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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Aniversario do Vermont Itaim -10 anos com Samba de Rainha




Grupo Acrobático Fratelli e Show de Variedades da Mesma Coisa levam a magia do circo ao Sesc Pompeia


Palhaços, acrobacias, piadas, mágicas e circo. No mês de novembro as atividades circenses do Sesc Pompeia vão provocar o encanto das crianças e divertir toda a família. O mês começa com o espetáculo de improviso Show de Variedades da Mesma Coisa, que se apresentam nos dias 2, 4, 11, 15, 25 de novembro, sexta e domingos, às 16h. Em seguida vem o espetáculo Bichos Muito Loucos, do Grupo Acrobático Fratelli, que se apresenta no feriado, dia 15, às 17h30. Todos os espetáculos são gratuitos.

No show Show de Variedades da Mesma Coisa, os principais elementos são “a bobeira, a bobagem e a bobice”. Formado pelo trio Chico Valle na bateria, o Álvaro Lages na guitarra e a líder do grupo, a Palhaça Rubra (do Jogando no Quintal), o show acontece na Área de Convivência e conta com a participação total da plateia para inspirar composições, dançar coreografias em massa, participar de números mágicos e acrobáticos.

Por meio da interação, o público ajuda a palhaça a formular soluções para escapar das armadilhas e enrascadas de seus compadres, o Amado Gorila e Pelanca, o Mágico Charlatão. Com improviso constante, o espetáculo é ideal para toda a família que se surpreende com os números circenses.

Já no espetáculo Bichos Muito Loucos, os artistas do Grupo Acrobático Fratelli estarão pendurados nas paredes do Conjunto Esportivo, passarelas e nos vãos livres entre os prédios. Durante a apresentação divertida e ousada, uma dupla de palhaços, o Grande Fratello domador de insetos e sua assistente Criolinda, traz para o público seu fabuloso Circo de Pulgas. Enquanto isso, a banda Praga da Horta toca adaptações de clássicos da cultura popular brasileira, passeando por ritmos como baião, rock, blues e polcas.

Serviço:

Show de Variedades da Mesma Coisa - Dias 2, 4, 11, e 15 e 25 de novembro.  Domingos e feriados, às 16h.

Elenco: Álvaro Lage, Luciana Lopes e Francisco Valle. Produção: Carrapeta Produções. Duração: 60 minutos. Censura: Livre. Na Área de Convivência. Grátis.

Acrobático Fratelli – Bichos Muito Loucos - Dia 15 de novembro, quinta, (feriado), às 17h30.
Nas passarelas e paredes do Conjunto Esportivo e Deck. Grátis.

Direção Artística: Kiko Caldas. Direção Técnica: Kiko Caldas. Concepção: Acrobático Fratelli. Trilha Sonora: Samir El Shaer. Elenco: Kiko Caldas, Célia Borja, Cinthia Beranek, Andrea Barbour, Ieda Cruz, Bia Pantojo, Vagner Junqueira, Michel Martins, Weid, Ricardo Celidonio. Músicos: Beto Sporleder, Samir El Shaer, Lucas Vargas, Rui e Ieda Cruz. Produção: Carrapeta Produções. Duração: 50 minutos.

SESC POMPEIA – Rua Clélia, 93. Telefone – 3871-7700. Acesso para deficientes físicos. Não temos estacionamento. Funcionamento da bilheteria do SESC Pompeia – de terça a sábado, das 9h às 21h e aos domingos, das 9h às 19h. Aceitam-se cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard, Diners Club International e American Express) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro, Redeshop e Cheque Eletrônico). Para informações sobre outras programações, ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br

Piano na Praça recebe Marcos Valle, um dos maiores compositores da MPB


Concerto de abertura é com Marcelo Manzano

Durante o mês de novembro as apresentações serão sempre aos domingos, a partir das 12 horas.

Neste domingo, dia 4 de novembro, a Série Piano na Praça da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo recebe o pianista Marcos Valle para concerto ao ar livre. O espetáculo acontece no centro da cidade, na Praça Dom José Gaspar, às 12 horas, com concerto de abertura do pianista Marcelo Manzano.

No show Marcos Valle interpreta alguns de seus clássicos, como “Samba de Verão”, “Os Grilos”, “Batucada Surgiu”, “Viola Enluarada”, “Com Mais de 30” e “Preciso Aprender A Ser Só”, além de composições mais recentes e temas instrumentais.

Discípulo de João Gilberto, o músico carioca se tornou simplesmente Marcos Valle, um gênero da música brasileira.



Cantor, compositor, instrumentista e arranjador da chamada segunda geração da bossa nova, Valle foi totalmente contaminado pela batida do violão, pelo canto de João e pelas canções de Tom Jobim. Estreou aos 20 anos, e teve uma de suas primeiras canções (parceria com o irmão e letrista Paulo Sérgio), “Samba de Maria”, gravada pelo Tamba Trio. Foi em 1965, no segundo disco (O Cantor e o Compositor) que gravou os sucessos “Samba de Verão” e “Preciso Aprender a Ser Só”. Já no final dos anos 60, incorporou aos sambas, frevos, baiões e bossas alguns elementos do pop.

Marcelo Manzano apresenta músicas de seu CD Falo Por Meu Coração, contendo obras clássicas da brilhante carreira do cantor Dick Farney, lançado pela Lua Music em 2011. Como seu ídolo e inspirador, Marcelo Manzano se especializou em um repertório que reúne o melhor da música brasileira e americana e construiu sólida carreira como pianista-cantor. Ele sempre esteve à vontade com temas sofisticados de compositores mais inventivos, tanto da canção inglesa quanto da MPB.

Autores que ocuparam lugar especial na carreira de Dick Farney e algumas de suas melhores criações ganharam versão nova na voz suave e no piano de Marcelo Manzano. Entre as composições, “Alguém Como Tu” (José Maria de Abreu e Jair Amorim), “My Funny Valentine” (Richard Rodgers e Lorenz Hart), “Perdido de Amor” (Luiz Bonfá), “You Stepped Out of a Dream” (Nacio Herb Brown e Gus Kahn), “Uma Loira” (Hervê Cordovil), “But Beautiful” (Jimmy Van Heusen e Johnny Burke), “Noturno em São Paulo ” (Cido Bianchi e Sérgio Lima), “Nick Bar” (Garoto e José Vasconcelos), “Copacabana” (João de Barro e Alberto Ribeiro), “Você” (Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal), “Marina” (Dorival Caymmi) e “Aeromoça” (Billy Blanco), entre outras

Os concertos ao ar livre da série Piano na Praça é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que acontece, frequentemente, na Praça Dom José Gaspar. O projeto, que está no sétimo ano de temporada, apresenta pianistas de expressão nacional e internacional, tanto no âmbito popular quanto erudito.

Série: Piano na Praça
Dia 4 de novembro de 2012 – domingo
12 horas: Marcelo Manzano
13 horas: Marcos Valle
Local: Praça Dom José Gaspar, s/nº - Centro – São Paulo/SP
Grátis – Informações: (11) 3397-0160 – Metrô República
Nº lugares: 300 cadeiras - Concerto ao ar livre – Duração: 2 horas

Próximos convidados do Piano na Praça:
04/11 – Marcelo Manzano e Marcos Valle
11/11 – Amilton Godoy & Gabriel Grossi e Tânia Turíbio
18/11 – Guilherme Arantes (e outro a definir)
25/11 – Fernando Moura e Nico Resende

Marcos Valle

Cantor e compositor, Marcos Valle lançou em 2011 a caixa Marcos Valle Tudo, pela EMI, com toda a sua produção desde a estreia com Samba Demais(1963) até No Rumo do Sol (1974). Há também o inédito The Lost Sessions, descoberto nos arquivos da EMI (ex-Odeon) por Charles Gavin, idealizador do projeto. Em 2012, uma nova caixa chegou às lojas com o nome Marcos Valle 80 (Discobertas), contendo os discos Vontade de Rever Você (1981), Marcos Valle (1983) e Tempo da gente (1986).

Autor de mais de 300 músicas gravadas por nomes como Elis Regina, Tim Maia, Sarah Vaughan, Chicago, Johnny Alf, Dave Brubeck, Toots Thielemans, Sergio Mendes, Eumir Deodato. Bebel Gilberto e Roberto Carlos, entre outros, Marcos Valle é referência mundial em originalidade na música brasileira. Em 1969, quando gravou o LP Mustang Cor de Sangue, o músico se libertou da estética “banquinho e violão” e se entregou à diversidade de referências rock, black e pop. Ao lado de seu irmão Paulo Sérgio Valle, compôs uma série de sucessos para novelas da TV Globo, como Véu de Noiva, Pigmaleão 70, O Cafona, Minha Doce Namorada, Fogo Sobre Terra, Baila Comigo, Que Rei Sou Eu?, Tieta, etc. É deles o tema de fim de ano: Hoje é um Novo Dia, de um Novo Tempo. A música foi composta para ir ao ar em 1971, mas se tornaou uma marca registrada, e a cada ano ganha nova versão.

Valle atravessou os anos 1990 sem lançar discos. D0écada em que uma gravação sua da canção "Os Grilos" foi descoberta por DJs na Inglaterra. Sucesso nas pistas da Europa, Japão e China com suas canções originais e também com músicas regravadas e remixadas por várias bandas e DJ’s, seu talento alcançou também o cinema nas trilhas sonoras dos filmes Austin Power e A Máfia no Divã. Com o disco Nova Bossa Nova, Marcos Valle foi premiado pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), como Melhor Arranjador e o show de lançamento foi considerado pelos críticos do jornal O Globo como um dos 10 melhores do ano. Em 2001, Valle gravou, ao lado de Roberto Menescal e Wanda Sá, um disco ao vivo, que reuniu os amigos de longa data para contar histórias da bossa nova. No mesmo ano, ele deu continuidade ao lançamento do CD Escape na Europa, com shows na Dinamarca, Suécia, Noruega, Alemanha e Inglaterra.

Contrasts (2002) foi lançado no Brasil, pela Trama. Em 2005 Marcos Valle lançou o CD Jet Samba, trabalho que recebeu o Premio TIM de Música como melhor álbum instrumental. Em 2009 lançou Conecta, em CD e DVD gravados ao vivo, no Rio de Janeiro, considerado pelo jornal O Globo um dos 10 melhores discos daquele ano, e deu mais recente CD/DVD é Estática (2010), que já foi lançado na Europa e nos Estados Unidos. Atualmente, Marcos tem se apresentado regularmente na Europa e no Japão, onde todos os seus clássicos discos foram editados em CD.

Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 – verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Consuelo de Paula abre sua Casa Novo CD surpreende, acolhe e encanta!


Casa tem letras de Consuelo e melodias de Rubens Nogueira. Na instrumentação, a sonoridade da Orquestra à Base de Corda e nos arranjos, nomes como Dante Ozzetti, Weber Lopes, Chico Saraiva e Luiz Ribeiro.

A mineira Consuelo de Paula lança seu quinto CD, Casa. O disco é mais um trabalho primoroso que registra a parceria entre a cantora e compositora e o violonista Rubens Nogueira (1959 – 2012), iniciada com Dança das Rosas, em 2004. Rubens fez todas as melodias para as letras de Consuelo, que assina a concepção, direção e produção deste álbum.

A música de Consuelo de Paula chega muito bem amparada neste trabalho; ganhou nova moldura para mais uma vez surpreender até os ouvidos mais atentos. Todas as faixas têm o acompanhamento da orquestra curitibana À Base de Corda, formada por nove instrumentistas, conferindo ainda mais frescor para o personalíssimo trabalho da artista.

Surpresas vão permeando todo o CD. Cada canção, um toque, um tempero diferente. É que Consuelo convidou não apenas um arranjador para a “construção” de sua Casa: além de João Egashira, André Prodóssimo e Luís Otávio Almeida (integrantes da orquestra), os músicos Dante Ozzetti, Chico Saraiva, Weber Lopes e Luiz Ribeiro assinam os arranjos deste trabalho. São arranjos diferentes para conduzir com unidade a poesia e o canto de Consuelo.

A trajetória desta artista é marcada pela trilogia Samba, Seresta e Baião (1998), Tambor e Flor (2002) e Dança das Rosas (2004). Discos que consolidaram sua carreira como compositora e intérprete, conferindo-lhe respeito e reconhecimento pela musicalidade e sensibilidade, perpetuando sua arte na cultura brasileira. Após o período dedicado aos CDs citados, Consuelo lançou um livro de poemas e imagens - A Poesia dos Descuidos, em parceria com Lúcia Arrais Morales, em 2011 – e o DVD Negra, em outubro de 2011. Simultaneamente ao CDCasa, está sendo lançado o CD Negra, este somente na versão digital.

A cantora declara: “Casa é um recomeço após a trilogia, é a continuidade da minha obra agora com outra textura, um aprofundamento e ao mesmo tempo um vôo mais amplo”. Ela ainda explica que o DVD Negra foi um condutor para esta nova fase, aquecendo os caminhos para este CD. É inevitável considerar que ele mantém a mesma coerência e equilíbrio observado em toda sua arte: ritmos, melodias e poesias em perfeita harmonia.

Neste disco a mineira se apresenta com diálogos sensoriais, canto livre e pleno; registra seu afeto e admiração por Rubens Nogueira e a incalculável dor de sua perda: “Rubão traduzia em notas musicais a expressão contida na letra, por mais metafórica que fosse. Ele fazia a música certeira para elevar e respeitar a poesia. E fazia isso de forma genial”.

Consuelo tem outro álbum pronto para ser gravado. Das 13 canções, 11 são em parceria com Rubens Nogueira e duas são apenas dela. O trabalho já tem nome: O Tempo e o Branco.

As canções

Consuelo de Paula não se contenta em apenas montar uma sequência para o CD. Ela cria um enredo que recebe, acolhe e festeja o ouvinte, e dele se despede. Um roteiro que demonstra se tratar de um CD que realmente nos coloca dentro de um ambiente único. Abrindo o disco, “Convite” faz exatamente o chamado para que entremos na “roda” para brincar e aproveitar a festa que o disco vai propiciar. A música também reporta às suas raízes mineiras, para que não haja dúvidas. “O Rubens mandou uma melodia como sugestão e imediatamente eu soube o que seria não só esta letra, mas toda a obra”, conta. João Egashira assina esse arranjo orgânico e rico de uma incomum composição “em cinco”, e, como diz Consuelo, sem perder a dança.

O samba “Marinheiro” reafirma o convite à música de Consuelo, com arranjo brejeiro e faceiro, também de Egashira. A composição ganha molejo e cadência para a recepção – o cavaquinho de Julião Boêmio, a viola de Junior Bier e o violão de Hestevan Prado marcam o gingado irresistível desta música. Na terceira faixa, “Desafio”, o mineiro Weber Lopes assina o arranjo, que começa grandioso enaltecendo a música de Rubens Nogueira (em andamento 6x8), e a letra anuncia: “ramo de acácia / bailado de rio / canto trocado / feito desafio”, versos que nos conduzem ao passeio por esta obra, por esta Casa. O tema da próxima canção, “Notícias” (arranjo alegre de Chico Saraiva), brinca com o que pode vir pela frente e com o acolhimento: “coração de elefante dentro de mim”. E termina com um belo solo de bandolim de Rodrigo Simões.

“Borboleta” foi inspirada no poema Elegia a Uma Pequena Borboleta, de Cecília Meireles. “Esta faixa expressa bem o que o CD significa para mim e os vários sentidos que o título propõe”, confessa Consuelo de Paula. O arranjo para esta faixa - alma do disco – vem cheio de contrastes e deixa a canção sobrevoar; é arrojado e ritmado como o bater das asas das borboletas. Dante Ozzetti criou certa estranheza para a orquestração e a intérprete passeia com a poesia entre os contrapontos. Na sexta música, “Espera”, o arranjo sofisticado e delicado de Chico Saraiva valoriza a linda interpretação de Consuelo, que canta: “minha casa te espera, desde sempre...”. Esta canção cheia de afeto coloca o ouvinte no centro desta Casa.

Com arranjo coletivo da Orquestra À Base de Corda e de Consuelo, “Navegações” tem piano de Fábio Cardoso e batuque afro de Luís Rolim para falar do mar, de saudades e sentimentos. É a única música em que a orquestra não está completa, aqui soam apenas o piano, o baixo, o violão e a percussão . Em seguida, “Destino” é considerada pela cantora como a canção mais atávica e fluente deste CD. Com arranjo de André Prodóssimo, a letra trata de amorosidades e heranças com forte refrão: “amor de longe, amor de perto / meu coração tem rumo certo”. Destaque para o solo de violino de Helena Bel. E chegamos à faixa que nos conta sobre a cor que guiou o CD: “Azul” é repleta de simbologia e sintetiza bem o conceito do disco. É o tom que está presente em toda a obra e nos acompanha durante a audição. “O arranjo de Luiz Otávio Almeida dá movimento à música, como o próprio vento”, diz.

Um samba delicioso que muito bem combina com Consuelo: “Fé” é popular e traz uma gota de melancolia (Egashira novamente). Ela conta que fez o canto inicial desta faixa – “rosas pra senhora passar...” – e juntou a ele o texto que escreveu para a abertura da canção “Portela na Avenida” de seu CD Samba, Seresta e Baião - “a cor da santa é a mesma da folia num dia de carnaval”. Continuando o último bloco, inspirado no “Réquiem” de Mozart, o arranjo de Dante Ozzetti para o “Réquiem” de Rubens e Consuelo não poderia deixar de conter o dolorido tom da despedida. Mas, como tudo na obra desta artista (repleta de contrastes), aqui ela inicia falando de sol. E nos despedimos deCasa com “Estrela” (arranjo de Luiz Ribeiro), uma homenagem ao talento de Rubens Nogueira como compositor e instrumentista. É a derradeira melodia da obra que ele enviou para Consuelo: “esta melodia chegou a mim como um presente porque era inspirada em meus universos musicais, em minha casa, e agora retribuo apenas ouvindo-a, com a certeza de que o silêncio é outro poema acertado em nossa parceria”.

Lançamento de CD: Casa
Artista: Consuelo de Paula
Distribuição: Tratore
Preço sugerido: R$ 30,00
Mais informações: www.consuelodepaula.com.br
E mais:
CD Negra: lançamento, formato digital
CD Tambor e flor (esgotado) - disponível em formato digital
Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br

“VIDA E PENSAMENTO DE UM CAMINHANTE” EDIÇÕES SESC SP lançam coletânea de diários do pensador francês Edgar Morin






Créditos de capas: © Lucio Fontana


Posso afirmar, entretanto, que é nos meus diários que dou o melhor de mim mesmo: são observações, reflexões, julgamentos nos quais me encanto ou me revolto, nos quais minhas qualidades literárias se expressam e desabrocham. (...) Ainda que eu seja percebido de maneira restrita como sociólogo e, por vezes, de maneira mais aberta, mas ainda classificadora e limitada, como “sociólogo filósofo”, sou antes de mais nada um ser humano que ama o que existe de maravilhoso na vida e tem horror ao que ela tem de cruel, um ser humano bastante comum enraizado nos séculos XX e XXI, que neles viveu e sofreu todos os grandes e pequenos problemas.
Edgar Morin, Diários, prefácio à edição brasileira. Paris, Fevereiro de 2012.

Teórico da complexidade, Edgar Morin pode ser considerado um dos principais nomes do pensamento ocidental que reúne em sua trajetória de vida um denso trabalho sistemático de pesquisa, de interpretação, criatividade e de experiências vividas que marcaram o século XX e XXI.
 A coleção Diários de Edgar Morin, composta pelos títulos Diário da Califórnia, Um ano sísifo e Chorar, amar, rir, compreender, será lançada em São Paulo, no dia 30 de outubro (terça-feira), 20h, no Sesc Pompeia (Teatro). O evento gratuito e aberto ao público, contará com a presença do autor. 
Aos 91 anos de idade, o intelectual evoca pelas palavras e pela livre linguagem de diários as suas reflexões, memórias e experiências. Como aponta o Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, na apresentação de Chorar, amar, rir, compreender: “(...) em seus diários, (há) uma relação estreita e simples com o complexo, com a tessitura intrincada das relações humanas, discorrendo livremente sobre os dias e suas idiossincrasias, suas percepções sobre fatos políticos e econômicos no planeta juntamente com o corriqueiro viver.”.


Na tênue espessura que não separa a vida da obra, mas a intensifica, encontra-se a figura do humanista Edgar Morin. “Meus diários não tem nada a ver com um diário literário, não visa minha “estatuificação” em poses nobres, mas minha “desestatuificação”, mostrando-me como uma pessoa comum que não esconde nenhuma de suas faltas e de seus erros.”, declara o pensador no prefácio brasileiro dos Diários.
Diário da Califórnia
Escrito no período em que Morin residiu na Califórnia, em 1969, a convite do Salk Institut (centro de pesquisas biológicas presidido por Jonas Salk, Prêmio Nobel de Biologia) onde conviveu com Jacques Monod - bioquímico e biólogo - e John Hunt - biólogo - dentre outros cientistas e pesquisadores que tinham como ponto comum desenvolver suas pesquisas e estudos com uma preocupação humanitária com o individuo e a sociedade.
Em Diário da Califórnia, segundo Adauto Novaes, que assina a orelha da obra “(...) o que observamos neste livro é uma sutil influência do espírito sobre si mesmo, da própria obra teórica e científica de Morin e sobre a vida do autor. (...) Seguindo a tradição de Rousseau, Morin propõe uma nova descoberta da subjetividade como fonte infinita da afetividade”.
Numa narrativa que mistura o rigor da teoria com divertidos acontecimentos, o autor foi buscar na Califórnia dos anos 1960/1970 elementos para dar corpo a suas ideias, desafiando com seu Diário os cânones estéticos e ideológicos que procuravam limitar a arte apenas à ficção.
Um ano sísifo
Com subtítulo Diário sobre o fim do século (1994), Um ano sísifo faz uma analogia com o mito de Sísifo, condenado pelos deuses a levar de volta, continuamente, uma grande pedra ao topo da montanha, depois de ter ela rolado pela enésima vez em direção ao vale. O pensador viu-se, nas palavras de apresentação do filósofo italiano Mauro Maldonato, que fez o texto de orelha desse Diário em “uma punição tremenda: recomeçar tudo, a cada vez, desde o começo. E de novo ainda. Até o infinito”.  
Um ano sísifo na história de um planeta cujas esperanças caíram e onde tudo parece ter que começar do zero. Um ano sísifo na vida de um homem (o autor) onde todas as resoluções para reformar sua vida afundam e que deve partir do ponto zero.
Esse diário caleidoscópico é ao mesmo tempo um espelho dos acontecimentos do mundo e o espelho daquele que os anota. Como o ponto singular de um holograma que traz em si o todo do qual ele faz parte, Edgar Morin viveu o ano sísifo de 1994.
Compõem ainda Um ano sísifo, fatos marcantes e transformadores na história, narrativas sobre a sua vida cotidiana e de eventos públicos, momentos de ternura e melancolia profundos, impressões e perguntas sobre nosso tempo e o contínuo embate entre o “presente da hesitação e uma possibilidade de um futuro”. A resistência que consiste na recusa da automatização dos dias e da vida ecoa no grito de alerta de que não é necessário render-se ao mundo assim, tal como ele parece.


Chorar, amar, rir, compreender
Em Chorar, amar, rir, compreender, o filósofo espanhol Emilio Roger Ciurana, que escreveu o texto de orelha, enfatiza que o autor olha o mundo, olha a vida e a vive. Trata-se de um olhar e um viver que são reflexos de sua enorme complexidade, universalidade e da concretude da condição humana. Mas não se trata de um simples anotar num diário os eventos que ocorrem no mundo e de acontecimentos na vida cotidiana. Morin vai além de Spinoza, que frente aos acontecimentos do mundo dizia não ter sentido alegrar-se, nem chorar, nem odiar, trata-se de compreender. Morin afirma-se na vida e afirma a vida: “(...) frente aos acontecimentos do mundo faz sentido chorar, amar, rir, compreender".
Trata-se, no cotidiano, de resistir á barbárie humana de uma época bárbara, cruel, devido à incapacidade generalizada de ver a vida e o mundo além da linearidade, da previsibilidade e fragmentação.
A guerra dos Balcãs é um dos principais panos de fundo que ocupam muitas reflexões do texto, além da guerra étnica e o massacre em Ruanda, assuntos de saúde de sua mulher Edwiges com implicações do comportamento dos profissionais da medicina, da traição do amigo, fato que abalou profundamente o autor, viagens, conferencias, debates dentre outros.


GRÁTIS: Chorando na Choperia traz músicos consagrados e revelações do choro paulista para o Sesc Pompeia


Nailor Proveta Quarteto, Chorando as Pitangas, Danilo Brito e Conjunto
 e Toninho Carrasqueira fazem apresentações gratuitas aos domingos
 do mês de novembro na Choperia

Bandolim, clarinete, violão, flauta, pandeiro, além do virtuosismo e improvisação dos músicos. Um estilo influente nas rodas populares e eruditas, o choro está presente  em novembro com o projeto Chorando na Choperia, no SESC Pompeia. Durante todos os domingos do mês, dias 4, 11, 18 e 25, sempre às 18h30, serão realizadas apresentações gratuitas, unindo clássicos do gênero e composições inéditas. Livre.

Estão confirmadas performances dos grupos Nailor Proveta Quarteto, Chorando as Pitangas, Danilo Brito e Conjunto e Toninho Carrasqueira. “O projeto traz para o espaço da choperia a ideia da música presente na tradição dos regionais, criando um clima de coreto. Os shows mostram um pouco do panorama do choro em formações variadas, com nomes consagrados e emergentes do choro paulista”, diz a técnica de programação Sonoe Fonseca.

Os shows são gratuitos e os ingressos podem ser retirados com uma hora de antecedência.

PROGRAMAÇÃO CHORANDO NA CHOPERIA


Nailor Proveta Quarteto
Domingo, 4 de novembro às 18h30

O clarinetista, compositor e arranjador, também é um dos fundadores da Banda Mantiqueira. Nesta formação, apresenta repertório que homenageia os grandes compositores como Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Ary Barroso, Mestre Duda e Moacir Santos, com arranjos próprios e muitas improvisações. Com: Nailor Proveta (sax alto e clarinete), Carlos Roberto (piano), Paulo Paulelli (baixo acústico) e Celso de Almeida (bateria).

Chorando as Pitangas
Domingo, 11 de novembro às 18h30

Nascido há mais de dez anos, este quinteto instrumental é formado por Vitor Lopes (gaita), Milton Mori (bandolim), Ildo Silva (cavaco), Gian Correia (violão 7 cordas) e Roberta Valente (percussão). O primeiro CD, Vitor Lopes e Chorando as Pitangas, foi lançado em 2005, com boa recepção do público e da crítica. No repertório do quinteto estão choros, valsas e maxixes, com pitadas de samba e toques de gafieira, com o diferencial da interpretação com a gaitinha de boca.

Danilo Brito e Conjunto
Domingo, 18 de novembro às 18h30

Danilo Brito é bandolinista, autodidata. Também toca cavaco, violão tenor e violão e é estudioso da música popular brasileira instrumental. Vencedor do 7º Prêmio Visa – Edição Instrumental (2004), com 4 discos lançados, o bandolinista se apresenta acompanhado de João Camarero (violão 7), Carlos Moura (violão), Antonio Rocha (flauta), Yuri Reis (cavaco) e Rafael Toledo (pandeiro), revisitando clássicos do gênero.

Toninho Carrasqueira
Domingo, 25 de novembro às 18h30

O flautista, que tem carreira internacional e percorre repertório que vai da música barroca à eletroacústica, dedica-se nesta apresentação ao choro, em especial a compositores como Pixinguinha e Patápio Silva, apresentando-se em quarteto. Com Toninho Carrasqueira (flauta), Guilherme Sparrapan (violão), Marcelo Martins (cavaquinho) e Luis Bastos (percussão).

SERVIÇO:
Chorando na Choperia
Dias 4, 11, 18 e 25 de novembro, sempre domingos às 18h30 na Choperia.
Classificação indicativa: Livre
Grátis. Retirar ingressos com uma hora de antecedência.
Duração: 90 minutos
Lotação: 800 pessoas
SESC Pompeia – Rua Clélia, 93
Telefone para informações: (11) 3871-7700

Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, ligue 0800-118220 ou acesse o portal 
www.sescsp.org.br.
Horário de funcionamento da Bilheteria – De terça a sábado das 9 às 21 horas e domingos e feriados das 9 às 19 horas (Ingressos à venda a partir das 14h do dia 01 de agosto pela rede ingressoSESC em todas as unidades)
Formas de pagamento - Cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard e Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

grátis: Piano na Praça traz Simoninha e Ricardo Peres integrando as atividades da Ciclo Faixa


Wilson Simoninha e Ricardo Peres apresentam-se no domingo, dia 21 de outubro.

O projeto Piano na Praça da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo apresenta neste domingo,dia 21 de outubro, concerto com os pianistas Ricardo Peres (às 12 horas) e Wilson Simoninha (às 13 horas). As apresentações (grátis) acontecem na Praça Dom José Gaspar, no centro da cidade.

Desde o dia 14 de outubro, os ciclistas podem desfrutar de um novo trecho da Ciclofaixa Centro Paulista ( 203,7 km ) que agora vai até a Praça Dom José Gaspar. Quem for pedalar pelo centro ainda poderá curtir as apresentações do Piano na Praça

Simoninha, com todo seu suingue e talento, interpreta composições importantes de sua trajetória como'Música Romântica', “Essa Menina”, “Flor do Futuro”, “É Isso Que Dá” e outras imortalizadas por seu pai Wilson Simonal: 'País Tropical', 'Nem Vem Que Não Tem', 'Que Maravilha', 'Aqui É o País do Futebol', 'Meu Limão, Meu Limoeiro' e 'Zazueira'.

Ricardo Peres, atualmente, tem como proposta mostrar o “piano transversalizado no tempo, na geografia e na própria concepção musical”. Seu repertório traz temas do alemão J.S. Bach (originalmente escritas para orquestra ou coral), do polonês F. Chopin e do brasileiro Villa-Lobos, além de músicas de Astor Piazzolla, Thelonious Monk, Ernesto Nazareth e Egberto Gismonti.

Os concertos ao ar livre da série Piano na Praça é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que acontece, frequentemente, na Praça Dom José Gaspar. O projeto, que está no sétimo ano de temporada, apresenta pianistas de expressão nacional e internacional, tanto no âmbito popular quanto erudito.

Série: Piano na Praça
Dia 21 de outubro de 2012 – domingo
12 horas: Ricardo Peres
13 horas: Wilson Simoninha
Local: Praça Dom José Gaspar, s/nº - Centro – São Paulo/SP
Grátis – Informações: (11) 3397-0160 – Metrô República
Nº lugares: 300 cadeiras - Concerto ao ar livre – Duração: 2 horas

Wilson Simoninha

Filho primogênito de Wilson Simonal‎, Simoninha teve seu primeiro trabalho musical aos seis anos, quando gravou a voz de Cebolinha em um disco da Turma da Mônica. Estudou música e, mais tarde, integrou a banda Zé Pretinho de Jorge Ben Jor e criou a banda Suíte Combo nos anos 80, junto com João Marcelo Bôscoli. Nos anos 90, dedicou-se à produção de eventos musicais, e à composição de trilhas publicitárias. Em 2000, assumiu como diretor artístico da Trama e logo lançou os álbuns Volume 2 e Sambaland Club, além do DVD MTV Apresenta Simoninha Canta Jorge Ben Jor, e, em 2008, gravou o álbum Melhor. Em 2009, ao lado de Max de Castro, concebeu o show Baile do Simonal que reuniu cantores como Caetano Veloso, Ed Motta, Seu Jorge, Maria Rita, Samuel Rosa e outros, que gerou um DVD e um CD.

Ricardo Peres

Ricardo Peres, aos 16 anos, já era profissional tocando em recital na TV Cultura. Dois anos depois, ele gravou seu primeiro disco e em seguida foi morar nos Estados Unidos. Mudou-se para o Canadá em 1990 e, desde então, vem se apresentado pela América do Norte como pianista solista e em concertos de música de câmera, fazendo turnês e lançando quatro CDs com obras para piano solo. Desde 2000, Ricardo se dedicar ao trabalho de compositor e produtor musical, estabelecendo-se na Suíça, entre 2001 e 2003. De volta aos Estados Unidos, residiu em Nova Iorque 2006, ano em que retornou ao Brasil.

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