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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

GRÁTIS: A Prova de Fogo de Consuelo de Castro chega a São Paulo


Espetáculo teatral narra os embates sofridos pelos estudantes contra a repressão



 O espetáculo A Prova de Fogo, de Consuelo de Castro, chega a São Paulo nos dias 11 e 12 de setembro, terça e quarta-feira, na Sala Funarte Carlos Miranda. Serão duas apresentações por dia às 19hs e 21hs, com entrada franca. Antes do início da peça será exibido um documentário com depoimentos de Alípio Freire, José Dirceu, Wanderley Caixe, Marcelo Rubens Paiva e Fernando Gabeira. Realização: Casa da Gávea. O espetáculo faz parte do Projeto Marcas da Memória – Comissão de Anistía – Ministério da Justiça.

Direção e adaptação de Vera Fajardo. Elenco: Igor Vogas, Mariela Figueredo, Maria Ana Caixe, Daniel Lopes, Camila Moreira, Kalísley Rosinski, Victor Gorgulho, Pedro Henrique Nunes, Pedro Logän e Marcéu Pierrotti, Iluminação: Moisés Farias. Figurino: Letícia Ponzi. Cenário: Vera Fajardo e Pedro Logän.

 A Prova de Fogo foi a base do curso de interpretação idealizado por Paulo Betti que teve, em seus primeiros momentos, a participação dos quatro sócios e amigos da Casa da Gávea (Vera Fajardo, Paulo Betti, Rafael Ponzi e Cristina Pereira). Encantada com a possibilidade de realizar um trabalho mais aprofundado com esses talentosos atores, Vera escolheu prosseguir na longa jornada e enfrentar o desafio de dirigir o belo e comovente texto de Consuelo de Castro. Resgatar o emblemático ano de 1968 é relacionar o fervor político às transformações humanas desencadeadas pela negação às regras. É ligar a nossa juventude, humanamente, ao passado, revelando as contradições, o medo, a opressão, os valores, a crença no coletivo e as paixões.

Sobre o Texto

 A Prova de Fogo se passa durante a ocupação do prédio de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), na rua Maria Antônia, em 1968, às vésperas do AI-5. A trama narra os embates sofridos pelos estudantes contra a repressão e as divergências ideológicas entre o líder estudantil Zé Freitas e seus opositores dentro do próprio movimento. Freitas propõe a desocupação da Faculdade, em aceitação às exigências do governo, mas é deposto pelos estudantes que defendem uma postura ofensiva no confronto com a polícia. Envolvidos pela atmosfera tensa da ditadura militar, os conflitos políticos e humanos se intensificam durante a narrativa, revelando também a efervescente revolução cultural da época.

 Freitas vive o fim de um relacionamento com Júlia Silva, sua opositora, ao mesmo tempo em que se envolve com Rosa Prado, uma jovem burguesa que perde a virgindade com o líder estudantil.

“A Prova de Fogo é um dos mais verdadeiros e importantes documentos do país. Quem desejar entender, no futuro, o que se passou no Brasil, de 1964 a 1968, precisará tomar conhecimento da peça. E ela não ilumina apenas um período, mas todo um processo. Deve ser encarada, portanto, como uma das obras que trouxeram uma contribuição efetiva à dramaturgia brasileira: com grandeza do tema e da situação, exemplaridade das personagens, boa arquitetura cênica e eficácia do diálogo.” Sábato Magaldi

“A Prova de Fogo não é a resposta. Não pleiteia nada, nem contra nem a favor de ninguém. É testemunho, com todas as qualidades de um bom testemunho: honestidade, boa fé, objetividade. O que Consuelo de Castro viu, soube transmitir com emoção, ironia, distanciamento e imaginação dramática.” Décio de Almeida Prado

 Sobre a Autora

 Escrito em 1968, A Prova de Fogo é o texto de estreia da autora Consuelo de Castro, proibido pela censura durante anos e sendo premiado em 1974 pelo Serviço Nacional de Teatro (SNT), com o título de “A Invasão dos Bárbaros”.
 Consuelo ainda é autora de “À Flor da Pele”, de 1969 (Prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais – APTC). Em 1974, com “Caminho de Volta” ganhou o Prêmio Molière, o APTC e o prêmio Governador do Estado de São Paulo como melhor autora teatral. No ano seguinte, “O Porco Ensangüentado” e “A Cidade Impossível de Pedro Santana” venceram o concurso de dramaturgia do SNT. Na década de 80, escreve “Louco Circo do Desejo”, “Script-Tease” e “Uma Caixa de Outras Coisas”, espetáculo de 1987, dirigido por Antônio Abujamra. Tem seu texto “Medéia: Memórias do Mar Aberto” lido no auditório da Folha de S.Paulo em 1997 assim como “Making Off”, de 1999. “Only You” ganha a cena em 2000 sob a direção de José Renato.

"Representante destacada da brilhante geração de dramaturgos surgida sob a ditadura, Consuelo de Castro é, entre os autores dessa geração, talvez a que possui o corpo de obra mais volumoso e diversificado. Em comum com os outros, ela tem o sentimento de inconformismo e indignação que perpassa tudo que ela escreve. O que a distingue dos outros é a sua excepcionalmente visceral noção de teatralidade, um diálogo notavelmente colorido, que ela cria com uma espantosa espontaneidade, e uma inquietação que a faz partir sempre em busca de novos caminhos". Yan Michalski

Sobre a Diretora

 “A Prova de Fogo” é a primeira direção da atriz Vera Fajardo. Vera, que tem praticamente todos os seus 39 anos de carreira dedicados ao teatro, produzindo a maioria de seus espetáculos, atuou em peças como "3 Maneiras de se Dançar um Tango", "Obscena Senhora D“, "Perversidade Sexual em Chicago", "Baal", "Há Vagas para Moças de Fino Trato", "Bente Altas - Licença pra Dois", "Álbum de Família", "Trivial Simples", "Os Órfãos de Jânio", "O Caso do Vestido", "O Homem que Viu o Disco Voador", “Relicário de Rita Cristal”, “O Mundo é um Moinho”, “Eu Augusto dos Anjos”, “Hedda Gabler” e “A Tartaruga de Darwin”, do espanhol Juan Mayorga, encenada este ano, em comemoração aos 40 anos de carreira de Cristina Pereira, com direção de Paulo Betti e Rafael Ponzi. Sócia fundadora da Casa da Gávea, Vera criou e dirigiu o Ciclo de Leituras da Casa por 12 anos.

Objetivo

Este projeto tem como objetivo levar o espetáculo principalmente para a classe jovem e estudantil com ampla informação e reflexão dos acontecimentos durante o regime ditatorial brasileiro, contribuindo para a conscientização daqueles que não viveram naquele período, preservando hoje a memória dos fatos e prevenindo o futuro para a não repetição daqueles atos arbitrários. Antes do espetáculo, será exibido um documentário de aproximadamente 20 minutos com depoimentos de Alípio Freire, José Dirceu, Wanderley Caixe, Marcelo Rubens Paiva e Fernando Gabeira.

Apresentação do Projeto Marcas da Memória

Marcas da Memória: Um projeto de memória e reparação coletiva para o Brasil Criada há dez anos, em 2001, por meio de medida provisória, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça passou a integrar em definitivo a estrutura do Estado brasileiro no ano de 2002, com a aprovação de Lei n.º 10.559, que regulamentou o artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Tendo por objetivo promover a reparação de violações a direitos fundamentais praticadas entre 1946 e 1988, a Comissão configura-se em espaço de reencontro do Brasil com seu passado, subvertendo o senso comum da anistia enquanto esquecimento. A Anistia no Brasil significa, a contrário senso, memória. Em seus 10 anos de atuação, o órgão reuniu milhares de páginas de documentação oficial sobre a repressão no Brasil e, ainda, centenas de depoimentos, escritos e orais, das vítimas de tal repressão. E é deste grande reencontro com a história que surgem não apenas os fundamentos para a reparação às violações como, também, a necessária reflexão sobre a importância da não repetição destes atos de arbítrio.
É neste contexto que surge o projeto “Marcas da Memória”, que expande ainda mais a reparação individual em um processo de reflexão e aprendizado coletivo, fomentando iniciativas locais, regionais e nacionais que permitam àqueles que viveram um passado sombrio, ou que a seu estudo se dedicaram, dividir leituras de mundo que permitam a reflexão crítica sobre um tempo que precisa ser lembrado e abordado sob auspícios democráticos. Para atender estes amplos propósitos, as ações do Marcas da Memória estão divididas em quatro campos: a) audiências públicas; b) projetos de coleta de história oral; c) chamadas públicas de fomento à iniciativas da Sociedade Civil, como a que selecionou o presente projeto; d) publicações.
O projeto Marcas da Memória reúne depoimentos, sistematiza informações e fomenta iniciativas educativas, intelectuais e culturais que permitam a toda sociedade conhecer o passado e dele extrair lições para o futuro. Seu objetivo é descentralizar do Estado o processo de fomento à memória histórica sobre as violações aos direitos humanos e de cidadania ocorridos no passado, garantindo a insurgência de memórias plurais, que reflitam a diversidade de perspectivas que o povo brasileiro tem de sua própria história.
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça

Ficha Técnica
Texto: Consuelo de Castro
Direção e Adaptação: Vera Fajardo
Elenco: Igor Vogas
Mariela Figueredo
Maria Ana Caixe
Daniel Lopes
 Camila Moreira
Kalísley Rosinski
Victor Gorgulho
Pedro Henrique Nunes
Pedro Logän
Marcéu Pierrotti

Iluminação: Moisés Farias
Figurino: Letícia Ponzi
Cenário: Vera Fajardo e Pedro Logän
Supervisão de Cenário: Letícia Ponzi
Trilha Sonora: Vera Fajardo
Direção Musical e Canções Originais: Pedro Logän
Operadora de som e Sonoplastia: Ângela Sant’anna
Preparação Corporal: Duda Maia
Preparação Vocal: Jaqueline Priston
Assistente de Direção: Maria Alice Mansur
Projeto Gráfico: Pedro Logän
Direção de produção:  Andréia Fernandes e Lya Baptista
Realização:  Casa da Gávea

O espetáculo faz parte do Projeto Marcas da Memória – Comissão de Anistía – Ministério da Justiça.

Serviço:
A Prova de Fogo, de Consuelo de Castro
Dias 11 e 12 de setembro, terça e quarta-feira
Duas apresentações diárias
 Horários: 19hs e 21hs
Duração da peça 1h15
Duração do documentário: 20 minutos
Sala Funarte Carlos Miranda
Alameda Nothmann, 1058
Campos Elisios - SP
Tel.:  (11) 3662-5177
Aproximadamente 60 lugares
Classificação indicativa: 14 anos
Entrada Franca


Mais informações sobre a divulgação com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9 9969-0416, pelo e-mailmiriam@bemelmans.com.br ou pelo site www.bemelmans.com.br


Miriam Bemelmans
(11) 3034-4997
(11) 9969-0416
miriam@bemelmans.com.br
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Franceses do La Compagnie Morosof apresentam acrobacias circenses


Espetáculo com bailarina argentina
e artista brasileiro faz apenas quatro apresentações no SESC Pompeia

Em cena, o brasileiro Rafael Moraes posta-se sobre um balanço e suspende a argentina Blancaluz Capellapelos pés. Com um movimento leve e veloz, a acrobata é lançada aos céus, rodopiando suavemente de volta aos braços do companheiro, onde se mantém à espera do próximo giro que a movimentará. Em uma coreografia permeada por saltos, tensões e equilíbrios, a dupla dacompanhia francesa La Compagnie Morosof se apresenta com seu espetáculo 2 & ½, nos dias 8 e 9 de setembro, sábado e domingo, em duas apresentacoes por dia (às 15h e às 17h), na Área de Convivência doSESC Pompeia.

2 & ½ é o segundo espetáculo da companhia e, além de uma turnê pela Europa, participou em 2009 do Festival Mundial de Circo de Belo-Horizonte, no ano da França no Brasil, bem como do 1ero Festival Internacional Pólo Circo, de Buenos Aires. A apresentação se dá com uma cenografia que se resume a um balanço – semelhante a um poleiro – e o próprio corpo dos acrobatas, movimentando-se com o acompanhamento da trilha sonora composta especialmente para o espetáculo pelo músico e compositor brasileiro Fernando Cavaco.

A proposta da coreografia é imergir o espectador nas nuances e detalhes íntimos da obra circense, desde a relação enérgica de profunda confiança entre os acrobatas até os detalhes técnicos e a leveza do esforço exercido em cena. A dupla dança, se equilibra e estabelece tensões e aproximações em um jogo de forças que gira em torno do balanço, adquirindo, pouco a pouco, acesso à intimidade e privacidade um do outro.

A Compagnie Morosof foi fundada em 2005, na França, pela Argentina Blancaluz Capella e o brasileiro Rafael Moraes, recém formados das escolas de circo de Rosny e Chalôns, na Region Centre francesa. Com espetáculos que giram em torno de suas intimidades, histórias e identidades, a companhia já recebeu diversas premiações e indicações. Participou, em 2008, do 29ème Festival Mondial du Cirque de Demain, com um número de “Quadrante Coreano”, acrobacia aérea especialidade do grupo e foi premiada no Jeunes Talentes Cirque 2006, com seu primeiro espetáculo,Prochain.

Serviço:
2 E ½ - LA COMPAGNIE MOROSOF (FRA)
Dias 8 e 9 de setembro, 
sabado e domingo às 15h e as 17h. Grátis. Duração: 22 minutos. Direção: Lionel About. Elenco: Rafael Moraes e Blancaluz Capella. Música: Fernando Cavaco. Área de Convivência.
SESC Pompeia – Rua Clélia, 93
Telefone para informações: (11) 3871-7700
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal 
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Horário de funcionamento da Bilheteria – De terça a sábado das 9 às 21 horas e domingos e feriados das 9 às 19 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC).
 Formas de pagamento - Cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard e Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop).
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Douglas Picchetti - (11) 9814-6911

SESC Belenzinho apresenta... Camerata Aberta e 100 anos de Pierrot Lunaire


A Camerata Aberta apresenta, no dia 14 de setembro, o concerto Pierrot Lunaireno SESC Belenzinho, às 21 horas. Sob regência do maestro francês Guillaume Bourgogne, o espetáculo tem participação especial da soprano francesa Sylvie Robert. Esta obra de Arnold Schoenberg, que está completando 100 anos, é considerada um marco inaugural da música moderna.

O programa do espetáculo tem ainda peça de Silvio Ferraz e obras para voz e ensemble de Anton Webern, além de composições de Claudio Santoro na voz do tenor Tiago Pinheiro.

A Camerata Aberta é um grupo estável de músicos professores da Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim), dedicado à música contemporânea. Alguns de seus integrantes são músicos atuantes na cena erudita brasileira. Já se apresentou em diversos locais em São Paulo , no Festival de Campos do Jordão, no Concertgebouw de Amsterdã (Holanda), Americas Society de Nova Iorque (EUA), em Bruxelas (Bélgica) e na Sala Cecília Meireles no Rio de Janeiro. A Camerata ganhou o Prêmio APCA 2010 de Música Contemporânea pelo pioneirismo e excelência do trabalho ao longo do primeiro ano de existência. Em 2012, lançou seu primeiro CD, Espelho D’Água, pelo Selo SESC.

Pierrot lunaire, de Arnold Schoernberg, composta em 1912, foi encomendada pela atriz Albertine Zehme, que se apresentava nos cabarés de Berlim. Frau Zehme era especialista em melodrama, gênero teatral alemão em que um monólogo é declamado sobre um acompanhamento instrumental.  Ela apresentou a Schoenberg o ciclo de textos intitulado Pierrot Lunaire, do poeta belga Albert Giraud, em versão alemã de Otto Erich Hartleben, que ela desejava declamar. E Schoenberg lhe entregou uma verdadeira obra-prima: um ciclo de 21 canções, para voz, flauta/piccolo, clarinete/clarone, violino/viola, violoncelo e piano, de forma que a instrumentação de cada uma das canções nunca se repete.
Programa: Cinco Cânones Sobre Textos Latinos, op. 16 e Cinco Canções Sagradas, op. 15, de Anton Webern; Toada II: Largo, de Silvio Ferraz; Agrupamento em 10, de Claudio Santoro; Pierrot Lunaire, op. 21, de Arnold Schoenberg.

Concerto: Camertata Aberta em Pierrot Lunaire
Regência: Guillaume Bourgogne
Soprano: Sylvie Robert
Tenor: Tiago Pinheiro
Dia 14 de setembro. Sexta-feira, às 21 horas
SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700
Sala de Espetáculos II (120 lugares). Duração: 1h30. Classificação etária: de 12 anos
Ingressos à venda pela rede INGRESSOSESC: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Estacionamento: R$6,00 (não matriculado no SESC); R$3,00 (matriculado no SESC).

Guillaume Bourgogne

Guillaume Bourgogne estudou nos conservatórios de Lyon, sua cidade natal, e de Paris. Venceu em primeiro lugar o prêmio de regência orquestral tendo Janos Fürst como professor. Atualmente, é codiretor artístico do Ensemble Cairn (Paris) e integrante do Conselho Artístico da Camerata Aberta. É frequentemente convidado a reger orquestras como a Orquestra Gulbenkian (Portugal), Filarmônica de Seul, Nacional de Bordéus-Aquitânia, Filarmônica de Nice e outras. Além de reger o repertório dos séculos XIX e XX, também conduz grupos de música contemporânea como o Court-Circuit, L’Itinéraire, Ensemble TIMF e Contrechamps. Participa de festivais no mundo todo, como Festival de Inverno de Campos do Jordão (Brasil), Festival d’Art Lyrique (França), Festival Internacional Tongyeong (Coreia), Música Viva (Portugal), Ars Musica (Bélgica), Darmstadt Ferienkurse (Alemanha) e Borealis (Noruega), entre outros.

Sylvie Robert

Nascida na França, onde estudou no Conservatório Nacional com os professores Elisabeth Söderström, Camille Maurane e Elisabeth Schwarzkopf, Sylvie Robert vive, há dez anos, na Argentina, onde canta regularmente com orquestras e músicos locais. Estreou canções de Gerardo Gandini, Francisco Kröpfl, Marta Lambertini, Fabian Panisello e Claudio Alsuyet, e participou de estreias argentinas de obras de Webern, Cage, Schelsi, Birtwistle, Boulez, entre outros. Cantou o monodrama La Dame de Montecarlo de Francis Poulenc com direção cênica de Alfredo Arias. Foi convidada pela Universidade de Santander (Espanha) e vários museus na Europa para realizar concertos em homenagem a pintores com o pianista Dimitri Vassilakis. Em 2010, foi convidada pela Faculdade da França para recital em homenagem a Lichtenberg. Desde 2011, leciona na Cité de La Musique (França), a partir de um convite feito pelo Ensemble InterContemporain. Conquistou o prêmio France Musique em 2012.

Tiago Pinheiro

Graduado clarinetista, especializou-se em canto na Berklee College of Music. Dirigiu o grupo Beijo do Coralusp, que atuou em shows e gravações ao lado de artistas como Marlui Miranda e Gilberto Gil. Foi solista em diversas obras sinfônicas, entre as quais: Carmina Burana de C. Orff e Paixão segundo São João de J. S. Bach. Integrou o coro da OSESP, entre 2000 e 2001. É regente titular do Coral Paulistano do Teatro Municipal de São Paulo e conduziu o grupo em performances como O Mundo do Espírito, de Benjamin Britten, e Dido e Enéas, de Henry Purcell, esta última em parceria com o Teatro da Vertigem. Lançou CD pela Dabliú Discos e participou da produção francesa do CD O Amor Brazileiro - Modinhas e Lundus do Brasil Imperial, com o grupo Vox Brasiliensis, com quem excursionou pela Europa. Fez a direção musical e foi um dos protagonistas da Ópera das Pedras, espetáculo de Denise Milan, promovido pelo SESC, com música de Clarice Assad e André Mehmari. Atua ao lado dos grupos Vox Brasiliensis, Novoovonovo e do Núcleo Hespérides.


Assessoria de Imprensa – SESC BELENZINHO
Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762
Sueli Freitas: (11) 2076-9761

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SESC Belenzinho apresenta JULIA, de Christiane Jatahy


Vencedora do Prêmio Shell na categoria Melhor Direção, a peça estreia
em São Paulo, depois de três temporadas de sucesso no Rio de Janeiro.

A peça Julia, uma adaptação do clássico Senhorita Julia, de August Strindberg, chega a São Paulo para cumprir temporada no SESC Belenzinho, a partir do dia 15 de setembro, sábado, às 21h30. Escrita no século XIX, a obra-prima do autor sueco – cujo centenário de morte foi comemorado em maio deste ano – ganhou uma releitura de Christiane Jatahy, conhecida pelo trabalho de investigação sobre as fronteiras da linguagem dramática.

Christiane foi consagrada no último Prêmio Shell pela direção de Julia, que ainda foi indicada ao prêmio de Melhor Cenário e na Categoria Especial pela Adaptação do clássico texto de Strindberg.

Na montagem de Christiane Jatahy, atrás de imensos painéis móveis, onde o filme é projetado, há cenários que são revelados aos poucos para o público. Com cenas pré-filmadas, que complementam e dão continuidade às cenas gravadas ao vivo, o espetáculo é construído na presença do espectador, a cada apresentação. A montagem subverte o limite entre o cinema e o teatro, já que se constrói na integração entre as duas artes e entre o texto clássico e a dramaturgia contemporânea.

O romance impossível entre a filha de um conde e um criado foi escrito no século XIX. Nesta montagem, a história se passa no Brasil de hoje: a mocinha de 17 anos é filha de um rico empresário e se envolve com chofer da família. Protagonizado pelos atores Julia Bernat e Rodrigo dos Santos, o espetáculo trata do conflito com base em códigos sociais atuais. E, pela primeira vez, o empregado é interpretado por um ator negro.

Se Strindberg colocou uma lupa no conservadorismo e no abismo social e cultural que existia entre os dois personagens na época em que o romance foi escrito, agora Christiane Jatahy faz um novo recorte na história. Para isso usa uma câmera. O cinegrafista David Pacheco (que trabalhou com a diretora no longa A Falta Que Nos Move) está presente em cena como testemunha permanente, filmando o encontro atual e urgente entre Julia e Jean, que na montagem chama-se Gelson.

O jogo de cena é complexo e, de certa forma, transforma os espectadores em voyeurs: algumas das cenas só podem ser vistas – ou entrevistas – por parte da platéia, outras através dos detalhes de enquadramento da câmera de David Pacheco. “A filmagem revela a emoção escondida por trás de cada cena, no close, no detalhe e na expansão do espaço cênico para a vida e para outras linguagens, numa real investigação de quais são os limites do teatro”, define a diretora.

Julia se passa em uma única noite, quando os protagonistas, distintos e próximos, se espelham um no outro, se admiram e se odeiam. “Eu te desprezo como um rato. Mas não consigo me livrar de você”, diz Julia. A apropriação de um texto clássico tão atual ajuda a criar aproximação e distanciamento sobre a realidade tratada. A montagem preserva grande parte do texto original e transita no limite entre o passado e o presente, lançando de volta para o espectador algumas questões que persistem desde o século XIX e que são absolutamente atuais. Essa é a primeira vez que a diretora, Christiane Jatahy, adapta um texto clássico. Ela tem intenção de criar, a partir dessa montagem, mais uma trilogia, dessa vez explorando os limites entre o clássico e contemporâneo.

A montagem de Julia é constituída de três camadas:

Teatro: encenação tradicional no palco, diante do público. Essas cenas também são filmadas ao vivo e projetadas, sob mais de um ponto de vista.

Teatro Filmagem: cenas que acontecem no palco, mas em espaços não visíveis pelo público em sets montados atrás dos painéis. Elas são filmadas ao vivo e projetadas no mesmo instante em que acontecem.

Filme: cenas pré-filmadas em locações reais. Exteriores. Novos ambientes e novos personagens que só aparecem no filme.

Ficha técnica

Autor: August Strindberg
Adaptação e direção: Christiane Jatahy
Direção de fotografia: David Pacheco
Concepção cenário: Marcelo Lipiani e Christiane Jatahy
Iluminação: Renato Machado
Figurino: Angele Fróes
Direção de arte e cenário: Marcelo Lipiani
Direção musical: Rodrigo Marçal
Orientação corporal: Dani Lima
Edição/filme: Sergio Mekler e Christiane Jatahy,
Câmera ao vivo: David Pacheco/Paulo Camacho
Assistente de edição: Mari Becker
Mixagem: Denílson Campos
Som direto: Paulo Ricardo
Produção/filme: Manuela Duque
Produção de arte/filme: Marina Lage
Direção de produção/filme e peça: Claudia Marques
Produção executiva : Lara Schueler
Co-produção: Fabrica de Eventos e Axis Produções Artísticas
Produção: Cia Vértice de Teatro
Realização: SESC SP

Elenco:
Julia Bernat (Julia)
Rodrigo dos Santos (Jean - Jelson)
Tatiana Tiburcio (Cristina, em cena apenas no filme projetado)
As crianças, no filme: Alice Gastal  (Julia) e Lucas Banhos (Jelson)

Serviço:
Estreia dia 15 de setembro – sábado às 21h30
SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700
Sala de Espetáculos I (120 lugares). Duração: 70 minutos
Classificação etária: 18 anos
Temporada: de 15 de setembro a 14 de outubro de 2012
Horários: quintas, sextas e sábados (às 21h30); domingos e feriado de 12/10 (às 19 horas). Não haverá espetáculo no dia 7/10 (Eleições).
Ingressos pelo INGRESSOSESC (unidades do SESC): R$ 24,00 (inteira), R$ 12,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública) e R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Estacionamento: R$ 6,00 (não matriculado no SESC); R$ 3,00 (matriculado no SESC).

Christiane Jatahy

Autora e diretora de teatro e cinema. Nos últimos anos, montou espetáculos que dialogavam com distintas áreas artísticas e com novos dispositivos de criação. No teatro montou a trilogia Uma Cadeira Para a Solidão, Duas Para o Dialogo e Três Para a Sociedade, peças que transitavam entre as fronteiras da realidade e da ficção, do ator e do personagem, do teatro e do cinema. Foram elas: Conjugado, A Falta Que Nos Move e Corte Seco. Os trabalhos viajaram para os principais festivais nacionais e internacionais, e foram indicados aos principais prêmios de teatro. Em cinema, criou e dirigiu o filme A Falta Que Nos Move, transposição cinematográfica da peça com o mesmo nome. O filme foi apresentado em festivais no Brasil e no exterior, e esteve em cartaz com excelentes críticas por dez semanas nos cinemas brasileiros.

Julia Bernat

Cursando Artes Cênicas (Teoria do Teatro) na Unirio, Julia atuou em diversas montagens desde 1994. Entre elas estão: O violinista no telhado (2011), Rio Story (2011), Senhora dos afogados (2010/2011), O despertar da primavera (2009), A Noviça rebelde (2008), Oi VaaVoi (2007), Geração Trianon (2006), O inspetor geral (2005), Sonhos de uma noite de verão (2004),Trecos e paradinhas- O teste (2004), Folias do coração (2001), Manossolfa (1997) e A coruja sofia (1994). No cinema, atuou nos longas Ponto final (2011), A despedida (2010) e Ressaca (2008), além do curta-metragem O coração às vezes para de bater(2009) e da participação da nova temporada da Malhação ID, na TV Globo.

Rodrigo dos Santos

Desde os oito anos integrando diversos trabalhos, Rodrigo já contabiliza na sua carreira a participação em mais de 35 montagens, entre elas: A Roda do Mundo (2001/2002), Candaces – A reconstrução do fogo (2003/2004) e Bakulo – Os bem lembrados (2005/2006). Foi ator e diretor em montagens como O rei e o bobo (2001 e 2003) e O monólogo da tartaruga para três cabeças (2005). Em 2010 dirigiu a leitura dramatizada de Uma tempestade, durante o 2º ciclo de leituras Negro Olhar. Na TV integrou o elenco da série da HBO Filhos do carnaval (2006 e 2008) e participou de séries na Rede Globo como Força tarefa(2009), Antônia (2006), A grande família (2000/2001), Os normais (2000) e Brava gente (2000), além de novelas como Passione(2010), Beleza pura (2008), Agora é que são elas (2003), Desejos de mulher (2002) e As filhas da mãe (2002). No cinema está em Nosso lar (2009), Última parada 174 (2008), O Ano em que meus pais saíram de férias (2005) e Cidade dos homens (2006). Filmou também Zona do Porto Carioca (2006) e o longa-metragem para a televisão sul-africana Murmur (2004).

Assessoria de Imprensa – SESC BELENZINHO
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Groove tropical dos paulistanos do CIRCO MOTEL no Prata da Casa

foto: Debora Lopes


Projeto criado para apontar os novos talentos da cena musical brasileira, Prata da Casa revela o suingue paulistano do Circo Motel, em apresentação no SESC Pompeia

Celeiro para novos grupos e artistas, o projeto Prata da Casa é atração obrigatória para quem acompanha de perto a cena musical brasileira e quer conhecer os novos expoentes. O segundo show do mês de setembro é do grupo paulistano Circo Motel, dia 11 de setembro, terça-feira, às 21 horas, na Choperia. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados com 1h de antecedência.

No repertório estão as composições do EP homônimo do grupo, lançado em 2009, e faixas de Sobre Coiotes e Pássaros, primeiro álbum do grupo, lançado em 2011. O grupo toca, também, quatro músicas novas, covers especiais de Hard To Handle, de Otis Redding, e a inédita versão de Nine Out Of Ten, de Caetano Veloso, gravada especialmente para o Canal Brasil. A apresentação conta, também, com a presença do grupo de vozes femininas, saxofones, trombones, trompetes e teclados que acompanha o grupo em apresentações especiais. O disco foi disponibilizado gratuitamente na página do grupo na TramaVirtual (http://tramavirtual.uol.com.br/circo_motel).

O grupo compôs a faixa Lombeirazul em 2012 como parte da coletânea multidisciplinar Reversos, de organização do portal cultural Nego Dito, ao lado de artistas notórios da cena musical paulistana, como Tatá Aeroplano, Bárbara Eugênia e Saulo Duarte. Em setembro, o grupo lançou, também, o vídeo de uma versão despretensiosa do clássico Nine Out Of Ten, do disco icônico Transa, de Caetano Veloso, veiculado exclusivamente pelo Canal Brasil, em comemoração ao dia da independência.

O Circo Motel formou-se em 2008, a partir das referências musicais dos amigos Rafael Gregorio (voz), Rodrigo Machado (guitarra), Felipe Seabra (baixo) e Thiago Coiote (bateria) que, já no ano seguinte da formação, lançaram um EP homônimo ancorado na sonoridade do rock clássico e glam de Led Zeppelin, Guns and Roses e Rolling Stones. Tal identidade, entretanto, não durou muito e logo se viu datada para os jovens.

O grupo então agregou o guitarrista Rafael Charnet, que passou a contribuir para um movimento de revisão e recriação da sonoridade até então consolidada, buscando uma sinergia de referências antigas dos integrantes em uma nova estética. Deste processo, resultou o primeiro álbum da banda, Sobre Coiotes e Pássaros, gravado no estúdio Lamparina, em São Paulo, e lançado de forma independente em um show restrito para 150 pessoas no Apartamento 80, em São Paulo.

A banda se despediu oficialmente de sua sonoridade anterior durante a Virada Cultural de São Paulo de 2010, em uma apresentação lotada na galeria Júlio Prestes, marcando o início de sua nova identidade – ainda em constante construção.

O Circo Motel de Sobre Coiotes e Pássaros aposta na retomada da sonoridade ritmada e da harmonia dançante embalada pela brasilidade musical – referenciada tanto na psicodelia dos anos 60, quanto no samba-rock de Jorge Ben e Bebeto, além da Tropicália de Mutantes, Caetano e Gil e o suíngue negro do R&B de Otis Redding, Aretha Franklin e da Motown. Tal estética se alcança a partir da inclusão de um grupo de vozes femininas (Débora Lopes e Talitha Pereira), de metais (Lucas Joly no trompete, Emiliano Sampaio no trombone e Jorge Cirilo, no saxofone) e teclados (Rafael Montorfano) nas gravações e apresentações ao vivo de grande porte.

Desde o lançamento do EP e a formação do grupo, o Circo vem se apresentando ao lado de nomes em foco na música contemporânea brasileira, como Tatá Aeroplano, Aeromoças e Tenistas Russas e Saulo Duarte em localidades como o Studio SP e a Virada Cultural, conquistando  atenção da mídia e da crítica especializada, que levou à inclusão da faixa Sunshine na lista das 50 melhores músicas de 2011 do blog Trabalho Sujo.

Sob a curadoria do crítico musical Alexandre Matias, responsável por selecionar os participantes em parceria com a equipe de programação do SESC Pompeia, o Prata da Casa tem a proposta de revelar novos talentos. Para isso, oferece condições profissionais (é um dos palcos mais disputados de São Paulo, equipado com som e iluminação) para artistas e bandas iniciantes que estão trabalhando o primeiro CD/DVD ou que ainda não lançaram discos. Trata-se de uma base de lançamento musical ao vivo e uma oportunidade de conhecer em primeira mão a nova safra da música brasileira.

Para roteiro:
PRATA DA CASA – Dia 11 de setembro – CIRCO MOTEL (SP). Músicos - Rafael Gregorio (voz), Rodrigo Machado (guitarra), Felipe (baixo), Rafael Charnet (guitarra) e Thiago Coiote (bateria). Terça-feira, às 21 horas, na Choperia do SESC Pompeia.Curadoria – Alexandre Matias.Capacidade– 800 lugares.Censura– Não recomendado para menores de 12 anos. Ingressos – Grátis.Retirar os ingressos na bilheteria com 1h de antecedência.Duração– 90 minutos.

Dia 18 de setembro – CAFÉ PRETO (PE) – Músicos – Eric Gabino (baixo), PI-R (teclados e programações), Marcus Antonio (guitarra), Bruno Pedrosa (programações, samples e efeitos), Mércio Marley (bateria) e Cannibal (voz).

Dia 25 de setembro – DEAD LOVER’S TWISTED HEART (MG) – Músicos – Ivan (vocais e guitarra base), Velvs (piano, baixo e voz), Guto (guitarra solo e voz) e Pati (bateria e voz).

SESC POMPEIA – Rua Clélia, 93. Telefone – 3871-7700. Acesso para deficientes físicos. Não temos estacionamento. Funcionamento da bilheteria do SESC Pompeia – de terça a sábado, das 9h às 21h e aos domingos, das 9h às 19h. Aceitam-se cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard, Diners Club International e American Express) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro, Redeshop e Cheque Eletrônico). Para informações sobre outras programações, ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br

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Horário de funcionamento da Bilheteria – De terça a sábado das 9 às 21 horas e domingos e feriados das 9 às 19 horas (ingressos à venda em todas as unidades doSESC).

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