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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Núcleo Artístico Pedro Costa apresenta, na Funarte, “Pipando... Onde dormem os pássaros”


Espetáculo resgata a memória e a identidade dos usuários de CRACK

Com apresentações marcadas para os dias 10 a 12 de agosto de 2012, na Funarte SP, no projeto Interlocuções Poéticas, a coreografia“Pipando... Onde dormem os pássaros” promete dar uma nova visão ao universo devastador dos usuários de crack. O espetáculo guiará o público – por meio dos movimentos e sensações da dança contemporânea – nos caminhos tortuosos dos usuários da droga. Ganhador do prêmio 8º Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, o espetáculo dialoga com a vídeo-arte, dança contemporânea, hip-hop, contato e improvisação para contar histórias desse universo em forma de dança.

Com concepção e direção de Pedro Costa e interpretação musical ao vivo de Andrei Ivanovic, “Pipando...” mostra personagens em que os caminhos se bifurcam entre alucinações e momentos em que vivenciam o afeto coletivo e conflitos inevitáveis que levam ao isolamento.

Pesquisa e criação coreográfica
“Pipando...” é um genuíno processo de investigação, que não se limitou aos livros ou a internet: os bailarinos Lúcia Weber, Sérgio Luiz, Márcio Dantas, Roger de Paula e Pedro Costa partiram para a pesquisa de campo e visitaram locais como a Praça da Sé, Praça Júlio Prestes, Largo Coração de Jesus e a Cracolândia, onde colheram entrevistas e depoimentos de usuários. Declarações de familiares, profissionais da saúde, agentes de saúde, sociais, policiais e visitas a clínicas de recuperação completam a pesquisa. A coleta do material trouxe subsídios suficientes para que cada um dos cinco bailarinos compusesse uma galeria de personagens com vidas aparentemente normais, mas que acabaram se entregando ao vício, como uma mulher com ótima situação financeira que deixa os ambientes luxuosos que o dinheiro pode proporcionar para se tornar uma espécie de “zumbi” na Cracolândia, um auxiliar administrativo que perde o rumo no trabalho e encontra o vício, ou mesmo uma criança, que vive com o olhar voltado para o chão, em busca de alguma “pedra” caída, esquecida ou perdida.
“Pipando... Onde dormem os pássaros” levou os intérpretes-criadores a investigar sobre um universo em que as pessoas se submetem a uma dura realidade permeada de violência, crianças deformadas pelo poder voraz da droga, vivendo em um ambiente individualista, de desamor, opressão e de renúncia a qualquer autoestima.

Quem é Pedro Costa
Bailarino e coreógrafo, Costa iniciou suas atividades voltadas à dança em 1981 em Recife/PE.  Trabalhou com os diretores de teatro João Falcão e Rubens Rocha Filho. Posteriormente em São Paulo, estudou com Jane Blauth, Marilena Ansaldi e Ivonice Satie, entre outros. Trabalhou nas companhias Cisne Negro, Joyce Balé, Canvas Cia de Dança, Pássaro de Fogo e grupos independentes. Em 1995, na Europa, aperfeiçoou seus estudos em dança contemporânea na Bélgica, Amsterdã e Alemanha. Dirigiu e atuou junto com Ivonice Satie na Cia. de Dança de Diadema de 1997 a 2001. Foi professor e coreógrafo no Centro de Dança da Prefeitura de Santo André de 2002 a 2004, onde criou e dirigiu os espetáculos: “Eternamente Elis”, “Boneca de Pano” e “Mocambo”. Em 2004 ganhou o Prêmio Estímulo à Dança Contemporânea da prefeitura Municipal de São Paulo com o espetáculo solo “De… Repente”.
Em 2005 criou o espetáculo “Urbanóides” juntamente com o bailarino e coreógrafo Sérgio Luiz.  Em 2006 estreia o espetáculo “Khronos” no SESC Ipiranga que, em 2007, ganhou o Prêmio Fomento Municipal à Dança para Circulação. 

Pipando... Onde dormem os pássaros
Duração do espetáculo: 60 minutos
Classificação etária: 14 anos
Dias 10 e 11 de agosto, às 19h45 e dia 12 de agosto de 2012, às 18h45

Ficha técnica
Concepção e direção: Pedro Costa Assistente de coreografia: Márcio Dantas Produtor executivo Rogério Leite Criadores-intérpretes: Lúcia Weber, Marcio Dantas, Roger De Paula e Marcio Grillo Trilha Sonora: Thiago Jamas Vídeodança: Fabio AlmeidaFotos: Arnaldo Torres Figurinos: Núcleo Artístico Iluminação: Domingos Quintiliano Sonoplastia: Mauricio Obregon
Serviço
FUNARTE: Alameda Nothmann, 1058 Campos Elíseos – São Paulo SP
(Próximo à estação Santa Cecília do Metrô)
Ingressos: $ 10,00 e $ 5,00
Capacidade da sala 70 lugares
Agenda atualizada e informações detalhadas no http:/interlocucoespoeticas.blogspot.com.br ou facebook: Interlocuções Poéticas
Informações e reservas de convites pelo interpoeticas@radarcultural.com.br

                                
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
11 3798 9510 / 2914 0770
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TIM Roda de Rock, com os Houdinis, estreia em Piracicaba


Projeto segue para 15 cidades paulistas com apresentações gratuitas.

 
Piracicaba é a primeira cidade paulista a receber o TIM Roda de Rock com os Houdinis. O show acontece no dia 10 de agosto, sexta-feira, na Praça José Bonifácio, s/n, no Centro, às 20 horas. Haverá sorteio de um iPhone.

Formado por Junior Del Campo (vocais), Ícaro Scagliusi (guitarra), Ricardo Carneiro (guitarra), Lúcio Del Cielo (percussão), Marcos Lucke (baixo), Gui Afif (saxofones), os Houdinis percorrerão 15 cidades do interior paulista, até o dia 20 de setembro, sempre com apresentações grátis.

O grupo faz releituras de obras clássicas do rock mundial, com pegada descontraída e bem pertinho do público. De um repertório com mais de 200 composições, eles pinçam as obras que serão interpretadas em cada show. Neste extenso cardápio musical, tem som para todos os gostos e tribos, mas a performance é impar, lapidada em mais de dois anos de Roda de Rock .

O projeto foi viabilizado por meio do ProAC, Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura, com patrocínio da TIM.

Programação

10/8 (20h) – Piracicaba/SP
Praça José Bonifácio, s/n – Centro

11/8 (13h30) – Jundiaí/SP
Praça Governador Pedro de Toledo s/n – Centro

24/8 - Rio Claro/SP
Rua 12 B (esquina com Avenida 24 A , próximo ao Campus da UNESP)

01/09 (18h30) - Mogi das Cruzes/SP
Atração na Expo Mogi
Av. Prefeito Carlos Ferreira Lopes, n.º 540 - Mogilar

Demais cidades que receberão a Roda de Rock: Campinas, Serra Negra, Tremembé, Ubatuba, Caraguatatuba, Campos do Jordão e outras a definir.


A Roda de Rock e o Houdinis

O início da Roda de Rock foi como uma brincadeira. Dois músicos - um cantor e um guitarrista - começaram a fazer um som, aos domingos, no bar de uma amiga, a Dida. O encontro trazia rock’n’rol da melhor qualidade, feito de improviso, sem roteiro nem repertório a ser seguido.

Aproveitando que “domingo é uma espécie de sexta-feira” para os artistas que trabalham na noite, outros músicos foram chegando ao Bar da Dida - alguns amigos de longa data - para tocar aquele rock descontraído e se divertir. Logo chegaram mais um guitarrista, um percussionista, um baixista, um saxofonista... Uma mesa teve que ser providenciada para acomodar tantos instrumentos, copos e pratos, inaugurando assim a Roda do Rock. A plateia de apreciadores também cresceu, o encontro virou assunto sério e o grupo ganhou o nome de Houdinis.

O que sei viu, desde então, foi rock verdadeiro e informal, sendo executado por músicos de talento e experiência, já amparados pelo equipamento necessário à roda e um repertório de mais de 200 músicas. Mas o clima de roda e o rock sem “firula” permaneceram como grandes atrativos. Os Houdinis estão, sim, para brincadeira musical, no melhor sentido da palavra, há mais de dois anos, enchendo um baú de histórias e sempre colhendo gente para fazer parte desta trilha sonora.

Os Houdinis e sua Roda de Rock já apresentaram shows e participaram de gigs em diversos espaços como: Bar da Dida, Gil Café, Dry Bar, Bar Aurora, Melograno, IT Media (Hyatt Hotel), Troá Camisaria, Suite Savalas, Projeto Harmonizasom (do Melograno), Virada Cultural de São Paulo (24h de rock) e agora Projeto Tim Roda de Rock (15 cidades do interior de São Paulo, em agosto a setembro de 2012).

Repertório – Roda de Rock

  • AC/DCHighway to Hell,
  • Allman BrothersRamblin Man
  • Beach BoysSail on Sailor e Sloop John B.
  • Beastie BoysFight For Your Right To Party (Houdinis version)
  • Billy IdolDancing With Myself  (Houdinis version)
  • BlondieHeart of Glass (Houdinis version)
  • BlurCoffe and Tv
  • Bob DylanAll Along The Watchtower (Houdinis version), HurricaneLike A Rolling Stone e The Man In Me
  • Bob MarleyI Shot The Sheriff
  • Britney SpearsToxic  (Houdinis version)
  • Bruce SpringsteenI'm on Fire
  • Chuck BerryRoute 66
  • David BowieHeroesRebel RebelSpace OddityThis is Not America e Ziggy Stardust
  • Deep PurpleHighway Star
  • Duran DuranHungry Like The Wolf Save a Prayer
  • Elton JohnRocket Man e Tiny Dancer (Houdinis version)
  • Elvis CostelloAlison
  • Elvis PresleyBurning Love e Suspicious Minds
  • Eric ClaptonLay Down Sally
  • Faith No MoreFrom Out Of Nowhere (Houdinis version)
  • Frank ZappaUncle Remus e My Guitar Wants To Kill Your Mamma
  • HoudinisGrey Brick Walls e Rebirth
  • Iron MaidenThe Number of The Beast (Houdinis version)
  • Johnny CashPersonal Jesus
  • KissHard Luck Woman
  • Led ZeppelinWhole Lotta Love (Houdinis version)
  • Leonard CohenHallelujah
  • MadonnaHung Up (Houdinis Version)
  • Marvin GayeLet's Get It On
  • Metallica: Enter Sandman e Seek And Destroy (Houdinis version)
  • MotorheadAce of Spades e Stay Clean (Houdinis versions)  
  • New OrderBizarre Love Triangle
  • NirvanaHeart Shaped Box
  • OasisDon’t Look Back In Anger e Wonderwall
  • Peter GabrielCome Talk to Me e In Your Eyes
  • Pink FloydSet The Controls For The Heart of The Sun (Houdinis version), Echoes e Time (Houdinis version)
  • QueenCrazy Little Thing Called Love
  • RadioheadCreep
  • RamonesI Wanna Be Sedated   (Houdinis version)
  • Rolling StonesTumbling DiceMiss YouLove Is StrongGimme ShelterJumping Jack FlashSympathy For The Devil e outros.
  • SepulturaRoots Bloody Roots   (Houdinis version)
  • Simon and GarfunkelThe Boxer
  • Stevie Wonder: Higher Ground   (Houdinis version)
  • StingConsider Me GoneEnglishman in New York e Moon Over Bourbon Street
  • The ClashBrand New CadillacCard CheatI Fought The Law  e London Calling   (Houdinis version) e Police and Thieves
  • The BeatlesCome TogetherI've Got a FellingI've Just Seen a FaceLady Madonna (Houdinis Version), Ticket to Ride (Don't Let Me Down), Rocky RackoonWe Can Work It Out e Why Don't We do It in The Road
  • The CureBoys Don’t Cry Close To Me (Houdinis version)
  • The DoorsRiders on The Storm   
  • The PoliceEvery Little Thing She Does Is MagicMurder by NumbersMessage In a Bottle (Houdinis version),Synchronicity Ii e Roxanne (Houdinis version)
  • The WhoMy Generation
  • Tom WaitsDowntown Train
  • U2Desire One
  • Van MorrisonWild Night
  • Willie NelsonOn The Road Again
  • E outros…

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel (11) 3079-4915 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br

Lucina em tarde poética com Eunice Arruda


SESC Belenzinho recebe o rock baiano do Cascadura


Show comemora os 20 anos da banda.

A banda soteropolitana Cascadura – ícone do rock baiano dos anos 90 – apresenta-se na Comedoria do SESC Belenzinho, no dia 17 de agosto, sexta-feira às 21h30. O show celebra os 20 anos do grupo, cujo trabalho traz influências estéticas “setentistas”, como country, southern, hard e indie rock.

Fábio Cascadura (guitarra e voz) e Thiago Trad (bateria) formam a dupla que, há 10 anos, conduz o trabalho do Cascadura. Completando o quarteto, estão os músicos Du Txai (guitarra) e Cadinho (baixo). Fábio, além de membro-fundador, é autor de todas as músicas (algumas são parcerias). Suas melodias e letras o colocam entre os mais destacados compositores de sua geração, assinando canções obrigatórias da produção do rock brasileiro contemporâneo.

No set list, sucessos dos 20 anos de história como “Mesmo Eu Estando do Outro Lado”, “Ele o Super Herói”, “Queda livre” e “Vivendo em Grande Estilo ”. Canções do novo disco, Aleluia, que será lançado oficialmente em setembro, também estão no roteiro: “Colombo”, “Soteropolitana”, “Aleluia” e “O Delator”.

Trajetória da banda

Inicialmente chamada de Dr. Cascadura, a trajetória da banda – fundada em 1992 - é uma das mais respeitadas da música popular baiana, além de ser referência do rock nacional. São cinco discos gravados - #1 (1997), Entre (1999), Vivendo em Grande Estilo (2004), Bogary (2006) e o dupo Aleluia (em fase de lançamento) – e diversas participações em eventos e importantes festivais. Destaque também para o DVD Efeito Bogary, um documentário musical dirigido por direção de Renato Gaiarsa e Rodrigo Luna, que mistura músicas ao vivo e de estúdio, entrevistas e depoimentos de 20 personalidades, entre elas Lobão, Nando Reis, Pitty e Felipe Machado.

Amparada pela estética dos anos 70, o início da banda flertou com o country rock, misturando o som southern com letras em português. Porém no terceiro CD, Vivendo em Grande Estilo , chamava a atenção pela mistura de hard e indie rock com melodias que remetiam ao rock nacional. O disco concorreu aos prêmios Dynamite (Melhor Álbum) e Revista Bizz (Melhor Capa). Porém, a visibilidade maior veio com o quarto álbum, Bogary (produzido por andré t), indicado ao Troféu Dia do Rock (Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo), Prêmio Laboratório POP, Prêmio Toddy de Música Independente e no site Scream Yell dividiu o quinto lugar com "Carioca", de Chico Buarque (votação com mais de 90 jornalistas de todo o país). E o videoclipe “Mesmo Eu Estando do Outro Lado” foi premiado como Videoclipe do Ano (Prêmio Bahia de Todos os Rocks), em 2008, quando o Cascadura venceu também como Artista/Banda do Ano.

Produzido por andré t, coproduzido por Jô Estrada, novo disco Aleluia (disponível para download gratuito nowww.bandacascadura.com/aleluia e já indicado ao VMB 2012 da MTV Brasil, na categoria Melhor Disco), traz 22 faixas com novas possibilidades sonoras, novos timbres, novos temas e abordagens, tanto líricas quanto rítmicas, melódicas e harmônicas. O CD – que sairá pelo selo Garimpo Música - tem participação de Siba Veloso, maestro Letieres Leite e sua Orkestra Rumpilezz, Móveis Coloniais de Acaju, Pitty, Mauro Pithon, Jorge Solovera, Gabi Guedes, Paulo Rios Filho e Jajá Cardoso. Há também parcerias de Fábio Cascadura com Nando Reis, Ronei Jorge e Beto Bruno.

Show: Cascadura
Músicos: Fábio Cascadura (guitarra e voz) e Thiago Trad (bateria), Du Txai (guitarra) e Cadinho (baixo).
Dia 17 de agosto – Sexta-feira - às 21h30
SESC Belenzinho – www.sescsp.org.br/belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700
Comedoria (500 lugares)
Ingressos/INGRESSOSESC: R$ 24,00, R$ 12,00 (usuário matriculado, +60 anos, estudantes e professores da rede pública) e R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado). Duração: 1h30. Classificação etária: 18 anos.
Estacionamento: R$ 6,00 (não matriculado) e R$ 3,00 (matriculado).


Assessoria de Imprensa – SESC BELENZINHO
Jacqueline Guerra: (11) 2076-9762
Sueli Freitas: (11) 2076-9761

Verbena Comunicação
Eliane Verbena / Marcela Lima
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 – verbena@verbena.com.br

Ronnie Von e Leo Von em comemoração aos dia dos Pais no Café Paon


terça-feira, 31 de julho de 2012

Direção de Zé Henrique de Paula, Mormaço estreia em agosto no Teatro do Núcleo Experimental

                                                        Foto Bibi Piragibe

         

Um diretor montando a segunda estreia do ano em seu novo espaço – a primeira foi Bichado. Um texto de um jovem e inédito dramaturgo brasileiro. Atores com diferentes trajetórias profissionais, oriundos de diferentes experiências na cena paulistana. Combinação de fatores importantes,MORMAÇO, a novidade teatral do pessoal do Núcleo Experimental, entra em cartaz dia 9 para uma curta temporada até 29 de agosto.

A exemplo da montagem de O Livro dos Monstros Guardados, de Rafael Primot, em 2009, o diretor Zé Henrique de Paula aposta na nova dramaturgia brasileira e leva aos palcos o texto deautoria do jovem Ricardo Inhan, formado pelo Núcleo de Dramaturgia do Sesi / British Council. Recentemente, Inhan foi um dos roteiristas da versão brasileira da série In Treatment, dirigida por Selton Mello.

Para Zé Henrique, Mormaço se comunica, de alguma forma, com as peças da Trilogia da Guerra (As Troianas – Vozes da Guerra, Casa/Cabul Bichado), ao abordar temas como violência, poder e desesperança.

Mormaço narra histórias de jovens sem ambição, devastados pelo isolamento e pela solidão. O enredo se desenvolve por meio de três quadros: dois amigos punks que são agredidos por um grupo de skinheads numa manhã ensolarada de domingo; dois irmãos presos em casa que planejam a morte do pai; e dois amigos, numa pista de skate, que saem com a mesma garota e aguardam o mormaço passar. Veja o site do grupo www.nucleoexperimental.com.br

Poder de comunicação
Zé Henrique conheceu o autor Ricardo Inhan em 2010, quando leu as peças produzidas no Núcleo de Dramaturgia do SESI/British Council, segunda turma. “Das doze peças que eu li naquele ano, a do Inhan me chamou a atenção pela escrita de alto poder de comunicação, aliando sofisticação dramatúrgica, inventividade formal e aquilo que eu busco em qualquer texto teatral, um olhar humano sobre os personagens”, diz o diretor.

Começou uma correspondência entre os dois e Ricardo foi mandando para Zé seus outros textos.Mormaço foi desenvolvido durante esse período, em parceria com integrantes do Núcleo Experimental que haviam trabalhado como assistentes de direção. “Com a peça mais amadurecida, acabei achando que ela já podia ser trabalhada com um grupo de atores e vir à cena”, fala Zé Henrique.

Sobre a montagem da peça, o encenador conta que ele e o grupo passaram mais da metade do processo debruçados sobre o estudo do texto, dos temas abordados, da gênese dos personagens e dos elementos visuais que inspiram a encenação (arte de rua, grafite, o registro fotográfico dos movimentos punk e skinhead, além de obras de pintores como Schiele, Rebolo e Munch).

“Como sempre, tenho privilegiado o trabalho dos atores, a ideia de descobrir e investigar a peça com os atores na sala de ensaio, o teatro como processo mais do que resultadoClaro que prezo pelo acabamento visual e musical - desta vez, a parceria em música se dá com o músico Hélio Flanders, vocalista da banda Vanguart”, diz Zé Henrique.

É a segunda peça que o grupo ensaia inteiramente no Teatro do Núcleo Experimental. Para o diretor, “esse fato, sem dúvida, acrescenta um outro elemento à concepção de direção, que é a interação com o nosso espaço cênico, a possibilidade de descobrirmos a concretude, a materialidade da peça, no próprio espaço em que ela será encenada”.

Desta vez, Zé Henrique de Paula usará o espaço aberto, as perspectivas, as longas distâncias, a ocupação dos cantos e dos vãos da sala, criando o ambiente inóspito e sufocante que Ricardo Inhan sugere para as três cenas da peça.

Texto potente
Para Ricardo Inhan, o texto de Mormaço não respeita a ideia de trama. “Não é uma obra que permite uma aproximação com um enredo feito para dar sentido nas ações e criar emoções de identificação no espectador”, explica. O texto foi escrito para mostrar (e não discutir) as circunstâncias que levam determinadas ações de violência a lugares extremos.

“É um mosaico sobre desesperança e desamparo. Ao mesmo tempo em que não permite uma interpretação imediata, uma única visão de mundo. Acho que pode ser um texto potente, por operar por outras formas de subjetivação e não focar em construções de personagens, mas por rascunhos de personalidades.”

Para o autor, Zé Henrique é um diretor de escolhas dramatúrgicas interessantes, corajosas. “O impacto da primeira vez que vi uma peça sob sua direção foi forte e pensei 'quero que esse cara dirija uma peça minha um dia'. Quando o conheci percebi que, além de inteligência e uma observação particular sobre o fazer teatral, ele é um diretor de estilo próprio, dono de um universo particular, e isso é raro fundamento para qualquer artista.”

Vocalista da Vanguart
O músico Hélio Flanders, da banda Vanguart, recebeu o convite para fazer a trilha sonora do espetáculo. “Tinha ouvido falar muito bem do trabalho do Zé Henrique e logo que tive mais contato com suas montagens, ele é absurdo! Admiro muito o Zé, suas observações para a criação da sonoplastia serão muito importantes. O texto de Mormaço é muito instigante e já estou sentindo uma conexão forte com a trilha. A ansiedade de fazer algo inédito se mescla a uma excitação enorme e o prazer de estar trabalhando com um diretor tão talentoso”, afirma Hélio.

Na concepção da trilha sonora, Hélio Flanders pretende utilizar colagens e alguns enxertos de música clássica, além de climáticas e ambiências. Vocalista do Vanguart, Hélio Flanders continuará, no segundo semestre, com a turnê de Boa Parte de Mim Vai Embora (o álbum foi recordista de indicações ao VMB Brasil 2012) e, em outubro, entra em estúdio para gravar o terceiro álbum da banda.

Ficha Técnica:
Mormaço - DireçãoZé Henrique de Paula. Texto: Ricardo Inhan. Assistente de Direção: Thiago Vieira. Produção: Firma de Teatro.Realização: Núcleo Experimental. Elenco: Ana Elisa Mattos, Danilo Rodriguez, Edu Zenati, Gisa Araújo, Juliana Calderón, Laerte Késsimos, Rafaela Cassol, Ricardo Mancini, Simone Sallas, Stephanie Lourenço, Thiago Vieira, Tiago Real, Valmir Martins. Para maiores informações:www.nucleoexperimental.com.br

 

Para roteiro:

Estreia 9 de agosto, quinta-feira, no Teatro do Núcleo Experimental, na Rua Barra Funda, 637. Temporada – 9 a 27 de agosto. De sexta a segunda – sextas, sábados e segundas às 21h. Domingos às 19h. Ingresso: R$ 30,00 inteira / R$ 15,00 meia. Ingresso gratuito às sextas (sujeito à lotação da sala). Capacidade: 50 lugares. Duração: 60 minutos. Censura: 16 anos.

Com cenário e figurino inspirado em Botero, a comédia Quem é a Fofinha? estreia nos palcos do Teatro APCD


A comédia passou por várias cidades brasileiras e participou de dois festivais em Portugal: 5º. Ciclo de Teatro Brasileiro em Arcos de Valdevez e Festival Cômico da Maia. Essa é primeira vez que a montagem faz temporada na capital paulista. Espetáculo tem como protagonista Beth Rizzo em mais uma produção da Cia. de Teatro Lá Vem o Rizzo. A direção é de Ênio Gonçalves, ator que tem carreira consolidada nos palcos e no cinema brasileiro

Após as temporadas de I Love Neide, Na Boca do Leão e João Pedro e o Mundo Louco da Dona Boca, o Teatro APCD vai se consolidando como novo pólo cultural da Zona Norte de São Paulo. O espaço continua com sua programação teatral e recebe o bom humor e as histórias do cotidiano na comédia Quem é a Fofinha?. A trama estreia sábado, 4 de agosto, às 21h. O espetáculo é protagonizado por Beth Rizzo, que também assina o texto com o diretor Ênio Gonçalves, em mais uma produção da Cia. de Teatro Lá Vem o Rizzo.

O espetáculo tem cenários e figurinos que remetem à obra do pintor colombiano Fernando Botero, um dos artistas mais prestigiados da América Latina, que tem como marca em seu trabalho o jeito peculiar de retratar personagens de maneira arredondada e rechonchuda. “O artista coloca os gordinhos de uma maneira natural e bonita, enfatizando o lado estético, deixando de lado a forma caricata. Procurei absorver essa atmosfera na questão visual da peça”, fala Beth Rizzo.

A peça mostra a história de Mada Lena, uma mulher fora dos padrões estéticos atuais, que depois de sofrer uma decepção amorosa pela Internet busca auxílio em uma sessão de terapia em grupo. O terapeuta tenta auxiliá-la fazendo com que ela reviva vários episódios de sua vida diária. A partir daí, ela encontra respostas para descobrir quem de fato ela é.

A partir desse momento, a protagonista tem flashbacks com seus regimes que tem como objetivo conseguir uma boa forma, encontrar um emprego ou comprar um vestido novo. “São momentos de conflitos com os quais a personagem lida, tudo tratado de maneira divertida na encenação. A comédia quer mostrar que é preciso o ser humano se aceitar, independente das diferenças de qualquer natureza. O público se identifica e se reconhece nas situações vividas”, conta a atriz.

O trabalho de Ênio Gonçalves procurou colocar em prática o humor inteligente e atingir vários públicos. “A história soa verdadeira, as experiências da personagem trazem identificação nas pessoas”. O diretor já atuou em novelas, participou de cerca de 40 peças teatrais, além de ser um nome reconhecido no cinema nacional por estrelar longas como Filme Demência e Garotas do ABC, ambos de Carlos Reichenbach. Também trabalhou com diretores renomados como Walter Lima Jr. e Júlio Bressane.

George Pagassini é o responsável pela trilha sonora que mistura música da Madonna, do clássico filme E O Vento Levou..., entre outros sons usados de maneira cômica. Quem é a Fofinha? passou por cidades brasileiras e participou de dois festivais em Portugal: 5º. Ciclo de Teatro Brasileiro em Arcos de Valdevez e Festival Cômico da Maia. Em 2012, a montagem foi convidada a se apresentar no 9º. Festival América do Sul – FAS, na cidade de Corumbá (MS).

“Essa é primeira temporada que fazemos na capital paulista. O Teatro APCD é grande, tem um belo urdimento, som excelente. Além disso, é bem localizado, tem fácil acesso para o público prestigiar um lugar que fomenta a cultura”, enfatiza Beth.

(Renato Fernandes – julho de 2012)

Teatro APCD
Novo pólo cultural na Zona Norte de São Paulo, inaugurado no mês de março. O espaço funciona no interior da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas. Com 1.662m², o teatro tem 800 lugares na plateia e 44 lugares distribuídos por dois camarotes. Com projeto arquitetônico de Heitor Coltro, o local possui poltronas vermelhas estofadas, palco de 7 por 6 metros, boca de cena de 16m por 5.80m.

Sobre a Cia. de teatro Lá vem o Rizzo
A Cia. de teatro Lá vem o Rizzo, núcleo da Cooperativa Paulista de Teatro, foi fundada em 2003, pela atriz, contadora de histórias, escritora e produtora teatral, Beth Rizzo. Desde seu início, a “Lá Vem o Rizzo” buscou uma investigação teatral, que, por meio da arte, o público jovem e adulto fosse sensibilizado a refletir sobre seu papel como cidadão, considerando a importância que suas atitudes podem ter na vida social. A Cia. tem em seu repertório mais de 60 histórias, já se apresentou e continua se apresentando nas unidades do Sesc, capital e interior, desde 2003, com contações de histórias, intervenções, mediações de leitura etc. Também em 2012 foi novamente selecionada pela Secretaria da Cultura do estado de São Paulo com 3 projetos: “Beth Rizzo contando causos cascudos”, “Poesia com alegria” e “Pedrinho e Narizinho contando suas aventuras no Sítio do Pica Pau Amarelo”, para apresentações em 30 bibliotecas, além da Secretaria de cultura de São Caetano do Sul com histórias do Sítio do Pica Pau Amarelo.

PARA ROTEIRO:

QUEM É A FOFINHA – Estreia Sábado, 4 de Agosto, às 21h.Texto: Beth Rizzo e Ênio Gonçalves. Direção: Ênio Gonçalves. Elenco: Beth Rizzo e Ronaldo Barbosa. Operação de som e luz: Nuno Beserra. Produção: Cia. de Teatro Lá Vem o Rizzo. Duração: 55 minutos. Gênero: Comédia. Classificação: 12 Anos. Capacidade: 800 lugares. Ingressos: R$ 40 (Inteira), R$ 20 (Meia) e R$ 15 (Associados APCD). Temporada: Sábados, às 21h, e domingos, às 19h. Até 26 de Agosto.

TEATRO APCD. Rua Voluntários da Pátria 547 – Santana – São Paulo/SP. Telefone: (11) 2223-2424  Lotação: 800 lugares. Bilheteria: De quarta-feira a sábado, das 15h às 22h, e domingo, das 15h às 20h. Pagamento: Cartões: Visa, Mastercard e Good Card. Acesso para deficientes físicos. Ar condicionado. Estacionamento no local, coberto e com seguro. A 100 metros da estação do metro Tietê. (http://www.apcd.org.br/teatroapcd/)

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