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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Cia Coisas Nossas de Teatro apresenta VINICIUS DE VIDA, AMOR E MORTE
Com direção de Dagoberto Feliz, musical
se debruça sobre a obra de Vinicius de Moraes
Espetáculo une obra musical e literária de um dos mais importantes artistas brasileiros de todos os tempos, que deixou legado como poeta, compositor, dramaturgo e jornalista. Ele, que trabalhou também como diplomata, é a fonte de inspiração para o segundo espetáculo do grupo, que como o primeiro, tem música ao vivo.
Depois de estrear no cenário teatral com Noel Rosa, o Poeta da Vila e seus Amores, a Cia Coisas Nossas de Teatro busca inspiração em outro nome forte da cultura nacional e homenageia o icônico compositor da música brasileira Vinicius de Moraes. Repetindo a parceria com o diretor Dagoberto Feliz, o segundo espetáculo do grupo -, Vinicius de Vida, Amor e Morte - estreiadia 7 de março, sexta-feira, às 20h, no Espaço das Artes do Sesc Santo Amaro.
O universo de Vinicius está representado pela Casa (alusão à música escrita nos anos 80: “era uma casa/ muito engraçada/ não tinha teto/ não tinha nada/ ninguém podia entrar nela não”). O público é convidado a entrar nessa casa, onde habita o imaginário do artista. Trata-se de um espaço onírico, por não ter teto, paredes, chão e mais nada.
Com a plateia disposta dos dois lados do Espaço das Artes, a peça transcorre ao redor de vários elementos cênicos. De um lado, o banquinho e o violão, como um pequeno palco; de outro, um banco de praça para momentos líricos; em um canto, o copo e a garrafa de uísque sobre a escrivaninha (local de criação do Artista); em outro vértice do local, uma banheira (lugar onde o artista foi encontrado morto); e ainda a sugestão de cenografia para uma praia, ao centro. Cinco ambientes criados para representar a Vida, o Amor, a Morte, a Arte e o Prazer. Estes espaços são percorridos pelo tema das canções e poesias.
As cenas passam da praça à praia com naturalidade e fluidez, deixando o espectador à deriva, livre para transitar por esses percursos e por situações cotidianas de amor, alegria, decepção, esperança, revolta e fé. O espetáculo relaciona a obra literária e musical de Vinicius de Moraes com situações contemporâneas, comuns à vida de qualquer ser humano em seu “universo particular”. As cenas trazem momentos cômicos e dramáticos, unindo o lírico e popular, a carne e o espírito, o superficial e o profundo.
Lívia Camargo, atriz e idealizadora do projeto, explica que “em um ciclo poético, que remete ao próprio ciclo da vida, o público entra pela Casa do imaginário de Vinicius e sai pela Porta” - música que encerra o espetáculo. De acordo com ela, o público vai percorrer “um vasto quadro de caminhos poéticos, oferecidos pela costura de músicas entre cenas e textos e pela maneira com que os atores interpretam o texto. A forma como organizamos nossa casa, e como a representamos, acaba por dizer muito sobre como pensamos e como atuamos no mundo. Oferece pistas valiosas sobre os valores e crenças que nos caracterizam”.
Dagoberto Feliz gosta de trabalhar com um espaço físico, geográfico, um lugar onde a encenação possa acontecer. Em Vinicius este lugar não é real como o bar de espetáculo Noel. “É um espaço quase surreal. É onde a poesia vive. Um espaço onírico. Embora seja feito de material concreto, expõe o lado criativo do Vinicius”, diz, complementando que a casa “é um pouco a cabeça do poeta. Tudo pode acontecer no momento de criação, cada viagem proposta pela angústia criadora” comenta o diretor, convidado pela segunda vez para dirigir um espetáculo da Cia Coisas Nossas.
A parceria do grupo com Dagoberto Feliz deu certo. “É um encontro muito feliz com um projeto e com um elenco que assume o projeto integralmente. Existe uma forma de produção e de relacionamento que é única”.
O ator e produtor Cristiano Tomiossi conta que a pesquisa sobre a vasta obra do artista é assinada coletivamente. “Visitamos a literatura e a música. A ideia é fazer com que o público enxergue o Vinicius sem que seja necessária sua figura em cena. É importante salientar que quase não há falas inventadas, nem criação de longos diálogos originais: as palavras quase são todas vindas da literatura do autor homenageado (salvos pequenos comentários pontuais). Nesse sentido é um pouco diferente do nosso primeiro espetáculo. O Noel tinha a música e a biografia. No caso do Vinicius, o desafio é fazer as pessoas verem o poeta por meio do nosso recorte. No novo espetáculo não tem a biografia. Nosso foco é sua obra.”
A música, principalmente a brasileira, é o mote de pesquisa para o grupo. Hoje as afinidades artísticas caminham neste sentido. “Nos dois espetáculos escolhemos dois artistas que, para além de músicos, são também cronistas. Cheio de narrativas. Um prato cheio para a gente. No primeiro espetáculo tínhamos em cena o Noel e todas aquelas figuras do Rio de Janeiro da década de 30. Aracy de Almeida, Wilson Batista, Casé... No Vinicius temos representantes de figuras da sua época, mas que poderiam ser de hoje. Personagens gerais. O que nos interessa nos dois casos são os olhares desses artistas”, completa Cristiano.
A música ao vivo é marca da Cia Coisas Nossas de Teatro e serve para costurar a encenação, além de oferecer um caminho poético para a interpretação. Este é o segundo trabalho do grupo que tem como eixo principal de pesquisa a fusão entre música e cena e a investigação da arte e dramaturgia brasileira. Existe um jogo delineado entre os atores e os músicos nos espetáculos. Aquilo que acontece em cena recebe interferência da música e interfere na execução por parte dos músicos.
SOBRE O GUPO
A CIA. COISAS NOSSAS tem como eixo principal de pesquisa a fusão entre música e cena, a investigação da arte e dramaturgia brasileiras, bem como a criação de uma poética única: de modo a explorar um teatro mais puro, e a destacar a parte humana em detrimento de recursos técnicos, sempre privilegiando o contato direto e íntimo com o público presente.
Composta por artistas que passaram por diversos trabalhos anteriores comuns desde 2007, seu primeiro espetáculo “Noel Rosa, o Poeta da Vila e Seus Amores” nasceu em 2010, homenageando assim o centenário do compositor carioca Noel Rosa. Com texto de Plínio Marcos e direção de Dagoberto Feliz, trata-se de um espetáculo musical genuinamente brasileiro, contendo 28 músicas executadas ao vivo. O trabalho teve vida ativa até o ano de 2013. Suas temporadas realizadas na capital, bem como suas apresentações pelo interior e litoral do Estado de SP, contaram com um grande número de "sessões esgotadas", sendo considerado pela crítica um mais belos espetáculos em cartaz na cidade (Guilherme Conte – O Estado de São Paulo).
FICHA TÉCNICA
Vinicius de Vida, Amor e Morte. Texto: VINICIUS DE MORAES (Poesias e canções). Direção: Dagoberto Feliz. Pesquisa Literária e Dramaturgia:Cia. Coisas Nossas de Teatro. Direção Musical: Alexandre Moura e Dagoberto Feliz. Elenco: Lívia Camargo, Cristiano Tomiossi, Cibele Bissoli, Conrado Caputto, Gisela Millás, Helder Mariani, Katia Naiane, Lucelia Sergio, Rodrigo Scarpelli, Sueli Andrade. Músicos: Alexandre Moura (Violão e Piano), Flavio Rubens (Clarineta e Flauta Transversal), Marco Rochael (Clarineta), Miró Parma (Percussão e Bateria), Rodrigo Scarpelli (Contra-Baixo). Cenografia e Adereços: Marcela Donato. Assistência de Cenografia: Marita Prado. Figurinos: Fernando Fecchio. Iluminação: Lui Seixas. Fotografia: Miró Parma.Produção Executiva: Adriane Gomes. Produção Geral: Lívia Camargo e Cristiano Tomiossi. Idealização: Lívia Camargo.
SERVIÇO
Vinicius de Vida, Amor e Morte - Estreia dia 7 de março, às 20hs, no Espaço das Artes do Sesc Santo Amaro. Temporada: Sextas, às 20h, sábados, domingos e feriados, às 19h. Até 30 de março. SESC Santo Amaro - Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro/SP - Tel: 5541-4000. Capacidade – 50 lugares. Classificação: 14 anos. Ingressos – R$ 16,00 (Inteira), R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes), R$ 3,20 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
CHÁ DAS 5 -estréia
Estreia no dia 17 de janeiro no Teatro Augusta o espetáculo, Chá das 5 da premiada autora Regiana Antonini, com direção do talentoso Eduardo Martini, além de ainda estar no elenco.
Nessa história, inédita nos palcos, que foi escrita em 1998, a autora destaca o tema família, através das mulheres. A partir de diferentes personalidades, a mãe e suas filhas, se encontram para um chá, ás 5 horas como sempre fazem, todavia uma surpresa as aguarda. A chegada da irmã mais temida, a mais rica, a mais chic, que está ausente há anos, com um segredo para contar, que abalará todas as pessoas presentes nesse chá das 5.
Todas as personagens do espetáculo Chá das 5 possuem nome de flores como Dona Campainha, Malva Rosa, Açucena, Margarida, Miosotis, Madressilva, Magnolia, Jasmim e Clematite, destacando o significado de cada nome a personalidade de cada uma dessas mulheres.
Todas as mulheres da peça tem uma forte visão masculina, pois serão interpretadas por homens. Nove homens dão vida para essas personagens incríveis que contarão uma hilária historia de amor e ódio. De vingança e traição. Para isso os atores Blota Filho, Tiago Pessoa, Andre di Paulo, Ailton Guedes, Darwin Demarch, Alessandro Ramos, Felix Graça e Paulo Tardivo, além do diretor Eduardo Martini estão com desafio de fazer uma mulher de verdade, saindo do caricato.
O texto da renomada Regiana Antonini propicia aos atores e ao diretor um mergulho bem-humorado e profundo sobre o tema "família" e traz para o público a questão do abandono da ética em nome dos laços sanguíneos.
FICHA TÉCNICA:
AUTORA: Regiana Antonini
DIREÇÃO: Eduardo Martini
ASSISTENTE DE DIREÇÃO E PRODUÇÃO: Carina Sacchelli
ELENCO: Blota Filho, Tiago Pessoa, Eduardo Martini, Andre di Paulo, Ailton Guedes, Darwin Demarch, Alessandro Ramos, Felix Graça e Paulo Tardivo
FIGURINO, CENÁRIO, LUZ E TRILHA SONORA: Eduardo Martini
FOTOS: Erik Almeida
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Fabio Camara
SERVIÇO:
LOCAL: Teatro Augusta (Rua Augusta 943, Consolação), sala principal, 302 lugares. Estacionamento conveniado. Acesso a deficiente.
DATA: 17/01 até 21/02 (Sexta 21h30min)
INGRESSOS: R$50,00 (Inteira). Aceita cartões.
INFORMAÇÕES: (11) 3151 4141 / 4328 3988
DURAÇÃO: 80 min
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
REGIANA ANTONINI:
Formada pela Casa de Artes de Laranjeiras (CAL), atua como atriz, diretora, dramaturga, professora, escritora, autora, redatora. Ganhou o Prêmio Sharp de Melhor Autora, em 1996. Com sua peça "Futuro do Pretérito". Em 20 anos de trabalho como autora, já escreveu 48 textos teatrais, sendo que 32 deles foram montados. Entre seus textos estão: "Banheiro Feminino"; "Solteira, Casada Viúva, Divorciada"; "Mulheres que Comem Bem"; “Doidas e Santas”, livremente inspirada no livro de crônicas homônimo de Martha Medeiros.
EDUARDO MARTINI:
Ator, cantor, dançarino e diretor já atuou em mais de 20 peças entre elas “Foi ela que começou” de Marcelo Saback em que foi indicado como melhor ator aos prêmios Mambembe e Coca Cola. Como diretor destaque para “Branca de Neve em Chicago” que recebeu duas indicações ao prêmio Coca Cola e para “Batalha de Arroz um Ringue para Dois” em que foi assistente de Miguel Falabella. Na TV atuou em diversas novelas e programas entre eles “Escolinha do Professor Raimundo”, “Deus nos Acuda”, “Por Amor”, “O Clone” e no programa “Hebe” com a personagem Neide Boa Sorte.
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