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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Karin Rodrigues e Amazyles de Almeida vivem Duas Mulheres que Dançam

Espetáculo mescla drama e boas doses de humor na história de duas mulheres que constroem uma relação de identificação. A montagem celebra os quase 50 anos de carreira de Karin Rodrigues e tem a direção de José Sebastião Maria de Souza. Tradução de Clarisse Abujamra, texto é do autor catalão Josep Maria Benet i Jornet


Duas mulheres unidas pela solidão e pela dor em uma história recheada de encontros e desencontros. Este é o mote do espetáculoDuas Mulheres que Dançam, que estreia sábado, 19 de outubro às 21hs no Teatro Eva Herz. Com tradução de Clarisse Abujamra, o texto do catalão Josep Maria Benet i Jornet tem montagem de José Sebastião Maria de Souza. Em cena, o duo é vivido por Karin Rodrigues - que está prestes a completar 50 anos de carreira – e Amazyles de Almeida.
A convivência diária de uma obstinada colecionadora de gibis e suas lembranças com uma jovem professora de Línguas e Literatura gera laços de cumplicidade. Com ternura e humor, elas passam suas vidas a limpo. Karin Rodrigues vive a mulher solitária, abandonada pelos filhos, que se diverte e dribla os problemas do dia-a-dia com estado de espírito sempre pra cima e a leitura de histórias em quadrinhos - válvula de escape, que remete a lembranças de infância. Enquanto isso, Amazyles de Almeida vive às voltas com uma dor insuportável.
As cinco cenas da montagem são costuradas por uma trilha sonora inspirada no cinema: O Anjo Azul, de Josef von Sternberg, comMarlene Dietrich; La Violetera, de Luis César Amadori, na voz de Sarita Montiel; Zorba, o Grego, de Michael Cacoyannis; Cantando na Chuva com Gene Kelly; Amarcord, de Federico Fellini, com composição de Nino Rota; Bete Balanço,  de Lael Rodrigues, com o Barão Vermelho; Something Stupid, de Vaughan Arnell; além da ópera Libiamo, La Traviata, de Giuseppe Verdi. (Visualização)

O embate entre as personagens é forte. O profundo distanciamento inicial vai diminuindo até gerar uma relação de compartilhamento de intimidade e confiança. “São duas mulheres sofridas, vítimas da violência psicológica e cotidiana do mundo. Mesmo com suas diferenças, elas se identificam e se tornam necessárias uma na vida da outra”, diz Amazyles.

Karin Rodrigues chega com sua 34ª peça, que dialoga bem com os tempos atuais. “As personagens não têm nome, o que permite maior identificação com o público. De certa forma, a peça é a história de todos nós e pode se passar em qualquer tempo e espaço.”

“O texto lida com a questão atual de como é viver com os idosos no cotidiano. Qualquer ser humano já passou ou vai passar por uma situação semelhante”, fala Karin, completando que o fato da personagem ter a sua idade, ser do seu tempo, facilitou seu mergulho no papel. “É uma história envolvente de reflexão e humor em cada cena, não tem como não se divertir com essas duas mulheres”, comenta Karin Rodrigues.
De acordo com o diretor, Duas Mulheres que Dançam mescla o trágico com o melodrama, além de boas doses de humor. “A mistura de gêneros mostra que o trabalho de dramaturgia é rico com várias camadas. Tem até um lado meio Pedro Almodóvar no enredo da história.”
A direção de José Sebastião Maria de Souza procurou ser fiel ao texto fragmentado. A indicação para dirigir a montagem veio do amigo Antônio Abujamra. “É uma dramaturgia com bastante liberdade e espaços vazios, abrindo um leque de interpretação para o público. Existe uma estranheza nas nuances e uma economia nas palavras, porém com grandes dimensões. O autor diz muito com uma ou duas palavras”, diz o encenador.

A direção de arte de Maira Ramos criou um figurino baseado no cotidiano. A personagem de Karin se veste com roupão florido e pantufa que evidenciam sua personalidade alegre. Enquanto Amazyles usa vestidos com cores mais neutras. O cenário reproduz uma sala de estar de uma casa que vai se deteriorando com o tempo, uma alusão ao abandono dos filhos. De um lado, uma cômoda abriga a coleção de gibis; do outro, uma mesa cheia de caixa de remédios. A iluminação enfatiza o jogo da dupla e acentua as ações do texto.
José Sebastião e Karin Rodrigues se conhecem há mais de 40 anos, contudo é a primeira vez que trabalham juntos. A dupla teve primeiro contato durante o laboratório de preparação para o longa SSS Contra a Jovem Guarda, de Luis Person, projeto que não foi concretizado.

O diretor já trabalhou com Amazyles de Almeida na peça Os Possessos que teve a direção de Antônio Abujamra. A atriz mineira estrelou montagens de Zé Celso, Renato Borghi, Marco Antonio Rodrigues, Zé Henrique de Paula. No cinema, atuou no clássico Alma Corsária, de Carlos Reichenbach.

Sobre Karin Rodrigues
Na carreira que beira os 50 anos, além de ter no currículo nove novelas e quatro filmes, Karin Rodrigues estrelou 34 espetáculos. No teatro fez inúmeras peças e desde a década de 1980 e foi presença constante nos espetáculos do marido Paulo Autran. Com ele fez Pato com Laranja, Dr. Knock, O Homem-Elefante, Rei Lear, Traição, Feliz Páscoa, O Céu Tem que Esperar e Vestir o Pai, entre outras. Em 2009, fez Mãe É Karma, comédia de Elias Andreato. Na TV fez telenovelas importantes como Anjo Marcado, A Rainha Louca, A Gata de Vison, A Grande Mentira, Super Plá, Nossa Filha Gabriela, Camomila e Bem-Me-Quer, Os Inocentes, Roda de Fogo, Memórias de Amor e Sabor de Mel.No cinema brasileiro atuou nos filmes A Arte de Amar... Bem, As Filhas do Fogo e Mulher Objeto.

Sobre Amazyles de Almeida
A atriz mineira estrelou montagens de com Zé Celso, Renato Borghi, Marco Antonio Rodrigues, Zé Henrique de Paula (Casa/Cabul e Sideman) Antônio Abujamra (Os Possessos), entrou outras montagens. Também fez trabalhos na televisão e no cinema como o clássico Alma Corsária, de Carlos Reichenbach.

PARA ROTEIRO
Direção Geral: José Sebastião Maria de Souza. Cenários e Figurinos: Maira Ramos. Programação Visual: Sydney Michellete. Fotos: Christina Carvalho.Elenco: Karin Rodrigues e Amazyles de Almeida. Artes Gráficas: Maurício Tramonti.

Teatro Eva Herz da Livraria Cultura - Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073, Metrô Consolação. Bilheteria: (11) 3170-4059. De segunda a sábado, das 14 às 21 horas e aos domingos e feriados, das 12 às 20 horas. Preço: R$ 60 (Inteira) e R$ 30 (Meia). Temporada: Sábados, às 21h30
Domingos, às 16h até 15 de dezembro. Capacidade do teatro: 166 lugares. Classificação: 12 anos. Duração: 70 minutos.Ingressos à venda pela Internet:
www.teatroevaherz.com.br ou www.ingresso.com.br
. Vendas/Call-center: 4003-2330. Compras pelo sistema da ingresso.com, funciona da seguinte maneira:Call-center: (adicional de 20%). Internet: (adicional de 15%). Os ingressos são retirados na bilheteria do próprio teatro. Formas de pagamento: dinheiro e todos os cartões de débito e crédito – não aceita cheque.

ARTEPLURAL – Assessoria de imprensa Fernanda Teixeira - 11. 3885-3671/ 9948-5355
Adriana Balsanelli – (11) 9245-4138
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Sesc Vila Mariana apresenta: LOGOS-DIÁLOGOS 6 Suítes de J. S. Bach para Violoncelo Solo e Dança

Espetáculo de Dimos Goudaroulis , virtuose do violoncelo, faz temporada em outubro tendo o músico “dialogando” ao vivo com a arte de premiado elenco de coreógrafos, conduzidos pela sublime música de Bach.

O Sesc Vila Mariana apresenta, nas duas últimas semanas de outubro, Logos-Diálogos - 6 Suítes de J. S. Bach para Violoncelo Solo e Dança. O espetáculo - concebido pelo violoncelista Dimos Goudaroulis e idealizado por Luiz Felipe d’Ávila - reúne criações originais de seis importantes coreógrafos brasileiros contemporâneos, especialmente para as seis Suítes de Bach.

Os coreógrafos são: Jorge Garcia, Luis Arrieta e Henrique Rodovalho (criadores para a primeira trilogia, apresentada nos dias 18, 19 e 20 de outubro) e Tíndaro Silvano, Ismael Ivo (foto) e Deborah Colker (segunda trilogia, nos dias 25, 26 e 27 de outubro). No palco, uma performance única que coloca a música de Bach, executada ao vivo por Dimos Goudaroulis , em constante diálogo e sintonia com a dança.

Goudaroulis estreou Logos-Diálogos em maio de 2012, no Teatro Alfa, em São Paulo. A curta temporada só não atingiu o ápice porque o músico sofreu um acidente fraturando o punho direito, fato que o impediu de tocar durante as apresentações. O espetáculo seguiu com a música mecânica de seu álbum Johann Sebastian Bach - 6 Suítes a Violoncello Solo. Em 2013, o Sesc SP encampou a realização, pela originalidade em levar ao palco toda a complexidade da obra do compositor, reunindo expoentes da dança contemporânea brasileira. E Dimos traz novamente o espetáculo à cena, agora apresentado na real forma de sua concepção.



Dimos Goudaroulis é o fio condutor deste singelo e também sofisticado jogo entre a multiplicidade cênica dos coreógrafos e a unidade musical do compositor. Cada um exibe sua leitura poética em forma de dança para esta obra prima universal. Jorge Garcia abre a primeira trilogia com uma leitura teatral, muito propícia ao início, à criação, ao Gênesis. Na Suíte II, de tonalidade mais escura, Luis Arrieta interioriza Bach, em solo mais conceitual para simbolizar a queda, o sofrimento. Fechando a primeira trilogia, com a eloquente e sonora Suite III, Henrique Rodovalho inspira-se na luminosidade para expressar o sentimento que eleva e liberta a alma.

A coreografia de Tíndaro Silvano para a Suíte IV (primeira da segunda trilogia) tem estética neoclássica para reportar à figura do Pai, à nobreza, à reverência. Para a Suíte V, a mais escura e profunda de toda a obra, Ismael Ivo apresenta uma performancecontemporânea/instalação de corpo e música, interiorizando as notas de Bach carregadas do simbolismo da Paixão. Fechando a trilogia, bem como o espetáculo concebido por Goudaroulis, Deborah Colker traz para a excepcional e virtuosística Suíte VI uma coreografia que simboliza a transformação, a salvação, a iluminação.

“Minha opção é a de tocar as suítes o mais fielmente possível ao original” (D.G.)

Para todos os grandes violoncelistas, as seis Suítes Para Violoncelo Solo de Bach são fontes inesgotáveis de todo conhecimento e sabedoria, um caminho para a iluminação. “As Suítes de Bach têm me acompanhado durante toda a minha vida de músico. Elas são o meu pão de cada dia, o texto sagrado que nunca parei de tentar entender, explicar, decodificar, interpretar...”, afirma o músico grego, radicado no Brasil desde 1996.

A música de J. S. Bach tem intensa carga de simbolismos que passam por religião e numerologia. As Suítes, divididas em duas trilogias, são perfeitamente simétricas na forma e no significado, tendo o número 3 (e a simbologia da Trindade) no cerne da construção da obra.

Logo depois do lançamento, em Julho de 2011, de seu álbum duplo Johann Sebastian Bach - 6 Suítes a Violoncello Solo, executadas com violoncelo barroco e absoluta fidelidade ao manuscrito de Anna Magdalena, Goudaroulis passou a se dedicar ao audacioso projeto Logos-Diálogos - 6 Suítes de J. S. Bach para Violoncelo Solo e Dança.

O músico propôs a cada um dos coreógrafos convidados uma determinada suíte. A partir do diálogo contínuo sobre o caráter e cor de cada suíte, eles trabalharam individualmente na concepção e elaboração das coreografias. “As Suítes são música pura, íntima, profunda; e a música de Bach é um discurso, segue as leis da retórica. Assim, as coreografias foram concebidas também como discurso. Um discurso de gestos ricos na representação do simbólico resultando num mergulho profundo em Bach, traduzindo as muitas e muitas camadas de significado que estão presentes na obra dele”.

Logos-Diálogos é carregado de significados. “Logos”, palavra grega, significava inicialmente a palavra, o Verbo, mas também o Princípio. No cristianismo, passou a referir, especificamente, Jesus Cristo: “No princípio era o verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” [O Evangelho Segundo João, 1:1,2]. Ao longo do tempo, acabou ganhando novos sentidos, passando a traduzir amplamente o conceito de ‘razão’, tanto a capacidade de racionalização como o princípio cósmico da Ordem e da Beleza.

‘Diálogos’, palavra também vinda do grego [dia = através, logos = palavra], traduz uma conversação estabelecida entre duas ou mais pessoas. No caso do projeto simboliza todos os diálogos – entre música e dança, entre som e movimento, entre passado e presente, que inclui os envolvidos, inclusive a plateia.

Johann Sebastian Bach & Dimos Goudaroulis

Johann Sebastian Bach inventou uma linguagem para o instrumento e marcou a história do violoncelo com uma obra inovadora, de alta dificuldade técnica e insuperável profundidade musical. As 6 Suítes a Violoncello Solo Senza Basso foram escritas em Köthen entre 1720 e 1723. As partituras originais se perderam, e o que existe são quatro manuscritos do século XVIII. O mais fiel, e certamente o mais valioso deles, é a cópia feita pela musicista Anna Magdalena Bach, segunda esposa de Bach e sua copista habitual.
Consideradas obras máximas obrigatórias a qualquer violoncelista, as seis Suítes são identificadas com os índices BWV 1007 a BWV 1012. Cada Suite tem sempre seis movimentos: um (1) Prelúdio; as danças (2) Allemande, (3) Courante, (4) Sarabande, (5) Menuet - para as Suítes 1 e 2; Bourrée, para as Suítes 3 e 4; Gavotte para as duas últimas -e, finalmente, (6) Gigue.

Dimos Goudaroulis lançou em 2008 o CD Bach - 3 Suítes para Violoncelo Solo, com as Suítes I, II e III, que recebeu o Prêmio Bravo! de Cultura como Melhor CD Erudito do ano. Em 2010 voltou ao estúdio para gravar as outras três Suítes; e em 2011 lançou o álbum duplo com a integral: Johann Sebastian Bach - 6 Suítes a Violoncello Solo.

Nas cinco primeiras, utiliza um violoncelo barroco – “meu velho e querido violoncelo francês do final do século XVIII, instrumento nobre com graves generosos e som escuro; e seu som escurece ainda mais na quinta Suíte, a ‘suíte francesa’ da série a mais profunda e dramática de todas com a  scordatura requerida no manuscrito, da corda lá afinada em sol e com tonalidade de dó menor”. Na sexta, também como especificado no manuscrito – Suíte 6me à cinques cordes – toca um violoncello piccolo de 5 cordas.
       
“Existe grande polêmica em torno do manuscrito da Anna Magdalena”, afirma Dimos. “Muitos se inspiram nele, mas ninguém acredita na extrema variedade de articulações e arcadas. Com a desculpa de que o manuscrito seria impreciso e incoerente, os violoncelistas, mesmo os modernos e bem informados sobre o estilo de interpretação da época, não conseguem admitir as arcadas aparentemente anárquicas do manuscrito, consideram que vão contra a regra e são praticamente inexecutáveis... E partem para  interpretações pessoais, cada vez mais distanciadas do original.”

Segundo Dimos, as arcadas no manuscrito da Anna Magdalena Bach não estão lá por acaso; ao contrário, são extremamente bem pensadas e construídas e fazem parte integral da composição e do discurso. “As articulações e arcadas são de variedade e riqueza surpreendentes, propondo e definindo soluções musicais na interpretação do texto. A técnica de arco é realmente muito difícil, mas a musica fica bem eloquente! Toco todas as articulações e arcadas escritas, sem nunca corrigir o arco, sempre “como vem”...Surpresa agradável: mesmo dentro de uma visão tão focada, encontra-se tanta liberdade, espaço para se mover, sonhar, interpretar!”

Ficha técnica

Espetáculo: LOGOS-DIÁLOGOS
6 Suítes de J. S. Bach para Violoncelo Solo e Dança

Concepção, direção artística e violoncelo: Dimos Goudaroulis
Realização: Sesc SP
Idealização: Luiz Felipe d’Ávila
Coreógrafos: Jorge Garcia, Luis Arrieta , Henrique Rodovalho, Tíndaro Silvano, Ismael Ivo e Déborah Colker.
Cenografia e figurinos: Fábio Namatame
Iluminação: Joyce Drummond
Direção de produção: Darson Ribeiro

Serviço

Dias 18, 19 e 20 de outubro (sexta a domingo) - primeira trilogia:
  • Jorge Garcia e seis bailarinos da J.Gar.Cia: Suíte I
  • Luís Arrieta solo: Suíte II
  • Henrique Rodovalho e nove bailarinos da Quasar Cia. de Dança: Suíte III

Dias 25, 26 e 27 de outubro (sexta a domingo) - segunda trilogia:
  • Tíndaro Silvano e nove bailarinos do Grupo Vórtice: Suíte IV
  • Ismael Ivo solo: Suíte V
  • Deborah Colker e seis bailarinos convidados: Suíte VI

Local: Sesc Vila Mariana (Teatro)
Rua Pelotas, nº 141. Vila Mariana/SP. Tel: (11) 5080-3000
Horários: sextas e sábados (21 horas) e domingos (18 horas)
Ingressos: R$ 32,00 (inteira), R$ 16,00 (usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública), R$ 6,40 (trabalhador no comércio matriculado no Sesc e dependentes) - Venda pelo INGRESSOSESC (unidades ou Portal Sesc).
Bilheteria: Terça a sexta (9h-21h30), sábado (10h-21h30), domingo/feriado (10h-18h30). Aceita cartões.
Classificação etária: 12 anos. Duração: 75 min (1ª trilogia) e 80 min (2ª trilogia)
Capacidade: 611 lugares. Acesso universal. Ar condicionado. Estacionamento: R$3,00 (+ R$1,00, hora adicional): matriculados. R$ 6,00 (+ R$2,00, hora adicional): não matriculados.

Os coreógrafos

Nascido em Pernambuco, Jorge Garcia iniciou sua carreira de bailarino quando chegou a São Paulo, no início dos anos 1990. Em 1995 foi admitido na Cia. de Dança Cisne Negro, onde permaneceu por dois anos. Ingressou no Balé da Cidade de São Paulo onde atuou até 2005, saindo para formar sua própria companhia, a J.Garcia & Cia - Dança Contemporânea. Suas coreografias unem o rigor da técnica clássica à descontração da dança popular e revelam um vocabulário muito pessoal de teatralidade sempre muito presente.

Argentino de Buenos Aires, Luis Arrieta está no Brasil desde 1974. Ao longo de sua trajetória como  bailarino, coreógrafo e diretor artístico, tem destaque na dança produzida no Brasil. Teve papel decisivo em companhias como o Balé da Cidade de São Paulo e o Balé Teatro Castro  Alves, de Salvador. Ocupou por duas vezes o posto de diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo e foi  fundador e diretor artístico do Elo Ballet de Câmara Contemporâneo, de Belo Horizonte.



Coreógrafo e diretor artístico da Quasar Cia. de Dança, Henrique Rodovalho é um dos mais talentosos criadores da dança contemporânea brasileira. Natural de Goiânia formou-se em Educação Física e esteve envolvido com Artes Marciais até meados dos anos 1980. Em 1988 começou a trabalhar na Quasar Cia de Dança em 1988, que logo tornou-se uma das referências na Dança Contemporânea em Goiás, e posteriormente em todo o País. No exterior já realizou trabalhos em Portugal, México, Holanda e Inglaterra.

Tíndaro Silvano formou-se bailarino pelo Palácio das Artes, em Belo Horizonte e aperfeiçoou-se com  mestres como Hugo Dellavalle e Bettina Bellomo. É hoje maître de balé e coreógrafo do Ballet Jovem do  Palácio das Artes de Belo Horizonte, e ao mesmo tempo atua com diversas companhias de dança  brasileiras, entre elas Ballet Guaíra, Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Grupo Cisne Negro. Tem  forte presença no exterior, com atividades em Portugal, Alemanha, França, Holanda, Argentina e  Finlândia.

O paulistano Ismael Ivo teve carreira meteórica como bailarino, destacando-se rapidamente no Brasil e  logo na cena internacional. Em 1983 tornou-se membro da Alvin Ailey Dance Center. De 1985 a 1996 viveu  em Berlim trabalhando com Johann Kresnik, coreógrafo da German Dance Theatre, e com Ushiu Amagatsu,  diretor e coreógrafo do grupo Sankai Juku. Por dez anos foi diretor artístico do International Festival  Tanzwochen, em Viena. Em 2005 foi nomeado curador do Festival Internacional de Dança Contemporânea da Bienal de Veneza.

Deborah Colker cursou Psicologia, foi jogadora de vôlei e estudou piano por 10 anos. A partir de 1980 dançou, coreografou e deu aulas durante oito anos no Grupo Coringa. Convidada para coreografar os  movimentos da peça A Irresistível Aventura, em 1984, deu início à vertente mais importante de sua carreira nos anos seguintes - diretora de movimento -, vindo a trabalhar com grandes diretores e atores do País. Em 1994 fundou sua própria companhia de dança. Em 2009 criou e dirigiu "Ovo", espetáculo do Cirque Du Soleil.


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MEMÓRIA ROUBADA estreia dia 11 de outubro no Centro Cultural São Paulo


Memória Roubada é uma celebração ao ímpeto de tomar riscos, à fé e à crença. Uma historia sobre o poder das historias e de quem as conta. Um poema para a memória do circo. É uma homenagem à riqueza das historias que repousam, muitas vezes, escondidas nos frágeis corpos dos idosos. 

O espetáculo é resultado da parceria artística entre as companhias de teatro paulistanas Linhas Aéreas eSolas de Vento, o diretor australiano Mark Bromilow(ex-Cirque du Soleil) e dois artistas convidados da cia canadense Les Deux Mondes, de Montreal, Michel Robidoux e Yves Dubé. O espetáculo teatral estreia dia 11 de outubro, na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo.

Reunindo em sua dramaturgia técnicas circenses aéreas e vídeo, Memória Roubada entrelaça as narrativas de duas mulheres: Aparecida, uma senhora de mais de 90 anos, e Renata, uma bibliotecária que lê livros para esta senhora no hospital. Fragmentos históricos - como a segunda guerra mundial e a ditadura militar, além de fatos atuais - servem de pano de fundo para a história que levará a protagonista a uma viagem até a ilha de Bali.

Na definição do di
 
retor Mark Bromilow, a peça trata sobre a trajetória das personagens e a verdade interior que elas carregam. “A história é vista sobre três planos: físico, emocional e espiritual. O público vai juntar as peças e entender a jornada de cada personagem.”

Renata (Ziza Brisola), jovem mulher de 40 anos, tem sua rotina ordenada e sem surpresa. Sua vida pacata esconde uma moça confusa que nunca entendeu por que foi deixada pela mãe quando tinha 16 anos. Hoje, o único contato entre ambas é feito por meio de cartões postais vindos de Bali. Passa seu tempo livre com Sig, seu fiel cão, e é fã de novelas.


Dona Aparecida (uma boneca realista, de tamanho médio, manipulada pelo ator Bruno Rudolf), foi uma grande trapezista, viajou dos anos 1930 aos anos 1960, viveu intensamente, arriscando-se com leveza e poesia pelos ares. Aos 94 anos, com o corpo frágil, revisita suas memórias que são narradas em off pela voz da atriz Walderez de Barros. Quando Renata vai ler as histórias para D. Aparecida, uma ligação forte se estabelece entre as duas mulheres tão diferentes.

A tranquilidade de Renata permite a Dona Aparecida redescobrir pedaços perdidos do seu passado, em particular os momentos vividos durante a ditadura militar no Brasil. A presença forte dessa senhora e a iminência da sua morte, por sua vez, causam forte impacto sobre Renata, que começa uma transformação. Guiada por um novo sentido de aventura e risco, decide empreitar uma viagem para encontrar e confrontar sua mãe, lutando contra seus medos e inseguranças. 

Na segunda parte da trama, Renata viaja para Bali em busca de sua mãe. Elementos da cultura balinesa, como o teatro de sombras e o uso de máscaras de teatro tradicional da Indonésia, são utilizados em cena. Conhecidas como topeng, as máscaras de madeira, que representam personagens cômicos, foram confeccionadas especialmente para a peça pelo artista balinês Nyoman Setiawan.Outros recursos, como bambus manipulados pelos atores, transportam a plateia para cenários de cartão postal de Bali.

Com coordenação geral e gestão da Doble Cultura + Social, o espetáculo tem patrocínio da Riachuelo e o apoio da Secretaria Estadual de Cultura por meio da Lei do ICMS – PROAC (SP). Coprodução internacional, o projeto contou com o apoio financeiro do governo do Estado Australiano de Queensland, o que viabilizou a realização, em 2011, de pesquisa de seis meses para criação da dramaturgia. A vinda dos artistas estrangeiros ao Brasil, entre maio e setembro de 2011, resultou na primeira versão do roteiro e de algumas cenas e trabalhos de áudio e vídeo. Em 2012, os integrantes continuaram a se reunir regularmente para finalizar a criação dadramaturgia da peça.

Sobre a criação
Envolvendo teatro físico e recursos de multimídia, a criação se desenvolveu em processo colaborativo com os intérpretes-criadores das companhias Linhas Aéreas (Bel Mucci, Natalia Presser e Ziza Brisola) e Solas de Vento (Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues) e o diretor australiano Mark Bromilow (que, recentemente, se tornou parceiro destes grupos). Mark Bromilow foi diretor artístico do Cirque du Soleil entre 2008 e 2010, além de ter se graduado pela Lecoq International Theatre School, em 1984, e trazer na bagagem uma trajetória dedicada à investigação das possibilidades dramatúrgicas envolvendo elementos multimídia.

A equipe conta, ainda, com a colaboração de dois parceiros internacionais de Mark Bromilow – o compositor e sound designer Michel Robidoux e Yves Dubé, designer de vídeo (integrantes da premiada companhia canadense de teatro Les Deux Mondes também parceira do projeto).

Sobre a cenografia
A concepção cenográfica justapõe dois universos. O da forma, da ciência do cotidiano e da razão, e outro, o do espírito, da memória, do sonho, do não-dito. Grande parte da ação que acontece no tempo presente da trama se passa num hospital, plano, baixo, reto. Espaço horizontal habitado por camas, cadeira de rodas, mesas, macas, máquinas diversas, cabos e tubos. Em contraponto, os atores podem flutuar em determinada cena, uma bicicleta que voa na memória. Tudo se move deslizando sobre rodas, inclusive câmeras e telas de projeção de sombras – onde serão desenhadas cortinas de vídeo que se movem atravessando o espaço cênico.

“O cenário dá não apenas o contexto da história, como também permite integrar as tecnologias do áudio e vídeo na peça com significado e coerência”, fala o diretor.

Sobre o estilo de atuação
O diretor ressalta a qualidade artística do elenco: “Atores extremamente versáteis, capazes de poderosa comunicação corporal, vocal e de emoções, tanto em um contexto cômico como dramático. Além disto, são também excelentes acrobatas aéreos”. Mark conta que “foram escolhidos para trabalhar neste projeto pela sua habilidade em atuar, pela sua força como atores no completo sentido da palavra, ou seja, sua habilidade em comunicar por meio da ação”. 

Somado a isto, o fato de terem trabalhado juntos em muitos outros projetos bem sucedidos, trouxe uma base sólida para este processo criativo. “Neste espetáculo, utilizamos tanto um estilo de atuação teatral e físico, nas cenas circenses e na utilização das máscaras balinesas, por exemplo, como nos aproximamos bastante de uma atuação de cinema, na condução da trama central e cenas de forte intensidade emocional. Sem falar na precisão física. Estes atores entendem seu corpo e a energia performática nele implícita”, comenta o diretor.  

Sobre o som e a utilização de vídeo
A música e o som ambiente são assinados pelo compositor canadense Michel Robidoux, que, atualmente, trabalha com a combinação de técnicas de sampler e processos ao vivo para criar um ambiente rico e musical, misturados com textos e gestos em cena.

Serão utilizadas, superfícies não convencionais para projeção. Técnicas de feed-back visuais (retorno da própria imagem) simultaneamente retroprojetadas em tempo real e chroma-key para transpor a realidade.  

Sobre a parceria
A gênese da parceria com Mark partiu da convivência entre os intérpretes e o diretor durante duas estadias que ele fez no Brasil, em 2009 e 2010. O Linhas Aéreas e o Solas de Vento atuam artisticamente em conjunto desde antes da formação da dupla, sendo que Bruno e Ricardo (do Solas) são colaboradores do núcleo de pesquisa da Cia Linhas Aéreas desde 2004.

Os dois grupos sempre estabeleceram conexões artísticas com diferentes profissionais, numa forma coletiva livre e colaborativa de criação, aberta a participações e parcerias. Já trabalharam juntos nos espetáculos Andaime e Casa de Ar, além da performance Sofáe no Núcleo de Pesquisa Coreográfica desenvolvido no projeto dos 10 anos do Linhas Aéreas.

Projeto “Teatro está na Moda” Riachuelo
Como ocorre em todos os espetáculos teatrais patrocinados pela empresa, os portadores do Cartão Riachuelo tem direito a um segundo ingresso gratuito na compra de cada ingresso inteiro. Para aproveitar este benefício, basta apresentar o Cartão na bilheteria do teatro no ato da compra. Limitado a três ingressos gratuitos por cartão.

Modelo de negócios inovador
A Riachuelo se consolidou no mercado como a maior empresa de moda do País, principalmente pelo fato de ser a única do segmento que pesquisa, cria e produz, entre outras inovações. Com este modelo inédito de negócios, a empresa - que possui o maior parque fabril da América Latina - incorporou com exatidão, o verdadeiro conceito fast fashion, objetivando democratizar o acesso às últimas tendências das passarelas nacionais e internacionais. A Riachuelo investe e interage constantemente no relacionamento com seu público, seja através de campanhas, promoções, eventos e nas mídias sociais onde é líder absoluta no segmento moda. A rede possui mais de 22 milhões de clientes no cartão Riachuelo e 185 lojas próprias espalhadas pelo Brasil.

FICHA TÉCNICA:
Concepção, Direção e Dramaturgia: Mark Bromilow. Criação e interpretação: Bel Mucci, Bruno Rudolf, Natalia Presser, Ricardo Rodrigues e Ziza Brisola.Voz de Aparecida: Walderez de Barros. Direção Musical: Michel Robidoux (Les Deux Mondes/Canada). Desenho de vídeo: Yves Dube (Les Deux Mondes/Canada). Desenho de Luz: Domingos Quintiliano. Cenografia: Mark Bromilow. Figurinos: Luli Guimarães. Gestão Cultural: Doble Cultura + Social.Assessoria de Imprensa: Arteplural. Assessoria Administrativa: Tatiana Badra. Design Gráfico: Estúdio Buzz. Fotos: Paulo Barbuto. Realização: Linhas Aéreas e Solas de Vento. Equipe de Arte – Cenotécnico e Assistente de Cenografia: Alessandro de Angelis. Serralheiro: Dimas Gonçalves. Costureira: Teresinha Carneiro. Máscaras Balinesas: Nyoman Setiawan. Boneca de teatro e sombra: Verônica Sayuri e Bruno Rudolf. Apoio Figurino: Riachuelo. Equipe De Produção - Direção de Produção: Linhas Aéreas, Mark Bromilow e Solas de Vento. Produção Executiva: Ludmilla Picosque (Touchè Cultural). Equipe Técnica - Técnicos de Palco: André Schulle e Alessandro de Angelis. Operação de Luz: Roseli Martinelli. Operação de Som: Lays Simogyi. Operação de Video: Marina Presser.

Para roteiro:
Memória Roubada – Estreia dia 11 de outubro, sexta-feira, às 21 horas, no Centro Cultural São Paulo. Ingressos – R$20,00 e R$10,00.
Duração - 90 minutos. Classificação etária - 16 anos.  Temporada - De 11 de outubro a 3 de novembro. Sextas e sábados às 21h, domingo às 20h.
Obs: não haverá espetáculo no dia 01/11.

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – SP. Telefone: (11) 3397-4002
Sala Jardel Filho - (321 lugares)


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