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quarta-feira, 16 de abril de 2014

VII Festibero celebra 25 anos do Memorial da América Latina com Eva Wilma, artista homenageada








Eva Wilma, artista homenageada, apresenta-se com o espetáculo Azul Resplendor.
O VII Festibero - Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo, que reúne 15 espetáculos (de palco e de rua), oficinas e mesas redondas, será realizado no Memorial da América Latinaentre os dias 22 e 27 de abril.O festival promove uma grande festa teatral como parte das comemorações do aniversário de 25 anos do Memorial. A atriz Eva Wilma e o ator Paulo Goulart (1933-2014), falecido recentemente, serão homenageados no evento, respectivamente, nos dias 22 (às 20 horas) e 24 (às 21 horas). A programação pode ser conferida no site www.memorial.org.br. Todas as atividades têm entrada franca                                                                                                                                    

Esta edição do Festibero traz uma programação eclética com montagens que levam à cena autores clássicos e contemporâneos, espetáculos com estéticas diversas que transitam entre a linguagem tradicional e a de vanguarda. Além de produções nacionais, seis países são representados: Portugal (Aos Nossos Filhos, com Maria de Medeiros e Laura Castro), Espanha (Decameron, de Cándido Pazó), Argentina (Como Arenas Entre Lãs Manos, com Ana María Cores), Bolívia (Y Si Te Canto Canciones de Amor, com a Cia. Tucura Cunumi), Paraguai (Emiliano, com Fábio Chamorro) e México (A Vivir,  de Odin Dupeyron).

As montagens brasileiras que participam do Festibero são: Azul Resplendor (com Eva Wilma), Genet: o Poeta Ladrão (direção Sérgio Ferrara), Dentro é o Lugar Longe (com a Trupe Sinhá Zózima), Polvos Poéticos (com o Grupo Sensus), Marias da Luz (com As Graças),Cabeça de Papelão (com a Cia. da Revista), Borandá (com Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes), O Fiscal Federal (com Teatro Experimental do Sesc do Amazonas) e Relampião (com a Cia. do Miolo e Cia. Paulicéia).

O VII Festibero tem Curadoria do gestor e produtor cultural Efren Colombani, do dramaturgo e diretor teatral Guilherme Bonfin e do ator e diretor teatral Luiz Amorim , parceria com a SP Escola de Teatro, na realização de palestras e oficina, numa produção da Associação São Pedro Pró-Cultura. Segundo o coordenador geral do Festival, Luis Avelima, “o intuito do Festival é mostrar a diversidade cultural e mapear a produção contemporânea das artes cênicas, além de traçar um paralelo entre a produção dos países da América Latina, Portugal e Espanha”.

Festibero – Abertura - homenagens

O evento de abertura do VII Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo tem apresentação do espetáculo Azul Resplendor. Concebido por Eduardo Adrianzén e dirigido por Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas, a peça tem Eva Wilma no elenco, ao lado de Renato Borgh, Dalton Vich e outros. A atriz - uma das mais importantes referências da dramaturgia brasileira e que completa 60 anos de carreira neste ano - será homenageada no festival. Azul Resplendor é uma obra que faz homenagem ao universo teatral.

O ator Paulo Goulart , falecido no dia 13 março, que também será homenageado durante o evento, teve a carreira marcada pela atuação na televisão. Mas também participou de históricas montagens teatrais e filmes de grande repercussão 

Serviço
VII Festibero – Festival Ibero Americano de Teatro de São Paulo
De 22 a 27 de abril – terça-feira a domingo
Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664. Barra Funda/SP
Metrô: Estação Barra Funda. Tel.: (11) 3823-4600
Ingressos: Grátis. Bilheteria: a partir das 14h. Recomendado p/ maiores de 12 anos
Atividades a partir das 17 horas
Entrada: Portão 12. Estacionamentos: Portões 4 e 15 (R$ 10,00 ); Portão 8 (R$ 7,50 +  R$ 1,50 por hora adicional)
Programação completa no www.memorial.org.br

PROGRAMAÇÃO - VII Festibero

22 de abril – terça-feira

·         20h – Praça da Sombra / Lona Principal
Abertura com homenagem à Eva Wilma
Peça - BRASIL - Azul Resplendor
Duração: 90 min. Gênero: Comédia dramática. Classificação: 12 anos. 700 lugares
Ficha técnica: Texto: Eduardo Adrianzén. Direção: Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas. Elenco: Eva Wilma, Renato Borghi, Guilherme Weber, Luciana Borghi, Luciana Brites e Felipe Guerra.

23 de abril – quarta-feira

·         14h às 18h – SP Escola de Teatro
Workshop: O Som No Teatro – Criação e Técnica
Com Raul Teixeira e Tiago de Mello
Local: SP Escola de Teatro. End: Praça Franklin Roosevelt, 210
Duração: 4h. Vagas: 20. Inscrições até 21/4 pelo osomnoteatro@spescolateatro.org.br.
Os interessados receberão confirmação de inscrição no dia 22/4.

·         19h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça - ARGENTINA - Como Arena Entre las Manos
Duração: 70 min. Gênero: Drama. Classificação: 12 anos. Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Texto: Pablo Mascareño. Direção: Herminia Jensezian. Interpretação: Ana María Cores.

·         20h – Praça da Sombra
Intervenção poética - BRASIL - Polvos Poéticos
Com o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer
Classificação: Livre. Duração: 60 min

·         21h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça BRASIL - O Fiscal Federal
Duração: 70 min. Genro: Comédia. Classificação: 12 anos. Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Com TESC - Teatro Experimental do Sesc do Amazonas. Texto: Márcio Souza (inspirado em O Inspetor Geral , de Nicolai Gogol). Direção: Márcio Souza. Elenco: Robson Ney Costa, Carla Menezes, Daniely Peinado, Emerson Nascimento e Dimas Mendonça.

24 de abril – quinta-feira

·         19h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça - BOLÍVIA - Y si Te Canto Canciones de Amor
Duração: 90 min - Gênero: comédia - Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Com Cia. Artística Tucura Cunumi. Texto: Dino Armas. Direção: Yovinca Arredondo Justiniano. Elenco: Diego Paesano e Janaina Prates.

·         20h – Praça da Sombra
Intervenção poética - BRASIL - Polvos Poéticos
Com o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer
Classificação: Livre. Duração: 60 min

  • 20h45 - Praça da Sombra / Lona Principal
Homenagem ao ator Paulo Goulart (1933-2014).

  • 21h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça - BRASIL – Genet: o Poeta Ladrão
Duração: 80 min - Gênero: Drama - Classificação: 18 anos. Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Texto: Zen Salles - baseado na obra de Jean Genet. Direção: Sérgio Ferrara. Elenco: Ricardo Gelli, Fransérgio Araújo, Nicolas Trevijano, Rogério Brito, Felipe Palhares, Ralph Maizza, Gabrielle Lopez, Jhe Oliveira, Magno Argolo, Tiago Stechinni e Bruno Bianchi.

25 de abril – sexta-feira

·         19h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça - ESPANHA - Decameron
Duração: 80 min - Gênero: comédia - Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Adaptação da obra de Boccaccio: Cándido Pazó. Direção e narração: Cándido Pazó
Composição e direção musical: Manuel Riveiro.

·         20h – Praça da Sombra
Intervenção poética - BRASIL - Polvos Poéticos
Com o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer
Classificação: Livre. Duração: 60 min

·         21h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça - BRASIL - Cabeça de Papelão
Duração: 70 min - Gênero: Comédia musical - Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Com Cia. da Revista. Dramaturgia: Ana Roxo. Direção: Kleber Montanheiro. Elenco: Adriano Merlini, Bruna Longo, Daniela Flor, Gabriela Segato, Heloisa Maria, Luiza Torres, Natália Quadros, Paulo Vasconcelos, Pedro Bacellar e Pedro Henrique Carneiro.

26 de abril – sábado

·         18h – Auditório da Biblioteca Victor Civita
Mesa de discussão - O Teatro Brasileiro Contemporâneo
Por SP Escola de Teatro
Palestrantes: Alexandre Dal Farra e Soraya Belusi. Mediador: Valmir Santos
Duração: 60 min. Lotação: 150 lugares

·         17h – Em frente ao Auditório Simon Bolívar
Teatro de rua - BRASIL - Dentro é Lugar Longe
Duração: 90 min - Gênero: Drama - Classificação: 14 anos. Lotação: 28 lugares
Ficha técnica: Com Trupe Sinhá Zózima. Dramaturgia: Rudinei Borges. Direção: Anderson Maurício. Elenco: Alessandra Della Santa, Junior Docini, Maria Alencar, Priscila Reis e Tatiane Lustoza.

  • 18h – Praça da Sombra
Teatro de rua - BRASIL - Relampião
Duração: 60 min – Gênero: Comédia - Classificação: Livre
Ficha técnica: Direção: Alexandre Kavanji. Direção de atores: Renata Lemes. Dramaturgia: Solange Dias. Elenco: Aysha Nascimento, Antonia Mattos, Dudu Oliveira, Edi Cardoso, Flávio Rodrigues, Francisco Gaspar e Harley Nóbrega.

·         19h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça - PARAGUAI - Emiliano
Duração: 60 min - Gênero: Drama - Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Criação e interpretação: Fabio Chamorro. Colaboração na dramaturgia: Gabriela Zuccolillo, Edith Correa e Aida Risso.

·         20h – Praça da Sombra
Intervenção poética - BRASIL - Polvos Poéticos
Com o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer
Classificação: Livre. Duração: 60 min

·         21h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça - BRASIL - Borandá
Duração: 100 min - Gênero: Comédia – Classificação: 12 anos. Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Com Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes. Texto: Luís Alberto de Abreu. Direção: Ednaldo Freire. Elenco: Mirthes Nogueira, Aiman Hammoud, Carlos Mira e Fábio Takeo.

 

27 de abril – domingo

 

·         17h – Auditório da Biblioteca Victor Civita
Mesa de Discussões - O Teatro Latino-Americano Contemporâneo
Por SP Escola de Teatro
Palestrantes: Beto Benites e Alexandre Mate. Mediadora: Silvana Garcia
Duração: 75 min. Lotação: 150 lugares

·         17h – Praça da Sombra
Teatro de rua - BRASIL - Marias da Luz
Duração: 60 min – Gênero: Comédia Grama. Classificação: Livre.
Ficha Técnica: Com As Graças. Dramaturgia: Daniela Schitini e Nereu Afonso da Silva (em colaboração com o grupo, a partir de depoimentos e histórias de frequentadores do Parque da Luz). Direção artística: André Carreira. Elenco: Eliana Bolanho, Juliana Gontijo, Daniela Schitini e Vera Abbud.

  • 18h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça - MÉXICO – A Vivir
Duração: 1h20 - Gênero: Drama - Classificação: 12 anos – Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Roteiro e direção: Odin Dupeyron. Interpretação: Odin Dupeyron.

·         20h – Praça da Sombra / Lona Principal
Peça - PORTUGAL - Aos Nossos Filhos
Duração: 90 min - Gênero: Drama - Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares
Ficha técnica: Texto: Laura Castro. Direção: João das Neves. Elenco: Maria de Medeiros e Laura Castro.

Programação completa no www.memorial.org.br

Assessoria de imprensa: VERBENA Comunicação

Eliane Verbena / Deborah Zanette
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

GRANDE FESTA " DIVA" em São Paulo dia 26 de abril

 DIA 26 DE ABRIL
*Os Ingressos antecipados já estão à venda
Locais de venda:Vendas Antecipadas: somente em dinheiro
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Local da FESTA DIVA GRAND METRÓPOLE Av: São Luis,187- Centro, SP
Informações: 3868-9944
www.grandmetropole.com.br

Depois do Festival de Curitiba, Rózà estreia na Casa do Povo, no Bom Retiro, dia 18 de abril

O público é convidado a entrar em uma instalação cenográfica que reproduz a casa e a prisão onde Rosa passou parte de sua vida. Na montagem, as atrizes cantam e tocam como uma banda de rock. Entre as imagens gravadas na Berlim de hoje (ela viajaram para a Alemanha especialmente para filmar para a peça), textos políticos e discursos de Rosa Luxemburgo.Adaptação foi feita por meio de improvisações, trechos das cartas de Rosa, incluindo até partes da troca de correspondência entre integrante do grupo de punk feminista russo Pussy Riot e o filósofo esloveno Slavoj Žižek. Polonesa naturalizada alemã, Rosa era judia, militante cosmopolita, oradora e antimilitarista. Foi brutalmente assassinada em 1919, poucos dias após deixar a prisão e assumir a linha de frente da revolução alemã.

De temperamento caloroso e apaixonado, a polonesa naturalizada alemã Rosa Luxemburgo (1871-1919) -  uma das principais revolucionárias do século 19, defensora intransigente da democracia - é a centelha projetada pelo espetáculo Rózàpara tratar das Rosas de todos os tempos. Com direção e adaptação de Martha Kiss Perrone e Joana Levi, a peça estreiadia 18 de abril, sexta-feira, às 20 horas, na Casa do Povo, no Bom Retiro, depois de participar do Festival de Teatro de Curitiba.

O espaço, fundado em 1949 por judeus provenientes da Europa Oriental, vive atualmente processo de retomada de suas atividades, com iniciativas ligadas à cultura contemporânea, se reinventando como um local de experimentação para a cidade de São Paulo. A temporada acontece entre os dias 18 de Abril e 11 de Maio de 2014 as sextas, sábados e domingos às 20h.

Com idealização, co-direção e coordenação de dramaturgia de Martha Kiss Perrone, pesquisa e colaboração dramatúrgica de Roberto Taddei, o espetáculo traz no elenco Lowri Evans, Lucia Bronstein e a própria Martha Kiss Perrone. Renato Bolelli assina a instalação coreográfica, enquanto Dani Porto é responsável pelos figurinos.

Boa parte das cartas e discursos de Rosa Luxemburgo que estão no espetáculo são inéditas no teatro. Em 2011, pela primeira vez no Brasil, foi publicada uma coletânea de cartas de Rosa Luxemburgo, traduzidas dos originais em polonês e alemão e organizadas por Isabel Loureiro.

“Como nossa pesquisa começou antes do lançamento da primeira publicação no Brasil, as primeiras cartas que entramos em contato foram traduzidas por Martha Kiss Perrone do francês, a partir de uma edição chamada Cartas de Prisão que influenciou muitas gerações de militantes durante décadas”, explica Martha.

Para dar vida às cartas escritas por Rosa Luxemburgo durante o período em que esteve nas prisões alemãs do começo do século 20, a encenação de Rózà une diferentes recursos dramatúrgicos – teatro, vídeo, música e performance. Por isso, as diretoras e atrizes definem o espetáculo como multimídia, que une artistas de diferentes áreas para encenar as palavras poéticas e políticas de Rosa.

Suas cartas são interpretadas por três atrizes diferentes e trazidas ao público por meio da palavra, do vídeo e da música na busca de uma relação sutil e particular entre o momento histórico e o contemporâneo. A ação acontece em uma instalação cenográfica de madeira e plásticos, como uma tenda, inspirada nas Cosmococas (série de obras de Hélio Oiticica e Neville d´Almeida - 1973). Este espaço reproduz a prisão e a casa de Rosa, onde o publico - em uma relação intimista com as atrizes - é convidado a entrar.

A encenação
A montagem apresenta a RÓZÀ BAND, formada pelas atrizes Lowri Evans, Lucia Bronstein na guitarra e no baixo e o diretor de som Edson Secco na bateria. Além da banda tocando ao vivo, são usadas bases eletrônicas para pontuar os sons de prisão. “A trilha musical inclui peças de outros compositores contemporâneos. A cantora Ligiana Costa interpreta a canção composta por ela e inspirada no assassinato de Rosa Luxemburgo.

Os vídeos e músicas são também recursos de dramatúrgicos no espetáculo. As imagens são projetadas nas paredes e muros da prisão de Rosa como se fossem situações externas, imaginadas ou sonhadas por Rosa. “Procuramos um encontro do gesto de Rózà com a projeção, o vídeo como uma camada visual de nossa personagem.

Durante o processo de criação e improvisação nos ensaios, as cenas foram construídas em conjunto com o vídeo e a música, o que fez com que o espetáculo se tornasse também uma experiência sensorial”, afirma Martha Kiss Perrone, que viajou comMarilia Scharlach, diretora de fotografia, e Lowri Evans para Berlim por 15 dias, especialmente para filmar cenas que são projetadas no espetáculo.

Veja teaser da filmagem em Berlim - https://vimeo.com/89511717.  “Procuramos um encontro do gesto de Rosa com a projeção, o vídeo como uma camada visual de nossa personagem.

A montagem coloca passado histórico e o presente juntos, questões contemporâneas em permanente conflito. Mesclando documentário e ficção, as imagens entram no espetáculo como situações paralelas da vida de Rosa na cidade, fazendo referência à metrópole atual.

São projetadas paisagens urbanas, e jardins que Rosa frequentou, além de entrevistas e leituras de cartas gravadas pelas próprias atrizes. “A fronteira dessas linguagens geraram as imagens e cenas do espetáculo, criado principalmente a partir de improvisações e proposições das interpretes”, fala Martha Kiss.  

“Os figurinos de cada Rózà evocam arquétipos de diferentes mulheres fortes de ontem e hoje. Nos inspiramos na época de Rosa Luxemburgo quando usamos vestidos longos, mas também em cantoras pop da atualidade, como as roqueiras do Pussy Riot. A iluminação é baseada em luzes brancas, retroprojetores e a própria luz das projeções.”

Improvisações e Pussy Riot
O processo de criação de Rózà passou por muitas fases. “Mergulhamos no universo de Luxemburgo, tendo como base suas cartas. Esta escolha nos conduziu por um caminho híbrido, tanto em termos temáticos quanto de linguagem, nos deparamos com um discurso ao mesmo tempo íntimo e público, literário e performático, apaixonado e sanguinário, imagético e extremamente sensorial. Rosa como ela mesma diz é “uma terra de possibilidades ilimitadas. Tamanha potência contaminou nossas mentes, corpos e corações exigindo que a cena rompesse os limites da linguagem teatral”, explica Joana Levi.

A adaptação das cartas se desenvolveu em duas etapas: primeiro por meio de improvisações e proposições das próprias atrizes durante os ensaios iniciais. “As palavras de Rosa foram transformadas em imagens, ações e músicas”, explica Martha Kiss. “Descobrimos, assim, como transpor as palavras desta mulher (da virada do século XIX) para as nossas próprias palavras e questões.

Em seguida, em um trabalho mais textual, chegamos a uma síntese de cada carta e criamos encontros de diferentes cartas em uma mesma cena. Usamos também alguns trechos de uma carta de Nadezhda, integrante do grupo de punk rock feminista russo Pussy Riot (que encena, performances de provocação política), para o filósofo teórico crítico esloveno Slavoj Žižek(professor da European Graduate School), escrita em 2013, período em que esteve presa.”

Para a atriz e co-diretora Martha, “Rózà é uma peça sobre a paixão de Rosa, conhecida como Rosa, a vermelha, mas também sobre a mulher de hoje e do agora que, como ela mesma diz, não tem medo e quer tudo. Nas cartas deixadas por ela, e editadas muitos anos depois, estão as questões que queremos encenar: as paixões e os sonhos de ontem e hoje”.

“Como resposta à multiplicidade de Rosa, criamos uma estrutura que reúne teatro, performance, artes visuais e música. As cartas de Rosa foram ‘traduzidas’ em ação, imagem, som e palavra. Nosso texto é composto por meio destes suportes, que se articulam formando uma língua híbrida e pessoal, como a que encontramos nas cartas de Rosa. A dramaturgia é resultado deste tecido feito de corpo-som-imagem, criando uma estrutura que se desenvolve como uma espécie de máquina do desejo”, complete Joana Levi.

Passado e presente
Em 2009, a diretora Martha Kiss Perrone – que também atua, ao lado de Lowri Evans e Lucia Bronstein - fez estágio durante um ano no Théâtre du Soleil, em Paris, onde acompanhou o processo de criação do último espetáculo do grupo, Os Náufragos da Louca Esperança. Durante os ensaios, a partir de uma questão que Ariane Mnouschkine (diretora do Théâtre du Soleil ) fez sobre mulheres militantes do início do século, Martha começou a pesquisar sobre Rosa Luxemburgo da qual já tinha lido uma biografia.

De volta ao Brasil, Martha entrou em contato com as cartas da prisão, “que são documentos humanos e poéticos impressionantes” e teve a ideia de fazer um espetáculo a partir das cartas de Rosa, que reunisse artistas de diferentes áreas como cinema, música e performance.

“A figura de Rosa na peça congrega várias Rosas: a Rosa que viveu no fim do século 19 e começo do 20 e as Rosas que vivem hoje. Sobre a nossa perspectiva, a Rosa é também contemporânea em um mundo onde vidas e lutas se fundem. Começamos os ensaios com o desejo que o espetáculo fosse resultado do encontro entre as atrizes e as cartas deixadas por Rosa.”

Martha continua: “Partimos da seguinte pergunta: como a figura da Rosa nos atravessa hoje? Resgatar a figura desta mulher para nossos corpos de hoje. Curiosamente quando fomos para Berlim, em junho de 2013, para filmar cenas para a peça, a Rosa nos apareceu no Brasil durante as manifestações de junho”.

Marta comenta que, “a cada momento de revolta, em todo canto do mundo sem dúvida nos traz o espectro de Rosa, o seu fogo revolucionário. E este espectro de Rosa está pairando sobre tantas manifestações pelo mundo, diante de tantos ativistas presos como ela. Em seu ultimo artigo, horas antes de ser assassinada, Rosa nos deu uma pista quando diz: “Eu fui, eu sou, eu serei”.

Para o dramaturgo Roberto Taddei, nas cartas de Rosa Luxemburgo é possível ver claramente uma intenção literária. “Ela procura sempre trazer o leitor da carta (um amigo, um parente, um amante) para dentro de um universo específico. Assim, há uma preocupação de recriar o estado emocional ou de descrever o ambiente em que ela se encontra, geralmente utilizando exemplos literários ou construções literárias intensas”.

Taddei enfatiza a relação de Rosa com a literatura, com Tolstoi, Goethe e os poetas românticos alemães. De acordo com o diretor, “trabalhar com as cartas significou, principalmente, encontrar essa mulher que parecia muito mais espontânea, complexa e rica nesses registros epistolares do que nos ensaios críticos. A partir das cartas, foi possível também entender um movimento mais amplo na vida da Rosa, desde os anos de juventude e formação até às vésperas de sua morte, e com isso entender melhor a riqueza dela.”

Roberto Taddei completa que “foi muito satisfatório, revelador e emocionante perceber os paralelos entre o caminho pessoal da Rosa e os conflitos sociais que continuam a provocar comoções populares em grande parte do mundo ainda hoje. Encontrar esses pontos de conexão nas cartas pessoais nos indicava que ali, mais do que em qualquer outro lugar, estava a verdadeira Rosa, a potência do legado humanista e revolucionário da Rosa Luxemburgo”.

Sobre Rosa Luxemburgo
Judia, militante cosmopolita, oradora famosa e antimilitarista, foi brutalmente assassinada em 1919, poucos dias após deixar a prisão e assumir a linha de frente da revolução alemã. Era capaz de conquistar todos que se aproximassem dela sem preconceitos, intimidando, entretanto, aqueles que não se sentiam à sua altura.

A luta implacável de Rosa Luxemburgo contra a guerra, e o radicalismo com que insistia no vínculo entre liberdade política e igualdade social não perderam sua força até hoje. Participou na fundação do grupo de tendência marxista que viria a tornar-se, mais tarde, o Partido Comunista Alemão. Foi assassinada brutalmente e teve seu corpo jogado em um Rio na Alemanha.

Ficha Técnica:
Concepção e Idealização: Martha Kiss Perrone. Direção: Martha Kiss Perrone e Joana Levi. Atrizes: Lowri Evans, Lucia Bronstein e Martha Kiss Perrone. Assistente de Direção: Olívia Niculitcheff. Coordenação Dramaturgica: Martha Kiss Perrone. Pesquisa e Colaboração Dramaturgica: Roberto Taddei. Instalação Cenográfica: Renato Bolelli Rebouças. Criação Vídeo: Marília Scharlach.Direção Musical: Edson Secco. Composição: Edson Secco e Ligiana Costa.Preparação Vocal: Ligiana Costa.Iluminação: Beto de Faria.Figurino: Daniela Porto. Ass. de Arte: Camila Vieira e Dora Coelho.Programação Visual: Carlos Perrone e Sami Makino. Colaboração visual projeto: Ana Basaglia.Cenotécnico: Valdeniro Pais (Nene).Direção de Produção - José Renato Fonseca de Almeida.Produção Executiva: Cais Produção Cultural.Co-Produção e Patrocínio: Busca Vida.Ass. de Produção: Beto de Faria. Produção durante os ensaios: Valéria Blanco.  Vídeo: http://vimeo.com/89511717


Serviço:
Rózà – Estreia dia 18 de abril, sexta, às 20 horas, na Casa do Povo. Temporada de 18 de abril a 11 de maio. Sextas, Sábados e Domingos às 20 horas. Rua Três Rios, 252, Bom Retiro. (11) 3311-6577. Capacidade: 50 lugares. Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia). Duração: 80 minutos.Classificação: 12 anos.

Arteplural Comunicação
11.3885-3671 –
Fernanda Teixeira - 99948-5355
Adriana Balsanelli - 99245-4138
Renato Fernandes - 97286-6703

O pianista Fabio Luz nos Recitais Eubiose em abril

Dia 19 de abril, sábado, às 20h, o grande pianista Fabio Luz é o convidado dos Recitais Eubiose. Na abertura, a participação especial de um jovem pianista Ramon Theobald que vai tocar a quatro mãos com Fábio Luz uma obra de Schubert. No repertório, obras de Beethoven, Marcus Siqueira e Chopin. Apoio da Fondation Franz Liszt. Os ingressos dos Recitais Eubiose custam R$ 20,00 e meia-entrada.

As ‘Transpolarivariações’ de Marcus Siqueira são inspiradas na obra “Sechs kleine Klavierstuecke op.19” de Arnold Schoenberg  - cuja gravação porFabio Luz foi editada em CD em 1994 - e em particular da última das seis pequenas peças, “Sehr langsam”, muito lento, cuja citação dá início a seis variações que alternam polaridades, timbres e cores, numa reformulação livre do tema dodecafônico que, concluindo, renasce. A obra foi composta em 1998, e estreou no mesmo ano em São Paulo no Festival Música Nova.

Fabio Luz é Mestre em música francesa pela Université Musicale Internationale de Paris. Em 1978, ganhou Prêmio internacional Debussy de 1978 em Saint Germain-en-Laye, França. No Brasil sua discografia é produzida pela L’Art Digital do Rio de Janeiro, que em 1990 lançou o primeiro CD de música clássica produzido no Brasil com o Recital Chopin por Fabio Luz, incluindo a Polonaise-Fantaisie opus 61 que é parte deste programa. O referido CD bem como o sucessivo Recital Chopin II foram reeditados na Itália em 2010, no bicentenário do nascimento de Frédéric Chopin, pela Vittorio Viggiano Editore que lançou em seguida Il Giardino degli Angeli,álbum para a juventude, e ainda Dieci brani celebri trascritti per il pianoforte solo, ambos de Fabio Luz.

Youtube: Fabio Luz plays Liszt - Rigoletto-paraphrase http://youtu.be/Rj2LlOlcaj4

N. Lombardi - 12 Ponteios (Préludes) 2nd part by Fabio Luz  http://youtu.be/PDa4_Z9eDKo
Rachmaninoff - Étude-Tableau op.39 n.3 by Fabio Luz http://youtu.be/nfIFwwVtFfc

Programa:

Franz Schubert - (1797 – 1828)
Fantasia em fá menor op.103-D940
a quatro mãos com jovem pianista convidado Ramon Theobald

L. van Beethoven - (1770 – 1827)
Sonata n.32 op 111 (*)
Maestoso,  Allegro con brio e appassionato
Arietta – Adagio molto, semplice e cantabile

Marcus Siqueira - (1974)
Transpolarivariações (**) Tema de A. Schoenberg  op.19 – VI – Sehr langsam
Molto mosso, Larghissimo, Animato, Con fuoco,
Con espressione e rubato, Molto largo

Frederic Chopin - (1810 – 1849)
Polonaise-Fantaisie op. 61
Grande Valse n.5 op.42

Currículo

Fabio Luz – Prêmio internacional Debussy de 1978 em Saint Germain-en-Laye, França, Fabio Luz é natural de Sorocaba. Realizou seu primeiro recital aos 10 anos de idade, sob orientação de Maria de Oliveira. Diplomado aos 15 anos pelo Conservatório de Tatuí, na classe de Eudóxia de Barros, frequentou cursos de aperfeiçoamento de importantes mestres internacionais no Brasil (Bruno Seidlhofer, Maria José Carrasqueira, Charles Doubler, Peter Feuchtwangen) e na França (Émile Martin, Olivier Gref, e Eliane Richepin, de quem ele se considera fiel discípulo). Com mais de 700 concertos realizados, muitos dos quais na Italia, onde vive, foi durante dez anos diretor artístico do Instituto Municipal de Música "Giuseppe Verdi", em Asti. Mestre em música francesa pela Université Musicale Internationale de Paris, é considerado pela crítica internacional um dos melhores intérpretes de sua geração, sendo convidado para ser membro de júri de importantes concursos, dentre os quais os de Genebra, Casale Monferrato-Soliva, Città di Asti, Lagonegro, Art Livre Internacional, do concurso internacional de composição ICOMS de Turim, do Pianofest de Hamburgo (2013). Atuou sob a regência de diversos regentes internacionais, dentre muitos: Ligia Amadio, Andreescu, Ion Baciu, Guilherme Bernstein, Nanut, Celibidache, von Abel, Peyretti. Seu imenso repertório compreende as obras integrais de Debussy e Ravel. No Brasil sua discografia é produzida pela L’Art Digital do Rio de Janeiro, que em 1990 lançou o primeiro CD de música clássica produzido no Brasil com o Recital Chopin por Fabio Luz, incluindo a Polonaise-Fantaisie op 61 que é parte deste programa. O referido CD bem como o sucessivo Recital Chopin II foram reeditados na Itália em 2010, no bicentenário do nascimento de Frédéric Chopin, pela Vittorio Viggiano Editore que lançou em seguida Il Giardino degli Angeli, álbum para a juventude, e ainda Dieci brani celebri trascritti per il pianoforte solo, ambos de Fabio Luz. Coordenador do Departamento de piano e professor desde 2006 da Accademia Superiore “ Città della Musica e del Teatro” – Itália, é presidente-fundador desde 2010 da Fondation Franz Liszt ( França). Em 2009 a Academia Nacional de Música de Neápolis (Thessaloniki, Grécia) atribuiu-lhe o Certificado de Excelência em Composição. Fabio Luz tem difundido seu método de memorização musical na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil dedicando-se à divulgação de obras de autores contemporâneos, muitas das quais são escritas para ele. Seus cursos de verão na Itália foram realizados durante 9 anos no Castello di Cortanze; já desde 2013 tem lugar no âmbito do Festival del Golfo em San Marco di Castellabate.

A Sociedade Brasileira de Eubiose aprofunda, através de cursos e práticas, o estudo da Cosmogênese (origem dos universos) e da Antropogênese (origem do homem) para o oferecimento de subsídios com vistas a uma construção crítica do autoconhecimento ancorada no crescimento coletivo e na fraternidade universal dentro de uma visão espiritualista comprometida com a realidade. Com esse foco se dedica também a ações sociais, culturais e artísticas.

Os Recitais Eubiose iniciaram em 2011 e já integram a programação erudita da cidade de São Paulo sempre com grandes nomes como os pianistas Eudóxia de Barros, Helena Elias, Eny da Rocha, Fábio Luz, Luiz Guilherme Pozzi, Maria José Carrasqueira, João Antônio Parizotto Filho, Liliane Kans, e o italiano Salvatore Percacciolo; o violinista Luíz Fílip, a violista Thaís Coelho, o violonista Edelton Gloeden, o flautista norueguês Michael George Titt, o violoncelista francês Romain Garioud e os cantores Laura de Souza, Adélia Issa, Eduardo Janho-Abumrad e Marivone Caetano. Promovem Master Classes com grandes nomes do piano e do canto lírico. Em 2013, promoveram Master Classes com a grande pianista Cristina Ortiz. Dentro dos Recitais Eubiose, a série Novos Talentos, vem ganhando grande importância, como forma de criar a possibilidade de novos talentos se apresentarem em público, a grande maioria pela primeira vez. Ainda com o intuito de promover e auxiliar jovens músicos,firmaram parceria, através da Pianista e Professora Helena Elias, com a Ecole Normale de Musique de Paris – Alfred Cortot para concessão de bolsas de estudos de piano. Na master classe de Fábio Luz, Ingrid Mehlich foi convidada para participar de um festival na Itália. Site: www.recitaiseubiose.com.br 

Serviço:

Dia 19 de abril, sábado, às 20h
Recitais Eubiose
Fabio Luz (Piano)
Participação especial de Ramon Theobald (Piano)
Apoio da Fondation Franz Liszt.
Ingressos: R$ 20,00 e meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados.

Sociedade Brasileira de Eubiose
Sala Henrique José de Souza (201 lugares)
Av. Lacerda Franco, 1059
Aclimação
Tel: 3208-9914 / 3208-6699
Estacionamento conveniado no número 1074 até às 23h.

Mais informações sobre a divulgação com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9 9969-0416, pelo e-mailmiriam@bemelmans.com.br ou pelo site www.bemelmans.com.br



 
Miriam Bemelmans
(11) 3034-4997
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miriam@bemelmans.com.br
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Senhoras e senhores, adultos e crianças, adoradores da arte circense ou famintos de plantão, neste final de semana o SESC Vila Mariana inicia a Mostra de Repertório de uma das companhias circenses mais importantes da atualidade: a Cia Suno.

Três espetáculos serão apresentados gratuitamente na Praça de Eventos: “Sanduba Delivery”, “O Buraco” e “Cortejo Suno”

Neste sábado, abrindo a mostra, entra em cena o palhaço Sanduba para fazer os pedidos e as entregas de sua lanchonete. Para a entrada, há equilibrismo e acrobacia com diferentes objetos. No prato principal, pode-se escolher entre malabarismo com bolas ou aros. De sobremesa, malabarismo com chapéus. Quem faz o pedido é o público, formando a cada apresentação um cardápio eum espetáculo diferente. Sucesso por onde passa, "Sanduba Delivery" impressiona pela capacidade técnica e talento do intérprete Duba Becker, que encerra o espetáculo oferecendo uma performance surpreendente, apelidada de "Cafezinho", com o artista equilibrando uma barraca de feira no queixo. O espetáculo será apresentado também no feriado do dia 21, às 17h.

Nos dias 26 abril e 03 de maio, o público poderá prestigiar “O Buraco”, que conta a história de uma palhaça acróbata que se vê no desafio de atravessar um buraco infinito andando em uma corda bamba. Toda sua família tentou e se deu mal: seu avo, seu bisavô, seu tataravô,... sua mãe também tentou, mas conheceu o anão do circo e fugiu com ele. Num cenário composto por um barril, uma mini-banda e uma corda bamba, sob o prisma da comicidade, a palhaça Fiorella brinca com os conflitos de um palhaço que vive sua situação limite: ter que atravessar um buraco com fundo infinito. Números de mágica e contorcionismo completam a diversão do publico.

Para abrilhantar e divertir ainda mais esta Mostra de Repertório, a Cia Suno apresentará ainda uma divertida e dinâmica palhaceata festiva. “Cortejo Suno” é um espetáculo em forma de cortejo e é formado por uma banda com dois palhaços, um augusto músico e um branco na perna-de-pau tocando caixa, uma bailarina e um acrobata maestro. O grupo demonstra aqui algumas habilidades circenses com música ao vivo, entre elas, acrobacias em dupla, equilibrismo, malabarismo, contorcionismo, tudo com um toque de humor. O espetáculo será apresentado nos dias 27 de abril e 01 de maio.

Fundada em 1998 por um grupo de amigos que sonhavam criar um núcleo de pesquisa cênica na cidade de Santos, a Cia Suno hoje é composta por uma atriz dramática e circense, formada pelo CPT e pela École National du Cirque Annie Fratellini (Helena Figueira) e um artista acrobata com domínio das técnicas de malabares (Duba Becker). Inicialmente, a Cia dedicou-se a pesquisas sobre o teatro do absurdo, realizando estudos sobre "Fando e Lis", "Piquenique no Front" e "O Arquiteto e o Imperador da Síria". Logo após, iniciou um trabalho sobre "Esperando Godot", onde integravam as artes circenses e dramáticas. O espetáculo que recebeu três prêmios de melhor ator (Victor Nóvoa) e indicações de melhor direção e melhor ator coadjuvante. Iniciava aí a "Identidade" da Cia Suno: mesclar a riqueza poética do circo com a linguagem teatral, sem perder a essência da máscara. Todas as peças realizadas pela companhia, desde então, têm uma temática, uma história.

Hoje a Cia Suno tem doze espetáculos em seu repertório. Há desde o lúdico "A Bailarina e o Palhaço", que conta uma linda história de amor entre esses tradicionais personagens do universo infantil; como o dinâmico "Estripulias noCirco", que apresenta a história da criação do circo em ordem cronológica, passando pelo circo de cavalaria inglês, circo chinês, russo, até a linhagem mais moderna e inusitada.     Além de se dedicar à arte circense nestes quinze anos de existência, a Cia Suno assinou a coreografia da comissão de frente das Escolas de Samba X9 Santista (2008) e Gaviões da Fiel (2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014). Também foi convidada pelo Ministério do Turismo e Embratur para representar a arte circense brasileira em Lisboa, Madrid e Argentina.

Serviço
Onde: Na Praça de Eventos do SESC Vila Mariana - Rua Pelotas, 141, Vila Mariana – Telefone 11 5080-3000
O quê: "Sanduba Delivery", nos dias 19/04 às 17h e 21/04, às 16h30 // "O Buraco" nos dias 26/04 e 03/05, às 17h //"Cortejo Suno" nos dia 27/04 e 01/05 às 16h30
Quanto: Grátis
Para quem: Crianças de todas as idades

 
IMPRENSA // André Moretti

Contatos
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TOC TOC completa seis anos em cartaz com nova temporada no Teatro APCD

Devido ao sucesso, o Teatro APCD recebe mais uma temporada de Toc Toc. A montagem mostra de maneira cômica os distúrbios de seis personagens na sala de espera do consultório de um especialista no tratamento de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo). Em 2014, Alexandre Reinecke completa 30 anos de carreira nos palcos, somando 50 montagens, 40 direções e 10 atuações.


Seis anos em cartaz de maneira ininterrupta, mais de 30 atores já passaram pelo elenco e mais de 400 mil pessoas já assistiram. TOC TOC coleciona recordes no teatro brasileiro e comemora com mais uma temporada no Teatro APCD a partir de sexta-feira, 18 de abril, às 21h.

Quem nunca teve ou conhece alguém com mania de limpeza ou arrumação? Que não suporta ver qualquer objeto desalinhado, separa tudo em quantidades pares ou ímpares? Lava as mãos diversas vezes... Evita usar maçaneta de porta se alguém a tocou antes... Pula os riscos do piso nas calçadas, precisa checar se o gás está desligado ou a porta trancada dezenas de vezes... Comportamentos como esses têm a classificação de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e são o tema central da peça, que discute um assunto contemporâneo de forma bem humorada e descontraída.

Escrita pelo autor francês Laurent Baffie, tem tradução de Clara Carvalho e direção de Alexandre Reinecke. A trama apresenta personagens portadores de TOC em uma sala de espera de um consultório. Com o atraso do médico para atender os pacientes, a solução é começar uma terapia grupal para enfrentar a demora pela chegada do especialista. Em meio a crises, brigas e muitas risadas, o espectador acompanha as dificuldades de cada tipo de TOC, bem como a maneira de lidar com eles.

Na peça, cada personagem tem sua mania. Branca (Andréa Mattar) é neurótica por  limpeza, Maria (Adriana Fonseca), a religiosa, sempre acha que esqueceu tudo aberto. Lili (Laura Carvalho) tem o hábito de repetição. Bob (Didio Perini) é fanático por simetria. Vicente (Ithamar Lembo) não consegue parar de fazer contas, enquanto Fred (João Bourbonnais) sofre de uma síndrome que o faz dizer palavras obscenas, constantemente. Maitê Diniz e Paula Tonolli se revezam como assistentes do médico.

O texto passou por adaptações a cada montagem. Na capital francesa, chegou a mais de 500 sessões no Teatro Palais Royal. “Além do Brasil, Argentina, Espanha e França tiveram uma boa recepção do público. Trata de um assunto contemporâneo, que vem sendo discutido de maneira mais enfática nos últimos tempos”, comenta o diretor. Além da capital paulista, a montagem brasileira já fez temporadas no Rio de Janeiro e interior de São Paulo. No total, 380 mil pessoas assistiram a comédia desde sua estreia, em 2008.

Durante o processo da montagem, os atores fizeram uma pesquisa de campo na ASTOC (Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo). Eles acompanharam casos verídicos durante a pesquisa e criação dos personagens. A equipe também teve a consultoria de um psiquiatra. O objetivo foi fazer uma imersão completa no assunto.  O cenário de Marcia Moon é uma sala de espera, onde os protagonistas, na espera pelo atendimento, vão revelar todos os seus TOC. O figurino de Carolina Badra se baseia em roupas do cotidiano. Já a iluminação de Ricardo Santos faz um desenho de cores que auxilia nos momentos cômicos do espetáculo.

Em 2014, Alexandre Reinecke completa 30 anos de carreira nos palcos, somando 50 montagens, 40 direções e 10 atuações em seu repertório. No ano passado chegou a ter 12 espetáculos simultaneamente em cartaz. O diretor tem uma atenção especial para o humor. “Comédia é um gênero difícil de fazer. Exige um trabalho bem incisivo do ator. Tenho um método que permite proporcionar um bom desenvolvimento do elenco. Umas das características mais interessantes é o tempo, se errar não é possível divertir a plateia, que é o principal objetivo do gênero.”

Para o diretor, uma das maiores explicações para o sucesso de quase seis anos de Toc Toc é a identificação do público. “A montagem traz o lado engraçado de um assunto sério e bem presente na sociedade atual. Quem não tem ou conhece alguém com uma mania?”

O Teatro APCD continua seu trabalho de fomento a cultura, ação que gerou mais de 30 mil espectadores no ano de 2013 com temporadas do Festival Risadaria, Os Boêmios de Adoniran, Diogo Portugal, Antes Só do que Mal Casado, Inês - Gil Vicente por ele mesmo, Comédia em Preto e Branco, A Bela e a Fera, A Cinderela, o clássico Trair e Coçar É Só Começar, entre outros.

O espaço está com mais de um ano de funcionamento e se tornou polo cultural na Zona Norte de São Paulo, inaugurado no mês de março de 2012. O Teatro APCD funciona no interior da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD). Com 1.662m², o espaço tem 800 lugares na plateia e 44 lugares distribuídos por dois camarotes. Com projeto arquitetônico de Heitor Coltro, o local possui poltronas vermelhas estofadas, palco de 7 por 6 metros, boca de cena de 16m por 5.80m.


Ficha técnica
Toc Toc. Reestreia sexta-feira, 18 de abril às 21h.Temporada: De 18 de abril a 8 de junho de 2013, aos sábados, 21h e domingos, 19h. Texto: Laurent Baffie. Tradução: Clara Carvalho. Direção: Alexandre Reinecke. Elenco: Adriana Fonseca, Andréa Mattar, Didio Perini, Ithamar Lembo, João Bourbonnais, Laura Carvalho, Maitê Diniz e Paula Tonolli. Cenário: Marcia Moon. Figurinos: Carolina Badra. Iluminação: Ricardo Santo.

Para roteiro
TEATRO APCD - Rua Voluntários da Pátria, 547 – Santana – São Paulo/SP. Telefone: (11) 2223-2424  Lotação: 800 lugares. Bilheteria: De quarta-feira a sábado, das 15h às 22h, e domingo, das 15h às 20h. Capacidade: 800 lugares. Ingressos: Sábado: R$ 60,00 (Inteira) e Sócios APCD R$ 20,00 (vinte reais) e Domingo: R$ 50,00 e Sócios APCD R$ 15,00 (quinze reais). Duração: 90 minutos Classificação: 14 Anos. Estacionamento no local, coberto e com seguro. A 100 metros da estação do metrô Tietê. (http://www.apcd.org.br/teatroapcd/)


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