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quinta-feira, 25 de julho de 2013

DANÇA Instituto Feira Preta e Centro Cultural São Paulo, apresentam: Pílulas de Cultura Feira Preta



Dança afro contemporânea é tema de espetáculos,
oficinas e debates no Centro Cultural São Paulo
Programação do evento reúne espetáculos da cantora e bailarina da Guiné-Bissau, Fanta Konatê,
Núcleo de Dança Pélagos e aula de Samba Rock com Prof. Leonardo Cordeiro


A cantora e bailarina Fanta Konate se apresenta nas Pílulas de Cultura, no próximo sábado dia 28 de julho, no Centro Cultural São Paulo

Da esq. para dir.: Fanta Konatê e Leonardo Cordeiro: dança afro diretamente da Guiné Bissau e aula de samba-rock com o público presente

Há mais de 500 anos a diáspora negra - imigração forçada de milhões de africanos para as Américas – trouxe ao Brasil uma enorme diversidade de línguas e culturas. A presença da identidade africana foi fundamental para nossa formação cultural, influência enraizada na música e na dança. As Pílulas de Cultura, evento mensal de cultura negra, aborda neste mês de julho o tema: “A ARTE DE DANÇAR NA DIÁSPORA”. Através de espetáculos, oficinas e debates, profissionais da dança descreverão um cenário das diversas linguagens das danças contemporâneas e a sua influência com diáspora com o foco nas culturas afro-brasileira e africana. A Pílula acontece dia 28de julho de 2013, domingo, no Centro Cultural São Paulo (R. Vergueiro, 1000), das 16h às 20h, com ENTRADA FRANCA. O evento é uma parceria do Instituto Feira Preta e Kultafro.

O evento traz a presença da cantora e bailarina Guineana Fanta Konatê, que apresentará um pocket-show de seu novo espetáculo, que conta sua história de vida, assim como os 10 anos no Brasil e sua carreira internacional; as suas novas composições melódicas e dançantes também integram a apresentação que propõe uma diáspora atual Guiné Brasil, contemporânea e ancestral. A família de Fanta é uma das mais representativas da arte tradicional Malinkê, da região do Hamaná, nas savanas da Guiné, onde surgiram o tambor DJEMBÉ e a música dos Griots.

O samba-rock também marca presença nas Pílulas. O professor Leonardo Cordeiro, um dos mais bem conceituados profissionais deste estilo em São Paulo, integrante de diversos projetos em São Paulo que ensinam e incentivam a cultura do samba rock. aua na área da Cultura por meio de ações voltadas para o Samba Rock, com aulas de dança, bailes, shows e apresentações na Cidade de São Paulo. Em 2011, premiado com o “Oscar do Samba Rock”. Em 2012 participou pela primeira vez do Samba Rock Day, evento que reúne os professores que mais destacados em aulas e movimentos que favorecem a cultura. Idealizador, criador e coordenador do Movimento Samba Rock Cultural que visa difundir, fomentar, e multiplicar as danças e a cultura Samba Rock. o professor mostrará com habilidade e um apurado método de ensino que já levou milhares de alunos a amarem esse estilo de dança, como dar os primeiros passos.

O Núcleo de Dança Pélagos também se apresenta no dia. A companhia nasceu por iniciativa do bailarino e coreógrafo Rubens Oliveira de criar um movimento voltado aos jovens da periferia. A base do trabalho corporal do Núcleo é orientado pelo método Educação do Movimento, técnica criada pelo coreógrafo Ivaldo Bertazzo, na qual Rubens Oliveira se formou. O Núcleo apresentará o espetáculo “Volúpia”, que fala das paixões do adolescente quando ama, as sensações, gestos, emoções que vivem nessa fase. A temporada de estréia do espetáculo por CEUs e teatros na cidade de São Paulo atraiu um público de 6000 pessoas em dois anos de apresentações.

Programação – Pílulas de Cultura Feira Preta 2013 –
A Arte de dançar na Diáspora
16h – Performance DJ residente MF

17h -  Roda de Conversa: A Arte de Dançar na Diáspora com:

ü     Fanta Konatê
ü     Rubens - Gumboot Brasil Dance e Núcleo de dança Pélagos
ü     Prof. Leonardo  Cordeiro

18h30:  Aula interativa de Samba Rock com Professor Leonardo Cordeiro

19h: Apresentação de Dança afro contemporânea, espetáculos de Fanta Konatê e Núcleo de Dança Pélagos
Serviço
Projeto: Pilulas de Cultura 2013
Tema: A arte de Dançar na Diáspora
Dia: 28 de julho de 2013
Horário: Das 16h - 20h Classificação: Livre
Local: Sala Adoniran Barbosa (622 lugares) –
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000) Informações: (11) 3397-4002

Ministério da Cultura - Secretaria de Economia Criativa promove em São Paulo um curso gratuito de Iluminação Cênica

ANDRE LEMES ASSINOU O PROJETO DE LUZ DE DIVERSOS ESPETACULOS, ENTRE ELES O MUSICAL GODSPELL - FOTO DE DANIELA SOUZA

As inscrições podem ser feitas até o dia 05 de agosto, através do envio de carta de interesse para o e-mail oficinadeiluminacaocenica@gmail.com.

A iluminação é uma das grandes responsáveis pela valorização de um espetáculo, cria o clima e em alguns momentos atua até como cenário. A partir dos anos 1990, as técnicas de desenho de luz e o trabalho dos operadores ganharam enorme desenvolvimento. Paralelamente, houve uma evolução dos equipamentos, dos efeitos mais artesanais às sofisticadas mesas de luz. O mercado profissionalizou-se e hoje, um show, uma peça teatral ou uma festa necessitam de iluminação específica.

Com o objetivo de formar jovens talentos, o Ministério da Cultura promove, através da Secretaria de Economia Criativa, um curso gratuito de Iluminação com o Light Designer André Lemes. A iniciativa visa agregar aspectos técnicos e artísticos, proporcionando aos alunos autonomia e o empreendedorismo neste novo mercado de trabalho, seja como funcionários contratados ou como empreendedores individuais. 

O curso apresentará uma visão geral da iluminação cênica, contando um pouco de sua história, o desenvolvimento dos equipamentos e das lâmpadas. Também serão abordados os conceitos de temperatura de cor e índice de reprodução de cor, características da luz e a visão humana, e outros temas como: eletricidade básica, diferenças entre mesas analógicas e digitais, operação e montagem. O foco é na iluminação de espetáculos e eventos, sua concepção, escolha de equipamentos e operação. As aulas serão teóricas e práticas, e acontecerão no Teatro Commune.

No final do curso os alunos apresentarão ao público o resultado de seu aprendizado, criando para uma cena teatral uma iluminação original, supervisionada pelo Light Designer André Lemes.

Abordagens
• Eletricidade básica
• Fundamentos da luz
• Teoria das cores e temperatura de cor
• História da iluminação cênica
• Equipamentos convencionais
• Coordenação e planejamento
• Montagem e operação

Objetivos específicos
- fomentar o empreendedorismo;
- Capacitar jovens de baixa renda, por meio de processos artísticos e técnicos integrados, ampliando seus repertórios expressivos e suas capacidades de auto sustentabilidade futura, autonomia, geração de renda e inserção no mercado de trabalho;


Serviço:
Onde: Teatro Commune - Rua da Consolação, 1218 – Consolação
Quando: de 12/08 a 09/12 - segundas-feiras, das 19:00 às 22:00
Carga horaria de 90 hs/aula 
Teórico e prático
Inscrições: até 05/08, através de carta de interesse e currículo para oficinadeiluminacaocenica@gmail.com
25 vagas
gratuito
Requisitos: de 18 a 25 anos – renda de 01 a 04 salários


IMPRENSA // André Moretti

Contatos
11-98269 6704   11-4304 6704
moretti.moretti@gmail.com
http://www.facebook.com/MorettiCulturaEComunicacao



Invasor(es) faz sessão com ingressos a R$3,00 no Centro Cultural São Paulo

O espetáculo Invaso(res) em cartaz no Centro Cultural São Paulo faz sessão promocional amanhã, sexta (26 de julho), com ingressos a R$3,00. Com direção de Roberto Alvim e texto de Ana Beatriz Gonçalves, a ação é ambientada no campo, durante a época das chuvas. A peça trata da complexidade das relações afetivas entre um homem e uma mulher, vividos por Paula Cohen e Joca Andreazza.

A temporada no CCSP oferece ainda uma promoção para estudantes da rede pública. Em todas as sessões serão disponibilizados 20 ingressos gratuitamente para estudantes do ensino médio, mediante a apresentação da carteira de estudante.

A Má Companhia Provoca engata temporada de Os Adultos Estão na Sala no TUSP


 Foto Ligiane Braga

Grupo busca inspiração no teatro do absurdo, desenho animado, como South Park, para retratar cenário urbano.  Espetáculo tem linguagem moderna, que flerta com o rock’n roll e transita entre comédia e drama


Peça que marca o nascimento da A Má Companhia Provoca – grupo oriundo do Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho (CPT) -  engata quarta temporada, agora no TUSP, a partir do dia 21 de agosto, quarta, às 21 horas.

Em uma metrópole de terceiro mundo, uma ponte está sendo construída. Pequenas manifestações surgem na cidade enquanto três mulheres adultas (uma maníaca por cirurgias plásticas e gin, uma mãe solteira ativista ex-viciada em drogas e uma escritora diabética) se encontram dentro da sala de um apartamento.

Lá, elas falam sobre consumo, preocupação com aparência, fronteiras entre o público e o privado, problema do álcool e crack e manifestações populares. Um menino - que nunca aparece - está no quarto e ouve toda a conversa. “O que será que pode acontecer quando uma criança se depara com o mundo dos adultos?”, pergunta Michelle Ferreira, autora e diretora de Os Adultos Estão na Sala.

As atrizes Maura Hayas, Flávia Strongolli e Michelle Boesche são, respectivamente, Dulce Vicente, Ivone Dim, e Clara Day. Para a companhia, o tema de Os Adultos Estão na Sala é colocado pela autora e diretora em uma espécie de “trem desgovernado que corre em todas as direções, inclusive para a plateia, em uma viagem vertiginosa de conflitos e surpresas”.

“Estamos na busca pelo autêntico, a fim de encontrar conexões que possam abarcar a constante instabilidade pela qual a sociedade se movimenta”, diz a autora Michelle Ferreira – que tem seu terceiro espetáculo montado este ano. Depois de Os Adultos Estão na Sala eComo Ser uma Pessoa Pior, a dramaturga estreia também Tem Alguém que Nos Odeia, sob direção de José Roberto Jardim.

Segundo as meninas da A Má Companhia Provoca, o espetáculo “disseca e amplifica as aflições contemporâneas que envolvem a vida nas metrópoles”. O texto, que já foi escrito há mais de um ano, é, inclusive, propício ao momento atual e mostra como essas personagens se posicionam diante de questões que envolvem o urbano.

Os Adultos Estão na Sala levanta questões que não são respondidas: “As crianças olham para nós e enxergam nossas dúvidas, nossos anseios. Será que ainda conseguimos mentir pra elas? O mundo adulto parece confuso, inclusive para os próprios adultos. Num mundo onde se tornou provisório e relativo, como uma criança pode se sentir segura para virar um adulto decente?”, questiona Michelle.


“Deu gosto de ver como tem gente querendo limpar os palcos do marasmo.”
DIB CARNEIRO NETO

“A realidade do mundo contemporâneo é tão maluca que não parece caber numa peça de linguagem realista.”
GABRIELA MELLÃO

“É um texto de uma verborragia alucinante e muito bem desenvolvida. E se você não se deixar distrair pela paisagem, em alguns momentos vai ver emergir toda a poesia da nuvem de poeira embaçando o retrovisor.”
MÁRIO BORTOLOTTO



Sobre a companhia
A Má Companhia Provoca textos exclusivamente inéditos, brasileiros, relevantes dentro da dramaturgia contemporânea, sejam na temática, na linguagem, na forma ou no modo de sua construção. A intenção é produzir obras atuais e promover questões que são urgentes tanto para os artistas envolvidos como para o público. A Má Companhia Provoca um grupo de artistas residentes na cidade de São Paulo – de várias gerações e formações diversas - que primam por sua independência estética e ideológica. São eles: Flávia Strongolli, Maura Hayas, Michelle Boesche, Michelle Ferreira, Ramiro Silveira, Solange Akierman. OS ADULTOS ESTÃO NA SALA esteve em cartaz no SESC Pinheiros, Cemitério de Automóveis e CIT-ECUM.

Ficha Técnica
Comédia dramática com a Má Companhia Provoca
Texto e Direção: Michelle Ferreira
Elenco: Flávia Strongolli, Maura Hayas e Michelle Boesche
Diretora Assistente: Solange Akierman
Direção de Arte: Anne Cerutti
Iluminação: Ariene Godoy
Sonoplastia: Michelle Ferreira
Trilha Sonora Original: André Namur
Desenho Sonoro: Ricardo Bertran e Fernando Martinez
Provocador: Ramiro Silveira
Maquiagem: Juliana Fraga
Cenotécnico: Mateus Fiorentino
Costureira: Dovenir da Silva
Operador de som e luz: João Delle Piagge
Fotos: Ligiane Braga
Vídeo: Paulo Nucci e NO CUBO Filmes
Programação Visual: Maura Hayas
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Direção de Produção: Berenice Haddad
Produção: Michelle Boesche e Flávia Strongolli
Idealização e Produção Geral: A Má Companhia Provoca

SERVIÇO
Os Adultos estão na Sala. De 21 de agosto a 26 de setembro de 2013. Quartas e Quintas, 21h. Duração: 70 min. | Indicação de faixa etária: 14 anos. Teatro da USP | Rua Maria Antônia, 294, Consolação - São Paulo, SP - 01222-010. Tel. 11 3123-5233 | Site: www.usp.br/tusp. Capacidade - 98 lugares. Preços – R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia). A aquisição dos ingressos para espetáculos em cartaz no TUSP pode ser feita duas horas antes do início do espetáculo. As formas de pagamento aceitas são dinheiro e cheque.  O estacionamento Mariauto, no número 176, tem acordo com o teatro e o público tem desconto mediante apresentação de carimbo (do TUSP) no comprovante de entrada.


ASSESSORIA DE IMPRENSA
Douglas Picchetti – 99814-6911
Helô Cintra – 99402-8732
helocintra@uol.com.br

Inédita, peça OPERAÇAO TREM-BALA comemora 40 anos de carreira e 70 de vida de Naum Alves de Souza

O artista - que dirigiu grandes nomes do teatro (Marieta Severo, Fernanda Montenegro, Sergio Britto, Cleyde Yáconis e Nathalia Timberg) e da música (Chico Buarque), além de ter criado cenários e figurinos para Elis Regina e Antunes Filho - Naum Alves de Souza ocupa o Instituto Cultural Capobianco com sua nova criação


Diretor, autor, cenógrafo, figurinista e artista plástico, criador de importantes e premiadas obras teatrais, como No Natal a Gente Vem te Buscar (1979), Aurora da Minha Vida (1981) e Um Beijo, Um Abraço, Um Aperto de Mão (1984) - textos traduzidos para diversos idiomas, publicados e encenados internacionalmente, NAUM ALVES DE SOUZA completa 40 anos de carreira e 70 de vida. A comemoração acontece com a estreia de seu texto inédito, OPERAÇAO TREM- BALA. O espetáculo faz temporada no Instituto Cultural Capobianco de 2 de agosto a 29 de setembro. O projeto conta, ainda, com um workshop de dramaturgia a ser dado pelo autor.

Para encenar a nova peça, Naum Alves de Souza - homem de teatro ligado a múltiplas atividades, não apenas no campo das artes cênicas, como também da televisão, cinema e ópera - escolheu os atores Ana Andreatta, Mila Ribeiro, Marco Antônio Pâmio eFábio Espósito. O elenco possui um passado rico em experiências com o autor e diretor, que vem desde a Escola de Arte Dramática, passa pela criação em 1997 do Espaço Naum Alves de Souza (com os espetáculos Strippers e Pivô) e que se estende até os dias de hoje.

“Formam um consistente, criativo e talentoso grupo de trabalho”, atesta Naum, que, em 2005 teve publicada sua obra completa para teatro pela fundação Cena Lusófona, de Coimbra, Portugal. Completam a ficha técnica Miko Hashimoto, nos figurinos, Wagner Freireno desenho de luz, Lívio Tragtenberg na composição da trilha sonora original e Fábio Namatame e Juliano Lopes no visagismo.

Sobre a história
Embalada em non-sense, a história se desenrola em torno de um casal de velhos na iminência de ser enganado por parentes para embarcar em um imaginário trem-bala. Sua Excelência, velho governante há décadas no poder, e a primeira esposa, Dona Bluma, estão nas mãos das filhas adultas e de Filipa, a nova e ambiciosa esposa. De olho na fortuna, elas projetam "resolver" o problema da senilidade de Sua Excelência, de Dona Bluma, e também do velhíssimo cardeal Dom Círio, confessor da família, dos centenários tios e da cozinheira Elpídia, que começou a trabalhar na mansão no tempo do tataravô de Sua Excelência. Não ficam de fora o Diabo e os fantasmas dos parentes que assombram a mansão.

Filipa e as três filhas do casal Vitória, Inglória e Tormenta se aproveitam do fato de o velho governante imaginar que seu fabuloso projeto do trem-bala se concretizou e está pronto para a viagem inaugural. Filipa, aliada às jovens, estimula o velho político e seus agregados a embarcar e viajar no magnífico trem.  que os levará ao encontro de um famoso médico alemão. "Operação Trem-Bala"  mostra os percalços dessa agitada viagem.

Com base em um conto seu ainda não publicado, O Almoço de Ação de Graças, Naum Alves de Souza inseriu a temática do trem bala,referência ao projeto governamental do trem de alta velocidade que ligará Campinas a São Paulo e ao Rio de Janeiro. O conto trata da agonia de um velho político prepotente e senil e sua família. “A parentada toda acha que ele vai morrer e está querendo bicar, tirar uma lasquinha de sua fortuna”, explica Naum.

"Operação Trem-Bala" faz críticas ao poder e ao modo como a sociedade trata os idosos. “Quando somos jovens, não percebemos que um dia vamos envelhecer. Não pensamos nisso. Quando a velhice chega você percebe que não possui a eternidade. Mostro na peça que mesmo o poderoso envelhece e fica entregue às mãos dos parentes”, diz, Naum, citando um ditado: “É bom cuidar bem dos filhos porque eles é que vão escolher o asilo onde os pais vão mofar”.

O autor e diretor afirma que é realmente o que acontece. “Quando os pais  envelhecem, os filhos começam a brigar pelos bens, deslocam os pais de suas casas com a desculpa de que está muito grande para eles, que dá muito trabalho para cuidar.  Ao colocar os velhos em pequenos apartamentos, fazem  encolher o espaço dos idosos, que perdem os móveis, os bichos de estimação e a vida que os cerca. O asilo começa a bater a porta deles.”

Sobre a montagem
Responsável pelo texto e pela direção, Naum Alves de Souza explica que, devido à diversidade de cenas e lugares onde se passam as ações, optou por uma solução quase shakespeariana de encenação – a do palco neutro.

A encenação é enxuta. Cada personagem tem seu figurino alegórico (todos com saias compridas e a parte de cima que os caracteriza) e peruca. “Como objetos cênicos, apenas cadeiras de rodas e andadores”, detalha Naum. Um trenzinho elétrico estará em funcionamento durante todo o tempo da peça. Os figurinos de Miko Hashimoto definem muito  bem o caráter dos personagens.

De acordo com o diretor, “há um jogo lúdico, com máscaras, poucos adereços, um enfoque quase grotesco dos personagens, que fazem rir do que é sério, ou seja, do abandono, da velhice, da perda da memória, da senilidade. Para os velhos, a farsa do trem bala é um pretexto para os parentes se livrarem deles e mandá-los para longe e se apossarem de seus bens”.

Ficha Técnica:
Texto e direção: Naum Alves de Souza. Elenco: Ana Andreatta, Fábio Espósito, Marco Antônio Pâmio, Mila Ribeiro. Desenho de luz: Wagner Freire. Direção Musical: Lívio Tragtenberg. Figurinos: Miko Hashimoto. Visagismo: Fábio Namatame e Juliano Lopes. Assessoria de imprensa: Arteplural Comunicações.Projeto Gráfico: Georges Skyvalakis.  Assistente de direção e produção: Rodrigo Ramos. Realização: Naum Alves De Souza Produções Artísticas Ltda.Produção executiva: Rodrigo Ramos. Agradecimentos: Espaço Horizon e Marco Aurélio Nunes.

OPERAÇAO TREM BALA – Estreia dia 2 de agosto, às 20 horas no Instituto Cultural Capobianco. Classificação: 14 anos. Duração: 80 minutos.Capacidade – 40 lugares. Até 29 de setembro.

Instituto Cultural Capobianco – Teatro da Sala Subterrânea: Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro (11) 3255-8065/ (11) 3237-1187. Horários: sextas e sábados: às 20h / domingos: 19h Valores: R$20,00 (estudantes pagam meia entrada). Estacionamento pago em frente ao local.   www.institutocapobianco.org.br.


ARTEPLURAL – Assessoria de imprensa Fernanda Teixeira - 11. 3885-3671/ 9948-5355
Adriana Balsanelli – (11) 99245-4138

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Quem Sou Eu, show de lançamento do CD de estreia de ULLY COSTA dia 19 de julho no SESC Pompeia

CD tem participação dos cubanos Yaniel Matos (cello) Pepe Cisneros (piano), do percussionista Da Lua, do baterista Curumim, de Marcelo Pretto (Barbatuques) e do DJ KL Jay, dos Racionais MC´s, entre outros


Quem Sou Eu? “Prazer, Ully Costa, artista que vive música e da música 24 horas por dia, admiradora de Cascatinha e Inhana, Bob Marley, Eliseth Cardoso, Curtis Mayfield, João Bosco, Elis Regina, Roberto Ribeiro, Black Sabath, Erykah Badu e Dalva de Oliveira.” Esta seria a resposta da cantora ao interlocutor curioso sobre o som e o primeiro CD solo com seu nome estampado na capa. (Ver ficha técnica do show no pé do texto.)

Aos 20 anos de carreira, a cantora sempre acalentou o desejo de se deixar levar pelas suas diversas influências musicais em um projeto solo. Chegou a hora. Gravado entre março e junho de 2013, no estúdio Plug In, o CD Quem Sou Eu reúne 9 composições - 4 inéditas e 5 regravações - que bebem da herança musical da intérprete, de ascendência indígena e negra.

Ully Costa tem motivos para ter orgulho de suas raízes: “Minha avó, dona Cícera, veio muito novinha de Alagoas e é filha de índios daquela terra. Já meu avô paterno, ‘seu’ Onofre, sempre viveu na roça, em Imbé de Minas, onde sempre nos reuníamos para ouvi-lo tocar sanfona. Eu ficava lá com meus tios, tocando viola caipira e cantando muita ‘moda’. Sinto muita afinidade com esse Brasil profundo. Por outro lado, cresci em São Paulo e é inevitável que o meu trabalho também traga em si elementos urbanos e contemporâneos”.

Ully pesquisou e selecionou composições de outros artistas na escolha do repertório. Nas regravações, entram Pedro Santos (Quem Sou Eu), Luis Carlos Sá (Capoeira de Oxalá, já gravada por Rosa Maria), Marquinho Dikuã e Samuel Queiroz (Veja o Meu Lado), Caio Bosco (Olhos D´Água) e A Querer (Munir Hossn). As inéditas são Pindorama (Érico Marco), Festa do Rei Nagô e O Ponto (Jairo Cechin) e Marinheiro / Irerá Odun  (Alê Muniz / Cleto Junior).

Conhecida também como vocalista da banda paulistana de samba-rock e gafieira Sandália de Prata, com quem gravou 3 CDs e 3 LPs, Ully buscou, na nova produção, apresentar uma identidade musical mais ampla e livre.

Com produção musical de Leonardo Mendes (co-produção de Ully Costa), filho do cantor, compositor e pesquisador baiano Roberto Mendes, cada faixa do disco recebeu tratamento especial, de acordo com seu estilo e sonoridade. Por isso o disco conta com músicos convidados, como Curumin (bateria em Olhos D´Água), Da Lua (percussão em A querer e em Irerá Ódun), Yaniel Matos e Pepe Cisneros (em Quem Sou Eu), DJ KL Jay, dos Racionais MC´s (em Festa do Rei Nagô), entre outros. A produção executiva é de Otávio Argento, com mixagem de Evaldo Luna e Leonardo Mendes e  masterização  de Carlinhos Freitas.

Feliz com o resultado do CD, Ully destaca o trabalho do produtor Leonardo Mendes, que conhece por conta do Sandália de Prata. “Foi muito gratificante e divertido. Ele entendeu quais eram a as linguagens que eu queria destacar e esteve o tempo todo aberto às minhas opiniões e sugestões. O processo foi muito bacana, pois fomos construindo o disco passo a passo. Eu escolhia as músicas, fazíamos um trabalho inicial em cima das tonalidades, andamentos e formato. Depois, uma pré- produção, muitas vezes já programando uma bateria ou gravando bases de percussão. Com esse material, era entrar no estúdio e finalizar a música com os instrumentistas, em um processo orgânico e colaborativo.”

Sonoridade e projeto gráfico
Com diversidade de ritmos e influências afro e indígena, o disco tem uma linha colorida que o costura. “Não há estilo definido e sim uma linha tênue ligando as composições. Linha essa que tem a ver com minhas origens e influências musicais, que vão desde a música indígena brasileira, afro e afro-brasileira, até o samba e a canção popular.”

De acordo com Ully Costa, “as variadas vertentes musicais dialogam entre si e traduzem um pouco da minha história. A alma do povo brasileiro, uma grande mistura, com sonoridades e linguagens de todas as partes do mundo”.

Foram convidados músicos de variadas formações para as diferentes linguagens de cada composição. Não havia uma banda de base.Ully Costa conta que “teve o prazer e a honra de trabalhar com amigos e músicos que admira”, como Marcelo Pretto (Barbatuques), os cubanos Yaniel Matos e Pepe Cisneros, Curumin, Zé Nigro, Bruno Marques, Xuxa Levy, o percussionista Da Lua, as cantoras Paula Mirhan, Marisa Marzan e Mariane Matoso, além de suas parceiras do grupo Vozes Bugras, além do produtor do disco, Leonardo Mendes, que também tocou violão e guitarras em praticamente todas as faixas.

Os arranjos do disco foram executados pelos músicos do começo ao fim, mesmo aqueles sons que poderiam ser “loopados” ou programados, no intuito de se obter um resultado musical orgânico, pulsante, com o mínimo possível de edições. Elementos eletrônicos e efeitos sonoros foram adicionados depois, o que acrescentou uma sutil camada de modernidade ao resultado final. O trabalho teve o apoio do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa de Ação Cultural – 2012 da Secretaria de Estado da Cultura.

O CD tem seu nome inspirado na canção homônima do disco Krishnanda, de Pedro “Sorongo” Santos. A faixa recebeu um novo arranjo, mais minimalista, com o piano e o violoncelo dos cubanos Pepe Cisneros e Yaniel Matos. Outras composições surgiram no processo, como Festa do Rei Nagô (Jairo Cechin), Ijexá que tem arranjo com influências do afrobeat e participação especial do DJ KL Jay, dos Racionais MC´s.

Capoeira de Oxalá é um samba-jazz dos anos 1960, cheio de suingue, que mostra outra faceta do compositor Luís Carlos Sá (da dupla Sá e Guarabyra). Já em Pindorama (Érico Marco), Ully canta a riqueza dos povos e da terra mais tarde conhecida como Brasil, apresentando elementos musicais que fazem parte de sua formação, como instrumentos de PVC e percussão corporal, misturados a efeitos eletrônicos. A música conta, ainda, com a participação de Marcelo Pretto (Barbatuques) e do grupo Vozes Bugras.

O projeto gráfico de Prila Paiva tem seu conceito inspirado nos povos indígenas, e outros que usam a pintura corporal e facial como tradição. A inspiração para a pintura corporal nasceu das pesquisas a respeito da arte Kadiwéu, tribo indígena brasileira residente no Mato Grosso do Sul. As ornamentações pictóricas, construídas com arabescos, pontos e traços retilíneos dão uma característica singular à pintura corporal deste povo. As mulheres têm o costume de pintar o rosto ao redor dos lábios e sobre estes, tornando-se mais belas e sensuais. Trata-se de uma das mais ricas manifestações artísticas ancestrais brasileiras.

“Quando pensei no projeto gráfico tinha certeza que queria pintar meu rosto usando essas referências. Já conhecia o trabalho da Prila Paiva, e sabia que ela entenderia o que gostaria de apresentar”, diz Ully. Para as artes do encarte, a artista criou, com seu traço característico, elementos que dialogam com as letras e sonoridades do disco.

Quem sou eu pode ser lido (e ouvido) com ou sem o ponto de interrogação. É ao mesmo tempo pergunta e resposta. Ou ao menos parte dela.

Para ouvir no disco todo, ler as letras, ver fotos de capa e contra-capa e receber mais informações sobre a ficha técnica, favor acessarhttp://www.ullycosta.com.br/

SOBRE O SHOW
Ully Costa - Quem sou Eu – Dia 19 de juho, sexta, 21 horas, no Teatro do SESC Pompeia. Show de Lançamento do CD homônimo, disco solo de estreia, da cantora Ully Costa. Direção musical - Leonardo Mendes. Músicos - Leonardo Mendes – guitarra, violão e direção musical. Rafa Moraes – guitarra, teclado e efeitos; Luciano Campo Grande – baixo; Bruno Marques – bateria; Dalua – percussão Ed Trombone – trombone e percussão. Classificação - 18 anos.Duração - 60 minutos. Capacidade - 356 lugares. Venda de ingressos a partir das 14h do dia 28/06, pela rede INGRESSOSESC. Preços - R$ 4,00; R$ 8,00 e R$ 16,00.

SESC Pompeia – Rua Clélia, 93. Telefone para informações: (11) 3871-7700. Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br.

Horário de funcionamento da Bilheteria – De terça a sábado das 9 às 21 horas e domingos e feriados das 9 às 19 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC). Formas de pagamento - Cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard e Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop).

SOBRE O DISCO - Faixa a faixa, por Ully Costa:

1.    Aquerer, de Munir Hossn
Ouvi essa composição no disco de Munir, Indijenajazz. Ele faz um jogo de palavras (a querer e aguere), que é o nome do ritmo da música, tocada por três Ogãs (pessoas responsáveis por tocar e zelar pelos atabaques e por comandar os cânticos no candomblé). A letra é linda, singela e diz muito do que quero para a minha vida.

2.    Festa do Rei Nagô, de Jairo Cechin
O Jairo me apresentou essa música num jantar, tocou e cantou lindamente esse Ijexá. Nós colocamos elementos modernos, um toque de afrobeat e o DJ Kl Jay deixou a música ainda mais groovada com os seus scratches.

3.    Capoeira de Oxalá, de Luis Carlos Sá
Meu amigo Dj Paulão foi responsável pela escolha desta música. Eu queria muito gravar um Samba-Jazz e ele me apresentou essa linda composição do Luis Carlos Sá (da dupla Sá e Guarabyra), que originalmente foi gravada pela Rosa Maria. Aqui eu conto com o belo arranjo de metais de Paulo Malheiros.

4.    O Ponto, de Jairo Sechin
O Ponto veio como um presente, com uma letra que tem tudo a ver com esse momento de buscas, dúvidas e desejos. Canto com toda minha alma.

5.    Olhos d’agua, de Caio Bosco
Conheci o Caio há bem pouco tempo  e rolou uma grande identificação. Ele me deu o seu CD e quando ouvi fiquei muito afim de gravar não só uma, mas várias de suas músicas. Pra começar escolhi Olhos d’agua, que me lembra um pouco um artista que amo de paixão, o Curtis Mayfield.

6.    Veja o meu lado, de Marquinho Dikuã e Samuel Queiros
Sou completamente alucinada por samba e tinha certeza de que iria gravar ao menos um neste disco. Conheço e canto essa música já há algum tempo e não via a hora de grava-lá, gosto muito dessa onda de  samba apaixonado e malandro.

7.    Marinheiro /Irorá Edun, de Alê Muniz / Cleto Junior
Na verdade são duas músicas em uma só. Eu já canto a muito tempo e tinha muita vontade de gravá-las. Me identifico muito com essa levada caribenha, algo que se aproxima do Zouk e mesmo da Lambada Essa sonoridade de muitas vozes fazendo um coro “de lavadeiras” me cativa muito.

8.    Pindorama, de Erico Marco
Cantar poesia que se refere as minhas origens Indígenas é como uma religião muito sagrada. Infelizmente nem todo mundo sabe ou se lembra que essas terras tem uma força ancestral e uma cultura que foi e está sendo dizimada. Aqui, junto com minhas irmãs do Grupo Vozes Bugras e de Marcelo Pretto, cantamos toda essa poesia que está no nosso cotidiano e que acabou se tornando banal aos olhos de muitos.

9.    Quem sou eu, de Pedro Santos
Quem sou Eu foi a primeira música escolhida para o disco, era minha única certeza no início do projeto. A letra é linda e tem muito a ver com o momento que estou vivendo. Nessa desconstrução declamo tudo que vem do fundo do meu coração, a partir deste lindo arranjo de piano e cello. Saber quem sou eu, afirmar quem sou eu é praticamente impossível, neste universo de várias de mim.


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