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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cena a cena no Sesc Ipiranga

                                                                          foto Ligia Jardim


O ator Nelson Baskerville dirige o work in progress da peça Os Credores, nas próximas terças-feiras, dias 25 de setembro e 9, 16 e 23 de outubro, sempre às 20h, no SESC Ipiranga. A atividade revela ao público o passo a passo da montagem de um espetáculo teatral. Uma experiência enriquecedora, principalmente para quem gosta de saber o que acontece nos bastidores. Atividade integra a Mostra Strindberg, nos 100 anos de morte do dramaturgo sueco, um dos mais importantes da historia do teatro. Classificação – 14 anos.

Estreia em São Paulo “Ao Vencedor, as Batatas!”













Foto de Ligia Minami


Inspirada em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a peça fica em cartaz de 04 de outubro a 29 de novembro, no Teatro Ruth Escobar

São Paulo revive um clássico de Machado de Assis com a comédia “Ao Vencedor, as Batatas!”, espetáculo da Cia da Galhofa. A peça é uma adaptação bem humorada de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e traz à cena Celso Amâncio, Gabriel Küster, Felipe Alves, Jessica Prioste e Julia Pires interpretando a história de Brás Cubas, um defunto que narra a sua própria vida a partir do dia de sua morte. Por trás do tom jocoso da narração, revela-se o estilo irônico de Machado de Assis e um retrato sutil da sociedade brasileira.

Patrocinado pela Eaton e pela Basf, através do ProAC-ICMS, “Ao Vencedor, as Batatas!” realizou turnê pelo interior do Estado de São Paulo e agora entra em temporada no Teatro Ruth Escobar


A peça: “Ao Vencedor, as Batatas!”
Como no livro, o espetáculo começa no enterro de Brás Cubas, narrado por ele mesmo, e se desdobra a partir de suas lembranças no transcorrer da história. Por trás do tom jocoso da narração deste “defunto-autor”, revela-se uma síntese do pessimismo machadiano, além de compor um retrato sutil e sem concessões da sociedade brasileira.

O enredo da peça abrange as principais situações vividas pelo protagonista, como o relacionamento adúltero com Virgília, a amizade com Quincas Borba, e sua vida familiar e política.  Em suma, sua trajetória da juventude à velhice, quando faz, ao final de suas memórias, um último balanço das perdas e ganhos de sua existência.

Fundamentada no teatro épico, em uma concepção cênica não-convencional e metalinguistica, “Ao Vencedor, as Batatas!” não utiliza coxias, de modo que todos os atores estão presentes durante toda a encenação e se revezam na interpretação de Brás Cubas e dos demais personagens, conferindo dinamismo e possibilitando um olhar diferenciado sobre o fazer teatral. Essa escolha de Marcelo Braga, diretor da peça, compactua com o estilo de Machado de Assis, no qual o narrador dialoga com o leitor (agora espectador), que é visto como possuidor de posicionamento crítico, gestos e temperamento.

Aproveitando a referência do espetáculo, A Cia da Galhofa pretende aproximar o publico ainda mais do universo machadiano através de um bate-papo, que será realizado ao final das apresentações, discutindo a obra, o recorte histórico e sociológico que o livro e a peça tocam, esclarecendo duvidas e sobretudo instigando o público acerca dos temas abordados e do modo de escrita do autor.


FICHA TÉCNICA
Autor: Machado de Assis
Dramaturgia: João Inocêncio
Direção: Marcelo Braga
Elenco: Celso Amâncio, Gabriel Küster, Felipe Alves, Jessica Prioste e Julia Pires. 
Músico/Ator: Celso Amâncio
Iluminação: Alessandra Parmagnani
Figurino: Tânia Casttello
Cenografia: Marcelo Braga e João Inocêncio
Produção: Julia Pires e Jessica Prioste
Responsável pela Audiodescrição: Lívia Motta
Administração Financeira: Luana Devechiati
Fotografia: Ligia Minami
Filmagem e edição: Diego Urbaneja, Danielle Almeida e Alexandre D’Lou
Designer Gráfico: Rafael Victor
Assessoria de Imprensa: Moretti Cultura e Comunicação


SERVIÇO
O que: “Ao Vencedor, as Batatas!”
Onde: Teatro Ruth Escobar - Sala Gil Vicente (305 lugares)
Endereço: Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista – São Paulo
Quando: de 04 de outubro à 29 de novembro, às quintas-feiras, 21h
DIA 22/Nov haverá apresentação com audiodescrição para cegos
Quanto: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia
Idade Recomendada: 12 anos
Duração: 50 minutos

Imprensa // André Moretti
Contatos
11-98269 6704   11-4304 6704
moretti.moretti@gmail.com



Com referência à obra de Zygmunt Bauman, “Fleshdance” se apresenta no Viga Espaço Cênico



De 25 de setembro a 10 de outubro, o Núcleo Artérias apresenta “Fleshdance”, no Viga Espaço Cênico, na Vila Madalena.

Com direção de Adriana Grechi, o espetáculo é a última parte da “Trilogia Líquida”, formada pelas criações “Ruído 5.1” e “Fronteiras Móveis”, que têm como referência a obra do sociólogo e pensador polonês Zygmunt Bauman.  
“Fleshdance” é uma coreografia de variações de intensidades emocionais, composta por experiências físicas, carnais, acionadas pelo ato de respirar.
Para conceber o espetáculo, o Núcleo Artérias explorou o sistema orgânico do corpo, trabalhando na invenção de uma corporeidade ativada pela intensificação dos afetos. Um corpo volumoso que permanece sempre em constante transformação, movido pelos órgãos, poroso, com possibilidade de afetar e de ser afetado pelo outro.
Essa é a tônica da nova coreografia do Núcleo Artérias, que também aborda o cansaço do ato de consumir e de descartar, e a tentativa de combater existindo, potencializando cada experiência. É uma possibilidade de resistência à vida voltada ao consumo.
O ambiente cênico de "Fleshdance" é composto por projeções de vídeo editadas em tempo real pelo videoartista André Costa Menezes e pela trilha sonora original de Dudu Tsuda.

Sobre o pensador polonês Zygmunt Bauman
Sua obra se caracteriza pela extrema perspicácia na análise dos problemas sociais que perpassam a experiência cotidiana do homem contemporâneo na conjuntura valorativa que é denominada pelo autor como “Modernidade Líquida”. A questão da especulação sobre o medo público, o uso das disposições consumistas dos indivíduos como suporte para a manutenção da economia e a fragmentação da experiência ética da alteridade são temas recorrentes na trajetória intelectual deste prolífico sociólogo de formação que, todavia, por sua riqueza de interpretação, muito contribui para o desenvolvimento de um estudo filosófico enraizado na crítica da ideologia da sociedade de consumo e na despersonalização de um mundo desprovido de ampla cooperação interpessoal. Bauman é professor emérito de Sociologia da Universidade de Leeds, no Reino Unido.
Núcleo Artérias
O Núcleo Artérias é formado por artistas de dança, vídeo e música. Em seus trabalhos o grupo explora corporeidades específicas propondo deslocamentos de percepção sobre questões relacionadas ao mundo contemporâneo, como instabilidade, incerteza, consumismo e espetacularização.
A investigação em dança do Núcleo Artérias tem como foco a exploração de potencialidades pessoais, a elaboração de corporeidades próprias e a autonomia criativa para discutir assuntos relacionados ao corpo e suas adaptações e resistências ao mundo contemporâneo. Esta pesquisa integra também o vídeo em uma dramaturgia do corpo.
O Núcleo Artérias é dirigido por Adriana Grechi, coreógrafa graduada na S.N.D.O. (Amsterdã). Adriana Grechi recebeu em 1999, junto a Cia Nova Dança, o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) pelo conjunto da obra, pelos trabalhos “Toda Coisa se Desfaz” e “Bootstrapsãopaulo!”.
Em 2003, o grupo mudou seu nome para Núcleo Artérias. Em 2004, o Núcleo Artérias recebeu dois prêmios APCA: pesquisa em dança para “Por que nunca me tornei um/a dançarino/a” e projeto para “Teorema”. Participou do 8º Festival da Cultura Inglesa e da Caravana Teatral do Sesi. Em 2006 apresentou “Ruído 5.1″ no Rumos Dança do Itaú Cultural. Em 2007 recebeu o Fomento Municipal (SP) e realizou circulação nacional pela Caixa Cultural. Em 2008 circulou pelo interior de São Paulo com o apoio do PAC e recebeu o prêmio APCA para criação em dança pelo espetáculo “Fronteiras Móveis”. Em 2011 fez temporada e circulação nacional com a recriação de “Fronteiras Móveis”.
De 96 até hoje, o Núcleo Artérias (ex Cia 2 Nova Dança) apresentou seus trabalhos em mais de 40 cidades e participou de diversos festivais, entre eles, Panorama de Dança/Rio de Janeiro (98), Rencontres Choregraphiques de Seine-Saint-Denis/Paris (2002), FID/Belo Horizonte (2005), e On Marche/Marrakech (2012). O grupo tem o patrocínio do Programa Petrobras Cultural.
Ficha técnica
Concepção/ Direção: Adriana Grechi Criação/ Performance: Juliana Ferreira, Larissa Ballarotti e Nina GiovelliVideocriação/ Performance: André Costa Menezes Trilha sonora: Dudu Tsuda Iluminação: André BollAcompanhamento do processo: Renato Jacques Preparação corporal: Lívia Seixas, Débora Blank e Adriana GrechiFotografia: Edson Kumasaka Design gráfico: Fernando Bergamini
Produção executiva: Amaury Cacciacarro Filho Produção: Erika Fortunato

Serviço
De 25 de setembro a 10 de outubro
Viga Espaço Cênico
Endereço: Rua Capote Valente, 1323 – Fone: 11 3801-1843
Dias e Horários: terças e quartas às 21h
Ingressos: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia)
Duração: 40 minutos
Recomendação: 12 anos
Capacidade: 74 lugares

Informações para imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques - (11) 3798 9510 / 2914 0770/ 9126 0425 www.canalaberto.com.br
Twitter: @canalaberto | Facebook: canalaberto

90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes Documentário em homenagem ao compositor





O cineasta Carlos de Moura Ribeiro Mendes dirigiu o documentário 90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes em formato para internet que terão 90 vídeos com entrevistas do compositor Gilberto Mendes. Desde 7 de janeiro até agora já foram gravados 70 vídeos sendo que 56 já estão disponíveis no youtube, cada um com duração que varia entre 1 e 12 minutos. Quando todos os 90 estiverem prontos totalizarão cerca de 7 horas. As entrevistam falam sobre temas variados, cinema, política, história, pintura, viagens e, sobretudo, música. Não só a dele - em que mostra partituras, discute detalhes de interpretação, conta sua história - mas também a música dos outros, dos americanos, russos, alemães, dos outros brasileiros, ao mesmo tempo em que detalha suas influências musicais. O próprio vídeo já especifica qual será o tema abordado. “Pensei em um projeto que tivesse a filosofia do meu pai, que fosse gratuito, que todos tivessem acesso, porque isso seria o que mais poderia homenageá-lo,” comenta Carlos. A produção é da Berço Esplêndido. Link para acessar as entrevistas http://www.youtube.com/playlist?list=PL08882815878609A0&feature=plcp.

90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes é um documentário atípico. Não será lançado no cinema, não será assistido na televisão e nem em festivais. Poderá ser visto e revisto aos pedaços, por assunto, no momento em que a pessoa quiser, hoje, daqui a um ano, daqui a dez anos, e nunca sairá de cartaz. E sempre de graça.
A linguagem do documentário faz uso do simples, da essência. A posição de câmera é sempre a mesma, o cenário é sempre o mesmo, ou seja, o ambiente da casa de Gilberto Mendes.
Estes 90 depoimentos são uma forma diferente de comemorarmos seus 90 anos de idade, cujo big bang foi no dia 13 de outubro de 1922.
Gilberto Mendes gosta de falar e ensinar sobre todas estas coisas. Ele vive sendo visitado por amigos, compositores, intérpretes, estudantes de música, todos estes verdadeiros privilegiados que usufruem de sua intimidade e dessa forma aprendem muito com quem tem muito a ensinar.
“Mas e quem não se sente à vontade para procurá-lo em casa, mesmo ele sendo sempre tão receptivo?”, comenta Ribeiro Mendes. “E quem está longe de Santos, ondeGilberto Mendes mora e sempre morou? Ou mesmo quem trabalha com música ou simplesmente gosta de música, mas mora fora do Brasil? E quem hoje ainda não decidiu que a música ocupará um lugar de honra em sua vida, mas amanhã quererá saber tudo sobre ela e sobre seus compositores?”, continua.
É para todos esses, principalmente, que 90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes foi pensado.
Os depoimentos começaram a ser feitos em janeiro deste ano. Foram sendo colocados na internet 10 por mês, na medida do possível. Neste dia 13 de outubro, os 90 estarão no ar. Para sempre, em exibição no youtube.
Quem quiser ver, basta acessar www.youtube.com/bercoesplendido e lá clicar a lista de reprodução 90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes Abrirá uma lista com todos os depoimentos. É só escolher pelo assunto.
Outra forma de acessar é procurar no Google, ou direto no Youtube, pelo título do documentário.
Para facilitar o acesso, cada depoimento recebeu o nome do documentário precedido pelo número do depoimento como no seguinte exemplo: o depoimento número 27 aparece como “27/90 – 90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes”.
Texto de Carlos de Moura Ribeiro Mendes: “Desde criança convivo com a sabedoria multidirecional de meu pai. Ela invade a música, o cinema, a literatura, a política. Fui privilegiado por este contato. Sei que ele tem uma enorme contribuição a dar não só aos jovens compositores, mas também aos amantes da música e, simplificando, da vida. Ele é, antes de mais nada, um amante da vida e das coisas simples. Ele sempre foi receptivo a quem quer que o procurasse, mas eu sempre pensei: e as pessoas que estão longe, sem acesso? Aí existe a internet, aí chegaram os 90 anos que ele completa em 2012, e eu resolvi dar um presente para mim, para ele, e acho, que para o Brasil. Através da minha produtora, a Berço Esplêndido, resolvi filmar, editar e fazer o upload para o youtube, ao longo deste ano, de 90 trechos de conversas, 90 pequenos depoimentos de Gilberto Mendes, sobre o que ele quiser falar, sobre qualquer assunto. Entre outras coisas, quem o conhece sabe como ele é um bom contador de histórias.
Gilberto Mendes nasceu em Santos, 1922.
     Aos 19 anos trocou as velhas arcadas da Faculdade de Direito de S.Paulo  pelo Conservatório Musical de Santos, onde passou a estudar piano com Antonietta Rudge e harmonia com Savino de Benedictis. Praticamente autodidata como compositor, trabalhou algum tempo sob a orientação de Claudio Santoro e Olivier Toni e freqüentou por duas vezes os Ferienkurse fuer Neue Musik de Darmstadt, Alemanha. Grande agitador cultural, fundou o Festival Música Nova de Santos, em 1962, e assinou o Manifesto Música Nova em 1963, publicado pela revista de arte de vanguarda  “Invenção”, porta-voz da poesia concreta paulista.
     Professor Doutor aposentado da ECA-USP, deu aulas ainda, como professor visitante, na Universidade de Brasília, na PUC-SP, e,  nos Estados Unidos, em The University of Wisconsin-Milwaukee e The University of Texas at Austin. Desta última recebeu a nomeação de Tinker Visiting Professor, honrosa distinção universitária norte- americana dada somente a importantes artistas-professores, como foram Jorge Luis Borges e Haroldo de Campos, que também foram distinguidos. Recebeu ainda diversos prêmios da APCA, os prêmios Sergio Mota e Carlos Gomes – os dois hors concours, a Bolsa Vitae, e a Comenda do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, das mãos do Presidente Lula e do Ministro Gilberto Gil.
     Sua obra musical já foi tocada nos 5 continentes, principalmente na Europa e Estados Unidos. Entre as principais destacam-se, para orquestra, Santos Football Music, Concerto para piano e orquestra, Rastro Harmônico, Um Baile na Mata Atlântica, Abertura da Ópera ISSA; para grupos instrumentais, Ulysses em Copacabana Surfando com James Joyce e Dorothy Lamour, Rimsky, Saudades do Parque Balneário Hotel, Longhorn Trio, Música para 12 Instrumentos, O Cavalo Azul;  para vozes corais, Beba Coca-Cola, O Anjo Esquerdo da História, Com Som Sem Som, Uma Voz Uma Vala. E inúmeras obras para piano e canções para voz e piano. As obras para orquestra, e algumas instrumentais, estão editadas principalmente pela OSESP, e as obras para piano, por Alain van Kerckhoven Editeur, na Bélgica.
     A OSESP, sob a direção da regente norte-americana Alondra de la Parra, gravou recentemente um CD somente com as obras sinfônicas de Gilberto Mendes. E o SESC produziu um outro CD que apresenta suas principais obras para grupos instrumentais, pelo Ensemble Música Nova, sob regência de Jack Fortner. Suas canções estão gravadas pela soprano Rosana Lamosa e pelo tenor Fernando Portari, mais o pianista Rubens Ricciardi, em primoroso CD produzido pelo Centro Cultural São Paulo. Outros CDs e velhos LPs ainda podem ser encontrados, com destaque para um CD duplo do Madrigal Ars Viva, sob direção de Roberto Martins, com o principal de sua importante obra coral.
     Gilberto Mendes é autor dos livros “Uma Odisséia Musical” e “Viver sua Música”. editados pela EDUSP. Está para ser lançado “Música, o cinema do som”, pela Editora Perspectiva. E acaba de terminar uma história de ficção.
     Gilberto Mendes é membro honorário da Academia  Brasileira de Música.

Carlos de Moura Ribeiro Mendes é filho do compositor Gilberto Mendes,também nasceu na cidade de Santos, em 1955.
Em 1977, forma-se como bacharel em Física, na USP.
Em 1981, lança como cantor, compositor e violonista, um compacto simples independente, cuja capa contém uma apresentação sobre seu trabalho assinada por Caetano Veloso. No trecho final, Caetano escreve:

“Gosto muito que Carlos tenha me pedido para escrever estas palavras dispensáveis para ele e para você, mais do que para mim. Para mim é bom augúrio que, exatamente agora quando minha inspiração está talvez querendo alguma coisa com esse experimentalismo de Sampa, Carlos Mendes tenha pintado com essas novidades e com essa vontade enorme de manter-se fiel a elas.”

Em 1984, lança pela EMI-ODEON o LP “Ímã”, contando com as participações e parcerias de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rogério Duprat, João Donato, Nelson Motta e Décio Pignatari. Ímã fica por 2 meses entre os discos mais recomendados pelo jornal Folha de São Paulo.

Desde 1989, trabalha como diretor e produtor cinematográfico publicitário. Recebe os seguintes prêmios nos festivais internacionais publicitários: 3 leões no Festival de Cannes; 2 Clios de prata no Clio Awards; 7 prêmios no Festival Internacional de Publicidade de Nova Iorque.

Neste mesmo período dirige video-clipes para: Djavan (finalista no primeiro MTV AWARD  Brasil) e Edson Cordeiro (veiculado mundialmente e premiado no Festival de Nova Iorque).

Entre 2003 e 2004: escreve, juntamente com Paulo Guarnieri e Hérika de Assis, a peça de teatro “O Mistério de Gioconda”, a qual ficou mais de um ano em cartaz em São Paulo, nos teatros Hilton e Ruth Escobar, sob a direção de Bibi Ferreira.

Entre 2003 e 2005 produz e dirige e roteiriza o documentário “A Odisséia Musical de Gilberto Mendes”, filmado na Bélgica, Rússia, Alemanha, Holanda e Brasil, com a participação de 7 orquestras, 11 pianistas, 7 cantores, entre outros. O documentário foi selecionado pelos seguintes festivais nacionais e internacionais de cinema:
  • Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro - 2005, na seção Première Brasil.
  • Mostra competitiva da 29ª Mostra BR de Cinema de São Paulo - 2005.
  • Festival de Cinéma des 3 Amériques – 2006, em Québec, Canadá.
  • Festival de Málaga – 2006, em Málaga, na Espanha.

Em 2005: vence os prêmios de melhor vídeo clipe, melhor direção e melhor roteiro de um Festival de Video-Clipes da TV Cultura, SP, envolvendo 12 videoclipes feitos por diferentes diretores e produtoras para as 12 músicas finalistas do FESTIVAL CULTURA da chamadanova música brasileira. A música que trabalhou, roteirizando, dirigindo e editando, foi “Seresteiro a Perigo”, interpretada por Edu Franco e Banda “Grito do Ipiranga”.

Em 2008: dirige o DVD “Camargo Guarnieri - 3 Concertos para violino e orquestra”, sob encomenda do Centro Cultural São Paulo / Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo.

Em 2009: produz e dirige o documentário “Notas Soltas sobre um Homem Só” sobre  a vida e a obra musical de Camargo Guarnieri. O documentário é selecionado pelos seguintes festivais:
  • Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro – 2009, na seção Première Brasil.
  • 33ª Mostra Internacional de Cinema de S. Paulo – 2009.

A Berço Esplêndido Produções Cinematográficas, fundada em 1999, tem hoje como seu principal foco a realização de documentários na área da música erudita brasileira.
Já produziu “A Odisséia Musical de Gilberto Mendes”, em 2005, “Notas Soltas sobre um Homem Só” (sobre Camargo Guarnieri), em 2008, e tem, no momento, dois novos projetos em fase de filmagem, um a pedido do Centro Cultural São Paulo e outro sobre o compositor Almeida Prado. www.youtube.com/bercoesplendido

Documentário 90 anos, 90 vezes Gilberto Mendes
Cineasta Carlos de Moura Ribeiro Mendes
90 vídeos com duração total de 7 horas
Produção Berço Esplêndido



Mais informações sobre a divulgação com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9969-0416, pelo e-mailmiriam@bemelmans.com.br ou pelo site www.bemelmans.com.br

Miriam Bemelmans
(11) 3034-4997
(11) 9969-0416
miriam@bemelmans.com.br
http://www.bemelmans.com.br

Noite Cultural na Biblioteca Pública


KIKA apresenta seu disco de estreia no projeto Prata da Casa


                                                                    FOTOGRAFO PEU ROBLES


Apontando novos nomes e tendências da música brasileira, projeto Prata da Casa abre a programação de outubro com o lançamento de Pra Viagem, disco de estreia do trabalho solo da cantora Kika, em apresentação no SESC Pompeia

“O chão em cada pé e a cabeça no espaço sonhando”. É o verso de Pulso, composição da cantora paulista Kika Carvalho, que melhor define seu trabalho musical. A cantora apresenta seu disco de estreia de sua carreira solo em apresentação no dia 2 de outubro, terça-feira, às 21 horas, na Choperia do SESC Pompeia, abrindo a programação de outubro do Prata da Casa, projeto criado paraapontar os novos talentos e tendências da cena musical brasileira. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados com 1h de antecedência.

 

No repertório estão as composições inéditas de Pra Viagem, além de arranjos e versões de nomes consagrados da música brasileira, como Jorge Ben Jor, Novos Baianos e João Gilberto. Gravado em um processo colaborativo ao lado de músicos, técnicos e produtores musicais, Pra Viagem é o primeiro disco da cantora paulista Kikae condensa toda a poesia e desenvoltura da compositora com a expansão sonora das bandas de apoio. Gravado no Estúdio Traquitana, o disco teve quatro de suas oito faixas produzidas por Décio7, responsável pelos efeitos e produção do disco de Bixiga70.

O disco passou pelas mãos de diversos instrumentistas e produtores do meio musical recebendo, também, a produção de Victor Rice no Estúdio Copame a colaboração online de diversos músicos que, recebendo os pré-projetos das faixas, inseriram arranjos de baixo, violoncelo, escaleta e teclado de seus home studios. Ao todo, entre as diversas “bandas” que colaboraram nas gravações, estão os músicos Anelis Assumpção, Bruno Buarque, Daniel Gralha, Denis Duarte, Giba Alves, Douglas Antunes, Kiko Dinucci, DustanGallas, Lu Horta, Mauricio Fleury, Renato Gama, Ticklah, Tiago Saraiva, entre outros.

A pluralidade sonora não se restringe aos músicos. Durante as oito faixas, Kika desfila sua personalidade leve e intimista, desenvolvida a partir de referências que vão de Beatles e Tropicália a música jamaicana, em composições próprias e de terceiros – como a canção Sai da Frente, de Leandro Bonfim. Também instrumentista, Kika canta, toca violão, guitarra, teclado, kazoo e metalofone, reunindo, em uma obra própria, sua experiência anterior de outros grupos e projetos musicais.

A trajetória de Kika iniciou-se com a descoberta de sua voz no Coral da USP, onde conheceu Carmina Juarez e, por seu intermédio, o produtor musical Fernando Faro, criador do antológico programa Ensaio, da TV Cultura. Desde então a cantora e instrumentista tem integrado a formação de diversas bandas e projetos musicais, como a Banda Argamassa – ao lado de Décio7 –, a banda As Posers, o grupo vocal Trilha, o projeto Kid Morengueira, e as apresentações da cantora Helô Ribeiro e de Ritamaria, além de ter contribuído com composições para Bixiga 70, vocais para o disco de Pipo Pegoraroe criado a trilha sonora do espetáculo A Viagem de UltraVioleta, do núcleo Vendaval de Teatro.

Já em 2009, Kika experimentava a fórmula do que viria a ser seu trabalho solo, em seu projeto Miudezas e Afins, em que interpreta composições de Danilo Monteiro sob uma ótica intimista, de valorização da letra e música das canções, do equilíbrio e leveza das harmonias e dos silêncios. O lançamento solo Pra Viagem é fruto da experiência da cantora em diversos empreendimentos musicais e de sua vontade natural de criação e experimentação.

Sob a curadoria do crítico musical Alexandre Matias, responsável por selecionar os participantes em parceria com a equipe de programação do SESC Pompeia, o Prata da Casa tem a proposta de revelar novos talentos. Para isso, oferece condições profissionais (é um dos palcos mais disputados de São Paulo, equipado com som e iluminação) para artistas e bandas iniciantes que estão trabalhando o primeiro CD/DVD ou que ainda não lançaram discos. Trata-se de uma base de lançamento musical ao vivo e uma oportunidade de conhecer em primeira mão a nova safra da música brasileira.

Para roteiro:
PRATA DA CASA – Dia 02 de outubro – KIKA (SP).Músicos – Kika (guitarra e voz), Victor Rice (baixo), Loco Sosa (bateria), Guilherme Held (guitarra), Fernando TRZ (teclado), Décio7 (MPC e efeitos), Cuca Ferreira (sax barítono e flauta) e Doug Bone (trombone). Terça-feira, às 21 horas, na Choperia do SESC Pompeia. Curadoria – Alexandre Matias. Capacidade – 800 lugares. Censura – Não recomendado para menores de 12 anos. Ingressos – Grátis. Retirar os ingressos na bilheteria com 1h de antecedência. Duração – 90 minutos.

Dia 9 de outubro – ONAGRA CLAUDIQUE (SP) – Músicos – Roger Valença (voz e violão), Diego Scalada (voz e violão), Renato Spinosa (voz e piano), Tiago Bertolin (contrabaixo), Ladislau Kardos (bateria).


Dia 16 de outubro – ME & THE PLANT (RJ) – Músicos – Vitor Patalano (voz, guitarra e violão), Rocco Bid (bateria), Beto Montag (vibrafone), Rodrigo Fonseca (baixo), Arthur Joly (programação e efeitos), Missionário José (teclado).


Dia 23 de outubro – TIBERIO AZUL (PE) – Músicos – Tibério Azul (voz e violão), Yuri Queiroga (guitarra), Márcio Silva (bateria) e Areia (baixo acústico).


Dia 30 de outubro – ICONILI (MG) – Músicos – André Orandi (órgão e sax), Henrique Staino (sax tenor), Lucas Freitas (sax barítono), Victor Magalhães (trompete e baixo), Rafael Orlandi Mandacaru (guitarra e theremin), Gustaco Cunha (guitarra), William Rosa (baixo), Wesley Cançado (bateria), Pedro de Filippis (percussões), Rafa Nunes (percussões), Nara Torres (percussões).


SESC POMPEIA – Rua Clélia, 93. Telefone – 3871-7700. Acesso para deficientes físicos. Não temos estacionamento. Funcionamento da bilheteria do SESC Pompeia – de terça a sábado, das 9h às 21h e aos domingos, das 9h às 19h. Aceitam-se cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard, Diners Club International e American Express) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro, Redeshop e Cheque Eletrônico). Para informações sobre outras programações, ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br

SESC Pompeia – Rua Clélia, 93
Telefone para informações: (11) 3871-7700
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal 
www.sescsp.org.br.

Horário de funcionamento da Bilheteria – De terça a sábado das 9 às 21 horas e domingos e feriados das 9 às 19 horas (ingressos à venda em todas as unidades doSESC).

Formas de pagamento - Cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard e Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop).

Assessoria de Imprensa - SESC POMPEIA:

Roberta DellaNoce
(11) 3871-7740roberta@pompeia.sescsp.org.br

Marina Pereira(11) 3871-7776mclaudia@pompeia.sescsp.org.br

ARTEPLURAL – Assessoria de imprensa Fernanda Teixeira - 11. 3885-3671/ 9948-5355
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Túlio Mourão traz seu jazz mineiro para o Piano na Praça


Rafa Castro faz concerto de abertura às 15 horas

A série Piano na Praça da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo apresenta no dia 29 de setembro, sábado, duas gerações de músicos mineiros, na Praça Dom José Gaspar – centro da cidade. Representante da nova geração de pianistas, Rafa Castro faz o primeiro concerto da tarde,às 15 horas.   E o consagrado instrumentista, arranjador e compositor, Túlio Mourão, mostra sua genialidade com as teclas, às 16 horas.

O programa da apresentação de Túlio Mourão no Piano na Praça inclui uma homenagem aos 70 anos de Caetano Veloso com a composição "Como 2 e 2".  Temas autorais e grandes clássicos da música brasileira e internacional completam o roteiro, como “O Último Desejo” (Noel Rosa), “Maracangalha” (Dorival Caymi) e “She's Leaving Home" (Lennon & McCartney), entre outras.

Rafa Castro promete mostrar porque vem despontando como um dos melhores pianistas de Minas Gerais, interpretando composições próprias como “Tão Perto” e “Dança de Outono” (parceria com Lucas Soares). Outros mineiros serão lembrados em sua apresentação: as músicas “Vera Cruz”, de Milton Nascimento, e “O Trem Azul”, de Milton e Lô Borges, integram seu repertório.


Os concertos ao ar livre da série Piano na Praça é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que acontece, quinzenalmente, na Praça Dom José Gaspar. O projeto, que está na 7ª temporada, apresenta pianistas de expressão nacional e internacional, tanto no âmbito popular quanto erudito.

Série: Piano na Praça
Dia 29 de setembro de 2012 – sábado
15 horas: Túlio Mourão
16 horas: Rafa Castro
Local: Praça Dom José Gaspar, s/nº - Centro – São Paulo/SP
Grátis – Informações: (11) 3397-0160 – Metrô República
Nº lugares: 300 cadeiras - Concerto ao ar livre – Duração: 2 horas

Túlio Mourão 

Túlio Mourão é protagonista de uma das mais ricas histórias dentro da Música Popular Brasileira. Integrou a banda Mutantes, nos anos 70, em sua fase do rock progressivo e, em seguida, esteve na banda de artistas como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Chico Buarque, Caetano Veloso e Ney Matogrosso. Suas composições registram parcerias com Milton Nascimento, Adélia Prado, Abel Silva, Tavinho Moura, Nelson Motta, Fernando Brant e Ronaldo Bastos, sendo gravadas por nomes como Maria Bethânia, Zimbo Trio, Nara Leão, Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Eugênia de Melo e Castro.

Merece destaque a gravação de “A Primeira Estrela” pelo saxofonista americano Bob Berg, numa produção assinada por Chic Corea e participação de músicos notáveis como Steve Gad, Victor Bailey e Gil Goldstein. A música instrumental de Túlio Mourão é calcada em uma consistente construção melódica, onde ele exercita um perfil mais brasileiro e rítmico por meio de uma estimulante dinâmica entre a mão esquerda e direita, batizada de “jazz mineiro”. 

A vivência como premiado autor de trilhas sonoras lhe permite criar temas que estão muito longe de meros pretextos para improvisação. Túlio busca um perfil pessoal e original dentro da música instrumental brasileira, metabolizando elementos que vão da música erudita aos cânticos religiosos da tradição sacra e popular de Minas Gerais.

Túlio Mourão é autor da música de "Jorge, Um Brasileiro", tema do filme homônimo, de Paulo Thiago, contemplada pela Associação Paulista de Críticos de Arte como a Melhor Trilha Sonora de 1989. Em 1995, gravou o CD Eterno, de Vez em Quando, pelo selo Velas, e Cine Popular - Trilhas Sonoras Premiadas, veio pela gravadora Paulus, em 2000.

Rafa Castro

Rafa Castro é pianista, arranjador e compositor, representa a nova geração de pianistas mineiros. Foi premiado no Projeto Jovem Instrumentista do BDMG Cultural como um dos cinco melhores instrumentistas de Minas Gerais, tendo como mentor o grande pianista, também mineiro, Túlio Mourão. Formou-se na Bituca (Universidade de Música Popular), onde estudou piano e percepção.

Rafa já se apresentou no BH Jazz ao lado de nomes como Daniel Piazzolla e Scalandrum (Argentina), Donni Nichilo (EUA), Yamandú Costa, Duofel e Túlio Mourão. Atua como pianista nos grupos Duo SoaresCastro, Darandinos, e Orquestra de Jazz Pró Música. Atualmente, está gravando seu primeiro CD, intitulado Duo SoaresCastro - Dança de Outono, em duo com o violonista mineiro Lucas Soares, e também prepara a gravação do DVD do grupo Darandinos, onde atua como pianista e arranjador.
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