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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Dia das Crianças - “Estripulias no Circo”



FOTO DE DUBA BECKER





Prefeitura de São Paulo e Cia Suno apresentam
“Estripulias no Circo”

Uma das mais importantes companhias circenses da atualidade leva ao palco do Teatro Zanoni Ferrite um espetáculo inspirado nas diversas trupes circenses que viajam pelo mundo em suas pequenas caravanas.


De 06 de outubro a 11 de novembro, a Cia Suno apresenta o espetáculo Estripulias no Circo, no Teatro Zanoni Ferrite. Nesta curta temporada o público poderá conferir um espetáculo de estética híbrida e lúdica, que traz beleza e leveza traduzidas na dança, números de riscos, contorção, mágica, mímica, palhaçadas, malabarismos e acrobacias.

Através de manipulação de objetos e narração, Estripulias no Circo resgata a tradição do universo circense unida às técnicas contemporâneas dessa arte. A narrativa se desenrola contando a história da “Família Suno”, passando pelo circo de cavalaria inglês, circo chinês, russo até a linhagem mais moderna e inusitada. O espetáculo traz consigo a pesquisa de linguagens cênicas, explorando o território de fronteira que envolve o novo circo, o teatro físico, manipulação de objetos e a mímica.


FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Cia Suno
Elenco: Duba Becker, Helena Figueira e Victor Nóvoa
Produção: André Moretti

SERVIÇO:
Onde: Teatro Zanoni Ferrite
Endereço: Avenida Renata, 163 - Vila Formosa  São Paulo
Telefone: 11 2216-1520
Quando: 06 de outubro a 11 de novembro, sábados e domingos, 16h (No dia 12 de outubro, às 16h, haverá uma apresentação especial em homenagem ao dia das crianças)
Quanto: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Duração: 50 min      
Recomendação: Livre


A CIA SUNO
Composta por uma atriz dramática e circense, formada pelo CPT e pela École National du Cirque Annie Fratellini (Helena Figueira), um ator dramático, formado em artes cênicas pela USP (Victor Nóvoa) e um artista acrobata com domínio das técnicas de malabares (Duba Becker), a Cia Suno foi fundada em 1998, com a proposta de criação de um núcleo de pesquisa teatral, na cidade de Santos.

Inicialmente, a Cia dedicou-se a pesquisas sobre o teatro do absurdo, realizando estudos sobre “Fando e Lis”, “Piquenique no Front” e “O Arquiteto e o Imperador da Síria”. Logo após iniciou um trabalho sobre “Esperando Godot”, espetáculo que recebeu três prêmios de melhor ator (Victor Nóvoa) e indicações de melhor direção e melhor ator coadjuvante.
A Cia tem em seu repertório atual os espetáculos “Dia de Festa”, "A bailarina e o palhaço", "Contos em Cantos", “O Gigante Adamastor”, “O Mistério do Boto”, "Estripulias no circo", “O Cientista e a Lua”, "Nêga e Malandro: Pandeiro de chita", "LUDI" e "Despautérios.", além das intervenções "Limp...AR", "Cortejo Circo Suno", "Marionete", "Charanga circense" “Benvindo e Malvindo” e "O Carteiro e o Poeta".
Cia Suno de Arte foi convidada pelo Ministério do Turismo e Embratur para representar a arte brasileira, com três números circenses, na BTL- Lisboa 2006, Fitur Madrid 2006 e Fit Argentina 2007.

A Cia também assinou a coreografia da comissão de frente das Escolas de Samba Gaviões da Fiel (2009, 2010, 2011 e 2012) e X9 Santista (2008).


Imprensa // André Moretti

Contatos
11-98269 6704   11-4304 6704
moretti.moretti@gmail.com

Mombojó lança disco comemorativo no Sesc Pompeia





11º aniversário, quarto álbum dos recifenses do Mombojó marca a história do grupo e sua trajetória na música nordestina brasileira, em lançamento pelo projeto Plataforma, no Sesc Pompeia

Herdeiros diretos do manguebeat, movimento musical do nordeste brasileiro, os recifenses do Mombojó lançam 11º aniversário, álbum de comemoração que revisita clássicos do grupo com novas sonoridades, em apresentação no Sesc Pompeia, dias 19 e 20 de outubro, sexta e sábado, às 21h30, na Choperia. O show integra a programação do projeto Plataforma, criado pelo SESC para promover o lançamento de discos.

Em 11º Aniversário, o grupo apresenta uma espécie de “balanço” da primeira década de sua carreira promissora, criando e recriando antigas composições e clássicos que fizeram história na música nacional. O álbum também celebra um manifesto da nova maturidade musical recifense.

As releituras permeiam todas as estéticas e sonoridades: o peso dos metais e guitarras da canção Vazio e Momento, do segundo álbum do grupo (Homem-Espuma,de 2006), dão espaço a sutilezas eletrônicas, falsetes e teclados inesperados. Aos poucos, convidados que participaram ativamente da história do grupo se inserem entre as faixas e contribuem com recriações cheias de intervenções musicais.

Na reinvenção de Faaca (canção de 2004, do primeiro disco, Nadadenovo), o Mombojó recebe a intervenção de Ígor Medeiros, produtor deste disco, enquanto a composição Estático conta com as participações dos músicos China e seu irmão Ximaru, ex-membros do Sheik Tosado, banda crucial entre os seguidores da geração Chico Science.

Já a faixa Baú recebe as teclas do pianista Vitor Araújo, contemporâneo do grupo, e Realismo Convincente (de Homem-Espuma) ganha a roupagem de Cannibal, líder da renomada banda pernambucana de hardcore Devotos do Ódio e do projeto de dub Café Preto. Para finalizar, a tradicional Nação Zumbi, grupo de Chico Science que ajudou a formular o manguebeat, reinventa a faixa Justamente, celebrando a história do Mombojó.
Com produção assinada por Rodrigo Sanches (que já produziu o terceiro disco da banda e trabalhou ao lado de nomes como Cansei de Ser Sexy, Max de Castro e Madrid), o álbum comemorativo foi gravado em pouco mais de duas semanas no estúdio da gravadora Trama e marca o início de uma nova identidade da música recifense, reiterada por nomes como Karina Buhr e A Banda de Joseph Tourton.
Iniciado como um movimento de contracultura da década de 90, o mangue beat condensa os ritmos regionais do nordeste com o rock, hip hop, o funk e a música eletrônica, desfilando críticas contra o abandono econômico-social do mangue e a gritante desigualdade de Recife. Seu ícone mais conhecido é o músico Chico Science, falecido vocalista do grupo Nação Zumbi.
Formado dez anos após o surgimento do manguebeat, o Mombojó é fruto desta nova mentalidade musical e social recifense que apoia-se não mais na necessidade de referências a raízes nordestinas, ao caboclo de lança e aos maracatus, mas sim como um pivô intermediário entre a cultura tradicional pernambucana e a iminência do digital, da música eletrônica e a reinvenção rítmica do hip-hop.
Ao longo de sua trajetória, o grupo recebeu elogios e descréditos da crítica, foi abraçado pelo público e passou por situações trágicas e inesperadas, como a morte do flautista, trombonista e violonista O Rafa, em julho de 2007, e a saída do músico Marcelo Campelo, reduzindo a formação do grupo ao atual quinteto. Desde então o grupo tem desenvolvido uma base consistente de fãs pela internet, tocando nos principais festivais do Brasil e lançando discos que os elencaram à condição de protagonista da atual cena pernambucana.

SERVIÇO: 
Mombojó lança disco 11º Aniversário no SESC Pompeia:

Dia 19 e 20 de outubro de 2012, sexta e sábado, às 21h30, na Choperia.
Marcelo Machado (guitarras), Vicente Machado (bateria e samplers), Chiquinho (teclado e samplers), Felipe S. (voz e guitarra) e um músico convidado a cada apresentação (baixo).

Classificação indicativa: Proibido para menores de 18 anos.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). 
Duração: 90 minutos
Lotação: 800 pessoas
SESC Pompeia – Rua Clélia, 93
Telefone para informações: (11) 3871-7700

Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, ligue 0800-118220 ou acesse o portal 
www.sescsp.org.br.
Horário de funcionamento da Bilheteria – De terça a sábado das 9 às 21 horas e domingos e feriados das 9 às 19 horas (Ingressos à venda a partir das 14h do dia 01 de agosto pela rede ingressoSESC em todas as unidades)
Formas de pagamento - Cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard e Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop).

Lúdico e acrobático, Circo Zanni apresenta números inéditos no Memorial da América Latina


Foto Carlos Gueller


Além dos tradicionais números circenses, o Circo Zanni cria a atmosfera de uma verdadeira casa no picadeiro por meio da ambientação e atrações em cena. Um trabalho que já realizou 27 temporadas pelo Brasil e atingiu mais de 140.000 espectadores

Dos chineses aos gregos, dos egípcios aos indianos, praticamente todas as civilizações antigas tiveram a arte circense atrelada ao seu cotidiano de alguma maneira. Após passar por feiras e praças, o circo ganhou a forma que conhecemos atualmente na Inglaterra, no século 18, e fez com que seu esse modelo se espalhasse pelos quatro cantos do mundo. Com direção de Domingos Montagner, o Circo Zanni reúne toda a atmosfera familiar e tradicional do picadeiro em espetáculo que leva o nome do grupo eestreia dia 12 de outubro às 17hs no Memorial da América Latina.

Um trabalho que já realizou 27 temporadas pelo Brasil, atingindo um público total de mais de 140.000 espectadores.  A trupe conta com Bel Mucci, Daniel Pedro, Erica Stoppel, Fernando Sampaio, Luciana Menin, Maíra Campos, Marcelo Lujan e Pablo Nordio, além dos convidados Cassia Theobaldo, Fernando Paz e Nereu Afonso.

A filosofia do Circo Zanni traz de volta o circo família, humaniza o espetáculo com suas interações cheias de energia e coloca tudo debaixo da lona. O picadeiro tem uma ambientação e o clima de uma casa. Objetos como pratos, sofá, cadeira, abajur, mesa, espelhos, são utilizados nos números, uma forma de aproximar e criar identificação com o público. A plateia não assistirá apenas um espetáculo de circo. Serão recebidas como se fossem visitas dos anfitriões do Zanni.
“Ao invés de oferecermos um pedaço de bolo, oferecemos atrações circenses. Nosso circo vai além do espetáculo, é uma forma de viver a arte. E cada vez mais a arte está incorporada as nossas vidas. É um prolongamento de nossa casa  e é nela que gostamos de receber o público. Este sentimento sempre permeou nossos espetáculos, está em primeiro plano e foi nossa inspiração para a concepção”, conta Domingos Montagner.
Os ingredientes do grupo garantem uma plasticidade corporal, além de música ao vivo. A plateia pode conferir palhaçadas e gags cômicas, equilíbrio no arame, acrobacias, malabarismos, coreografias e números aéreos, trapézio, equilíbrio de pratos. Uma performance técnica e uma narração que liga uma atração à outra, um trabalho que conduz o público ao universo único do circo. Os artistas, além de atuar, se revezam na orquestra e na contrarregragem de picadeiro.

“Criamos um novo espetáculo para a temporada no Memorial da América Latina com  oito números inéditos. A maturidade e o repertório dos artistas sempre contribuem para conseguir um novo frescor”, diz Montagner.

O novo espetáculo é resultado do projeto CIRCO ZANNI -O Espetáculo Não Pára, Tem Sequência que tem patrocínio da Petrobras desde 2011. Os números criados tiveram a influência de oficinas ministradas por artistas clássicos da arte circense, como o Palhaço Biribinha (mais de 50 anos dedicados ao circo), Kris Niklison (coreógrafa argentina), Raquel Karro (acrobata aérea e bailarina), Ruby Rowat (trapezista), além de outros treinadores e coreógrafos como Danny Rabello, Ana Motta e Bruno Edson. Instrumentos musicais como sanfona, guitarra, bateria, saxofone, teclados, flauta e trombone embalam a trilha sonora do picadeiro.

O diretor enfatiza que o Circo Zanni reúne a tradição com a contemporaneidade. “Trabalhamos com artistas consagrados para criar as atrações, outros já se aventuram por espetáculos de rua e teatro. Usamos todas as qualidades para fazer um circo com identidade.”

Montagner também ressaltou a importância do circo. “Essa é uma arte insubstituível, uma essência que une o sublime e o grotesco, a poesia, o humor. Sem ela teríamos uma lacuna no cotidiano do universo artístico.”

O Prêmio Funarte Petrobrás Carequinha de Estímulo ao Circo permitiu a reforma de todas as estruturas do Zanni.

Sobre Circo Zanni
O verão de 2003-2004 foi o momento inaugural da concretização deste sonho: na Praça Pôr do Sol, em Boissucanga, no Litoral Norte de São Paulo, estreou o Circo ZANNI, um grupo de artistas oriundos de diversas gerações de escolas de circo, seguidores de seus mestres e de sua arte. 

A partir de recursos próprios, lona e equipamentos alugados e contando com o apoio da Prefeitura de São Sebastião, de comerciantes locais e da ajuda e do incentivo dos amigos, em 3 semanas foram realizadas 15 apresentações para quase 5000 pessoas. 

Esta experiência foi definitiva para o passo adiante... Em 2004, nosso principal objetivo foi a conquista do espaço próprio. Foram dez meses de preparação e busca de recursos que culminaram numa sociedade de nove artistas dividindo a responsabilidade desta conquista. Finalmente em 20 de novembro de 2004, o Circo ZANNI fez sua temporada inaugural com lona própria em São Paulo. 
Desde então, o ZANNI cumpre com seu compromisso de não ser mais um projeto eventual e sim um estilo de vida, uma forma peculiar de ver e fazer arte, realizando sessões para um público encantado não só pelo espetáculo, mas também por ver que o Circo continua vivo e seguindo seu caminho.

Domingos Montagner
O ator e artista circense Domingos Montagner nasceu em São Paulo, em 1962.
Iniciou-se no teatro através do curso de interpretação de Myriam Muniz. Com Beto Andretta e Beto Lima criou a Pia Fraus Teatro. Estudou com diversos profissionais da dança, como Ruth Rachou, Denilto Gomes, Ana Mondini e Adriana Grechi, entre outros. Começou no Circo Escola Picadeiro em 1989. A partir de 1991, ao lado de Fernando Sampaio, passou a desenvolver várias técnicas circenses, em especial as aéreas, com José Wilson Moura Leite e o trabalho de palhaço com Roger Avanzi, o Palhaço Picolino.
 

A partir de apresentações de rua, começaram a desenvolver uma dupla inspirada na arte dos palhaços de circo. Em 1997, oficializam a parceria, criando o La Mínima e, a partir daí, espetáculos como Cia. de Ballet, Piratas do Tietê – O Filme, A la Carte, Luna Parke, O Médico e os Monstros, entre outros.

Aperfeiçoou-se na França na Escola Nacional de Annie Fratellini, na Escola de Trapézio Volante de Jean Palac e na arte do palhaço com Leris Colombaioni, na Itália. Dentre seus trabalhos no teatro, destaca-se o espetáculo A Noite dos Palhaços Mudos, encenado em 2008, pelo qual recebeu o Prêmio Shell de Teatro – SP, como melhor ator; e o Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro, de Melhor Elenco.

É também diretor artístico e um dos fundadores do Circo Zanni.Pelo prêmio recebido, em 2008, Domingos Montagner despertou a atenção de diretores da televisão. O universo televisivo, no entanto, nunca tinha sido sua ambição. Mesmo assim, resolveu descobrir como era fazer TV. Ainda em 2008, fez um teste de imagem para a Rede Globo e, em seguida, estreou no seriado Mothern (GNT) e fez ponta no seriado Força Tarefa.

Em 2011, aos 49 anos de idade, apareceu como galã no seriado Divã, protagonizado por Lília Cabral. Logo em seguida, participou da novela Cordel Encantado, como o cangaceiro mais temido do sertão: Herculano, pai de Jesuíno (Cauã Reymond). Em 20120, Montagner protagonizou a minisserie O Brado Retumbante. O ator está no elenco da próxima novela da Rede Globo, Salve Jorge.

Ficha Técnica:
Concepção E Direção Artística: Domingos Montagner. Criação dos Números: Elenco do Circo Zanni. Direção musical: Marcelo Lujan. Direção Técnica:Pablo Nordio. Elenco: Bel Mucci, Daniel Pedro, Erica Stoppel, Fernando Sampaio, Luciana Menin, Maíra Campos, Marcelo Lujan, Pablo Nordio. Convidados:Cassia Theobaldo, Fernando Paz, Nereu Afonso. Montagem e operação de som: Marcello Stolai. Iluminação e operação de luz: Paulo Souza. Capataz:Wagner Lopes. Produção: Palco de Papel Produções. Realização: Circo Zanni.

PARA ROTEIRO:
Circo Zanni– Estreia dia 12 de outubro, sexta-feira, às 17hs. Temporada – Sexta-feira às 20h30, Sábados às 17hs e 20h30 e Domingos 17h e 19h30. Até 4 de novembro.  Sessões nos feriados (12/10 e 02/11) somente às 17h

Memorial da América Latina. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664. Telefone: (11) 3823-4600. Lotação: 400 lugares. Bilheteria: No próprio local, aberta 2 horas antes do início de cada espetáculo. Pagamento: Dinheiro ou Cheque ou antecipado pelo sistema Ingresso rápido
(www.ingressorapido.com.br ou 4003-1212). Ingressos: Sexta-feira, R$ 15 (preço único); Sábado, Domingo e feriado R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Menores de 03 anos não pagam ingresso.  Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. Estacionamento: No local.  Entrada pelo portão 8


“Há um lugar no coração do mundo, que o mundo esqueceu”
Tony Kushner


Nova montagem do Núcleo Experimental convida público para uma     
                                     viagem a Cabul, no Afeganistão
Foto Ronaldo Gutierrez

Livremente adaptado da obra de Tony Kushner, o novo espetáculo do Núcleo Experimental aproxima a cena do público, que é convidado a entrar em cidade afegã. Espetáculo é uma revisão de Casa / Cabul, montado no ano passado pelo grupo, agora, com concepção renovada. Direção e adaptação de Zé Henrique de Paula e direção musical de Fernanda Maia, peça tem música ao vivo, cantada e tocada pelo elenco de 12 atores


Depois de montar em 2011 o texto integral de Homebody / Kabul (encenado aqui no ano passado, com o nome de Casa / Cabul), de Tony Kushner, o Núcleo Experimental se volta agora a uma revisão da peça escrita pelo norte-americano. No Coração do Mundo estreia dia 16 de outubro, terça-feira, às 21 horas no Teatro do Núcleo Experimental para temporada gratuita até 13 de dezembro.

Com direção de Zé Henrique de Pauladireção musical de Fernanda Maia, cenário e figurino do próprio diretor e preparação de atores de Inês Aranha, a peça tem interpretação de 12 atoresNo palco, Chris Couto vive a personagem principal (Sra. Ceiling), acompanhada por Tony Giusti, Renata Calmon, Herbert Bianchi, Nábia Vilela, Eric Lenate, Alexandre Meirelles, Thiago Ledier, Marcelo Villas Boas e Thiago Carreira, Laerte Késsimos e Felipe Ramos.

Enquanto lê seu guia de viagem sobre o exótico e misterioso Afeganistão, a Sra. Ceiling (Chris Couto) conduz uma jornada de aceitação do desconhecido e de suas diferenças. Com a personagem, o público viaja para Cabul, a cidade no coração do mundo, que está devastada e, há tantas décadas, sofre com a guerra e suas consequências. 

Apesar de se tratar de um tema político, No Coração do Mundo traz uma abordagem poética a partir das relações humanas, com música, que já é uma marca das montagens do Núcleo Experimental. Na peça, os doze atores tocam e cantam ao vivo as versões que Fernanda Maia criou para canções imortalizadas por Frank Sinatra, somente com voz e percussão.

Com concepção renovada, o diretor Zé Henrique de Paula conta que “a montagem está mais focada na jornada em busca de uma identidade universal do que em questões geopolíticas”.

Durante a apresentação, o público é convidado a visitar Cabul com a personagem protagonista. Em cena, a porta da casa de Sra Ceiling se abre para a cidade afegã e o público dividi-se em duas plateias, uma de cada lado do teatro, quase dentro da cena. Essa proximidade é reforçada com pães e chás afegãos, que serão servidos durante a peça.

“Com uma proposta de experiência sensorial, o espetáculo se aproxima muito mais da versão que o Núcleo Experimental encenou de As Troianas, de Eurípides, do que da própria montagem de Casa/Cabul”, conta o diretor.

“Está sendo ótimo criar no espaço cênico do Teatro do Núcleo Experimental – nova sede do grupo. Isso fez com que a nossa concepção do espetáculo, junto com os novos atores e o texto completamente adaptado, se renovasse por completo”, conclui Zé Henrique sobre a nova montagem.

Na nova sede do grupo, localizada na Rua Barra Funda, já passaram As Troianas – Vozes de Guerra, BichadoMormaço Senhora dos Afogados. Ainda neste ano, deve entrar em cartaz Canções de Amor em Rosa, dirigido por Fernanda Maia, o musical infantil que estreia programação para as crianças.

ELENCO

Sra. Ceiling – Chris Couto
Milton Ceiling – Tony Giusti
Priscilla Ceiling – Renata Calmon
Quango Twistleton – Herbert Bianchi
Mahala – Nábia Vilela
Khwaja – Eric Lenate
Mulá Durrani – Alexandre Meirelles
Zai Garshi – Thiago Ledier
Dr. Qari Shah – Marcelo Villas Boas
Coro de afegãos – Thiago Carreira, Laerte Késsimos e Felipe Ramos

FICHA TÉCNICA

Tradução, adaptação e direção: Zé Henrique de Paula. Direção musical e preparação vocal: Fernanda Maia. Preparação de atores: Inês Aranha. Assistência de direção: Thiago Ledier. Cenografia e figurinos: Zé Henrique de Paula. Assistência de cenografia: Laura Souza. Assistência de figurinos: Cy Teixeira. Iluminação: Fran Barros. Assessoria em História e Costumes Afegãos: Adriana Carranca. Assessoria em Dari e Pashtun: Sayed Mustafá. Direção de produção: Sergio Mastropasqua. Produção executiva: Claudia Miranda. Assistência de produção: Lara Hassum. Projeto gráfico: Laerte Késsimos. Assessoria de Imprensa: Arteplural - Fernanda Teixeira. Fotos: Ronaldo Gutierrez.

SERVIÇO:
No Coração do Mundo estreia dia 16 de outubro, terça-feira, no Teatro do Núcleo Experimental, às 21 horas na Rua Barra Funda, 637. Temporadagratuita: às terças, quartas e quintas-feiras, às 21 horas. Capacidade: 40 lugares. Duração: 100 minutos. Censura: 16 anos. Telefone: 3259-0898. Até 13 de dezembro.

O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência


Estreia no Teatro Sesc Ipiranga no centenário de morte do dramaturgo sueco Strindberg


A estreia integra a Mostra Strindberg (até 28 de outubro), que tem o
objetivo de apresentar ao público um pouco mais sobre a obra e a vida do
“pai do teatro moderno”. A curadoria é de Nicole Cordery, Flavio Barollo e do SESC


Da série das peças montadas especialmente para a Mostra Strindberg que está acontecendo em várias unidades do Sesc de São Paulo para marcar o centenário de morte do dramaturgo sueco August Strindberg (1849-1912), um dos maiores nomes da dramaturgia mundial -, O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência, de Andre Guerreiro, é uma encenação que une fragmentos da peça O Sonho e do romance autobiográfico Inferno. Faz apresentações nos dias 10, 11, 12, 13 e 14 e outubro, noTeatro do Sesc IpirangaQuarta, Quinta e sábado às 21 horas, sexta e domingo às 18 horas.

Trata-se de um espetáculo performático, onde o autor explora suas obsessões: alquimia e ocultismo, revelando sinais de paranoia. A montagem de André Guerreiro parte do livro Inferno - misto de diário e ensaios de Strindberg sobre ciência, escritos quando o autor abandona tudo e se fecha em um quarto de hotel em Paris, para praticar alquimia, descendo aos infernos de si mesmo – e reúne trechos da peça O Sonho.

De acordo com o diretor André Guerreiro, “a peça parte desse relato do artista - que se lança numa área desconhecida, saindo de sua zona de conforto – e dos fragmentos de O Sonho, que são evocados, como memórias, em cena”. Além de dirigir, André Guerreiro também está em cena (como o artista que vive a experiência) ao lado de Djin Sganzerla, Eduardo Mossri e do músico Gregory SlivarNo palco, um cenário em ruínas, pequenos objetos (vidros, copos e varetas) que emitem sinais sonoros e a interferência de luzes que se acendem e apagam. Concepção sonora de Gregory Slivar e cenografia do Ateliê La Tintota.

Strindberg é considerado o pai do teatro moderno, um dos maiores nomes da dramaturgia mundial e que tem sido encenado com frequência na produção teatral da cidade. Viveu numa época de efervescência. Presenciou momentos importantes, como o surgimento da psicanálise de Sigmund Freud, a eclosão dos movimentos socialistas. Um período de revoluções que ele incorporou em suas obras. Inseriu quebras de tempo e espaço na narrativa de suas peças, elementos que mudaram a maneira de fazer teatro, além de ter criado tramas que mergulham diretamente nas relações humanas.

“É uma oportunidade de conhecer não só o teatro de Strindberg. A mostra tem uma visão plural, procura entender o pensamento, discutir ideias desse dramaturgo que ainda permanecem vivas nos tempos atuais. A programação estará espalhada pela cidade de São Paulo e pretende contemplar vários públicos”, conta Nicole Cordery.

O Livro da Grande Desordem e da Infinita CoerênciaDe 10 a 14 de outubro, no SESC Ipiranga
Quarta, Quinta e sábado às 21, sexta e domingo às 18hA partir de fragmentos da peça Um Sonho e do romance autobiográficInferno, de Strindberg, ondeele descreve sua vida em Paris e explora suas obsessõecomo a alquimia e o ocultismo, revelando sinais de paranoia. Direção: André Guerreiro Lopes.Elenco: André Guerreiro Lopes, Djin Sganzerla, Eduardo Mossri e o músico Gregory Slivar. Concepção Sonora: Gregory Slivar. Cenografia: Ateliê La Tintota. Duração: 60 minutos. Classificação: 12 anos.

Sobre o autor
August Strindberg (1849/1912), sueco, nascido em Estocolmo, é conhecido mundialmente como escritor, ensaísta e dramaturgo. Foi isso e muito mais: jornalista, crítico social, profundamente interessado tanto na ciência (química, medicina, ciências políticas) quanto no ocultismo e na estética. É um dos mais importantes dramaturgos da história, ao lado de Henrik Ibsen e Anton Tchecov. Homem de letras, novelista, poeta, pintor, idealizador do “teatro íntimo”, que funcionou de 1907 a 1910, escreveu a maior parte dos dramas intimistas quase sempre referidos ao casal, ao casamento como armadilha, explorando ao infinito as contradições e ambivalências entre o pensar, o sentir e o agir.  

Com suas obras em prosa e seus dramas, foi o precursor do naturalismo na Suécia e, ao mesmo tempo, o grande destaque do expressionismo e do surrealismo no mundo. Em suas peças autobiográficas, recriou ainda a sua problemática pessoal: três fracassos matrimoniais, solidão e abatimento espiritual. As suas obras impregnadas pela tristeza, “O Pai” (1887) e “Senhorita Júlia” (1888), assim como as peças “Páscoa” e “A Dança da Morte” (ambas de 1891), ilustram esses conflitos. “O Pelicano”, “Sonata dos Espectros”, “Casa Queimada” e “A Tempestade” (de 1907) já assinalam o caminho para o simbolismo. Após ter passado um longo período na França, na Suíça, na Alemanha e na Dinamarca, Strindberg regressou a Estocolmo em 1899, onde fundou, em 1907, o Teatro Íntimo. Morreu em 1912, de câncer no estômago, deixando romances autobiográficos, peças teatrais, poesia, pintura e ensaios sobre os mais diversos assuntos.

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SESC IPIRANGA - Rua Bom Pastor, 822 Ipiranga – Tel: 3340-2000. Capacidade - 200 lugares. Ingressos: R$ 16,00 (inteira); R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).


ARTEPLURAL – Assessoria de imprensa Fernanda Teixeira - 11. 3885-3671/ 9948-5355
Adriana Balsanelli – (11) 9245-4138
Douglas Picchetti – (11) 9814-6911
Renato Fernandes – (11) 7286-6703
Facebook – Arteplural


Tiken Jah Fakoly apresenta seu reggae que mescla tradição e modernidade africana no SESC Pompeia




Diretamente da Costa do Marfim, as composições político-sociais de Tiken Jah Fakoly fazem uma reflexão sobre a situação da África atual
O continente africano é um dos que mais sofreu em função de guerras, ditaduras, colonização e pobreza ao longo da história. Tiken Jah Fakoly usa a música como arma para protestar contra as injustiças sociais e apresenta o seu reggae na Choperia do SESC Pompeia, dia 13 de outubro,sábado,  às 21h30.
O músico da Costa do Marfim denomina seu trabalho como uma arte que desperta as consciências. São composições que falam sobre as mazelas enfrentadas pelo povo de seu país de origem, além das outras etnias africanas. Seu último trabalho, African Revolution, foi lançado em 2010 e mantém o espírito que o marcou desde o começo da carreira: Africano e revolucionário. O disco faz uma junção entre a tradição e a modernidade.
Sua história com a música começou aos 20 anos de idade ao conhecer o guitarrista ganês, Joffrey, com o qual gravou um protótipo de CD. Ele então criou seu primeiro grupo, o Djelys, que teve sucesso na região da sua cidade natal em 1987. Em 1993, o grupo lançou seu primeiro álbum Djelys.

Depois das violentas manifestações durante as eleições de 1994 na Costa do Marfim, Tiken compôs suas primeiras músicas para denunciar a situação política do país. Lançado em 1996, Mangercratie ganhou notoriedade e ajudou o músico a ter um reconhecimento em toda a África Ocidental.

Tiken seguiu carreira solo a partir de 1997 e seu ritmo encantou a Europa, especialmente Paris. Nessa ocasião ocorreu o encontro com o grupo Sinsemilia, com o qual ele fez a abertura dos shows em diversos festivais pela França como o Festival de Fourvière, em Lyon, e os Francofolies, em La Rochelle. Com forte influência da música da Jamaica, seu álbum Cours d’Histoire ganhou repercussão positiva e recebeu o prêmio de Descoberta África 2000 RFI (Radio France Internationale).

Além dos discos, Tiken lançou em 2009 uma campanha chamada Concerto a uma Escola em parceria com o Afrikakom no Mali (www.afrikakom.com). Os shows tinham como objetivo levar educação aos diferentes povos da África. Mais uma ação que evidencia seu maior intuito, que é unir música e políticas sociais.


SERVIÇO: 

SESC Pompeia apresentaTiken Jah Fakoly

Dia 13 de outubro de 2012, sábado, às 21h30, na Choperia.
Classificação indicativa: Proibido para menores de 18 anos.
Ingressos: de R$ 5,00 a R$ 20,00
Duração: 90 minutos
Lotação: 800 pessoas
SESC Pompeia – Rua Clélia, 93
Telefone para informações: (11) 3871-7700
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br.
Horário de funcionamento da Bilheteria – De terça a sábado das 9 às 21 horas e domingos e feriados das 9 às 19 horas (Ingressos à venda a partir das 14h do dia 28 de setembro pela rede ingressoSESC em todas as unidades)
Formas de pagamento - Cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard e Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop).

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Mostra " De São Paulo á Paris"