Inscrições pelo telefone 11 2168 -1876, a partir de 17/10 - Oficina destinada a bailarinos e educadores.

Brincadeira vira dança - Coordenação: Dafne Michellepis e Alexandre Medeiros. Dia 27 de outubro, quinta-feira, das 14hs às 17hs. Sala Itaú Cultural - 20 vagas - Inscrições pelo telefone 11 2168 -1876, a partir de 17/10 - Oficina para educadores e interessados na infância em geral.

Itaú Cultural - Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô - Tel. 11 2168 -1876 - Estacionamento com manobrista: R$ 8,00 meia hora, R$ 10,00 a primeira hora, R$ 5,00 a segunda hora, e R$ 4,00 por hora adicional. Carros utilitários: R$ 10,00 a primeira hora, R$ 4,00 a segunda, e R$ 3,00 por hora adicional. Estacionamento gratuito para bicicletas.

Fernanda Teixeira
Arteplural Comunicação
11. 3885-3671/ 9948-5355

Informações também com:
Adriana Balsanelli – (11) 9245-4138
Douglas Picchetti – (11) 9814-6911
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Grupo OMSTRAB estreia novo espetáculo Cidade, dia 20 de outubro, na Galeria Olido

foto Gal Oppido
São Paulo ganha foco com espetáculo de dança CIDADE, nova montagem do Grupo OMSTRAB

Público poderá reconhecer o barulho de aeroporto e o som do vendedor ambulante nas ruas, entre outras situações. Pesquisa foi baseada no universo urbano de São Paulo. No palco, sete bailarinos e quatro músicos encenam o dia a dia do paulistano, com direção de Fernando Lee, direção musical de Eder O Rocha, direção de arte de Rodrigo Araújo (Bijari) e ensaio fotográfico de Gal Oppido.

Após percorrer os cinco cantos da cidade de São Paulo para se apropriar da sonoridade e movimentos do cotidiano do paulistano, o grupo OMSTRAB estreia seu novo espetáculo de dança CIDADE dia 20 de outubro, quinta-feira, às 20 horas, na Galeria Olido. Depois de quatro apresentações no Centro, a montagem tem sessões também nos dias 4, 5, 11 e 12 de novembro, na Sala Crisantempo, na Vila Madalena. A coreografia, com 7 bailarinos e 4 músicos em cena, lança um novo olhar sobre a capital paulista por meio da percepção de sons e movimentos que se perdem na vida cotidiana.

Com direção do bailarino e coreógrafo Fernando Lee, direção musical do percussionista Eder O Rocha (Mestre Ambrósio), direção de arte de Rodrigo Araújo (Bijari), direção de vídeo de Osmar Zampieri, ensaio fotográfico de Gal Oppido e figurino de Adriana Vaz Ramos, o OMSTRAB – que em, 2011, completou 16 anos - investiga a cidade, revelando situações e sonoridades presentes na metrópole.

Contemplado pelo Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo da Secretaria Municipal de Cultura, o OMSTRAB buscou nas ruas a inspiração para os movimentos coreográficos após mapear as cinco zonas da capital paulistana (Sul, Norte, Leste, Oeste e Centro).

O Núcleo partiu em pesquisa de campo procurando estabelecer um diálogo direto com a metrópole, por meio da percepção de elementos sonoros e de movimentos que acabam se perdendo na urgência do dia-a-dia. “Buscamos reavaliar o lugar onde a gente vive, mora e trabalha e passamos a enxergar a cidade com outro olhar. O espetáculo foi concebido nas ruas, dialogando com a cidade e os moradores de São Paulo”, explica Fernando Lee. Durante a criação e montagem, os bailarinos foram estimulados a experimentar intensidades, gestos, respirações, movimentos e situações estabelecendo um diálogo direto, corporal e auditivo.

O processo de pesquisa e montagem durou sete meses e se deu em várias etapas. Primeiro, o OMSTRAB realizou pesquisa de campo observando os diferentes locais, tendo como norteadores aspectos culturais relevantes de cada um deles, como ambientação, características do espaço físico, dimensional, fontes sonoras, pessoas etc.

Em seguida, o grupo promoveu intercâmbio com um artista freqüentador ou residente influente na manifestação cultural local. Participaram dessa etapa os músicos Agnaldo Martins, da região Norte; Wanderlei Lucentini, da região Sul; Raberuan e Akira, da região Leste; Tião Carvalho, da região Oeste, e o fotógrafo Gal Oppido, do Centro. Posteriormente, o grupo voltou às regiões para realizar intervenções públicas nos espaços pesquisados.

O mapeamento do material e a compilação das experimentações em ensaios culminaram no espetáculo, integrando linguagens de dança, música, teatro e vídeo. "Realizamos observações e captações de sons característicos, comportamento e gestual de seus habitantes", explica Fernando Lee.

Assim, o público pode reconhecer o barulho do aeroporto, o aperto do metrô ou ônibus indo para o trabalho, o café da manhã, o vendedor ambulante das ruas e outras situações tão presentes na vida do paulistano. “Não se trata de um espetáculo descritivo, mas uma apropriação dos elementos e ambientação presentes na cidade,” ressalta Lee.

Sobre o OMSTRAB
Desde 1994, quando estreou seu primeiro espetáculo na Bienal de Lyon, o Núcleo OMSTRAB se dedica à pesquisa e produção cultural seguindo um conceito de integração de linguagens - dança contemporânea, música ao vivo e teatro - para a criação de um espetáculo contemporâneo. Ao longo de sua trajetória, recebeu importantes prêmios e representou o Brasil em Festivais e apresentações na Europa, Ásia, América do Norte e América Central. Paralelamente à criação artística, realiza regularmente um trabalho didático e de formação de público através de oficinas, aulas-espetáculo, debates e performances em espaços públicos, teatros de bairro, CEUs, Casas de Cultura e Universidades. O grupo pretende, ao longo de sua história, não só a formação de novas plateias e divulgação da dança, por meio da circulação com espetáculos de seu repertório, mas também a manutenção de seu núcleo artístico e realização de novas pesquisas, contribuindo para a difusão e diversidade da cultura brasileira e a democratização dos bens culturais de qualidade.

Entre os prêmios Destaque para: Prêmio Circulação de Dança - Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo (2004), Prêmio Klauss Vianna - Funarte/Petrobras (2006, 2009 e 2010), ProAC - Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (2007, 2009, 2010 e 2011) 1º, 3º, 5º e 10º editais do Programa Municipal de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo (2006-2011).

Para roteiro:
Grupo OMSTRAB apresenta Cidade – Dias 20, 21, 22 e 23 na Galeria Olido - Quinta, sexta e sábado, às 20h e domingo, às 19 horas. Dias 4, 5, 11 e 12 na Sala Crisantempo. Sexta e sábado, às 21 horas.
Elenco - Fabiana Granusso, Fernando Lee, Marcio Greyk, Silvana de Jesus, Suzana Bayona e Vagner Cruz. Músicos - Lloyd Bonnemaison, Pedro Peu, Eder O Rocha e Thiago Duar. Aprendizes - Cláudia Nwabasili, Roges Doglas (elenco) e Daniel Lins (vídeo). Direção de vídeo - Osmar Zampieri. Direção de arte - Rodrigo Araújo. Direção musical - Eder O Rocha e Thiago Duar. Figurinos - Adriana Vaz Ramos. Fotos - Gal Oppido. Produção executiva - Andrea Pedro. Assistente de Produção - Nayane Pertile. Direção geral - Fernando Lee. Duração - 50 minutos. Faixa etária - Livre. Grátis.

GALERIA OLIDO - Av. São João, 473 - 2º andar - Centro - São Paulo – SP. Telefone: 3397-0171. Ingresso: Entrada Franca (retirada de ingresso uma hora antes do espetáculo). Acesso para deficiente. Sala Paissandu - Centro de Dança Umberto da Silva – Capacidade: 136 lugares.

SALA CRISANTEMPO - Rua Fidalda, 521 - Vila Madalena - São Paulo – SP. Telefone: (11) 3819.2287. Ingresso: Entrada Franca. Acesso para deficiente. Capacidade: 100 lugares.

ARTEPLURAL - Assessoria do espetáculo
Fernanda Teixeira - 11. 3885-3671/ 9948-5355
Adriana Balsanelli - (11) 9245-4138
Douglas Picchetti - (11) 9814-6911
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João e o Pé de Feijão, com direção de Carla Candiotto

Mais uma parceria bem-sucedida de Carla Candiotto, desta vez com o CIRCO MÍNIMO, o espetáculo João e o Pé de Feijão – clássico da literatura infantil - volta em cartaz dia 15 de outubro, sábado, às 17h30, no Teatro da União Cultural. Trata-se do primeiro espetáculo para crianças do - grupo que vem se destacando, ao longo dos seus 20 anos de existência à pesquisa das técnicas circenses aliadas ao teatro.


Apenas dois atores, Rodrigo Matheus, fundador e diretor artístico do CIRCO MÍNIMO e Ricardo Rodrigues, também integrante do grupo, se revezam para interpretar os diversos personagens da história. Com cenário e figurinos de Kléber Montanheiro, a direção é de Carla Candiotto, que também assina a adaptação do conto, ao lado de Rodrigo Matheus.

A atriz - da Cia Le Plat du Jour - este ano dirigiu vários grupos como Cia Delas (em Histórias por Telefone, que volta em cartaz no Teatro Eva Herz), Solas de Ventos ( em A Volta do Mundo em 80 Dias, que também volta em cartaz no Sesc Belenzinho e depois no Teatro Folha), Circo Amarillo ( em Sem Concerto, em cartaz no Teatro União Cultural) e Linhas Aéreas ( em Galinhas Aéreas ).

João é um menino pobre que troca o único bem da família, a vaquinha Mimosa, por alguns feijões mágicos. Os feijões brotam e nasce um enorme pé de feijão, que chega até o céu. João sobe e descobre o castelo do Gigante, a galinha dos ovos de ouro e a harpa, analogias para a maturação da criança que descobre o trabalho, a independência e a arte.

A história sobre a busca da maturidade, sobre a capacidade criativa da criança, em uma das fábulas infantis mais populares do mundo, é contada através de técnicas de teatro físico, em que o circo está a serviço do espetáculo. Apenas dois atores, Rodrigo Matheus, fundador e diretor artístico do CIRCO MÍNIMO e Ricardo Rodrigues, também integrante do grupo, se revezam para interpretar os diversos personagens da história.

O espaço cênico é limpo, ocupado por elementos mínimos manipulados pelos próprios atores, como cordas penduradas e estruturas leves. Os atores utilizam não só o palco como também o espaço aéreo, evidenciando a magia proposta pelas linguagens utilizadas.

O cenário e os figurinos de Kléber Montanheiro preservam a aura de magia dos contos de fadas. A trilha sonora é de Tunica, as coreografias de Chris Belluomini e a iluminação de Douglas Valiense – “profissionais que estão entre os mais respeitados do teatro paulistano, tendo inclusive recebido vários prêmios”, lembra Rodrigo.

A diretora Carla Candiotto tem se destacado, ainda, por seu trabalho no grupo Le Plat du Jour (“Chapeuzinho Vermelho”, “Os Três Porquinhos”, “João e Maria”, “Peter Pan e Wendy”, “Alice no País das Maravilhas” e “Pinocchio”, este último para o Teatro Imprensa). O espetáculo traz a presença marcante de sua direção, na forma de um humor sutil e inteligente, e de marcações ágeis e precisas.

“Vale a pena conferir.” Dib Carneiro Neto, Caderno 2, Jornal O Estado de São Paulo.
“Encanta o público do início ao fim do espetáculo”. Mônica Rodrigues Costa, Guia da Folha de S.Paulo.


Para roteiro:
João e o Pé de Feijão – Reestreia dia 15 de outubro, sábado, às 17h30, no Teatro União Cultural. Temporada - sábados e domingos, às 17h30. De 15 de outubro a 13 de novembro. Direção: Carla Candiotto. Texto: Carla Candiotto e Rodrigo Matheus. Elenco: Ricardo Rodrigues e Rodrigo Matheus. Contraregragem e manipulação: Luís Ângelo Pizzonia Cunha. Coreografia: Chris Belluomini. Cenografia e Figurinos: Kléber Montanheiro. Trilha Sonora: Tunica. Iluminação: Douglas Valiense. Operação de Som: Fernando Cervantes Delgado. Operação de luz: Maria Druck. Fotografia: Luiz Doroneto. Duração – 55 minutos. Livre.

Teatro União Cultural – Rua Mario Amaral, 209. Telefone 2148 2900 / 2148 2904. Horário de funcionamento da bilheteria: Segunda e terça, das 9h às 17 horas. Quarta a domingo, das 13h às 21h30. Preço: 20 (Inteira) e R$ 10 (meia). Aceita os cartões de crédito e débito: Visa, Máster, American Express e Diners. Possui acesso para deficientes e ar condicionado. Estacionamento conveniado na Rua Teixeira da Silva, 560 a R$10,00.



SESI SP apresenta Mundo Livre S/A nas Quartas Musicas -

Dia 21/10 tem pocket-show com Junior Ribas

Concerto gratuito com Orquestra Laetare no Liceu Coração de Jesus

ORQUESTRA DE CORDAS LAETARE E CORAL VOX AETERNA APRESENTAM-SE NO LICEU CORAÇÃO DE JESUS


23 de Outubro (domingo) – 19h30 - Concerto gratuito e aberto ao público

Regida pela maestrina, pianista e professora Muriel Waldman, a Orquestra de Cordas Laetare - composta por 23 músicos de várias idades (violinistas, violistas, violoncelistas e contrabaixistas) - apresenta-se no dia 23 de outubro (domingo), no Santuário do Colégio Liceu Coração de Jesus, às 19h30 horas.

A apresentação, com duração aproximada de uma hora, será acompanhada pelo Coro de música sacra Vox Aeterna. O concerto é gratuito e aberto ao público.

No repertório obras de: Giacchino Rossini, Antonin Dvorak, Felix Mendelssohn, Leonard Bernstein e Cesar Franck.

Sobre a Orquestra de cordas Laetare

Desde que foi criada, no início de 2007, para as apresentações do projeto "Quem tem medo de música clássica?" que aconteceram em parceria com a Secretaria de Cultura em diversas escolas públicas da periferia de São Paulo, a Orquestra de Cordas Laetare leva através dos concertos gratuitos que realiza, informações a respeito da música erudita, dos ritmos, dos diferentes estilos musicais e também da vida de músico a um público distante das salas de concerto, freqüentemente desfavorecidos na oferta de espetáculos e informações culturais.

Desta forma a Orquestra tem conseguido despertar o interesse e a curiosidade dos espectadores, apresentando concertos comentados e elucidativos que fornecem detalhes pitorescos sobre a vida dos compositores e as circunstâncias de cada composição, chamando a atenção do mesmo para detalhes característicos das obras e de seus estilos.

A Orquestra também está ampliando seu quadro de músicos e oferece vagas em todos os naipes de cordas para jovens profissionais. Mais Informações no site: www.laetare.com.br ou pelo telefone: (11) 3825 1007, no horário comercial, com Cecília.

Sobre o Coro Vox Aeterna
O Coro Vox Æterna de São Paulo é uma iniciativa para a divulgação da música erudita na cidade de São Paulo, sendo fundado pela maestrina Muriel Waldman em fevereiro de 2007.

O grupo é formado por adultos já com alguma experiência em canto, apaixonados por Música Sacra, e com a determinação de se aprimorar em música. Apesar de formado recentemente, o grupo recebe elogios pela sonoridade e grande sensibilidade demonstrada em suas apresentações. Ocasionalmente, apresenta-se em conjunto com a Orquestra de Cordas "Laetare" e com o Coro "Canticorum Jubilum", sempre regido pela Maestrina Muriel Waldman. Os ensaios acontecem semanalmente. www.voxaeterna.org

Serviço/Programa:
Concerto com a Orquestra de Cordas Laetare e Coro Vox Aeterna
Regência e direção artística: Muriel Waldman
Data: 23 de Outubro 2011 (domingo)
Horário: 19h30 - duração aproximada: 1 hora
Local: Santuário do Liceu Coração de Jesus
Endereço: Largo Coração de Jesus, 154 - Campos Elíseos - SP - fone: (11) - Tel.: (11) 3221 3622
Duração: 1 hora
Faixa etária livre
Concerto Gratuito e Aberto ao Público
Capacidade: 700 lugares

Programa:
Gioacchino Rossini: Sonata n. 6
Antonin Dvorak: Serenata para cordas, op. 22 / Scherzo: Vivace, Andante, Tempo Primo / Larghetto
(com o Coral Vox Aeterna):
Felix Mendelssohn: Salmo 42: Wie der Hirsch
Leonard Bernstein: Chichester Psalms III: Salmos 131 e 133
Cesar Franck: Salmo 150

Informações para Imprensa:
Denise Monteiro - (11) 9442-7777
denisemonteiro.comunicacao@gmail.com



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mostra D´Arte Contemporanea São Paulo/ Milano " Citta Sorelle"

"Percursos e afetos" de Rubens Fernandes Junior

9 Anos do Vermont Itaim -SP

Horário de Funcionamento:

Quarta e Quinta: das 19h00 às 02h00
Sexta e Sábado: das 21h00 às 05h00
Domingo: das 17h00 às 23h30 Preços de Entrada:
Quartas e Quintas: dependendo do Projeto
Sextas: R$ 15,00
Sábados e Domingos: R$ 25,00

Vermont Itaim Bar e Restaurante
Rua Pedroso Alvarenga, 1192 - Itaim Bibi - São Paulo - SP
Info / Reservas: (11) 3071-1320 / 3707-7721
Site: http://www.vermontitaim.com.br/
E-mail: vermont@vermontitaim.com.br





Projeto Sons do Brasil com Glau Piva no Café Paon

SESI SP apresenta Banda Sinfônica do Estado de São Paulo no Música em Cena

Guiomar Novaes - 100 anos do 1º. Prêmio do Conservatório de Paris na Sociedade Brasileira de Eubiose

De 15 a 22 de outubro, acontece a Semana Guiomar Novaes - 100 anos do 1º. Prêmio do Conservatório de Paris pela Sociedade Brasileira de Eubiose. O evento terá exposição, palestras e dois recitais em homenagem a uma das mais importantes pianistas brasileiras. A abertura da exposição acontece no dia 15, às 14h30. Às 20:00 hs Ciro Gonçalves Dias Junior faz uma pequena introdução sobre como aconteceu o 1º Prêmio e em seguida acontece o Recital de Claudio de Britto. Na mostra documentos inéditos, fotos e objetos da pianista. A palestra do dia 22 será com Ciro Gonçalves Dias Jr., colecionador do material do acervo de Guiomar Novaes às 18hs, seguido de recital de Álvaro Siviero. A exposição e palestra são gratuitas. Os ingressos dos recitais custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados).


Em 1909, Paris era a capital cultural do mundo e o Conservatório de Paris era a mais importante instituição musical do planeta. Naquele ano, 388 candidatos pleiteavam as doze vagas oferecidas aos novos talentos. Quando uma das candidatas, uma menina de 13 anos, terminou de tocar a 3ª Balada de Chopin para um júri presidido por Gabriel Fauré, um dos jurados contrariou todas as regras e solicitou à menina para tocar novamente a balada, tal a beleza da interpretação. A jovem era Guiomar Novaes e o jurado, Claude Debussy.

Todo esse material que será exposto representa apenas uma pequena parte do acervo de Guiomar Novaes mantido ao longo de décadas pela dedicação apaixonada de dois pianistas e colecionadores: Ciro Gonçalves Dias Jr. e João Antonio Parizoto Filho, que desde 1996 são convidados a apresentar anualmente palestras sobre a nossa pianista na The Juilliard School, a mais célebre universidade de música de Nova York.

A exposição contará com inúmeros documentos inéditos, dentre os quais a revista francesa da época que divulga o prêmio, correspondências e dedicatórias a Guiomar Novaes por compositores, artistas e personalidades notáveis da época; dois dos 34 rolos originais de música gravados em Piano Rolls por Guiomar, muitos dos quais comprados em leilões internacionais, objetos pessoais e farto material fotográfico original.

Guiomar Novaes nasceu em 1895 em São João da Boa Vista em São Paulo, faleceu em 1979 na capital de São Paulo. Começou a estudar piano muito cedo. Depois estudou com Luigi Chiaffarelli e em 1908 estreou no Rio de Janeiro. Foi-lhe oferecida uma bolsa de estudos pelo Governo do Estado de São Paulo para estudar em Paris. É quando, em 1909, obtém o primeiro lugar no concurso de admissão do Conservatório Nacional de Música de Paris. Seu primeiro recital naquela cidade foi em 1911. Em 1914 retornou ao Brasil para apresentações, deixando a Europa no período da Primeira Guerra Mundial. Em 1915, com 20 anos recebeu um convite ir tocar nos Estados Unidos. Em 1921, apresenta-se no Carnegie Hall e executa O Concerto em Sol Maior de Beethoven. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna. Ainda em 1922 casou-se com Octávio Pinto. Em 1923 teve uma filha, Anna Maria, e anos depois um filho, Luiz Octávio. Em 1938 tocou para o Presidente Roosevelt nos Estados Unidos. Toca pela última vez na Europa, em Londres, em 1967 e a última turnê nos USA em 1972.

Ciro Gonçalves Dias Jr. acompanhou a carreira de Guiomar Novaes desde quando era um jovem estudante de música em Santos, em 1954, até a morte da pianista, em 1979, assistindo seus recitais e concertos e freqüentando sua casa, convivendo com ela e sua família por 25 anos. Seus filhos Ana Maria e Luiz Octávio presentearam Ciro com programas, cartas, manuscritos de compositores, fotos e preciosa documentação sobre a memorável carreira de Guiomar Novaes.

O espírito de pesquisa e profunda admiração por Guiomar Novaes por parte de Ciro Gonçalves Dias Jr encontraram na nossa maior pianista brasileira o amparo, a orientação e a amizade de toda uma vida. Essa vivência fez de Ciro Gonçalves Dias Jr. o maior especialista e colecionador do acervo deixado por Guiomar Novaes, o que o faz consultor da maioria dos projetos sobre a nossa grande pianista.

Detalhes da programação da Semana Guiomar Novaes - 100 anos do 1º. Prêmio do Conservatório de Paris
Exposição, palestra e recitais de 15 a 22 de outubro.

Dia 15, sábado
Exposição: "Guiomar Novaes: 100 anos do 1º. Prêmio do Conservatório de Paris" Documentos inéditos, fotos e objetos.

Abertura 14:30hs.
Dias e horários de visitação: domingo a quinta das 14h30 às 19h. Sexta (21) fechada.
Encerramento da exposição no sábado (22) às 22h.
Local: Saguão da Sala Henrique José de Souza
Entrada Franca
Recital de abertura - 20h
Cláudio de Britto – piano
Local: Sala Henrique José de Souza (206 lugares)
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados)

Programa
J. S. BACH (1685-1750) - BUSONI (1866-1924)
Preludio-Coral em Mi b Maior "Wachet auf, ruft uns die Stimme"
D. SCARLATTI (1685-1757)
3 Sonatas
F. SCHUBERT (1797-1828)
Improviso em Mi b Maior, Opus 90 no. 2
H. VILLA-LOBOS (1887-1959)
Poema Singelo
C. DEBUSSY (1862-1918)
Deux Arabesques (Mi Maior e Sol Maior).
G. FAURÉ (1845-1924)
Improviso no. 2, em Fá menor
J. BRAHMS (1833-1897)
Intermezzo em Si b Menor, Opus 117 no. 2
F. CHOPIN (1810-1849)
Balada no. 2, em Fá Maior, Opus 38
Balada no. 4, em Fá Menor, Opus 52

Dia 22, sábado
Palestra ilustrada: “Guiomar Novaes: o intérprete, a criatividade e a essência da música”.

Apresentando gravações e fotos de diversas épocas da histórica carreira da grande pianista, além de manuscritos, cartas e dedicatórias de grandes artistas e personalidades. Algumas das gravações que serão apresentadas:

Scarlatti: Sonata em Sol Maior
Chopin: Estudo Op. 25 No. 9 (Town Hall, 1949)
Leschetizky: Estudo Heróico, Op. 48 No. 3 (Piano Roll)
Albeniz: Triana
Camargo Guarnieri: Toccata
Grieg: Concerto Op. 16 (excerto)
Falla: Noites nos Jardins da Espanha (excerto)
Chopin: Concerto No. 2 (excerto) – Carnegie Hall, 1958
Chopin: Polonaise em Lá Maior, Op. 40 No. 1


Palestrante: Ciro Gonçalves Dias Jr.
Local: Sala Henrique José de Souza (206 lugares
Horário: 18h
Entrada Franca
Recital de encerramento - 20h
Álvaro Siviero – piano
Local: Sala Henrique José de Souza (206 lugares)
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados)


ProgramaFRANZ LISZT (1811-1886)
Transcrição Ave Maria de Schubert
Transcrição Widmung de Schumann
Estudo Transcedental n.11 “Harmonies Du Soir”
Fantasia e Fuga sobre um tema B.A.C.H.
Sonata Dante
Noturno n.3 “Liebestraum”
A Marcha dos três reis magos
Rapsódia Húngara n.11

Cláudio de Britto, um dos mais versáteis pianistas brasileiros, tem desenvolvido um trabalho bastante diferenciado, seja como recitalista, em concertos com orquestra, seja como camerista ou didata.

Após sua formatura pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, prosseguiu estudos com Janne Blancard em Paris, com Sebastian Benda nos Seminários de Música de Salvador, no Curso de Formação de Professores em São Paulo e na Hoschschule de Freiburg, Alemanha, com Edith P. Axenfeld, encerrando o curso com a “Reifeprufung”.

Em 1973 um concurso o habilita ao cargo de pianista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo. Paralelamente a essa função participa de inúmeros recitais de piano e música de câmera em salas no Brasil e no exterior, cursos de férias e muitas audições dentro dos programas de divulgação da Prefeitura de São Paulo, tanto no Teatro Municipal como em outras salas.

Seus discos, privilegiando a música brasileira, têm trazido à luz composições de mestres como Francisco Braga, Alberto Nepomuceno, Leopoldo Miguez e Alexandre Levy, entre outros. A maior parte dessas obras foi gravada pela primeira vez.

É detentor do prêmio de melhor recitalista pela APCA em 1982. Lançou, recentemente, dois novos CDs: Panorama da Música Romântica Brasileira para Piano e um Recital Cláudio de Brito.

Ciro Gonçalves Dias Junior
Pianista e professor, está ligado à tradição do instrumento devido aos seus grandes mestres: Guilherme Halfeld Fontainha – discípulo de Conrad Ansorg e Michael Von Zadora (o primeiro, aluno de Liszt e o segundo, de Ferrucio Busoni) e de João de Souza Lima – discípulo de Luigi Chiafarelli, em São Paulo, e de Marguerite Long, em Paris.

Estudou Harmonia com o compositor Cláudio Santoro.

Como um profundo conhecedor da escola pianística no Brasil foi um dos pioneiros a apresentar palestras-ilustradas, em especial sobre os eminentes pianistas brasileiros Antonietta Rudge, Souza Lima e Guiomar Novaes.

No âmbito do ensino Ciro Gonçalves Dias lecionou em diversas universidades como professor de piano, professor assistente de Souza Lima, vice-diretor, numa carreira de mais de 52 anos dedicados ao ensino do piano e da música.

Seu espírito de pesquisa e profunda admiração por Guiomar Novaes encontraram na nossa maior pianista brasileira o amparo, a orientação e a amizade de toda uma vida. Essa vivência fez de Ciro Gonçalves Dias o maior especialista e colecionador do acervo deixado por Guiomar Novaes, o que o faz consultor da maioria dos projetos sobre a nossa grande pianista.

Foi convidado pela "University of Miami", a apresentar a conferência"Remembrances from the Twenty-Five Years of my Relationship with the Great Mme. Novaes" durante o "Festival Miami 1996" cujo sucesso tem gerado desde então conferências anuais na célebre "The Juilliard School of Music”.

Ciro Gonçalves Dias tem integrado o júri de diversos concursos nacionais e internacionais de piano, destacando-se, o "XIII Concurso Internacional de Piano Vianna da Motta" em 1999, sediado em Macau (China)

Há mais de dez anos ministra Masters-Classes no Japão. Em 2006 apresentou com grande sucesso juntamente com o pianista João Antônio Parizoto um recital a dois pianos, em Tokyo.

Em 2010, na celebração do seu 70º aniversário, em concerto promovido pela UNISANTOS no Teatro Coliseu, foi solista da Orquestra Sinfônica Jovem, sob a regência do Maestro Beto Lopes, apresentando a estréia mundial da "Suite Mirim para Piano e Orquestra" de Souza Lima, obra escrita e dedicada a ele pelo grande compositor.

O pianista Alvaro Siviero, nascido em São Paulo, acumula passagens por países como Alemanha, Portugal, Itália, EUA, Áustria, França, Inglaterra, Suíça atuando como solista em diversas turnês pelo Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Peru diante de orquestra como a London Festival Orchestra, a Budapest Chamber Orchestra, a Russian Virtuosi of Europe, The City of Prague Philharmonic Orchestra, Salzburg Chamber Soloists, I Musici de Montreal, entre outras. Atuou também em recital conjunto com a Mahler Chamber Orchestra.

A crítica de suas apresentações resume-se no que publicou o periódico El Mercúrio (Chile), definindo Siviero como “detentor de depurada técnica e rigoroso estilo, unido a uma esplêndida elegância e finesse. Em alguns momentos sua digitação causa vertigem, enquanto que nos contrastes dinâmicos seus pianíssimos chegam a comover. Um pianista para aplaudir”.

Siviero foi o primeiro brasileiro mundialmente selecionado para participar do curso de imersão na obra de Beethoven na Fundação Wilhelm Kempff, em Positano, Itália. Sua tocante interpretação do Concerto n.3 para piano de Rachmaninoff foi ovacionada pelo público e crítica especializada durante turnê que realizou pelas principais salas de concerto das capitais brasileiras. Em maio de 2007, foi o pianista que realizou recital particular ao Papa Bento XVI, em Aparecida, São Paulo, quando da visita do Romano Pontífice ao Brasil. Em novembro de 2009, foi o único brasileiro convidado a representar o Brasil no histórico Encontro Mundial de Artistas, celebrado na Capela Sistina, em Roma.

Em 2011, na Cartuxa de Valldemossa, Siviero foi o pianista que realizou o recital oficial de reabertura da verdadeira cela em que viveu o compositor Frederic Chopin, em Maiorca, após histórica sentença judicial.

O pianista acaba de assumir a diretoria artística do IICS - Instituto Internacional de Ciências Sociais (São Paulo). Com especialização em multiculturalidade pelo Lesley College, Cambridge, e graduado em Física pela Universidade de São Paulo. Siviero comanda um blog de música clássica nos conteúdos digitais do jornal O Estado de São Paulo.

A Sociedade Brasileira de Eubiose aprofunda, através de cursos e práticas, o estudo da Cosmogênese (origem dos universos) e da Antropogênese (origem do homem) para o oferecimento de subsídios com vistas a uma construção crítica do autoconhecimento ancorada no crescimento coletivo e na fraternidade universal dentro de uma visão espiritualista comprometida com a realidade. Com esse foco se dedica também a ações sociais, culturais e artísticas.

http://www.recitaiseubiose.com.br/

Em outubro, dia 29, acontece o recital do pianista Fabio Luz. No dia 19 de novembro se apresenta o pianista João Antonio Parizoto Filho e no dia 17 de dezembro o trio Luíz Fïlíp (violinista), Thaís Coelho (violista) e Salvatore Percacciolo (pianista).

Serviço:
De 15 a 22 de outubro
Semana Guiomar Novaes - 100 anos do 1º. Prêmio do Conservatório de Paris Sala Henrique José de Souza (206 lugares)
Av. Lacerda Franco, 1059
Aclimação
Tel: 3208-9914 / 3208-6699
Exposição e palestras – Grátis!
Ingressos dos recitais: R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados)
Retirar os ingressos até uma hora antes do recital. Antecipadamente após as 14h30, por telefone, ou por email contato@recitaiseubiose.com.br
Estacionamento conveniado no número 1074 até as 23h.







Suspense embala a improvisação na dança de O Beijo, da companhia de Cristiane Paoli-Quito

Influenciada e inspirada no teatro, cinema e literatura, a Cia Nova Dança 4 apresenta espetáculo com o intuito de conduzir o espectador por uma trama de mistério e poesia. O grupo propõe a criação de releitura subjetiva de obras de Nelson Rodrigues, Beckett e Edgar Allan Poe. Tudo delineado no universo da dança de improvisação.


Calcada na pesquisa de linguagem sobre gêneros dramatúrgicos, a Cia Nova Dança 4, dirigida por Cristiane Paoli Quito, apresenta o espetáculo O Beijo, em temporada a partir de 8 de outubro, sábado, às 21 horas, no Teatro do SESC Pompeia, até 20 de novembro. O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, foi o ponto-de-partida e eixo de referência para a criação de uma releitura subjetiva, delineada no universo da dança e da improvisação. Textos literários e teatrais de autores como Samuel Beckett, Edgar Allan Poe, além do filme De Repente num Domingo, de François Truffaut, também serviram de referência. A trilha sonora, em clima de filme de suspense, foi composta por Natália Mallo e por Cláudio Faria.

A obra não se trata de uma montagem de O Beijo no Asfalto, mas o espectador poderá reconhecer alguns elementos do texto no espetáculo. Vale notar que, por ser um espetáculo de improvisação, a apresentação é diferente a cada noite. A trilha sonora é marcante, induz emoções e sensações e dão contorno a história. Os compositores a criaram inspirados nos filmes de Hitchcock e afirmam que há um diálogo entre as personagens e suas relações. “Cada intérprete traz para seu corpo o código que indica uma personagem, que é associado a uma música”, completa Quito, diretora e uma das fundadoras do grupo.

O desenho das luzes também assume importância fundamental no espetáculo, principalmente por ser criado no próprio momento da apresentação. “Construímos um espetáculo único por apresentação, em improvisação constante, a luz se modifica a cada noite”, explica Quito. A iluminação, branca e preta, faz recortes, induzindo a cena, “dando zoom” em algumas partes. “O figurino tem uma coloração à la CinemaScope e possui uma textura bem interessante. A luz foi trabalhada de maneira a criar a impressão de um filme em branco e preto”, afirma a diretora.

O Beijo estreou em 2009, com a proposta de aprofundar a pesquisa de linguagem da Cia. Nova Dança 4 sobre gêneros dramáticos. Com o projeto Estudos dramatúrgicos para influência da improvisação, optaram por aprofundar a investigação do enredo e realizar uma pesquisa dramatúrgica. Algumas questões nortearam e instigaram esta fase de estudo, como: qual é o eixo da história contada e a trajetória de cada personagem? Como se desenvolvem relações paralelas? Qual a relação de causa e consequência? Como o clímax é construído? E a condução do desfecho?

Dramaturgia e improvisação
Desde seu surgimento o grupo manteve como base de criação a improvisação cênica. Porém, o desenvolvimento da pesquisa de linguagem suscitou a busca de uma alimentação exterior dos discursos corporais e dramatúrgicos, o que inaugurou uma nova parceria (até então, inédita na dança de improvisação no Brasil): a inclusão do dramaturgo Rubens Rewald, parceiro da Cia. desde o espetáculo Acordei pensando em bombas..., prêmio APCA de 1999.

“Nós já trabalhamos há muitos anos com a improvisação, sempre buscando a comunicação com a plateia. Uma vez conquistado o corpo capaz de sustentar a atmosfera de tensão do suspense e mistério que nós havíamos proposto, decidimos agora avançar mais um passo: unir a subjetividade da dança à narrativa ficcional do teatro e do cinema”, explica Cristiane Paoli Quito.

Sobre a companhia
A companhia nasceu no Estúdio Nova Dança, em 1996, como núcleo de improvisação dança-teatro, fruto da parceria entre Cristiane Paoli Quito (direção) e Tica Lemos (pensamento corporal). Fundamentou seu trabalho nos princípios somáticos (contato, improvisação, BMC e Ideokinesis) e nos princípios de treinamento contemporâneo para o ator (jogo teatral, improvisação, Commedia dell’Arte e da menor máscara teatral, o nariz vermelho do palhaço).

Para roteiro:
O Beijo – Reestreia dia 8 de outubro, sábado, às 21 horas, no Teatro do SESC Pompeia
Temporada - Sábados, às 21h e Domingos, às 19h. Até 20 de novembro.
Classificação - Não recomendado para menores de 14 anos.
Ingressos - R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Duração - 75 minutos.



Ficha Técnica:



Coreografia - Cia Nova Dança 4. Pensamento corporal - Tica Lemos. Treinamento Lê Parkour - Diogo Granato. Consultoria de dramaturgia - Rubens Rewald. Colaboração - Mariana Camargo. Iluminação e espaço - Marisa Bentivegna. Figurino - Cia Nova Dança 4 Francisco Macchione e Larissa Salgado. Intérpretes - Alex Ratton Sanchez, Cristiano Karnas, Diogo Granato, Érika Moura, Gisele Calazans, Lívia Seixas, Tica Lemos. Músicos - Cláudio Faria, Mariá Portugal e Danilo Penteado. Criação Musical - Cláudio Faria e Natália Mallo.



SESC POMPEIA – Rua Clélia, 93. Telefone – 3871-7700. Acesso para deficientes físicos. Não temos estacionamento.

Funcionamento da bilheteria do SESC Pompeia – de terça a sábado, das 9h às 21h e aos domingos e feriados, das 9h às 19h. Aceitam-se cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard, Diners Club International e American Express) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro, Redeshop e Cheque Eletrônico). Para informações sobre outras programações, ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br .



Assessoria de Imprensa do espetáculo:
ARTEPLURAL Comunicação
Jornalista responsável - Fernanda Teixeira
MTb-SP: 21.718 - tel. (11) 3885-3671 / 9948-5355
fernanda@artepluralweb.com.br
http://www.artepluralweb.com.br/

SHOW FERIADO : RODRIGO SÁ - POP COM BATUCADA BRASILEIRA

Cantor, compositor e percussionista Rodrigo Sá faz parte da nova geração de músicos que experimenta linguagens, sem perder a referência, nem o respeito ao que é tradicional, raiz e popular


Na semana do feriado, o músico Rodrigo Sá sobe ao palco do Club Dorothy Parker acompanhado da Banda Frigazz. O show acontece no dia 11 de outubro, às 23h, e apresenta uma mistura fina capoeira e guitarra, groove com samba, além de ritmos como o funk, drum´n bass e maracatu. Em 2010, Sá lançou o disco Patrimônio Nacional, com a produção musical de Alexandre Basa (Wallbangaz da Holanda, Black Alien, Turbo Trio). O álbum traz a marca sonora de Rodrigo – o pop conceitual em total fusão com a capoeira e ritmos de percussão, com uma pequena brisa de luau e um clima praiano. O resultado desse e de outros trabalhos do músico pode ser conhecido em canções próprias como Milagre, Maravilhosa e em suas parcerias com jovens compositores como Thiago Lopes nas canções Segue o Baile e Pra você voltar entre outros

Nascido dentre a energia da capoeira (seu pai é mestre de Capoeira, vindo da segunda geração de discípulos de Mestre Bimba, que foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953) e criado sob um turbilhão de influências artísticas; o cantor, compositor e percussionista Rodrigo Sá faz parte da nova geração de músicos que experimenta linguagens, sem perder a referência, nem o respeito ao que é tradicional, raiz e popular.

Sá, em suas andanças pelo mundo, tornou-se um instrumento de difusão cultural, um multiplicador da cultura brasileira. Um dos shows internacionais de maior destaque foi o 'Loop Brasil', apresentado em turnê pela Europa, onde misturou grooves a partir do pandeiro e berimbau, incorporando materiais inusitados. O público do festival Rock in Rio Lisboa e da tradicional casa em Portugal Speakeasy, puderam conhecer através de Rodrigo Sá, um pouco mais do Brasil. O som de seu pandeiro ecoou até o Japão. Rodrigo participou de um DVD produzido pela percussionista Midori Onaga, mostrando suas habilidades com o funk, drum´n bass e 6/8 no instrumento.
Rodrigo Sá, antes de dedicar-se exclusivamente à música, transitou pelos palcos teatrais, protagonizando diversos espetáculos, entre eles, 'Quarto de Estudante' de Roberto Freire, dirigido por Marcelo Medeiros e Néia Barbosa. Foi através desta experiência que pôde aperfeiçoar elementos essenciais também ao músico - postura, expressão corporal, voz e respiração sincronizados - visíveis a quem assiste uma performance de Rodrigo no palco.

Em 2001, foi um dos fundadores da banda de forró universitário Circulado de Fulô, e com eles gravou três discos, sendo um lançado pela gravadora Virgin/EMI, com direção artística de Rick Bonadio e produção de Arnaldo Sacommani. Rodrigo foi percussionista do grupo até 2005, quando decidiu seguir carreira solo. Em 2008, fez uma apresentação solo de seu Berimbau Contemporâneo na 10º edição dos Jogos Europeus de Capoeira em Bruxelas, com presença do Ministro dos Esportes da Bélgica. No Porto, em Portugal, apresentou o Berimbau Contemporâneo para o então Ministro da Cultura Gilberto Gil.
• SOBRE RODRIGO SÁ
http://www.rodrigosa.com/

• SERVIÇO

Show: Rodrigo Sá
Dias: 11 de outubro
Onde: Dorothy Parker
Local:Alameda Lorena n. 2119 – Jardins
Tel: (11) 3081-6110
Horário: 23h
Valor: R$ 120,00 consumíveis (homem)
R$ 50,00 consumíveis (mulher)
Capacidade: 300 pessoas
Classificação: Proibido para menores de 21 anos.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cia Balangandança traz espetáculos e workshops sobre dança contemporânea infantil

O grupo faz seis apresentações no SESC Bom Retiro e organiza debates e oficinas no Itaú Cultural com o objetivo de passar e receber conhecimento sobre o movimento do corpo das crianças


A Balangandança Cia mostra que dança contemporânea e o universo infantil estão mais do que conectados. Com o projeto Gira Gira-Balangandança Em Movimento, contemplado pela X Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança 2011 o grupo reestreia o espetáculo Dança Em Jogo - Exercícios Cênicos, no dia 9 de outubro, domingo, às 12 horas, no SESC Bom Retiro. Além das apresentações, a Cia, dirigida por Georgia Lengos, também organiza o II Fórinho - O Brincar, a Improvisação e a Dança no Itaú Cultural. Direcionado a educadores, bailarinos e público em geral, as atrações contam com a participação de especialistas nessas áreas, para relacionar os temas ao mundo das crianças.

O debate será no dia 25 de outubro, terça-feira, das 19hs às 22 horas, com a presença de Renata Meirelles, Helena Katz e Lenira Rengel com mediação da diretora Georgia Lengos. Já as oficinas serão divididas em dois dias: 26 de outubro das 14h às 17 horas (Dança em jogo: Processos criativos com Georgia Lengos) e 27 de outubro das 9h30 às 12h30 (Corpo – percepção e sensibilidade com Anderson Gouvêa) e das 14hs às 17hs (Brincadeira Vira Dança com Dafne Michellepis e Alexandre Medeiros).

á 14 anos, a Balangandança Cia trabalha com dança para os pequenos e procura formar público para uma área ainda em crescimento. “A disponibilidade do corpo e a espontaneidade do movimento das crianças sempre me instigaram, essas características se comunicam bem com a dança contemporânea. Essa foi uma das razões para se criar uma linguagem voltada para o universo infantil”, conta a diretora Georgia Lengos.

Dança Em Jogo-Exercícios Cênicos se baseia na improvisação de bailarinos no palco. Imagens poéticas de memórias da infância, temas pertinentes ao universo infantil da criança contemporânea, brincadeiras resgatadas ou inventadas, são peças desse jogo que fala sobre a própria dança, sobre o corpo e o movimento. O espetáculo tem uma dinâmica de brincadeira, o que aproxima a montagem do público infantil. Essa é uma forma de fugir das danças estereotipadas e trazer identificação para os pequenos expectadores.

“As crianças têm recebido bem nossa proposta, é um trabalho arriscado, pois com a improvisação não se sabe o que vai acontecer, não tem algo pré-estabelecido, depende da interação do público. Temos que criar alternativas para chamar a atenção e aproximar a encenação com as crianças. É uma experiência de comunicação quando se entra nesse jogo, existe uma verdade e uma troca, e não uma representação”, enfatiza a diretora.

A montagem é resultado de uma pesquisa que tinha o objetivo de captar o olhar da criança para o movimento. Músicas entoadas por violão, trompete e xilofone embalam o espetáculo que aposta em um cenário com adereços cênicos feitos a partir da reciclagem. O figurino tem roupas do cotidiano e parte do branco para um jogo de cores na composição.

Além da temporada no SESC Bom Retiro, estão sendo realizadas apresentações em escolas e ONGs. Dança Em Jogo-Exercícios Cênicos fez parte da programação Dança para Crianças do Itaú Cultural no ano passado, que teve a curadoria do próprio grupo. A Cia foi premiada pela APCA na categoria de Melhor Iniciativa em Dança em 2010, juntamente com o Itaú Cultural. No repertório da Cia estão montagens como O Tal do Quintal, Brincos & Folias, Entranças, Rodapé.
Expansão de conhecimento
Com o debate e as oficinas, o projeto também tem objetivo de expandir o conhecimento no II Fórinho - O Brincar, a Improvisação e a Dança no Itaú Cultural. “Essa é uma oportunidade de refletir sobre essa linguagem, construir público, uma forma de gerar uma troca de experiências enriquecedoras”, diz Georgia Lengos.

A diretora enfatiza que a ação da Balangandança Cia é pioneira e fez com que se criasse um olhar para a dança contemporânea no universo infantil. O grupo já mostrou seu trabalho nos estados da Bahia, Pernambuco, Maranhão, Goiás, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de países como Chile, Portugal e Finlândia. Para registrar as atividades foi criado um blog dancaemjogo.wordpress.com. Nele também são encontradas mais informações sobre as atividades cênicas do grupo e funciona como uma extensão do projeto ao propor reflexões e ações do Gira Gira.

A iniciativa também tem a intenção de atingir os adultos como pais, educadores e outros artistas. “Eles são importantes para a formação das crianças e podem conhecer um novo viés sobre a dança contemporânea”, finaliza Georgia.

Programação debates e oficinas
II Fórinho - O Brincar, a Improvisação e a Dança no Itaú Cultural

DEBATE
Com Renata Meirelles, Helena Katz e Lenira Rengel. Mediação Georgia Lengos.
Dia 25 de outubro, terça-feira, das 19hs às 22hs com mediação de Georgia Lengos
O Brincar: Renata Meirelles
Nesse encontro irá apresentar seu olhar para o brincar de crianças das mais diversas regiões brasileiras, em um encontro de semelhanças presentes na diversidade cultural. Renata Meirelles é educadora, autora do livro Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil, vencedor do Prêmio Jabuti, diretora de filmes sobre a criança brasileira.

Improvisação: Helena Katz
O que acontece no corpo quando ele improvisa? A proposta é pensar sobre as ignições que fazem o corpo misturar o que ele já conhece com o que ainda não conhece articulando duas situações:

1ª) trabalhando a partir da formação de hábitos; 2ª) propondo a dança como o pensamento do corpo. Helena Katz é professora no Curso Comunicação das Artes do Corpo e no Programa em Comunicação e Semiótica da PUC/SP e crítica de dança do jornal O Estado de S. Paulo.

Dança para Crianças: Lenira Rengel
Propor uma dança para as crianças e que os adultos sejam capazes de entendê-las, o que fazem/pensam/sentem, a partir de seus próprios pontos de vista. Lenira Rengel é Especialista na Arte de Movimento de Rudolf Laban. Professora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia. Doutora em Comunicação e Semiótica, PUC/SP, Mestre em Artes/Dança, UNICAMP, Bacharel em Direção Teatral , ECA/USP.

TRIÂNGULO DE OFICINAS
Dia 26 de outubro, quarta-feira, das 14hs às 17hs
Dança em jogo: processos criativos - Coordenação: Georgia Lengos

Aborda o processo criativo do espetáculo de improvisação Dança em Jogo - exercícios cênicos em que foram desenvolvidas diversas estratégias e jogos corporais a partir da conexão corpo interno /espaço, do corpo como brinquedo e da brincadeira como dança, da relação palavra/imagem/movimento, das associações livres e de memórias pessoais. Georgia Lengos é graduada em Dança pela UNICAMP. Desenvolve trabalhos com Dança e Educação desde 1991. Criou e dirige a Balangandança Cia. Integra a Cia Oito Nova Dança como criadora- intérprete e é professora de Dança do Ensino Fundamental do Colégio Oswald de Andrade.

Dia 27 de outubro, quinta-feira, das 9h30 às12h30
Corpo – percepção e sensibilidade - Coordenação: Anderson Gouvêa

Pensando que o corpo da criança é permeável e sensível, esta oficina propõe uma vivência dos participantes baseada no primeiro estágio do desenvolvimento humano. Por meio dos sentidos e da percepção desenvolver a consciência motora e a possibilidade de transformá-la em expressão. Anderson Gouvêa é bailarino, performer e arte-educador, graduado pela Universidade Anhembi Morumbi, atua na Balangandança Cia. desde 2004. Trabalhou em diversas companhias desenvolvendo projetos nacionais e internacionais em parceria com diferentes artistas.

Dia 27 de outubro, quinta-feira, das 14hs às 17hs
Brincadeira vira dança - Coordenação: Dafne Michellepis e Alexandre Medeiros

Nesta vivência teórica-prática, o adulto é convidado a refletir corporalmente a importância do movimento e do brincar na formação da criança. O corpo é visto integralmente e imerso em uma relação de trocas constantes consigo e com o ambiente. Dafne Michellepis é formada em Artes Corporais pela Unicamp. Integra a Balangandança Cia. desde a sua formação. Professora de dança no Atelier e Fundamental 1 da Escola Viva – SP. Coreografa para eventos e campanhas publicitárias. Alexandre Medeiros é Mestre em Comunicação e Semiótica e bacharel com habilitação em teatro e dança pelo curso Comunicação das Artes do Corpo, PUC/SP. Integra a Balangandança Cia. e atua também com as linguagens artísticas de palhaço e teatro de animação. É Artista Educador no Programa de Iniciação Artística (PIÁ) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Para roteiro:
Espetáculo Dança Em Jogo-Exercícios Cênicos – Reestreia dia 9 de outubro, domingo, às 12 horas, no SESC Bom Retiro. Direção: Georgia Lengos. Com Dafne Michellepis, Coré Valente, Anderson Gouvêa, Maristela Estrela, Alexandre Medeiros, Alan Scherk, Clara Gouvea. Figurinos: Dafne Michellepis e Cia. Edição de trilha e composição musical: Kito Siqueira. Desenho e operação de luz: Hernandes Oliveira. Fotos: Gil Grossi. Produção: Anderson do Lago Leite. Assistência de produção: Mariana Delgado. Temporada: 09/10, 12/10, 16/10, 23/10, 30/10, 02/11. Domingos e feriados, às 12h. Ingressos: R$ 8,00 (Inteira), R$ 4,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes), R$ 2,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). Censura: Livre

Endereço: SESC Bom Retiro - Alameda Nothmann, 185 - Bom Retiro -São Paulo - SP

II Fórinho - O Brincar, a Improvisação e a Dança no Itaú Cultural

Debate com Renata Meirelles, Helena Katz e Lenira Rengel. Mediação Georgia Lengos – Dia 25 de outubro, terça-feira, das 19hs às 22hs. Sala Vermelha - 70 vagas – Grátis - Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência.

Triângulo de Oficinas
Dança em jogo: processos criativos - Coordenação: Georgia Lengos. Dia 26 de outubro, quarta-feira, das 14hs às 17hs. Sala Itaú Cultural - 20 vagas – Grátis. Inscrições pelo telefone 11 2168 -1876, a partir de 17/10. Oficina para bailarinos e estudantes de dança ou áreas afins.
Corpo – percepção e sensibilidade - Coordenação: Anderson Gouvêa. Dia 27 de outubro, quinta-feira, das 9h30 à 12h30. Sala Itaú Cultural - 20 vagas – Grátis. Inscrições pelo telefone 11 2168 -1876, a partir de

17/10 - Oficina destinada a bailarinos e educadores.
Brincadeira vira dança - Coordenação: Dafne Michellepis e Alexandre Medeiros. Dia 27 de outubro, quinta-feira, das 14hs às 17hs. Sala Itaú Cultural - 20 vagas - Inscrições pelo telefone 11 2168 -1876, a partir de 17/10 - Oficina para educadores e interessados na infância em geral.

Itaú Cultural - Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô - Tel. 11 2168 -1876 - Estacionamento com manobrista: R$ 8,00 meia hora, R$ 10,00 a primeira hora, R$ 5,00 a segunda hora, e R$ 4,00 por hora adicional. Carros utilitários: R$ 10,00 a primeira hora, R$ 4,00 a segunda, e R$ 3,00 por hora adicional. Estacionamento gratuito para bicicletas.


Fernanda Teixeira
Arteplural Comunicação
11. 3885-3671/ 9948-5355
Informações também com:
Adriana Balsanelli – (11) 9245-4138
Douglas Picchetti – (11) 9814-6911
Renato Fernandes – (11) 7286-6703
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Twitter – www.twitter.com/arteplural
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Exposição CARAS & CARAS por Cilmara Tamochunas Bittencourt em Balneario Camburiu-SC


Depois de "passear" por pontos de São Paulo, a Exposição Caras & Caras chega a sua cidade de origem com uma bela Mostra. Imperdível!!!

Luciana Mello - show 20/10 - Projeto Adoniran

A cantora paulistana Luciana Mello, que está lançando seu novo disco, 6º Solo, é a próxima convidada do Projeto Adoniran do Memorial da América Latina. O show acontece dia 20 de outubro, quinta-feira, no Auditório Simon Bolívar, às 21 horas.


O atual trabalho de Luciana marca uma nova fase artística em sua carreira que, segundo Ivan Lins, “é um salto natural de leveza, de atitude, de maturidade rumo a uma brasilidade mais intensa”.




O repertório do novo CD traz composições de Chico César & Márcio Mendes (“Descolada”), Jair Oliveira (“Mentira” e “Tchau”, música de trabalho que já é sucesso), Sérgio Santos & Paulo César Pinheiro (“Áfrico”) e Arnaldo Antunes ("Se For Pra Mentir", genial), além de versões para “Recado” de Gonzaguinha e “Samba Quebrado” de Marco Mattoli & Rodrigo Leão.

Acompanhada por Pedro Cunha (teclado), Eric Budney (baixo), Daniel de Paula (bateria), Elder Costa (violões e guitarra) e Marcio Forte (percussão). Luciana ainda interpreta sucessos de sua carreira como “Na Veia da Nega” (Jair Oliveira) e “Simples Desejo” (J. Oliveira e Daniel Carlomagno).


Projeto Adoniran  Show: Luciana Mello
Dia 20 de outubro – quinta-feira – às 21 horas
Memorial da América Latina – Auditório Simon Bolívar
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda/SP - Tel: (11) 3823-4600
Ingressos: R$ 15,00 (meia: R$ 7,50) - Duração: 1 hora – Classificação etária: Livre
Bilheteria: 14h às 19h (dia anterior) e a partir de 14h (dia do show).
Capacidade: 800 lugares. Acesso universal. Ar condicionado. Não faz reservas.
Estacionamento (Portão 15) s/ manobrista: R$ 10,00. Entrada/pedestres: Portão 13.
Realização: Fundação Memorial da América Latina - www.memorial.sp.gov.br
Produção: PG Music

6º Solo - por Ivan Lins
Descolado amigo, esperta amiga.

Aqui está "6º Solo", o sexto e mais recente trabalho fonográfico de Luciana Mello. Um salto natural de leveza, de atitude, de maturidade rumo a uma brasilidade mais intensa. Por conseguinte, a uma universalidade mais atuante (selos ingleses, holandeses e franceses vão amar esse trabalho!). Asas abertas prontas pra voar! E vou logo dizendo: comprem, consumam, bebam! De preferência, em frente ao espelho. Se reconheçam, se redescubram, se indaguem! Lamento a falta de imparcialidade. Como ser imparcial se choro?

Geraçãozinha bacana essa da Luciana, descobrindo e reinventando o Brasil, nadando contra a maré com a mochila muito mais carregada. Tirando as dificuldades, ainda muito pesadas: informações de tudo quanto é parte desse país, desse planeta; bugigangas do baú familiar, babilaques da música negra Americana, barulhos exóticos da cultura oriental, metais leves e pesados dos inesgotáveis movimentos do Rock universal, tesouros da ancestralidade "couleur de café", caleidoscópio de vozes, nuances, fumacinhas e aromas sonoros (lembram as novas cantoras Caboverdeanas - internet é bom pra isso)…

Que coisa maravilhosa! São jovens ainda. São livres. Portanto mexem em tudo, como crianças levadas. Misturam doce e salgado, cores velhas e novas, não pedem licença e acham graça. Luciana faz isso o tempo todo, vocês vão ouvir. O complexo e o simples, abraçadinhos. Não é demais? Ainda não está entendendo, companheiro? Está roendo as unhas, companheira? Escuta esse CD! Está desarmado? Com as portas e janelas abertas? Deixa ele entrar! Relaxe! A música é leve, mas com muito ritmo, tudo acústico. E muito bem gravado! Bonita aposta na sonoridade e na diversidade rítmica. Muito bem produzido! Parece peça com mão segura de diretor. Não inventa o desnecessário. Protege bem a voz da moça (que é linda e segura, muito segura), deixando-a livre para criar, swingar, voar. E para que isso navegasse bem, alegre e solto, a escolha dos músicos foi fundamental. Todos brilham na tela dos arranjos, totalmente adequados ao belíssimo repertório.

O disco abre com Chico César e Marcio Arantes, que “Descolada” pula para "Tchau", do mano Jair Oliveira (linda, linda!), escorrega depois para uma obra-prima de Sergio Santos e o espetacular Paulo César Pinheiro, "Áfrico”, que é de tirar o fôlego (salvou minhas caminhadas na Lagoa!). Vem então um resgate brilhante: "Recado", do meu saudoso cumpadre Gonzaguinha. E por aí vai… Prefiro que vocês ouçam. Não gostaria de ficar comentando, pois o que vai valer é sua curiosidade, seu prazer de escutar boa música. Mas adianto que tem Arnaldo Antunes ("Se For Pra Mentir", genial), mais mano Jair, em "Perto de Mim" e "Mentira", essa última com a impressionante participação do paizão Jair Rodrigues (aqui cabe um comentariozinho: o cara é que nem Tony Bennett, tá cantando melhor que muito garoto de piercing no nariz…), e na versão "Raio e Estrela", do original "Para Bien y Para Mal"; além de Marco Mattoli ("Samba Quebrado", uma swingueira só). “Deixa O Sol Sair” é linda, como sempre. Meu querido Djavan não perde viagem! Adorei o arranjo: nada de mais e tudo de bom gosto. Tem também uma maravilhosa gravação, em francês mesmo, da bela "Couleur Café", de Serge Gainsbourg. Linda versão! E com participação do alemão-afro-canadense Corneille.

Portanto, insaciável amigo e vitoriosa amiga, como nos saltos tríplices ou a distância, às vezes é na sexta tentativa que se bate o recorde! Isso só indica crescimento na prova. “6º solo" é um crescimento na carreira de Luciana Mello. Merecido! Portanto, é hora de checar! Peguem essa bolachinha, coloquem no player e escutem, com calma. Definitivamente, não é viagem perdida.
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Mais informações sobre Luciana Mello no site: www.lucianamello.com.br


Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 – verbena@verbena.com.br






Stand up Comedy GARGALHADAS em Osasco-SP

Exposição “Femmes d’Argile"

A PEQUENA SEREIA - ESTREIA DIA 08 NO TEATRO BRIGADEIRO

Com direção de Paulo Ribeiro (O Poeta e as Andorinhas e Alladin), a adaptação teatral de Vladmir Capella conta com mais de 100 figurinos, 20 atores, 12 cenários, projeções em vídeo, trilha sonora original e efeitos especiais


A Pequena Sereia conta a história de uma sereia que, ao atingir a maioridade, recebe a permissão de seu pai para visitar a superfície do mar. É nesse dia que a sereiazinha apaixona-se por um príncipe e, para conquistá-lo, pede ajuda à bruxa do mar. Ela fica sabendo então que, para realizar seu desejo, teria de abrir mão daquilo que lhe é mais valioso...

Essa é uma história que mostra que os sonhos e as esperanças podem ser maiores do que tudo.

Uma das principais obras do escritor Hans Christian Andersen chega aos palcos paulistanos. No elenco estão Ana Saab, Lorenzo Martin, Débora Nascimento, Ana Paula Vieira, Rafaela Veronese, Rodrigo Zappa, Roberto Li Marques, Luiza Porto, Andressa Andreatto, Edu Martins, Débora Rebecchi, Silvia Ferreira, Mariana Siqueira, Sônia Loureiro, Anderson Soares, Nill de Pádua, Diego Biaginni, Leandro Rocha, Felipe Caczan e Janaína Enguel.

Traduzida pelo autor Vladimir Capella, esta versão do infantil visa resgatar a narrativa original, onde a sereia que sonhava em virar gente vive um grande drama existencial. “Ao pensar em adaptar para o teatro esse pequeno conto da sereiazinha que queria ser humana, me vi diante de uma grande história. Triste, profunda e humana “, conta Vladimir.

Esta proximidade da adaptação brasileira com o original do escritor dinamarquês visa provocar na plateia uma reflexão sobre a vida e algumas delicadas questões, primando pela fidelidade às suas ideias e aos significados nelas embutidos.

O espetáculo, portanto, não se restringe ao público infanto-juvenil e tampouco segue a linha de entretenimento da versão criada pela Disney, com direito a um final feliz inventado.

A saga da criatura marítima que sonha com o príncipe e perde a voz para ganhar pernas marca um espetáculo sóbrio e, ainda assim, lúdico. Onde todos, sereias e humanos, serão levados aos devaneios deste dinamarquês do século XIX.

Por Vladimir Capella
A pequena Sereia escrita por Hans Christian Andersen esconde, por trás de uma narrativa inocente para entreter crianças, um grande drama existencial.

Aliás, bem ao estilo do escritor dinamarquês que, confessadamente, visava atingir os adultos com seus contos infantis.

Com o passar dos anos, a característica de entretenimento da obra acabou prevalecendo sobre o conteúdo, principalmente e, sobretudo a partir da versão criada pela Disney, que a popularizou e a difundiu pelo mundo todo. E a pequena sereia, então, acabou virando uma história de final feliz, coisa que não acontece no conto original de Andersen. Não foi assim que a criou, nem era dessa maneira que ele procurava expor seu pensamento sobre a vida e as delicadas questões que ela apresenta.

Ao pensar em adaptar para o teatro esse pequeno conto da sereiazinha que queria ser humana, me vi diante de uma grande história. Triste, profunda e humana. E, também, diante de algumas inevitáveis questões: por que será que não a reproduzem tal como foi criada? Por que a sociedade atual insiste em afastar a dor do nosso dia-a-dia como se com isso pudesse fazê-la deixar de existir?
Bem, digressões à parte, por entender que a verdadeira função do artista é maior que a do mero entretecedor, eu só poderia transcrever para o teatro a saga da pequena sereia de Andersen, tal qual ela foi concebida. E com esse propósito, me debrucei no conto original e, como não podia deixar de ser, terminei sonhando os sonhos da personagem, lutando e sofrendo com ela pela conquista de seus objetivos e, por fim, chorando por seu indesejado destino. Mas, saí íntegro porque consegui devolver à pequena sereia a sua verdadeira história. Triste, profunda e humana. Do jeito que o escritor a escreveu.

A PEQUENA SEREIA
Teatro Brigadeiro (700 lugares)
Av. Brigadeiro Luis Antonio, 884
Informações: 3107.5774 / 3115.2637
Vendas: www.ingresso.com e 4003.2330
Bilheteria: a partir de terça, às 14h. Aceita cartões de débito e dinheiro.
Estacionamento conveniado Gigante, nº 759 – R$ 10
Sábados e Domingos às 16h
Ingressos: R$ 40
Sessão extra Dia das Crianças: quarta, dia 12, às 16h
Duração: 60 minutos
Recomendação: livre
Estreia dia 8 de outubro
Curta Temporada: até 13 de novembro

Ficha técnica
Conto Original: Hans Christian Andersen
Direção Geral: Paulo Ribeiro
Adaptação teatral: Vladimir Capella

Elenco: Ana Saab, Lorenzo Martin, Rafaela Veronese, Anderson Soares, Diego Biaginni, Débora Rebecchi, Débora Nascimento, Edu Martins, Felipe Caczan, Roberto Li Marques, Luiza Porto, Mariana Siqueira, Nill de Padua, Sonia Loureiro, Rodrigo Zappa, Silvia de Souza Ferreira, Leandro Rocha, Janaina Enguel, Ana Paula Vieira, Andressa Andreatto.

Projeto Luz: Ciso de Souza
Cenografia: Gigi Barreto - Escritorio de arte
Figurino: Thanara Schonardie
Preparação Corporal: Guilherme Elias
Coreografia a Pequena Sereia: Kátia Barros
Preparação vocal: Amélia Gumes
Comunicação visual: Open Mind
Assessoria de imprensa: Morente Forte
Fotografia: Marcos Mesquita
Direção de produção: Michelle Mathias - M2 produtores
Produção: Ana Saab
Realização: APS Produções
Patrocínio: 3M do Brasil e Eurofarma



Crônica da Casa Assassinada - ultimos dias

Com quatro indicações ao prêmio Shell no Rio, Crônica da Casa Assassinada em curta temporada no Sesc Vila Mariana

Romance do mineiro Lúcio Cardoso, adaptado para o teatro por Dib Carneiro Neto, com direção de Gabriel Villela, a peça conta a saga de uma aristocrata família mineira. Xuxa Lopes encabeça elenco de 10 atores. Produção tem cenário de Marcio Vinicius, figurinos e sonoplastia a cargo do diretor, iluminação de
Domingos Quintiliano e preparação vocal de Babaya

Com o apoio do SESC-SP, o espetáculo Crônica da Casa Assassinada - recordista em número de indicações na primeira lista da 24ª. Edição do prêmio Shell deste ano no Rio – estreia curta temporada no SESC Vila Mariana, em São Paulo dia 16 de setembro, sexta-feira, às 21 horas.

Baseado no romance do escritor mineiro Lúcio Cardoso, adaptado para o teatro por Dib Carneiro Neto, com direção de Gabriel Villela, traz os atores Xuxa Lopes, Sergio Rufino, Flavio Tolezani, Pedro Henrique Moutinho, Rogério Romera, Maria do Carmo Soares, Letícia Teixeira, Cacá Toledo, Helio Souto Jr. e Marco Furlan. A peça faz curta temporada até 16 de outubro, com sessões às sextas, sábados e domingos, a preços populares.

O espetáculo recebeu quatro indicações ao Prêmio SHELL de Teatro: Gabriel Villela (melhor direção e figurino), Marcio Vinicius (melhor cenografia), Domingos Quintiliano (melhor iluminação). A obra, publicada em 1973, acompanha a trajetória de uma aristocrata família mineira. Uma saga que se desenrola nos limites de uma casa de fazenda. A casa desempenha o papel principal e os personagens vivem em função dela.

Esta é a terceira vez que Xuxa Lopes trabalha em um espetáculo de Gabriel Villela. A primeira foi Vem Buscar-me que ainda sou teu, de Carlos Alberto Sofredini, em 1990. Em 1995, fizeram Mary Stuart, junto com Renata Sorrah. Sobre este novo trabalho com o diretor, Xuxa comenta: “o Gabriel agregou imagens fortes ao texto, com suas marcas, ele grifou o que há de mais profundo no livro de Lúcio”.

A montagem reconstrói o clima que envolve os ambientes e os seres. Fixa a angústia de um amor que se crê incestuoso. Em vez de referências diretas, são as cartas, os diários e as confissões das pessoas que conheceram Nina (a protagonista, carioca) que entram como partes estruturais da peça. Esse aspecto torna a narrativa incomum e costura a história dos Meneses, centrada na presença de uma mulher desconhecida.


Sobre a adaptação
No romance, cada capítulo é uma carta de um personagem para outro, ou um trecho de diário. Dib Carneiro teve que transformar isso tudo em ação, em dramaturgia. Optou por deixar para os personagens que moram dentro da casa (a família Menezes: três irmãos, duas cunhadas, uma empregada) as cenas com diálogos duros e certeiros (como o livro sugere: verdadeiros embates psicológicos). E para os personagens de fora da casa (um padre, um farmacêutico e um médico) os relatos para a plateia.

“Esta é a base da adaptação, mas também brinquei com a ousadia de linguagem do romance, propondo cenas que misturam tempos diferentes da história da família, como, por exemplo, fazendo um só personagem contracenar com outros em diferentes etapas de sua vida, e assim por diante. Ou seja, é como se um monte de cartas caísse no chão e a gente começasse a lê-las sem ordem de chegada, embaralhando o tempo. Isso instiga o público a ficar atento ao quebra-cabeças da dramaturgia. A história linear tem de ser montada na cabeça do público, muito provavelmente quando já estiver em casa, pensando na peça.”

“Foi um desafio empolgante para minha carreira de dramaturgo. Para completar o exercício de síntese da adaptação de um livro com mais de 500 páginas, o diretor Gabriel Villela deixou tudo com apenas uma hora e quinze minutos de duração, sintetizando ainda mais minha proposta de síntese. Esse mérito é todo da direção. É tudo muito denso, muito intenso, mas muito rápido. De perder o fôlego.”

A obra, que acompanha a trajetória de uma aristocrata família mineira, na peça oferece ao espectador uma visão de recortes da história do Brasil. “O livro do Lúcio Cardoso é um tratado psicológico, bem mais do que histórico”, afirma Dib. “Claro, tem como pano de fundo um pouco da chamada história da vida privada brasileira, ao mostrar a crise financeira e moral de uma ex família abastada, agora em ruínas, em total decadência, no fim dos anos 50, no interiorzão de Minas Gerais.”

“Isso retrata um pouco das histórias de muitas famílias brasileiras, que viveram um apogeu agropecuário e foram perdendo tudo, muito por conta da fraqueza da segunda geração, ou seja, os filhos já não se interessavam em prosseguir com o império dos pais, com o trabalho dos pais, e saíam gastando tudo, perdulários e incompetentes, sem produzir mais nada. Os Menezes, família do livro e da peça, vivem apenas de arrendar o pasto, mas não conseguem produzir mais nada. E o casarão em que vivem rui, desmorona, a cada dia, a olhos vistos.”

O texto, por Gabriel Villela, César Augusto e Ivan Andrade
Crônica da Casa Assassinada é um romance que se utiliza de cartas, diários e confissões das personagens para estruturar a narrativa. Isso reitera a sondagem do movimento psíquico de cada personagem, mostrando que cada um deles tem motivações que nem sempre são reconhecidas. Lúcio expressa também certo desapego à cronologia, liberando assim, mas não totalmente, as amarras de causa e efeito. O casarão traz os aspectos da imobilidade (moral?) e do movimento das coisas, porque finitas: o tempo consome a todos, apodrece as pessoas, apodrece o casarão.

A adaptação de Dib Carneiro Neto segue esses pressupostos e coloca uma lente de aumento na perspectiva confessional e psíquica das personagens e na decadência dessa Casa Assassinada.

Como dar conta das indagações de um universo tão “introspectivo, tão atmosférico e tão sensorial”? Podemos falar no surrealismo - nessa descoberta de uma segunda realidade em que o sonho, nas palavras de Arnold Hauser, passa a ser o paradigma da representação total do mundo - que perpassa o romance, como bem diz Alfredo Bosi; podemos falar nas epístolas e nos diários que traçam certo parentesco com a forma brechtiana; podemos citar o próprio autor que diz que “quase todo mundo vaga numa atmosfera morna de fantasia”; de certo que cada uma dessas alternativas poderia ser uma resposta. O processo não nos conduziu a uma resposta, e sim a uma encenação cujos caminhos desconhecíamos, entrecruzando realidade e sonho, desejo e impedimento, denotação e conotação, Eros e Tânatos, catedral e muteto, sagrado e profano, acabamos por desenhar uma espécie de equilíbrio instável, procurando não o acabado, e sim o inconcluso que Da Vinci nos ensinou.

Por um breve momento - o do acontecimento teatral mesmo - admitimos que os personagens dessa história que ajudamos a reescrever não dão vazão às pulsões, fazendo-as morrer em seu nascedouro, apodrecendo-os por dentro, transformando-os em homens doentes. Assim, resolvemos colocá-los para celebrar esta dança da morte numa ceia litúrgica em que o que se come não é o corpo de Cristo.

Texto de Dib Carneiro Neto para o programa do espetáculo

“Sabe aquele doce que você deixa para comer no fim de tudo, para ficar com o gostinho na boca? Ou aquele melhor ingrediente da salada que você separa no canto do prato para ser a última garfada? Com o romance do mineiro Lúcio Cardoso, Crônica da Casa Assassinada, ocorreu-me algo similar. Desde sempre interessado por literatura brasileira, ouvi falar muito bem do livro, invariavelmente citado como ‘obra-prima’.

Pois na minha adolescência, nos anos 1970, comprei uma edição e a folheei muito, saboreei cada página com olhos gulosos, sobretudo a ilustração inicial, com a planta baixa do casarão dos Meneses ­– mas acabava por recolocá-lo na estante para ler num momento mais especial, mais inspirado, sabendo que estava deixando o melhor para depois, para ler com mais maturidade.

E o tempo passou. Conforme foi se solidificando meu casamento artístico com outro gênio mineiro, Gabriel Villela (ele dirigiu a decisiva leitura dramática de meu Adivinhe Quem Vem Para Rezar, com Paulo Autran, e depois ganhou prêmios pela direção inspirada de meu Salmo 91, baseado no livro Estação Carandiru, de Drauzio Varella e ainda me chamou para traduzir Camus, na sua impactante montagem de Calígula, com Thiago Lacerda), acabei ouvindo dele, esse inquieto encenador de Carmo do Rio Claro, que adoraria ter uma adaptação minha para o livro do Lúcio.

Foi só aí, em 2009, que caí de boca (com o perdão da expressão) no volume mofado que carreguei pela vida, mudando de estante a estante. Para completar, o barroco Gabriel sugeriu que eu me ‘internasse’ um tempo em Minas, para viver a mineiridade de perto, ouvir causos, abraçar a história do Brasil, comer torresmo e beber cachaça. Foi o que fiz quando estava na reta final da adaptação – e, sim, ele tinha razão: foi uma viagem proveitosa, rica, encantadora. Assim como foi toda a ‘viagem’ de adaptar para o teatro essa pérola epistolar.

Gabriel, Lúcio, Ouro Preto, Vila Velha, Carmo do Rio Claro, Tiradentes, pousadas, charretes, casarões, oratórios, fuxicos, Aleijadinhos, Meneses, Sant’Annas, farmacêuticos, padres, cozinheiras: com todos eles aprendi de uma vez por todas que mineirice é falar “trem bão”, mas mineiridade é coisa bem mais séria. É questão de espírito, de alma. E, claro, romântico que sou, caí de amores por tudo isso, por todos eles. Uma paixão que vai durar para sempre. Obrigado, diretor, por me ter feito tirar da estante o livro que eu sempre supus ser o tesouro que me levaria a outros tesouros.”

Sobre o diretor
Diretor, cenógrafo e figurinista, Gabriel Villela estudou direção teatral na USP e iniciou sua carreira em 1989 com Você Vai Ver o que Você Vai Ver, de R. Queneau, e O Concílio do Amor, de O.Panizza. Ganhador de diversos prêmios, como Molière, Prêmio Sharp, Shell, Troféu Mambembe, cinco APCA, Prêmio APETESP e PANAMCO, Gabriel já encenou Heiner Muller (Relações Perigosas), Calderón de la Barca (A Vida é um Sonho), William Shakespeare (Romeu e Julieta), Nélson Rodrigues (A Falecida), Arthur Azevedo (O Mambembe), Strindberg (O Sonho) e João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina). Depois veio a trilogia de musicais de Chico Buarque para o TBC: Ópera do Malandro, Os Saltimbancos e Gota D'Água.

Dirigiu também A Ponte e a Água de Piscina, de Alcides Nogueira, ganhador de três Prêmios Shell, em 2002. Em 2004 montou Fausto Zero, do escritor alemão J.W. Goethe, com a qual esteve na Rússia. Em 2006 , montou Esperando Godot. Em 2008, foi premiado com a peça Salmo 91, tornando-se um dos mais renomados diretores teatrais com reconhecimento internacional. No mesmo ano montou Calígula, de Albert Camus com adaptação de Dib Carneiro Neto. Em 2009 montou Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. Em 2010 o infantil O Soldadinho e a Bailarina. Em 2011 montou Sua Incelença, Ricardo III, com o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN). Com o Grupo Galpão (Romeu e Julieta e A Rua da Amargura), foi convidado para uma temporada no Globe Theatre, em Londres, uma reconstrução do teatro original em que Shakespeare encenava seus textos, no século XVI, conquistando a crítica e o exigente público londrino.


Sobre Dib Carneiro Neto
Dib Carneiro Neto, 50 anos, é jornalista, ex-editor do Caderno 2 do jornal O Estado de S.Paulo, função que exerceu até fevereiro de 2011. Para teatro, escreveu Adivinhe Quem Vem para Rezar, montada em São Paulo e em mais 20 cidades do País, entre agosto de 2005 e junho de 2006, com Paulo Autran e Claudio Fontana, dirigidos por Elias Andreato. O texto da peça foi lançado em livro pela Editora Terceiro Nome e já teve montagens na Argentina, no Paraguai e no Chile. No Rio, o ator e produtor Ricardo Vicente Soares, da Lavoro Produções, está com os direitos para uma possível nova montagem ainda em 2011.

Também é autor de Salmo 91, peça pela qual ganhou o Prêmio Shell de melhor dramaturgo de 2007 em São Paulo. Foi a primeira adaptação teatral do best seller Estação Carandiru, de Drauzio Varella, que fez temporada em 2007, com direção de Gabriel Villela. O texto montado de Salmo 91 também foi lançado em livro pela editora Terceiro Nome. A peça vai ser remontada em 2011 no Chile e no Espírito Santo. Ainda para o teatro traduziu do francês a peça Calígula, de Albert Camus, montada em 2009 e 2010 com direção de Gabriel Villela e, no papel-título, Thiago Lacerda. É autor dos livros A Hortelã e a Folha de Uva, de crônicas afetivo-gastronômicas sobre sua ascendência libanesa, e de Pecinha É a Vovozinha, com críticas e reflexões sobre a produção de teatro infantil em São Paulo, ambos pela editora DBA. Mantém uma coluna semanal sobre teatro infantil no site da revista Crescer, da Editora Globo.


Sobre Lúcio Cardoso
Joaquim Lúcio Cardoso Filho nasceu em Curvelo, Minas Gerais, em 14 de agosto de 1912 e faleceu em 28 de setembro de 1968, vítima, pela segunda vez, de um derrame cerebral. (O primeiro derrame foi em 1962, em pleno vigor criativo, incapacitando-o desde então para o ato de escrever.) Em 1913, transferiu-se com a família para Belo Horizonte, onde passou sua primeira infância. Em 1929, muda-se para o Rio de Janeiro. O temperamento passional em sua juventude pareceu constituir sempre a grande arma desse expressivo e renovador mestre da ficção brasileira. Apesar de ser considerado um péssimo aluno, lia tudo que lhe caía às mãos: a obra de Eça de Queirós, os romances de Conan Doyle, os contos de Hoffmann. Desta época, data a sua primeira experiência de dramaturgo, a peça Reduto dos Deuses, que mereceu elogios de Aníbal Machado, e, segundo o próprio Lúcio, era “pretensiosa e anarquista”. Inicia suas experiências como romancista e faz publicações em jornais.

Por causa do assunto de seu primeiro romance foi agrupado entre os regionalistas. Entretanto, sua produção tem muito mais afinidade com o grupo “espiritualista” de Cornélio Pena, Schmidt, Otávio de Faria, Vinicius de Morais. Em 1935, publicou Salgueiro, romance de cunho social bem ao gosto da época e, ano seguinte, A Luz no Subsolo, que mereceu elogiosa carta de Mário de Andrade. A este se seguiram diversos volumes de novelas e poesias, além de romances, atingindo sua obra o clímax com Crônica da Casa Assassinada (1959). Com este grande romance, tido como sua obra-prima, pela primeira vez ele se preocupou deliberadamente com problemas de estruturação narrativa, situando seu discurso literário ao nível dos grandes inovadores da prosa, como Virginia Woolf e William Faulkner. Tudo o que escreveu antes é considerado pelos estudiosos de sua obra como um experimento para o grande romance que é Crônica da Casa Assassinada (já adaptado para o cinema em 1971, por Paulo César Saraceni, grande amigo de Lúcio).

Lúcio Cardoso costumava dedicar-se à pintura e ao desenho como elemento subsidiário à função literária. Concebia plasticamente os cenários de suas peças, a feição de suas personagens e os locais em que se desenrolava a ação dos romances. Depois que foi atingido pelo derrame, encontrou na pintura outro meio de expressão. Em 1966 recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de obra. Cardoso dedicou-se com empenho às artes cênicas, como autor, roteirista e produtor. Fundou um teatro de câmara, sediado na Tijuca, onde lançava suas peças com o auxílio de grandes nomes como, entre outros, os de Henriette Morineau, Sérgio Brito e Ítalo Rossi. Estendeu concomitantemente esta atividade à televisão e ao cinema, tendo sido importante sua contribuição para o Cinema Novo.

Para roteiro:
Crônica da Casa Assassinada –  desde 16 de setembro, sexta-feira, às 21 horas, no Teatro SESC Vila Mariana. Texto: Dib Carneiro Neto, adaptado do livro de Lucio Cardoso. Direção - Gabriel Villela. Elenco - Xuxa Lopes, Sergio Rufino, Flavio Tolezani, Pedro Henrique Moutinho, Rogério Romera, Maria do Carmo Soares, Letícia Teixeira, Cacá Toledo, Helio Souto Jr., Marco Furlan. Cenários - Marcio Vinicius. Figurinos e Sonoplastia - Gabriel Villela. Iluminação - Domingos Quintiliano. Preparação Corporal - Rosely Fiorelli . Preparação Vocal – Babaya. Assistência de Direção - Cesar Augusto e Ivan Andrade. Costureira - Cleide Mezzacapa. Diretor de Palco - Alex Peixoto. Fotografia - João Caldas. Programação Visual - Ana Paula Grande . Ilustração - Carlinhos Muller. Direção de Produção - Claudio Fontana. Assessoria de Imprensa – Arteplural. Classificação - 16 anos. Duração - 90 minutos. Temporada – sextas e sábados, às 21 horas e domingos às 18 horas. Ingressos – R$24,00 inteira. R$12,00 usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante. R$6,00 trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes. Até 16 de outubro.

SESC Vila Mariana - Rua Pelotas, 141. Telefone - 5080-3000. Horário de funcionamento da bilheteria - Terça a sexta das 9h às 21h30, aos sábados das 10h às 21h30, domingos e feriados das 10h às 18h30. Informações - 0800 118220. Estacionamento - Veículos, motos e bicicletas - Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, domingo, feriado, das 9h às 18h30 – Taxas: R$ 3,00 a primeira hora e R$ 1,00 por hora adicional (matriculados); R$ 6,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (não-matriculados). Acesso para pessoas com deficiências. Estacionamento: a partir de R$ 3,00. Site - http://www.sescsp.org.br/

SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141 - Informações: 5080-3000 e 0800-118220