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sábado, 15 de setembro de 2012

Programa CBN São Paulo é transmitido do SESC Pompeia


Quem for ao SESC Pompeia no sábado 22 de setembro, a partir das 10 horas, terá a oportunidade de fazer um passeio diferente, curioso: acompanhar a transmissão de um programa de rádio ao vivo. Apresentado por Fabíola Cidral, o CBN São Paulo será transmitido direto do charmoso espaço da antiga fábrica de tambores, remodelada em 1982 pela arquiteta Lina Bo Bardi, na Pompeia. O ouvinte pode retirar ingresso a partir das 9h. Quem estiver em casa, sintoniza os 90.5 MHz.

Na pauta, o último debate da série ‘Seu bairro, nossa cidade’, que aborda as demandas dos paulistanos no período pré-eleitoral, além de discutir segurança, urbanidade e cidadania. O encontro permite que a população entenda como contribuir para a melhoria da cidade e descubra como o poder público pode atuar na segurança. Com quase um milhão de pessoas vivendo de forma irregular, a questão da moradia e o déficit na habitação também fazem parte da conversa.

Esta edição do programa reúne os especialistas Sérgio Adorno, cientista social e Coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da USP; João Sette Whitaker, arquiteto, urbanista e coordenador do LabHab-FAUUSP, e Mario Sérgio Cortella, filósofo e comentarista da CBN. A música fica por conta dos rappers Kamau e Rashid.

‘Seu bairro, nossa cidade’ é uma série que faz parte da cobertura das eleições 2012 da rádio CBN e também envolve a visita aos 96 distritos da cidade de São Paulo, feita pela reportagem da rádio para apontar os problemas e necessidades de cada um.
Serviço:
Programa CBN São Paulo no Sesc Pompeia
Distribuição de ingressos a partir das 9h

SESC Pompeia – Rua Clélia, 93
Telefone para informações: (11) 3871-7700
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal 
www.sescsp.org.br.

Horário de funcionamento da Bilheteria – De terça a sábado das 9 às 21 horas e domingos e feriados das 9 às 19 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC).

Formas de pagamento - Cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard e Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop).

Assessoria de Imprensa - SESC POMPEIA:

Roberta Della Noce 
(11) 3871-7740roberta@pompeia.sescsp.org.br

Marina Pereira(11) 3871-7776mclaudia@pompeia.sescsp.org.br

ARTEPLURAL - Assessoria de Imprensa – SESC Pompeia
Fernanda Teixeira  - 11. 3885-3671/ 9948-5355
Adriana Balsanelli - (11) 9245-4138
Douglas Picchetti - (11) 9814-6911

Exilados estreia esse sábado, dia 15, no Teatro Nair Bello



De James Joyce

Direção Ruy Guerra

Com
André Garolli, Franciely Freduzeski, Álamo Facó,
Cristina Flores e Joana Medeiros

Estreia dia 15 de Setembro no Teatro Nair Bello


Ruy Guerra dirige primeira peça escrita pelo autor irlandês, James Joyce,
que faz curta temporada no Teatro Nair Bello, a partir de 15 de setembro.
As  apresentações acontecerão aos sábados e domingos,
durante quatro semanas.

O texto de James Joyce conta com informações autobiográficas relacionadas às primeiras experiências durante o exílio na Europa. A peça se passa em Dublin,  Irlanda, no início de 1912, e conta a história de um triângulo amoroso entre Richard Rowan (André Garolli), escritor que acaba de retornar do exílio, sua companheira Bertha (Franciely Freduzeski), uma jovem mulher a frente do seu tempo que abandona a sua vida e parte ao lado de seu amor para o exílio quebrando todas as regras desta época, e Robert Hand (Álamo Facó), jornalista e grande amigo de Richard, que tem uma forte atração por Bertha e se vê em conflito entre o seu desejo e as convenções sociais do início do século XX. O espetáculo relata também as preocupações dos protagonistas com o ciúme e traição no amor e na amizade.

O autor James Joyce foi romancista, dramaturgo, contista e poeta. Ele foi o primeiro a utilizar a psicanálise nos seus textos, desenvolvendo a técnica do monólogo interior, para chegar à profundidade, antes insondável da alma humana. A sua obra completa se compõe ao todo de seis volumes, e alguns fragmentos. “Exilados” tem um papel muito importante na exploração de um dos temas que mais preocuparam o autor: a relação homem e mulher.

“A peça tem um tema instigante e provocador. É um jogo de sentimentos e ideias. As relações são falsas e os sentimentos verdadeiros e profundos. Todos são mentirosos e manipuladores. O público sai sem saber a verdade. Esse texto tinha várias traduções: brasileira, portuguesa, argentina e francesa. Li todas e junto com o Diogo Oliveira fizemos a adaptação. A peça era muito longa, são 170 páginas e foi preciso tirar mais de uma hora de peça”, diz Ruy Guerra.
O diretor, poeta, dramaturgo e professor Ruy Guerra nasceu em Moçambique, mas vive no Brasil desde 1958. De 1952 a 1958, estudou no Institut des hautes études cinématographiques (IDHEC), de Paris, atuou como assistente de direção, antes de se instalar no Brasil, onde dirigiu o seu primeiro filme, “Os cafajestes”, quatro anos depois.
Em 1982, rodou no México, “Erêndira”, baseado em “A incrível e triste história da Cândida Erêndira e sua avó desalmada”, de Gabriel García Márquez. No teatro, dirigiu as peças “Trivial Simples”, em 1978, e nos anos 80, “Fábrica de Chocolate”. Também dirigiu os longas “Ópera do malandro”, em 1985, baseado no musical de Chico Buarque, e “Kuarup” (1989), baseado no livro Quarup, de Antônio Callado; e o telefilme “Fábula de la bella palomera”, também baseado em Gabriel García Márquez. O seu primeiro texto para teatro foi “Calabar”, em parceria com Chico Buarque.
Ruy Guerra tem também um importante trabalho como letrista de canções compostas em parceria com Chico Buarque, Carlos Lira, Edu Lobo, Francis Hime e Sergio Ricardo.

EXILADOS
Teatro Nair Bello (200 lugares)
Shopping Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569 - 3° andar.
Telefone: 3472-2414
Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 21h30; domingos, das 14h40 às 19h.
Aceita todos os cartões de débito e crédito. Não aceita cheque.
Estacionamento R$ 6 até duas horas.
Vendas: www.ingresso.com e tel.: 4003-2330

Sábado às 21h. Domingo às 18h.
Ingressos: R$ 50

Duração: 100 minutos
Recomendação: 12 anos
Gênero: Drama

Estreia dia 15 de setembro

Curta Temporada: até 07 de outubro

Ficha Técnica:

Texto: James Joyce
Direção: - Ruy Guerra

Elenco:
André Garolli                      Richard Rowan
Franciely Freduzeski            Bertha
Álamo Facó                       Robert Hand
Cristina Flores                    Beatrice Justice
Joana Medeiros                  Brigid

Espetáculo Sobre o Desejo, dirigido por André Corrêa é inspirado em obra do iluminista Denis Diderot


Encenação de O Filho Natural, trabalho dramatúrgico do filósofo e escritor
 iluminista Denis Diderot ganha toques contemporâneos na montagem da Cia Vanilla
 com direção de André Corrêa

Após a estreia como diretor no espetáculo Passional – em que a obra do escritor João do Rio foi adaptada para a linguagem teatral – , o ator André Corrêa parte para seu segundo trabalho de direção em Sobre o Desejo, espetáculo que mescla parte da obra O Filho Natural, do escritor e filósofo iluminista Denis Diderot (1713/1784), com textos inéditos construídos pelos atores daCompanhia Teatro Vanilla. O espetáculo estreia dia 22 de setembro, sábado, às 21 horas, no Teatro Coletivo.

O elenco é composto pelos atores Ana Paula Faria, André Moss, Elohá Bartijoto, Flávia Mariotto, Guilherme Mazzei, Juliana Garcia, Julio César Gomes, Luiz Felipe Bianchini, Nicole Fischer, Renata Sarmento, Renato Velloni e Vinicius Lopes.

O drama burguês do escritor francês é contado em 5 partes intercaladas por cenas curtas criadas pelos atores. A peça propõe uma reflexão sobre o desejo com diversas abordagens. “Partimos do Filho Natural para criar textos que falassem sobre o desejo em conflito com uma questão moral. Durante a pesquisa, os atores criaram situações transportando sentimentos como ciúme, amor, ambição, ódio e inveja ao contexto social contemporâneo”, explica o diretor.

O texto de Diderot narra a paixão incontrolável de Dorval por Rosali, futura esposa de seu melhor amigo, Clairville – cuja irmã, por sua vez, é apaixonada por Dorval – em uma análise precisa do drama burguês e das impossibilidades morais de realização do aspecto socio-emocional da vida humana. “A obra de Diderot foi a nossa fonte de inspiração. Por meio de estudos e debates sobre a vida e obra desse autor, criamos cenas que tratam do tema desejo na contemporaneidade”, afirma o ator Vinicius Lopes.  

Sobre a encenação

encenação busca um diálogo entre o sistema de Stanislavski, no que diz respeito à preparação do ator e à interpretação naturalista, e o teatro Épico desenvolvido por Brecht, em relação ao conceito estético da cena. O ponto de vista assumido pelo ator é o de dois horizontes de consciência: o dele, ator/narrador, e o do personagem. O tema desejo é o fio condutor, já que também foi um ponto determinante em toda obra do autor francês.

O grupo estabelece um diálogo entre o teatro contemporâneo e o clássico. André Corrêa adaptou o texto de Diderot mantendo esse contraste. “Quando representam as cenas contemporâneas, os atores ficam o tempo todo no palco, observando a peça. A troca de figurino é aberta, acontece em cena, e é feita pelos próprios atores.  Já quando encenam O Filho Natural, não assistem às cenas, pois representam, dentro da estrutura de encenação, o drama clássico e realista. Dessa forma buscamos realizar um trabalho em que o drama clássico e o teatro épico dividem o palco”, conta o diretor.

O cenário é minimalista e conta com uma instalação do artista plástico Antônio Hélio Cabral. Painéis com a imagem de dois corpos entrelaçados se desdobram permitindo ângulos e ampliações.  O figurino realça as diferenças e a transposição do clássico para o contemporâneo. Roupas neutras são a base dos atores quando representam as cenas contemporâneas, que recebem a adição de adereços e servem para a composição de vários personagens, inspirado no teatro épico. Já quem interpreta no clássico, veste figurinos completos e com características realistas.

Uma comédia séria

Um dos precursores do iluminismo e do pensamento moderno no ocidente, o filósofo e escritor francês Denis Diderot nasceu no século XVIII e articulou sua forte formação humanística nos 16 anos em que editou a Enciclopédia ou Dicionário Lógico das Ciências, Artes e Ofícios, sua obra-prima que, ao lado de pensadores da época, como Rousseau e Voltaire, organizou a produção de conhecimento da civilização até então e forneceu as bases teóricas para a Revolução Francesa.

O autor foi um dos poucos que se aventurou pela literatura e crítica de arte, produzindo a peça O Filho Natural, que chamou de uma “comédia séria”, um novo gênero entre o cômico e o trágico, projetado para fazer rir e causar reflexões.

“A trama de O Filho Natural é universal. Os personagens principais vivem conflitos intensos e dramáticos, porém, as situações em que se inserem e como a história caminha, juntamente com os personagens secundários, levam a um lugar cômico. Diderot dizia que essa peça buscava o riso, mas também a reflexão. É isso que procuramos fazer com nosso espetáculo”, completa.

Sobre André Corrêa
Começou a carreira em 1993 como ator, no CPT (Centro de Pesquisa Teatral), dirigido por Antunes Filho, com quem fez "Trono de Sangue/Macbeth", de Willian Shakespeare. Em seguida, trabalhou com José Celso Martinez Corrêa em "Hamlet", também de Shakespeare. Depois disso, começou a trabalhar com Antônio Abujamra, com quem fez inúmeros espetáculos, entre eles: "O Casamento", de Nelson Rodrigues; "A Resistível Ascensão de Arturo Ui", de Bertolt Brecht; "Essa Noite Se Improvisa", de Luigi Pirandello; "O Que Leva Bofetadas", de Leonid Andreiev; "Tchekhov e a Humanidade", de Anton Tchekhov e "O Escrivão", de Hermman Melville. Dividiu o palco com Abujamra na peça "O Grande Regresso de Paulo Sérgio Cortez", de Serge Kribuz e fez Assistência de Direção para o diretor em "Gertrude Stein", de Alcides Nogueira e em "Mephistópheles", de Goethe. Ainda no teatro, também trabalhou com os diretores Mauro Mendonça Filho (“Deus", de Woody Allen), Willian Pereira ("Romeu e Julieta", de Shakespeare), Roberto Lage ("A Mandrágora", de Maquiavel), Samir Yasbek ("O Fingidor", do próprio Yasbek), Marco Antônio Rodrigues ("História de Dois Amores", de Carlos Drummond de Andrade) e João Fonseca (“Timon de Atenas” e “Tróilo e Créssida”, de Shakespeare). Na televisão, atuou em mais de 100 filmes publicitários para empresas como "Itaú", "Net", "Nestlé", "Coca-Cola", "Volkswagen" e "Folha de São Paulo", tendo trabalhado ao lado de diretores como Cláudio Torres, Breno Silveira, Andrucha Waddington, Flávia Moraes, João Daniel, Tadeu Jangle, entre outros. Na Rede Globo, atuou nas novelas "O Profeta", "Pé Na Jaca", "Zazá", "Suave Veneno", "Filhas da Mãe", "Torre de Babel", "O Amor está no Ar" e nas minisséries "Um Só Coração", "Labirinto" e "Hilda Furacão".

Em 2008, protagonizou o espetáculo “Os Possessos”, baseado no romance “Os Demônios”, de Dostoiévski, com direção de Antônio Abujamra. Em 2009, atuou ao lado de Julia Lemmertz e Lígia Cortez em “Maria Stuart”. No ano de 2010 atuou no especial “Por toda minha vida”, sobre Cartola, no papel de Stanislaw Ponte Preta, e na microssérie “Dalva e Herivelto”, no papel de César Ladeira. Em 2011, atuou na trilogia “Enquanto Isso...”, de Alan Aykbourn, no Teatro Folha, e protagonizou o telefilme “A Teu Lado Leve”, com direção de Flávia Moraes, dentro do projeto “Fronteiras”, do canal TNT e coordenado pelo renomado cineasta argentino Juan José Campanella, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro por “O Segredo dos seus Olhos”.

Trabalha há 13 anos como professor de interpretação e montagem no “INDAC- Instituto de Arte e Ciência” e há 4 anos na Escola de Teatro e Faculdade de Artes “Célia Helena”. Em 2012, concluiu o curso de pós-graduação em Direção Teatral também pela Escola Superior de Artes “Célia Helena”, tendo como professores Antônio Araújo, Marcio Aurelio, Renato Borghi, Cida Moreira, Samir Yasbek, Marco Antônio Rodrigues, Giuliana Simões, Flávio Desgranges, entre outros. Iniciou, neste ano, sua carreira como diretor profissional com o espetáculo “Passional”. “Sobre o Desejo” é sua segunda direção teatral.

Sobre Denis Diderot
Denis Diderot nasceu em Langres, na França, no dia 5 de outubro de 1713 e, educado num colégio de jesuítas, recebeu sólida instrução humanística. Em 1732, instalou-se em Paris, onde se dedicou à direção editorial da "Enciclopédia ou Dicionário Lógico das Ciências, Artes e Ofícios", obra gigantesca que preparou ideologicamente a Revolução Francesa. Essa tarefa o absorvera durante 16 anos. Sua filosofia foi a primeira a ser elaborada com base em dados fornecidos pelas ciências exatas, numa espécie de materialismo científico. Meditando sobre as descobertas dos sábios de sua época, Diderot chegou a conclusões realmente geniais, tendo pressentindo as teorias da evolução e a constituição celular dos seres vivos.

Ao lado de Rousseau e Voltaire, seus colaboradores na confecção da Enciclopédia, Diderot também fez suas incursões no teatro. Quando escreveu “O Filho Natural”, deu à peça a classificação de “comédia séria”, um estilo que, segundo o autor, estaria situado entre a tragédia e a comédia. Nela, Diderot dizia que buscava o riso e também a reflexão. O texto é um representante do Iluminismo do século XVIII, e antecipou, com a visão de seu gênio, não só as entregas novelescas do drama burguês, mas também a toda tendência que levou o teatro para o palco da modernidade.

Serviço:

SOBRE O DESEJO – Estreia dia 22 de setembro, sábado, às 21 horas, no Teatro Coletivo.
Temporada: sábados às 21 horas, e domingos às 20h. Até 11 de novembro. Texto: Denis Diderot e elenco. Direção e dramaturgia: André Corrêa.Iluminação: Wagner Freire. Cenário e Figurinos: Atílio Beline VazAssistência de direção: Vinícius Lopes e Myrela JatobáElenco: Ana Paula Faria, André Moss, Elohá Bartijoto, Flávia Mariotto, Guilherme Mazzei, Juliana Garcia, Júlio César Gomes, Luiz Felipe Bianchni, Nicole Fischer, Renata Sarmento, Renato Velloni e Vinícius Lopes. IluminadorAmadeo Canônico. FotografiaSuzana Martins. Duração: 80 minutos. Classificação: 14 anos.

Teatro Coletivo - Rua Consolação 1623. Ingressos – R$ 30,00 e R$ 15,00 meia-entrada para estudantes, idosos, classe e deficientes. Capacidade do teatro – 134 lugares.


Mostra Strindberg mapeia universo do dramaturgo sueco em seu centenário de morte


De 18 de setembro a 27 de outubro, programação especial em homenagem ao autor reúne 8 espetáculos teatrais, exposição, duas exibições em vídeo, 6 leituras dramáticas e 4 debates. Eduardo Tolentino, Nelson Baskerville e Christiane Jatahy, entre outros, dirigem peças. Zé Henrique de Paula, Alexandre Tenório e Luiz Fernando Marques, do Grupo XIX e Felipe Vidal ficam responsáveis pelas leiturasOs eventos acontecem nas unidades do SESC do Belenzinho, Bom Retiro, Ipiranga e Santo Amaro. A curadoria é de Nicole Cordery e Flavio Barollo


No centenário de morte do dramaturgo sueco August Strindberg (1849-1912), um dos maiores nomes da dramaturgia mundial, aMostra Strindberg disseca a vida e obra desse ícone teatral. De 18 de setembro a 27 de outubro, uma programação especial em homenagem ao autor acontece nas unidades do SESC do BelenzinhoBom RetiroIpiranga e Santo Amaro. São espetáculos teatrais (4 montagens inéditas, 3 reestreias e um work in progress), vivência, uma exposição, 6 leituras dramáticas e 4 debates com mediação de Denise Weinberg. A curadoria é de Nicole Cordery (mestre em Strindberg na Sorbonne Nouvelle em Paris com orientação do teórico e dramaturgo francês Jean Pierre Sarrazac) e Flavio Barollo, ator e produtor da Cia Mamba.

Dos palcos cariocas chega Julia, uma adaptação de Senhorita Julia. Christiane Jatahy venceu o Prêmio Shell na categoria de Melhor direção pelo espetáculo. Três montagens foram feitas especialmente para a Mostra: A Mais Forte, com direção de Eduardo Tolentino (peça curta de 15 minutos de Strindberg); O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência, de Andre Guerreiro (montagem que une fragmentos da peça O Sonho e do romance autobiográfico Inferno).

A terceira é A Noite das Tríbades, de Per Olov Enquist, mais uma produção do Grupo Tapa com a coordenação de Tolentino que visa formar novos diretores como é o caso de Malu Bazan, responsável pela encenação. Na peça, Strindberg é colocado como um personagem. O autor e sua mulher Siri Von Essen tentam ensaiar A Mais Forte em um teatro decadente de Copenhague.

As reestreias ficam por conta de Credores do Grupo Tapa, com direção de Eduardo Tolentino (um casal tem um relacionamento abalado com a chegada de um estranho); Brincando com Fogo, dirigido por Nelson Baskerville (uma comédia do autor, que questiona o casamento convencional); Strindbergman, de Marie Duplex (trama que propõe um diálogo entre a peça A Mais Forte e o filme Persona de Ingmar Bergman). Após a mostra, a montagem fará uma temporada de 2 de novembro a 16 de dezembro no Viga Espaço Cênico. Baskerville também apresenta work in progress de uma versão de Credores, que estreia ainda esse ano.

Outras obras de Strindberg podem ser conferidas em leituras dramáticas como After Miss Julie, dirigida por Zé Henrique de Paula;Cristinapor Felipe Vidal; O Sonhocom direção do  Uzyna Uzona (antigo Oficina); Dança da Morte, por Alexandre Tenório;Rumo a Damasco, por Luiz Fernando Marques, do Grupo XIX, e Crimes e Crimes, por Eduardo Tolentino de Araújo, do Grupo Tapa.

Durante duas semanas, uma Vivência aberta para o público em geral terá como foco uma discussão de como a obra e o universo de Strindberg atingem o ser humano, especialmente com o espetáculo O Sonho. A atividade tem a participação do ator Andre Garolli e a diretora sueca Bim de Verdier que vem para o Brasil exclusivamente para o evento. A exposição de Julio Dojcsar terá 8 escrivaninhas que contarão  a vida do dramaturgo a partir de suas obras mais importantes.

Strindberg é considerado o pai do teatro moderno. Viveu numa época de efervescência. Presenciou momentos importantes, como o surgimento da psicanálise de Sigmund Freud, a eclosão dos movimentos socialistas. Um período de revoluções que ele incorporou em suas obras. Inseriu quebras de tempo e espaço na narrativa de suas peças, elementos que mudaram a maneira de fazer teatro, além de ter criado tramas que mergulham diretamente nas relações humanas.

“É uma oportunidade de conhecer não só o teatro de Strindberg. A mostra tem uma visão plural, procura entender o pensamento, discutir ideias desse dramaturgo que ainda permanecem vivas nos tempos atuais. A programação estará espalhada pela cidade de São Paulo e pretende contemplar vários públicos”, conta Nicole Cordery.

Palcos e Cinema

A programação conta com duas exibições de vídeos raros. O primeiro é O Sonho de Ingmar Bergman, uma adaptação da montagem para a TV em 1963 com Ingrid Thulin no papel de Agnes. Essa é a primeira vez em que o filme será apresentado fora da Suécia.

Strindberg é uma das maiores influências do cineasta Ingmar Bergman (1918-2007). Mesmo sendo ser reconhecido por seus clássicos nas telonas, Bergman montou praticamente toda a obra do seu conterrâneo sueco nos palcos. O Sonho ganhou quatro versões diferentes no teatro pelo diretor. Morangos Silvestres é inspirado na peça Rumo a Damasco, onde o protagonista passa por uma jornada que o faz refletir sobre a vida. A peça A Mais Forte inspirou o filme Persona. Além da questão formal onde uma mulher fala o tempo todo impulsionada pelo silêncio da outra, existe o cruzamento de elementos temáticos, como a maternidade, o mundo do teatro, o riso e a possessão de personalidade entre dois personagens.
Ambos procuravam captar a vida com as dúvidas, medos, esperanças, ou seja, os dilemas do ser humano. “Bergman se inspirava no autor para criar uma obra nova. A influência de Strindberg funcionava como um espelho, um demônio que o perseguia e o impulsionava”, afirma a curadora.

O segundo vídeo é Senhorita Julia, filmagem da peça com a direção de Thomas Ostermeier que esteve em temporada esse ano no Theatre of Nations de Moscou.

 

Legado

Eduardo Tolentino falou da importância da mostra e do dramaturgo. “Ele instaurou uma grande revolução no teatro no século 19 por meio de seus procedimentos, formas e conteúdo. Suas histórias não são definidas com causa e consequência, nem tudo é explicado, o diferencial é a abertura para a margem de interpretação, essa é a sua modernidade. Não importa se a peça ganhar inúmeras montagens, cada uma terá sua peculiaridade. A Mostra Strindberg é uma chance de dar mais notoriedade para esse dramaturgo que é pouco conhecido no Brasil, revelar a magnitude de sua obra”. Além de uma adaptação de Pária para televisão, o diretor já se aventurou pelo universo do autor nas montagens Camaradagem, Credores e A Mais Forte.

O curador Flavio Barollo também estará nos palcos com dois espetáculos: Brincando com Fogo (duas temporadas em 2012, além de Festival de Estocolmo – Stoff) e Credores, montagem que ganhará um processo de "work in progress" dentro da Mostra Strindberg no SESC Ipiranga antes de estrear. Ambos trabalhos da Cia. Mamba, que já encenou O Pelicano, direção de Denise Weinberg (três temporadas em 2009 e 2010). “O que nos atrai em Strindberg é sua forma nua e crua de tocar em questões humanas de modo direto, sem rodeios e intensamente. Ele consegue mergulhar fundo em assuntos que dificilmente encontramos em textos contemporâneos. São obras que trabalham com amor, tesão, sexo, casamento, atuam no universo do sonho, da espiritualidade, temas que nos fazem refletir sobre nossas vidas.”

Strindberg foi o primeiro autor a colocar sua própria vida nas peças, a chamada dramaturgia do eu. Chegou a declarar que nós não podemos conhecer plenamente a vida de outros personagens, pois só temos conhecimento de nós mesmos; só assim para alcançar todos os detalhes e profundezas de uma alma. Iniciou o chamado drama de estações, onde uma cena não necessariamente precisava ter conexão direta com a anterior, trabalhando pela primeira vez de forma épica com cenas isoladas, e todas em torno da história de um personagem, geralmente o seu alter-ego, como em Rumo a Damasco. Strindberg flertou com o simbolismo e o expressionismo. Quebrou paradigmas e padrões da dramaturgia da época, fonte de inspiração para a modernidade, como a do próprio Nelson Rodrigues.

Em pleno século 21, as histórias do dramaturgo continuam sendo montadas pelo mundo e gerando discussões com suas ideais pulsantes. “Strindberg foi casado inúmeras vezes, considerado misógino, o que ainda causa debates. Soube como poucos abordar as fragilidades humanas, a manipulação sobre o outro, questões envolvendo o poder feminino. As peças são um verdadeiro embate cerebral, uma disputa de quem é o mais forte”, finaliza Nicole Cordery.

Sobre o autor
August Strindberg (1849/1912), sueco, nascido em Estocolmo, é conhecido mundialmente como escritor, ensaísta e dramaturgo. Foi isso e muito mais: jornalista, crítico social, profundamente interessado tanto na ciência (química, medicina, ciências políticas) quanto no ocultismo e na estética. É um dos mais importantes dramaturgos da história, ao lado de Henrik Ibsen e Anton Tchecov. Homem de letras, novelista, poeta, pintor, idealizador do “teatro íntimo”, que funcionou de 1907 a 1910, escreveu a maior parte dos dramas intimistas quase sempre referidos ao casal, ao casamento como armadilha, explorando ao infinito as contradições e ambivalências entre o pensar, o sentir e o agir.  

Com suas obras em prosa e seus dramas, foi o precursor do naturalismo na Suécia e, ao mesmo tempo, o grande destaque do expressionismo e do surrealismo no mundo. Em suas peças autobiográficas, recriou ainda a sua problemática pessoal: três fracassos matrimoniais, solidão e abatimento espiritual. As suas obras impregnadas pela tristeza, “O Pai” (1887) e “Senhorita Júlia” (1888), assim como as peças “Páscoa” e “A Dança da Morte” (ambas de 1891), ilustram esses conflitos. “O Pelicano”, “Sonata dos Espectros”, “Casa Queimada” e “A Tempestade” (de 1907) já assinalam o caminho para o simbolismo. Após ter passado um longo período na França, na Suíça, na Alemanha e na Dinamarca, Strindberg regressou a Estocolmo em 1899, onde fundou, em 1907, o Teatro Íntimo. Morreu em 1912, de câncer no estômago, deixando romances autobiográficos, peças teatrais, poesia, pintura e ensaios sobre os mais diversos assuntos.

Programação Completa da Mostra Strindberg


Work in progress

Credores
Dias 18 e 25 de setembro e 9, 16 e 23 de outubro, no SESC Ipiranga
Terças-feiras, às 20 horas

Criação coletiva inspirada na obra homônima de Strindberg com direção de Nelson Baskerville . Será compartilhado com o público um "work in progress", a fim de definir uma nova dramaturgia para a peça, buscando a resposta para a pergunta: "como se relacionar nos dias de hoje?". Os ensaios abertos serão feitos às terças-feiras, afinando o espetáculo para sua estreia oficial ao final da Mostra. Com Carolina Mânica, Bruno Perillo, Flavio Barollo e Isa Bela Alzira.Iluminação: Aline Santini
Direção Técnica: Igor Sane. Direção de Produção: Carla Estefan.

SESC IPIRANGA - Rua Bom Pastor, 822 Ipiranga – Tel: 3340-2000. Local – Teatro. Capacidade – 200 lugares. Classificação – 14 anos. Duração - 70 minutos. Aberto ao público em geral. Grátis - Retirada de ingressos 1 hora antes na bilheteria.

Leituras Dramáticas de textos selecionados - Com Cia. Os FOFOS ENCENAM


Cia Os Fofos Encenam faz leituras de 6 textos
curtos selecionados no Dramaturgias Urgentes

As 6 peças curtas terão leituras dramáticas nos dias 20 e 27 de setembro, 3 cada dia,
finalizando o segundo ciclo do projeto, que acontece até 2013

Cia OS FOFOS ENCENAM apresenta a leitura dramática dos seis textos selecionados entre os enviados no segundo módulo do concurso de peças curtas, o Dramaturgias Urgentes do CCBB, dias 20 e 27 de setembro, quintas-feiras, 19h30, no Teatro do CCBB, com entrada franca.
Com o tema Envelhecimento da População Brasileira: Melhor Idade?, os três textos a serem lidos dia 20 de setembro são A Cigarra e a Formiga, de Paula Cicolin (Cordeirópolis/ SP), Dona Adélia, de Rogério Corrêa (Rio de Janeiro/ RJ), Nem Tudo São Flores, de Paulo Sacaldassy (Cubatão/ SP). No dia 27 de setembro, os Fofos fazem a leitura de Maço de Cigarros, de Rafael Cal (Rio de Janeiro/ RJ), Projeto São Lourenço, de Flavio Goldman (Rio de Janeiro/ RJ) e Suéter Laranja em Dia de Luto, de André Felipe (Florianópolis/ SC).

As seis peças foram escolhidas por uma comissão de dramaturgos formada por Lucienne GuedesSamir Yazbek e Alessandro Toller. Depois das leituras, serão realizados debates com os diretores Newton Moreno e Zé Roberto Jardim, no dia 20; Fernando Neves, no dia 27, além do elenco dos Fofos. As senhas para a entrada devem ser retiradas uma hora antes do começo de cada evento.

As leituras fazem parte do Dramaturgias Urgentes, novo projeto do CCBB de  formação de público para teatro, explorando sua potencialidade para debater temas contemporâneos. Com curadoria de Marici Salomão, o projeto propõe um olhar sobre a contemporaneidade do teatro brasileiro, incluindo um concurso de dramaturgia de textos curtospalestras com pensadores e criadores teatraisworkshops de processos de criação e oito noites de leituras dramáticas dos textos selecionados.

Para concorrer, os interessados enviaram seus textos (de 20 minutos - de 8 mil a 12 mil caracteres, sem espaço) sobre o tema proposto para o site do projeto (www.dramaturgiasurgentes.com.br) até dia 4 de setembro. Os 30 primeiros enviados receberam pareceres técnicos, depois de análise dos dramaturgos Lucienne GuedesSamir Yazbek e Alessandro Toller. Os 6 textos selecionados, ficam disponíveis no site.

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Leituras dramáticas dos textos selecionados
no concurso nacional de peças curtas Dramaturgias Urgentes

Dia 20 de setembro às 19h30 - quinta - entrada franca

A Cigarra e a Formiga
Autora: Paula Cicolin
Cordeirópolis/ SP
Sinopse: Um idoso chega em casa sobrecarregado pelo desgaste gerado pela cidade. Para aliviar suas dores físicas, toca um instrumento musical dado por um amigo. Sua mulher ouve a vitrola que repete a mesma música, uma distração em meio ao tricô, à música e às tecnologias do mundo moderno. Ambos procuram aliviar suas mazelas emocionais.

Dona Adélia

Autor: Rogério Corrêa

Rio de Janeiro/ RJ
Breve sinopse: A idosa Dona Adélia é obrigada a sair de sua casa e se mudar para o apartamento da filha, devido à senilidade. Com a mudança, ela fica cada vez mais desorientada, revivendo o passado e o misturando às indignidades da sua condição presente, para desespero da família. O triste fim de Dona Adélia é mostrado em contraponto às memórias de sua vida rica e plena. A situação torna-se cada vez mais insustentável, até que a morte, que surge como a memória do seu casamento, liberta a todos.

Nem Tudo São Flores
Autor: Paulo Sacaldassy
Cubatão/ SP
Breve sinopse: Depois de uma amizade iniciada pela internet, uma idosa acaba sendo acusada de participar de um assalto a banco. Na delegacia, enquanto tenta dar explicações de sua inocência ao delegado, discute com a filha os motivos que a levaram a estar naquela situação.


Dia 27 de setembro às 19h30 – quinta - entrada franca

Maço de Cigarros
Autor: Rafael Cal
Rio de Janeiro/ RJ
Breve sinopse: Uma senhora passa todas as tardes sentada em uma cadeira na varanda de sua casa. A chegada do carteiro quebra essa rotina.


Projeto São Lourenço
Autor: Flavio Goldman
Rio de Janeiro/ RJ
Sinopse: Dona Eulália tem noventa anos, uma saúde de ferro e um problema muito particular com sua memória. Numa consulta médica com um ás da geriatria, ela é apresentada a um projeto científico revolucionário e altamente sigiloso. Será que ela vai aceitar viajar a São Lourenço e virar cobaia desse misterioso projeto?

Suéter Laranja em Dia de Luto
Autor: André Felipe
Florianópolis/ SC
SinopseUm closet pequeno com muitos vestidos, sapatos e perfumes de senhora. Apertados neste closet, um senhor corcunda e três senhoras com chapeuzinhos cônicos de papel aguardam a chegada de uma amiga para uma festa surpresa.


Mais informações acessem http://dramaturgiasurgentes.com.br

Próximos eventos do Projeto Dramaturgias Urgentes
*. Leitura de 3 textos – 20/09
*. Leitura de 3 textos – 27/09
*. Lançamento do tema do 3º Módulo

Centro Cultural Banco do Brasil -
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652.

SAC 0800 729 0722 / Ouvidoria BB 0800 729 5678.
Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088.
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228 (Ed. Zarvos),
Transporte gratuito até as proximidades do CCBB
Produção: Kavantan & Associados.

Assessoria de imprensa CCBB São Paulo:
Alexandre Yokoi
Tel: (11) 3491 4655

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Maria Rita em Piracicaba esta semana


Desde dezembro a cantora Maria Rita vem trabalhando no show em homenagem a Elis Regina. Fez uma vasta pesquisa de repertório, trabalhou com sua banda nos arranjos durante um mês, pensou roteiro, figurino, cenário - e, enfim, o espetáculo estreou em março.Originalmente criada para o projeto NIVEA Viva Elis, a turnê passou por cinco capitais contempladas pelo mesmo: Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Foram cerca de 270 mil pessoas que lotaram as praças onde se apresento
u, com shows gratuitos.

Os milhares de pedidos dos fãs que não puderam ir a uma das cinco apresentações, mandando mensagens pedindo a extensão da turnê, além da calorosa recepção por onde passou, fizeram com que os planos iniciais mudassem de rumo. A vontade dos fãs, somada ao prazer com o qual a cantora tem se apresentado, fez com que se decidisse prorrogar a turnê, agora rebatizada de “Redescobrir“. “O que mais chamou a minha atenção foi que o meu objetivo principal se concretizou. Redescobri-la. Reapresentá-la. Relembrá-la. Sim, os “re-” são necessários porque Elis é (in)consciente coletivo. Eu via crianças nos colos de avós, adolescentes nos ombros dos namorados, casais dançando, cirandas se formando, braços pro ar, olhos brilhando com saudades, com amor, com compreensão.