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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tragicomédia Véspera, segundo texto de Camila Appel, filha de Leilah Assumpção.



Do meio-dia até o anoitecer, sem energia elétrica, a casa de uma família está prestes a ser demolida. O Natal é amanhã e o último dia antes da festa é o foco de VÉSPERA. Texto de Camila Appel, a peça estreia dia 18 de maio, sexta-feira, às 21 horas, no Teatro Itália.

Segundo trabalho da paulista de 30 anos (o primeiro foi A Pantera), filha da dramaturga Leilah Assumpção, o espetáculo teatral de um ato, 80 minutos e cinco personagens, tem direção de Hudson Senna, iluminação de Paulo César Medeiros, cenário e figurino de Márcio Vinicius e trilha sonora original de Fábio Sá. O elenco conta com os atores Cris Nicolotti, Tadeu Di Pyetro, Juçara Morais, Silvia Lourenço e Rafael Maia.

Interessada pelo dia que antecede os rituais numa sociedade, a autora tem a  proposta de apresentar um diálogo ágil, por meio de um texto que cobre a passagem de tempo, da hora do almoço até o lusco-fusco do cair da tarde. Camila Appel também se deixa seduzir pelas camadas existentes nas relações humanas. “E a função do dramaturgo é tentar expor essas camadas”, diz ela.

A formação e a dissolução do núcleo familiar, sob a influência da tecnologia, são focos do espetáculo, que levanta discussões envolvendo assuntos inerentes à sociedade contemporânea. “Os diálogos podem sugerir o teatro do absurdo, mas os temas são bem realistas e explícitos", comenta Camila.

Os ciclos familiares também merecem atenção da dramaturga. A ideia de Véspera surgiu de seu olhar sobre o envelhecimento de seus pais. “Até o terceiro sinal, observamos a personagem Filha (Silvia Lourenço) assistindo a demolição da casa onde cresceu”, detalha Camila Appel, para depois reproduzir trecho da peça. “Mãe, eu não tive filhos para não ter que aceitar o fim de um ciclo, o fim do seu ciclo mãe."

A partir daí, o público é levado a acompanhar a preparação do ritual natalino, comandado pela protagonista Eva (Cris Nicolotti), mas a chegada de um vizinho curioso, Daltôn (Rafael Maia), faz o enredo tomar novos rumos.

De acordo com o diretor Hudson Senna, um dos principais destaques de Véspera é a multiplicidade de leituras. O ritmo, as nuances do texto, além da luz e cenografia, contribuem para um entendimento. “Grande parte do sucesso de uma peça acontece com um casting bem feito. Cada papel encaixou-se perfeitamente no ator escolhido, e isso é meio caminho andado. Agora cabe ao diretor não atrapalhar”, ri. Hudson se preocupou em acertar a configuração dos atores em cena para que cada movimento seja justificado pelo texto.

Para o cenário, Hudson Senna imaginou uma casa que favorecesse as nuances e a dinâmica dos personagens. Assim, o cenógrafo Márcio Vinicius criou uma parede formada por um mosaico de molduras de madeira, com uma porta no centro. Atrás dela, um painel de luz desenhado por Paulo César Medeiros. Como a casa está sem luz, o desafio do iluminador é o de conseguir teatralizar a luz natural, fazer a passagem de tempo acontecer sem ser notada. 

Camila Appel emprestou o título da montagem do latim vespera: "cair da tarde, anoitecer, relacionado a Vesper, o planeta Vênus, que surge no final do dia - indicando o começo da noite". Em inglês e hebraico, a palavra Véspera é Eva (Eve), mesmo nome da protagonista.

Camila Appel por Irene Ravache

O processo em dramaturgia de Camila Appel começou, para o público, em 2010 quando seu texto A Pantera foi encenado, no Centro Cultural São Paulo. Ela diz que foi “uma decisão tardia”, porque sua formação inicial foi em Administração de Empresas pela EAESP-FGV, com mestrado na London School of Economics em Antropologia e Desenvolvimento. Na minha opinião este processo começou no berço, Camila sempre conviveu com o Teatro, brincar com palavras fazia parte do seu cotidiano de menina. Escrever portanto não foi uma “decisão”, ela apenas fez o que tinha que ser feito, cumpriu sua vocação. Não está de passagem, é uma dramaturga em pleno exercício do seu ofício.

Não sei como classificar seus textos, deve ser porque há muito tempo não me preocupo com classificações, um texto é bom ou não é. Ela mistura, em doses harmoniosas, um pouco de surrealismo, humor irônico, reflexão sólida, situações reais e ao mesmo tempo patéticas. Consegue fazer com que o espectador saia de sua zona de conforto, com elegância, sem agredi-lo. Seus personagens não passam por julgamentos, duvidam de suas próprias convicções, equilibram-se na perigosa corda da dubiedade, e nos oferece um diálogo ágil, direto e consistente.

Em entrevistas Camila diz “só no Teatro existe o terceiro sinal, o frio na barriga de ver uma arte viva, orgânica, que se apresentará de forma específica naquele instante para nunca mais ser repetida” e “O Teatro é algo que sai de mim com cérebro e coração mas ainda sem a capacidade de respirar”. Esta capacidade de respirar a que ela se refere é quando o seu texto através de uma encenação chega ao público. Porque é desse encontro que é feito o Teatro. Esta noite, vamos respirar Camila Appel!

(Trecho do texto escrito pela atriz Irene Ravache no programa da peça)

Elenco
Cris Nicolotti ( atriz)
Em 2007 criou um hit de acessos no YouTube com a canção "Vai Tomar no Cu", criada após uma briga com seu vizinho que reclamava sobre o barulho que vinha de seu apartamento. A canção foi vencedora do Video Music Brasil 2007, premiação musical promovida pela MTV Brasil, na categoria Web Hit. Cris fez trabalhos na TV em pequenos papeis em séries e novelas como na Band em Chapadão do Bugre e O Cometa, no SBT fez Brasileiras e Brasileiros e Esmeralda, e na atual emissora fez parte de Os Amadores e Por Toda Minha Vida. Cris somente foi fazer sua estréia fixa em telenovelas em 2010 em Viver a Vida, trama da Rede Globo, onde viveu a cartomante Regina. Ainda em 2011 integrou o elenco da novela Malhaçãoaonde viveu Vera. Em 2012, fez parte da minissérie “O Brado Retumbante” onde viveu a jornalista Lúcia Wolf.

Tadeu Di Pyetro (ator)
Ator, economista, diretor e produtor cultural Antonio Tadeu Di Pietro, conhecido como Tadeu Di Pietro e também creditado Tadeu Di Pyetro, nasceu em (24 de janeiro de 1952. Tadeu di Pietro atua no teatro, cinema e televisão. Na televisão, Tadeu di Pietro participou das novelas "O Profeta" (2007); "Belíssima" (2006), "América" (2005); "Metamorphoses" (2004); "Esperança" (2002); "Coração de Estudante" (2002); "Desejos de Mulher" (2002) "Aquarela do Brasil" (2000 - minissérie); "Suave Veneno" (1999); "Anjo Mau" (1997); "Por Amor e Ódio" (1997); "O Rei do Gado" (1996); "Você Decide" (1994); "Agosto" (1993- minissérie).

No teatro, dentre outras peças, atuou em "Macário" (1993); "Mãe Gentil" (2000); "O Avarento" (2006); “Leonardo Maquiavel e Eu”; “Sábado, Domingo e Segunda”; "Mãos ao Alto”. No cinema Pietro atuou nos filmes “Olga” e “Trilhos Urbanos; "Até que a Vida nos Separe" e "Soluços e Soluções".

O ator, em 2010, faz uma participação na novela "Viver a Vida" da Rede Globo. ““ No ano seguinte, Tadeu di Pietro esteve em um dos episódios do seriado “Divã” e atualmente participa como Cleber em” A Vida da Gente”. Em 2012, Tadeu di Pietro está no espetáculo teatral A Saga da Bruxa Morgana e a Família Real", ao lado de  Rosi Campos.

Juçara Morais (atriz)
Entre seus últimos trabalhos como atriz estão: “Trieiros”, de Rubens Rewald – Produção de Doró Cross Silva e direção de Regina Galdino;” As Turca”, de Andréia Bassit – Produção deIrene Ravache e direção de Regina Galdino;” É 20! As Folias do Século”, dramaturgia de Jamil Dias e Gerson Steves a partir da obra de Arthur de Azevedo – Direção de Zé Henrique de Paula;” Mãe Gentil”, roteiro e direção de Ivaldo Bertazzo. Dirigiu diversas montagens , entre as quais: “ A Novidade do Caos” , criação do Núcleo de Pesquisa Teatro Orgânico – Teatro Brasileiro de Comédia T.B.C.; “Do Barro do Chão” , da Cia Paulista de Coral – Centro Cultural São Paulo; “ Lira dos Vinte Anos” , de Álvares de Azevedo – Teatro Pirandello

Rafael Maia (ator)
Participou de várias montagens, entre as quais podemos citar: “ Narcisianas” – texto e direção : Ariela Goldman ; “ Otelo “ - de W. Shakespeare, direção Diogo Vilela e Marcus Alvisi ; “ Um Passeio no Parque”  (The Sum of Us) - de David Stevens, direção de Tônio Carvalho; “Avenida Dropsie”  - de Will Eisner, direção de Felipe Hirsh; “ Pouco Amor não é Amor”, de Nelson Rodrigues, dir. de Tarcisio L. Puiati (06)- Prêmio de Melhor Ator, melhor espetáculo ( Júri e Voto Popular) (Festival Nelson Rodrigues 25 anos - CAL); “ Os Sete Gatinhos” - de Nelson Rodrigues, direção de Nelson Rodrigues, filho (04) COMEMORANDO? (Party Time) de Harold Pinter, direção de Denise Weinberg (02)
Silvia Lourenço (atriz)
Formada no Teatro-Escola Célia Helena, integrou o Centro de Pesquisa Teatral (CPT), de Antunes Filho. Atuou em “Pequenas Histórias que a História não Conta”,  direção de Luiz Carlos Moreira, “Essa Nossa Juventude”, dirigida por Laís Bodansky e “As Meninas”, adaptação de Maria Adelaide Amaral para o romance de Lygia Fagundes Telles, “ A Pantera”, de Camila Appel, direção Marco Antônio Braz. No cinema protagonizou “Contra Todos” e “Quanto Dura o Amor?”, ambos  de Roberto Moreira. Também esteve no elenco de “Querô” e “O Cheiro do Ralo”. Na TV, atuou em “Alice”, da HBO e na série “Tudo Novo de Novo”, da TV Globo. Recentemente protagonizou a série “Bipolar”, do canal Brasil.

Para roteiro:
Véspera – Estreia dia 18 de maio, sexta-feira, às 21 horas, no Teatro Itália. Texto: Camila Appel. Direção: Hudson Senna. Atores: Cris Nicolotti, Tadeu Di Pyetro, Juçara Morais, Silvia Lourenço e Rafael Maia. Cenário e Figurino: Márcio Vinicius. Iluminação: Paulo César Medeiros. Trilha sonora: Fábio Sá. Produção/Administração: Cristina Sato/ Paulo Ferrer. Duração: 80 minutos. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 30 (Sexta) e R$ 40,00 (Sábado e Domingo). Importante – 1ª sexta de cada mês ingresso grátis.

Teatro Itália – Avenida Ipiranga, 344. Centro. Telefone – 3120 6945. Aceita Cartão de Crédito e débito. Capacidade – 278 lugares.  Temporada: Sextas-feiras e sábados às 21hs e domingos às 19 horas. Até 8 de julho.

ARTEPLURAL – Assessoria de imprensa Fernanda Teixeira - 11. 3885-3671/ 9948-5355
Adriana Balsanelli – (11) 9245-4138
Douglas Picchetti – (11) 9814-6911
Renato Fernandes – (11) 7286-6703
Facebook – Arteplural

VIAGEM TEATRAL SESI RIO CLARO | ESPETÁCULO " DONZELA GUERREIRA "








TEATRO DO SESI RIO CLARO APRESENTA A PEÇA 
"DONZELA GUERREIRA" 

O espetáculo mostra a história de uma jovem que se disfarça de homem para representar o único filho varão da família e assumir o lugar de seu velho pai na convocação para a guerra. Como soldado, ela apaixona-se por seu Capitão e este por ela. Sem revelar sua verdadeira identidade, Donzela e Capitão travam suas próprias batalhas, colocando a prova seus princípios, sentimentos e desejos. 

A sessão gratuita será realizada no sábado (12 de Maio), às 20h. 
* OS INGRESSOS SERÃO DISTRIBUÍDOS A PARTIR DE 1 HORA ANTES DO ESPETÁCULO 

Confira nossa programação: facebook.com/SESIRIOCLARO 
                                  twitter/SESIRIOCLARO 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Gabriela Duarte é A Garota do Adeus da comédia romântica


a partir de 11 de maio no Renaissance

De Neil Simon, o marco da comédia romântica nos cinemas Goodbye Girl, de 1977, recebe adaptação de Edson Fieschi para o teatro. É a primeira vez que o texto será encenado nos palcos. No elenco, Gabriela Duarte, Edson Fieschi, Júlia Gomes, Clara Garcia e Nilton Bicudo são dirigidos por Elias Andreato. Espetáculo traz para os palcos situações cômicas das relações humanas, por meio do envolvimento entre um homem e uma mulher com personalidades totalmente distintas

Antes de começar um dos ensaios de A Garota do Adeus, a mais ou menos um mês da estreia, o diretor Elias Andreato orienta os atores da seguinte maneira: “Levem o ensaio como um exercício prazeroso, tentando uma interpretação exuberante a cada momento. Vamos colorir o personagem, prestar atenção nas passagens, nas mudanças de tônus, de vibração, ora com romantismo, ora com humor”.

Comédia romântica com texto leve de Neil Simon, A Garota do Adeus (Goodbye Girl, EUA, 1977) recebe primeira adaptação para o teatro deEdson Fieschi e estreia com a atriz Gabriela Duarte no papel principal dia 11 de maio, sexta-feira, às 21h30, no Teatro Renaissance. A direção é de Elias Andreato, e no elenco estão, ainda, Edson Fieschi, a pequena Júlia Gomes, de 10 anos, Clara Garcia e Nilton Bicudo.

O filme Goodbye Girl, EUA, 1977, coleciona os prêmios mais importantes do cinema. Foi vencedor do Oscar na categoria de melhor ator (Richard Dreyfuss), além de indicado nos quesitos de melhor atriz (Marsha Mason), melhor atriz coadjuvante (Quinn Cummings), melhor filme e melhor roteiro original. Também ganhou o Globo de Ouro como melhor filme, melhor ator, melhor atriz e melhor roteiro de cinema. No Reino Unido, foi vencedor nas categorias de melhor ator, melhor atriz e roteiro no Prêmio BAFTA  e, na Itália, recebeu o Prêmio David di Donatello de melhor diretor e melhor ator de filme estrangeiro.

Sinopse

A dançarina e atriz Paula Menezes (Gabriela Duarte) é abandonada pelo namorado, também ator, que vai para a Espanha tentar um novo papel no filme de Almodóvar. Para piorar a situação, ele subloca o apartamento em que ela e a filha Luci (Julia Gomes) vivem, para outro ator, Hélio Garcia (Edson Fieschi), recém-contratado para estrelar uma curiosa adaptação de Ricardo III.

Quando Hélio chega, Paula não permite que ele entre no apartamento. Depois de algumas conversas, os dois entram em um acordo e passam a dividir a casa. Porém, as excentricidades de Hélio e o cômico mau-humor de Paula são uma ameaça à boa convivência. Suas diferenças trazem conflitos constantes, onde divertidas e emocionantes confusões acontecem.

A leveza de Neil Simon
Comédia de situação, A Garota do Adeus trata, de forma bem-humorada, da relação entre duas pessoas com diferentes personalidades. Tema parecido já foi visto por mais de 150 mil espectadores em outra montagem de Neil Simon, Estranho Casal - também produção de Edson Fieschi, ao lado de Carmo Dalla Vecchia e Luciano Borges.

“Estranho Casal foi o meu primeiro contato com o autor. Comecei a me interessar pela escrita dele  e conheci A Garota do Adeus por indicação de Gilberto Braga. O texto de Neil Simon é muito teatral. Quando assisti ao filme, reparei que a história poderia ser contada perfeitamente no teatro. Fiz uma adaptação para o Brasil, cidade de São Paulo, já que originalmente a trama se passa em Nova York”, conta Fieschi, produtor ao lado de Luciano Borges, adaptador e também protagonista com Gabriela Duarte. “No cinema, existem os cortes entre uma cena e outra. Já nos palcos, a dinâmica é bem diferente. Tem trocas de roupas, ambientes, uma outra estrutura”, completa.

 “Meu mais recente trabalho nos palcos foi há cinco anos em As Mulheres da Minha Vida, também de Neil Simon, onde atuei ao lado de Antônio Fagundes – um privilégio, aliás. Neil Simon tem um texto típico, muito gostoso de fazer. É o tipo de peça que você assiste com sorriso no rosto”, conta Gabriela Duarte, que recebeu, recentemente, o Prêmio Contigo por sua interpretação na novela Passione (Globo) ao lado de Irene Ravache.

Mãe de duas crianças (de 5 anos e 4 meses), Gabriela Duarte conta que seu lado mãe ajuda muito na construção da personagem. “Resolvi fazer a peça justamente porque a Paula Menezes é mãe, romântica, mulher forte, guerreira. É quase que uma simulação da vida interpretar esse papel agora. A maternidade é uma coisa única. Provavelmente não terei mais filhos, então queria vivenciar esse momento de todas as formas possíveis, inclusive profissionalmente”, diz Gabriela.

A atriz comemora o fato de cada vez ter mais oportunidades de fazer comédia. “O verdadeiro ator pode fazer tudo. Não existe ator apenas de drama, comédia ou stand up. O profissional precisa brincar nesses campos. Eu me sinto privilegiada em estar cada vez mais à vontade para brincar na minha profissão. Me sinto autorizada a passar por vários caminhos, por vários gêneros. As oportunidades têm aparecido e eu estou me sentindo muito versátil. Esse é meu desejo. É isso que eu sempre quis”, conta Gabriela.

“Neil Simon escreve um humor que não passa pelo psicologismo. Ele flui, é leve, é auto-explicativo. É um humor típico, que o público adora. A Paula Menezes representa muitas mulheres, enquanto Hélio Garcia, muitos homens. A relação entre eles também é múltipla. Muita gente se identifica”, conta Gabriela.

O diretor Elias Andreato, que ensaia a peça simultaneamente em cartaz em São Paulo com o texto denso de Equus, afirma que o prazer do seu trabalho é exatamente esta variação de universos. Com sua direção, pretende provocar um encantamento com o texto leve de A Garota do Adeus. “Penso na peça como uma possibilidade de provar que é possível um final feliz. Quero que a peça provoque uma nostalgia de todas as nossas sessões da tarde”, diz.

”O papel do diretor é definir a atitude que devemos ter em relação ao que escolhemos. E preciso conduzir os atores para o que foi combinado, e todos devemos nos comprometer com isso. Com carinho e prazer, para que o resultado seja conquistado antes por nós e, depois, pelo público”, explica Elias.

O time
Quem assistir à montagem, certamente vai se surpreender com o carisma da pequena Júlia Gomes, de 10 anos, que interpreta Luci, filha de Paula, vivida por Gabriela Duarte. Seu primeiro trabalho de destaque foi na mega-produção A Noviça Rebelde, aos 6 anos. Agora, aos 10, está na TV e tem certeza de que vai seguir a carreira de atriz. “Eu amo o palco e o som dos aplausos. Adoro atuar, cantar e quero fazer os dois pra sempre. Também quero fazer filmes e estudar inglês nos EUA.” 

Ainda envolvida com a personagem Elisa, da novela Amor Eterno Amor, Júlia Gomes trabalhou muito para encontrar a Luci. “Assisti ao filme e conheci o comportamento dela. No começo foi difícil, não estava conseguindo encontrar a personagem dentro de mim. Mas o Elias, a Gabriela e o Edson me ajudaram muito. O Elias sempre fala com jeitinho como ele quer me ver em cena. E a Gabriela sempre me dá dicas de como fazer. De repente, a Luci está aparecendo. Está sendo muito  divertido”, conta a atriz mirim. 

Sobre sua relação com a veterana Gabriela Duarte, Júlia diz estar aprendendo muito. “Eu estou adorando. Ela é muito carinhosa comigo e me sinto mesmo a filha dela quando estamos juntas. Ela cuida de mim e eu cuido dela. Gabriela é doce e fala sempre baixinho”, diz.  Para o diretor Elias Andreato, não há dúvidas de que a pequena Júlia nasceu pra brilhar. “Sua sensibilidade, profissionalismo e talento são incríveis.”

Edson Fieschi conta que a escolha de todo o time foi certeira. “A peça precisa de um diretor que tenha proximidade com os atores. E o Elias, além de ser um diretor excelente, se destaca como ator. Elias é sensível, assim como a história.”

Gabriela Duarte foi a primeira pessoa a ser contatada para o projeto. “Ela tem uma versatilidade grande e sua personagem passa por drama, mas tem lado cômico. Ela é a atriz certa para o papel, pois passa verdade na hora da interpretação. Além de tudo, ela tem uma filha com idade parecida com a da personagem e isso contribui. Ela é uma excelente pessoa para trabalhar”, conta Edson Fieschi.

“Eu fico emocionada ao lembrar que o Edson, além de me convidar, também esperou a minha gravidez para dar o start no projeto. Temos uma química muito boa em cena, está dando muito certo. Eu me sinto lisonjeada, emocionada por estar vivenciando isso na minha vida”, afirma Gabriela.

A versátil Clara Garcia interpreta quatro personagens na montagem. “A possibilidade de fazer esses personagens no mesmo espetáculo é prazerosa e rara hoje em dia. Em Estranho Casal, eu fazia uma participação especial que era um deleite e agora me divirto com essas quatro mulheres a que dou vida. Neil Simon sempre consegue fazer com que as intervenções pequenas sejam de suma importância para contar a história.”
                                                                     foto de João  Caldas
Em A Garota do Adeus, Clara Garcia dá vida a Diana, melhor amiga da Paula, uma mulher guerreira, alegre e extremamente generosa. Também vive a amarga síndica do prédio, a jovem atriz Olívia e a clássica personagem Lady Anne, de Shakespeare, em uma montagem fora dos padrões.

O papel de Nilton Bicudo, como define o ator, é uma brincadeira do autor dentro da peça. “Como o protagonista é um ator às voltas com a batalha da profissão, existe o diretor, personagem que reforça o caráter de comédia da peça. Em minha interpretação mostro como nós, atores, estamos expostos a todo tipo de ciladas. Neste caso, estou compondo um diretor auto centrado, que por ser o típico gay edipiano, acaba elaborando uma teoria evolucionista com pitadas de terapia comportamental para justificar seu tesão no protagonista, ou seja, uma caricatura de um intelectual tarado e canastrão”, conta Nilton Bicudo, que já foi dirigido por Elias Andreato em outras montagens.

Nilton interpreta também um coreógrafo, que está preocupado em paquerar as bailarinas. “É uma participação, que chamo de número de cortina, com função específica de divertir, marcar a situação das protagonistas, como uma breve e precisa piada. Estou feliz em fazer”, conclui.

Resultado do jogo
O diretor Elias também está muito feliz com o resultado do time. “Já dirigi Nilton e, sempre que for possível, quero estar ao lado dele, com todo seu talento. Clara Garcia é uma atriz versátil e talentosa. O Edson é um grande ator, que busca seu caminho com precisão e muita dedicação. Ele sabe escolher seus personagens e o que pretende com eles. A leveza, humor sutil e carisma da pequena grande Gabriela Duarte, que quer fazer sua própria história na dramaturgia brasileira, é deliciosa. Serei eternamente grato por poder participar deste momento da vida da Gabriela e de todos estes talentos juntos”, diz ele.

“O grande prazer do meu ofício é ser diferente todo o tempo. Eu acredito que tudo é um grande exercício para que eu possa construir a minha historinha pessoal até o fim”, fala o diretor, que celebra sua carreira nos palcos, atuando e dirigindo. “O teatro é um território neutro, onde tudo é possível. Hoje temos comédias, dramas, tragédias, musicais, stand up e comédias românticas. Qual outra profissão permite percorrer todos esses caminhos? Vamos comemorar esta oportunidade e ser feliz!.”

“Elias Andreato é uma das pessoas mais doces e carinhosas com quem eu estou tendo o privilégio de trabalhar. Edson é meu parceiro, meu colega, uma relação rara. O Nilton é um cara talentosíssimo, uma pessoa espetacular, eu aprendo diariamente com sua veia cômica. A Clara é uma amiga de outros carnavais, com quem estou amando me reaproximar. E a Julia é a luz dos nossos ensaios, a doçura de uma criança com profissionalismo e cabeça impressionantes para a idade que tem”, diz Gabriela.

“Estou vivendo duas coisas muito grandiosas na minha vida: a maternidade e a minha volta ao teatro. O que mais eu quero da vida?”, comemora a protagonista, que afirma que trabalhar com comédia a faz enxergar a vida com mais leveza.

Ficha técnica

Texto: Neil Simon. Adaptação: Edson Fieschi. Direção: Elias Andreato. Elenco: Gabriela Duarte, Edson Fieschi, Nilton Bicudo, Clara Garcia e Julia Gomes. Iluminação: Mário Martini. Cenário: José Dias. Figurino: Fábio Namatame. Produção Geral: Luciano Borges.

Para roteiro

Estreia dia 11 de maio no Teatro Renaissance. Alameda Santos, 2233 - Jardins – São Paulo. Temporada: sextas, às 21h30, sábados, às 21h e domingos, às 18h. Classificação: 10 anos.
Preços: sextas R$ 70, sábados e domingos R$ 80.  Capacidade do teatro: 462 lugares. Duração: 90 minutos. Até 5 de agosto. Vendas por telefone e internet: Ingresso Rápido.


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#GARGALHADAS
 
Luiz Gustavo estará com os grandes talentos da TV (grupo PAY PER RIU), Rodrigo Cáceres (Zaca), Marcos Aguena (Japa) e Dinho Santana. E ainda, os insanos do grupo RISO ERETO (Bruno Bolívia, Thiago Cepeda, Dihh Lopes e o garoto Xuxa, Davis Reimberg).
 
SÁBADOS 5, 12 e 19 de Maio às 21h
Teatro do Ator
Praça Franklin Roosevelt, 172 Centro - São Paulo - Fone: (11) 3257-3207
(final da Av. Consolação, ao lado da igreja e aproximadamente 5 minutos da estação República)
 
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DESPIROCANDO rir muito com Jorge Paulo no Teatro Silvio Romero


Despirocando é um show de humor diferente de tudo o que já se viu até hoje.

Com convidados diferentes em todas as apresentações o show se destaca por reunir em um único lugar: esquetes, paródias, stand up, imitações, personagens, improviso, e muito mais.

De um forma diferente os convidados junto com Jorge Paulo vão em forma de sorteio durante o espetáculo definindo qual o quadro e qual o rumo da apresentação. Dessa forma nunca uma apresentação será igual a outra gerando assim uma curiosidade maior do público.

Show com improviso, stand up, imitações, personagens. Onde tudo é sorteado na hora. Toda semana convidados diferentes. Um show diferente a cada apresnetação

Teatro Silvio Romero
Rua Coelho Lisboa, 339
(Dentro do Shopping Silvio Romero)
Tel.:(11)2093-2464

Todo Sábado
 De 12/05 até 30/06
 Horário: 18h 
Duração: 70min
 Direção: Jorge Paulo
 Classificação: 12 anos