Translate

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Espetáculo Slavianski Bazaar de Beto Bellini no Espaço dos Satyros Um


Um debate entre os universos do teatro e da televisão


Dia 11 de maio, sexta-feira, às 23h59, estreia o espetáculoSlavianski Bazaar dirigido e escrito por Beto Bellinino Espaço dos Satyros Um. O texto promove a discussão entre o teatro e a televisão com metalinguagem e multimídia. No elenco: Gisa Guttervil, Camilla Camargo, Daniel Morozetti, Heitor Saraiva, Ruy Andrade, Maria Carolina, Joana Pegorari, Edinor Messias, Danilo Amaral, Lilian Prado, Mateus Simões e Raquel Rosarouge. A temporada vai até 31 de junho, sempre às sextas e sábados, às 23h59. O projeto tem o apoio do Governo de São Paulo, através da Secretaria de Estado da Cultura, pelo Programa de Ação Cultural – ProAc. Patrocínio da Wheaton Brasil e Gerresheimer. Realização:FAZ Centro de Criação. Ingressos a R$ 30,00 e meia-entrada.

Um trio de atores vive os seus conflitos. Uma atriz famosa se encanta por um jovem ator. Ele é de um pequeno grupo de teatro, aceita o assédio por ambição e vira as costas para o seu passado, inclusive se afasta de sua namorada grávida, outra jovem atriz.

Slavianski Bazaar foi um bar que existia na Rússia onde os formadores do TAM (Teatro de Arte de Moscou) se reuniam para debater ideias e angústias como acontece em São Paulo na Praça Roosevelt.

Personagens realistas se misturam com etéreos. Um clown representa o teatro em um tempo diferente. Dois diretores são criados pelo alter ego do autor que sempre está em uma discussão interna sobre a arte. Um anjo, além do bem e do mal, reflete o que pensa o ator, suas dores e renúncias. A jovem atriz representa o voo da gaivota e consequentemente, a dos atores. “A peça tem como objetivo promover um debate entre o teatro e a televisão, não de trazer respostas,” comenta o diretor.

Texto de Beto Bellini: “Àqueles que não se incomodam com os veículos de comunicação, que não se importam com a arte, educação, cinema, televisão, ensinamento, crítica e profecia; podem ignorar esse trabalho de teatro coletivo de um grupo em formação. Mas quem se preocupa com os rumos dos veículo de comunicação em massa, da religião e da  política de patrocínio da arte; fiquem atentos! Algo vai surgir!”

A peça faz referências a autores como Tchekhov, Schopenhauer e Shakespeare. O texto foi escrito em processo colaborativo com os autores almejando futuramente a criação de um grupo que terá como próximo trabalho a encenação da peça A Gaivota de Tchekhov. Entre os integrantes da equipe estão alunos da SP Escola de Teatro.

Texto de Beto Bellini: “A evolução tecnológica vem nos assombrando com uma velocidade espantosa, numa proporção de progressões geométricas, com imagens em alta definição e terceira dimensão. Sem dúvida teremos que avaliar os conceitos e valores na comunicação entre esse velhinho que é o Teatro e que tem mais de três mil anos, a televisão, essa jovem de pouco mais de 50 anos e os assustadores recém nascidos e minúsculos brinquedinhos derivados de celulares, iphones e similares. E para isso convém misturar de maneira interativa, itinerante, experimental, tecnológica e ciberneticamente falando, esses veículos e tipos humanos, no Teatro, que é, foi e sempre será o palco para o homem discutir questões essenciais. E nele conjugamos, quem sabe, o que pode ser, o ressurgimento dos valores perdidos no vácuo dessa modernidade devastadora e onde vemos tragédias, misérias, glamour,  riquezas, ostentações e irresponsabilidades que precisamos ponderar. Somos fruto do meio ou meio de um fruto complexo que é essa enorme quantidade de informação e devastação, humanos e máquinas, chips e gosmas, árvores e fios, líquidos e aflições, hipóteses e gases, dúvidas e solidão em quilômetros de pensamentos?
É  importante tentar fazer algo para que possamos pertencer a história e só vamos conseguir isso se fizermos parte do acúmulo do saber, estudando e criando, refletindo e registrando as sensações e experiências. Como guardiões da história, mas, ativos. Servindo como veículo e transformando essas informações em experiências práticas em busca de um viver melhor. Criar um objeto cultural que sirva de morada das próximas gerações.”

Currículos:

Beto Bellini
Formação:
·      1984/86 - Faculdade do CARMUS: Centro Artístico - Musical de Santos. Bacharel em artes cênicas como ator e diretor;
·      1990/93 - FACECS - Faculdade de Ciências Econômicas e Comerciais de Santos, como Economista;
·      1993 - Oficina de Direção teatral com os diretores Roberto Lage, Amir Adad e Antunes Filho - Sesc Anchieta - SP;
·      1996/97 - Oficina de Interpretação de atores da Rede Globo de Televisão.
·      2005 – Tecnologia em Cinema – UGF.

 Teatro:

 Trabalhos realizados como ator:

·      1986/87 – Estréia profissional com o espetáculo teatral “O Noviço”de Martins Pena com direção de Neyde Veneziano - Teatro Municipal de Santos e principais capitais do país;
·      1988/89 – “Revistando o teatro de Revista” de Perito Monteiro com direção de Neyde Veneziano - Teatro Sesc Anchieta de São Paulo;
·      1990 – “A Miúda Alegre” de Perito Monteiro com direção de Neyde Veneziano - Teatro Centro Cultural São Paulo, sala Jardel Filho;
·      2008 – O Arquiteto e o Imperador da Assíria de Fernando Arrabal, direção Haroldo Costa Ferrari com Beto Bellini e Paulo Vilhena. Espaço dos Satyros Dois – SP;
·      2009 – O Arquiteto e O Imperador da Assíria de Fernando Arrabal, direção Haroldo Costa Ferrari com Beto Bellini e Paulo Vilhena. Teatro das Artes – Sala Tônia Carrero - RJ;
·      2009 – 120 Dias de Sodoma, direção de Rodolfo Garcia Vásquez,  Espaço dos Satyros Dois – SP;
·      2009 – Filosofia na Alcova, direção de Rodolfo Garcia Vásquez, Espaço dos Satyros Dois – SP;
·      2010 – Justine , direção de Rodolfo Garcia Vásquez – em cartaz no Espaço dos Satyros Dois;
·      2011 – 19 Centímetros de Lauro Cesar Muniz com direção de Barbara Bruno – Satyrianas – SP;
·      2011 – Pira, Pirandello, Pira – livre adaptação de Mário Viana de Um, Nenhum e Cem Mil de Luigi Pirandello – direção de Barbara Bruno. Espaço dos Parlapatões – SP.

Trabalhos realizados como diretor e autor:

·      2010 - Nó de Cachorro ou a Mandrágora Brasileira – direção Beto Belline e supervição de Nelson Xavier – Teatro Bibi Ferreira – Espaço dos Satyros Um e Espaço dos Satyros Dois – SP;
·      2012 – Está dirigindo e escrevendo o texto SlaviansK Bazaar


 Premiação como ator:

·      1986 - Melhor Ator na VI Amostra Estadual de Tatuí - SP, com o espetáculo “O Noviço”;
·      1987 - Melhor Ator no I Festival Universitário Nacional de Teatro de Blumenau - SC, com o espetáculo “O Noviço”;
·      1988 - Prêmio Destaque Diário Popular a todo o elenco do espetáculo “Revistando o Teatro de Revista” no 12º Festival de Teatro do SESC - SP;
·      1997 - 4º Prêmio SHARP de Teatro, ano Paulo Autran - Melhor espetáculo musical - RJ;

 Premiação como produtor:

·      1997 - “As Malvadas” , prêmio SHARP de Melhor Espetáculo Musical;
·      1998 - "Na Bagunça do Teu Coração", indicação de Melhor Espetáculo Musical
·      2010 – “Hipóteses para o Amor e a Verdade” – SP – prêmio da Associação Paulista de Teatro;
·      2010 – “Hipóteses para o Amor e a Verdade”- indicação prêmio Shell – melhor direção para Rodolfo García Vázquez.

 Televisão:

 Trabalhos realizados como ator - Rede Globo:

·      1997 - Novela “ O Rei do Gado ” com direção de Luís Fernando Carvalho;
·      1997 - Série “A Justiceira” com direção de Daniel Filho;
·      1998 - Novela “Anjo Mau” com direção de Denise Saraceni;
·      1998 - Novela “Torre de Babel” com direção de Denise Saraceni;
·      1998 - Novela “Era Uma Vez...” com direção de Rogério Gomes;
·      1998 – Novela “Pecado Capital” com direção de Wolf Maia;
·      1999 - Novela “Suave Veneno” com direção de Ricardo Waddinton;
·      1999 - Minissérie “Chiquinha Gonzaga” com direção de Jaime MonJardim;
·      2000 – Novela “Esplendor” com direção de Wolf Maia;
·      2000 – Minissérie “A Muralha” com direção de Denise Saraceni;
·      2000 – Novela “Laços de Família” com direção de Ricardo Waddinton
·      2001 – Minissérie “Presença de Anita” com direção de Ricardo Waddinton
·      2001 – Novela “As filhas da mãe” com direção de Jorge Fernando;
·      2002 – Novela “O Clone” com direção de Jaime MonJardim;
·      2003 – Novela “Esperança”  com direção de Luís Fernando Carvalho;
·      2003 – Novela “Sabor da Paixão”;
·      2003 – Novela “Mulheres Apaixonadas” com direção de Ricardo Waddinton;
·      2003 – Série “Carga Pesada”;
·      2003 – Série “A Grande Família”
·      2003 – Novela “Kubanacan” com direção de Wolf Maia;
·      2004 – Novela “Da cor do pecado” com direção de Denise Saraceni;
·      2004 – Série “A Diarista”;
·      2004 – Novela “Como uma onda” com direção de Marcos Paulo;
·      2004 – Novela “Senhora do destino” com direção de Wolf Maia;
·      2007 – “Pé  na Jaca” com direção de Jorge Fernando;
·      2009 –  Malhação com direção de Marcos Paulo – Rede Globo;
·      2009 – Minissérie Além do Horizonte com direção de Rodolfo Garcia Vásquez na TV Cultura;
·      2009 –  Caminho das Índias, direção de Eduardo Schetman;
·      2010 – Força Tarefa, direção José Alvarenga.

 Publicidade:

·         2000 – Concessionária Podiun ( Fiat ) – Cariacica – ES. ( TV Vitória );
·         2000 – Governo do Estado do Espirito Santo ( TV Gazeta );
·         2001 – Coca Cola – RJ.

 Cinema:

·         2002 – “Lembrar é Resistir” de Analy Avarez, Isaias Almada e Ivan Jaff com direção de Nelson Xavier e direção de fotografia de Jorge Monclair;
·         2004 – “Noite Feliz” de Ivan Jaff com direção de Fernando Linhares.;
·         2010 – “Ivan”com direção de Fernando Rick
  
Faz Centro de Criação

Teatro:
·      1994/95 - “Deixa Que Eu Empurro” de Perito Monteiro com direção de Neyde Veneziano - Teatro de Arena Eugênio Kusnet - São Paulo;
·      1996 - “A Gaivota” de Anton Tchekov com direção de Jorge Takla - Teatro Nelson Rodrigues - RJ;
·      1996 - “Os Fantástikos” de Tom Jones e Harvey Schmidt com direção de Elias Andreato - Teatro de Arena - RJ;
·      1997/98 - “As Malvadas” de Charles Moeller com direção do mesmo - Teatro da Faculdade da Cidade (antigo Teatro Delfim) e Teatro Café Pequeno - RJ;
·      1998 - “Na Bagunça do Teu Coração” de Luís Fernando Vianna e João Máximo com direção de Bibi Ferreira - Teatro João Caetano e Teatro Villa Lobos - RJ.
·      1999/2000 – “Um Passeio no Bosque” de Lee Blessing  com direção de Emilio Di Biasi – Teatro do SESI R. Graça Aranha – RJ; Teatro Alfa – SP; Teatro Brasileiro de Comédia – TBC – SP.
·      2001 – Primeiro trabalho com o grupo de Nelson Xavier. Lembrar é Resistir de Ivan Jaf com direção de Nelson Xavier. Encenado no prédio do antigo DOPS – rua da Relação 40 – RJ.
·      2002 – Projeto Genoma de Ivan Jaf,  direção de Expedito Barreira. Apresentado durante o segundo semestre de 2002 nas escolas públicas da cidade do Rio de Janeiro.
·      2004/2005 – Amor!Coragem!Compaixão! de Terrence McNally com direção de Emilio Di Biasi. Tendo no elenco Cláudio Curi, Hélio Cícero entre outros. Teatro Maria Della Costa – SP. e Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim RJ.
·      2007 – O Arquiteto e o Imperador da Assíria de Fernando Arrabal, direção Nelson Xavier com Beto Bellini e Gérson Lobo . Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal – RJ.
·      2008 – O Arquiteto e o Imperador da Assíria de Fernando Arrabal, direção Haroldo Costa Ferrrari com Beto Bellini e Paulo Vilhena. Espaço dos Satyros Dois - SP
·      2009 – Uma Coisa Muito Louca de Flavio de Souza, direção Roberto Lage com Luiza Gottschalk e Bruno Gradim. Teatro Bibi Ferreira – SP
·      2009 – Gotas ao Dia de Alessandro Toller e Tatiana Passarelli, direção Sérgio Sálvia Coelho. Teatro Augusta – SP

·      2009 – Produção da temporada carioca no Espaço Municipal Sérgio Porto dos espetáculos paulistanos  do Grupo Os Satyros: A Filosofia na Alcova, 120 Dias de Sodoma, Justine, Liz e O Monólogo da Velha Apresentadora.
·      2009 – Temporada carioca do espetáculo O Arquiteto e o Imperador da Assíria -  Teatro do Leblon – Sala Tônia Carrero com Beto Bellini e Paulo Vilhena;
·      2010 –  Hipóteses para o Amor e a Verdade , direção de Rodolfo García Vázquez -  Espaço dos Satyros Um – Pça Roosevelt  - Indicado ao prêmio Shell de melhor direção;
·      2010 - Nó de Cachorro ou a Mandrágora Brasileira – direção de Nelson Xavier – Teatro Bibi Ferreira – Espaço dos Satyros Um e Espaço dos Satyros Dois – SP;
·      2010 – 19 Centímentros – direção Barbara Bruno de Lauro César Muniz – Satyrianas – 25/11/2010;
·      2011 - Último Stand –up, estreia no Festival de Curitiba ;
·      2011 – Produziu no interior do estado na cidade de São Pero o show musical – Música, Poesia e Amigos com direção geral de Wagner Santos;
·      2011 – Pira, Pirandello, pIra – Não entre você pode encontrar você – direção de Babara Bruno – adaptação Märio Viana – Espaço dos Parlapatões - SP ;
·      2012 – Quarto 77 de Leonardo Alkmim, direção de Roberto Lage com Paulo Goulart Filho, Maria Laura Nogueira e Gisa Guttervil – Teatro Augusta - SP
·       

 Premiação :
·      1996 - “A Gaivota”, indicação para Kalma Murtinho de melhor figurino - Prêmio SHELL;
·      1996 - “Os Fantástikos”, prêmio Mambembe de melhor ator coadjuvante para Emiliano Queiróz;
·      1996 - “Os Fantástikos” , prêmio IBEU de melhor direção para Elias Andreato e Melhor ator para Emiliano Queiróz;
·      1997 - “As Malvadas” , prêmio SHARP de Melhor Espetáculo Musical;
·      1997 - “As Malvadas” prêmio Mambembe de melhor direção musical para Claudio Botelho;
·      1999 – “Um Passeio No Bosque” , prêmio SHELL – RJ -   melhor ator para Emilio Di Biasi;
·      2000 – “Um Passeio no Bosque” prêmio IBEU – RJ – melhor tradução para Barbara Heliodora;
·      2010 – “Hipóteses para o Amor e a Verdade” – SP – prêmio da Associação Paulista de Teatro;
·      2010 – “Hipóteses para o Amor e a Verdade”- indicação prêmio Shell – melhor direção para Rodolfo García Vázquez.

A FAZ Centro de Criação atua desde 1994 no mercado teatral brasileiro construindo uma trajetória de escolhas cuidadosas, com os melhores profissionais e formando uma parceria de confiança com seus patrocinadores que lhe dão exclusividade de patrocínio há mais de 11 anos. Está entre as melhores produtoras do eixo Rio-São Paulo com mais de 20 produções e ainda lançamentos de livros, CDs de música e shows. Em 2012 realizou a produção da peça Quarto 77 dirigida por Roberto Lage. Site: http://www.producoesfaz.com.br/

Realização:  FAZ Centro de Criação
        
Equipe Técnica e Elenco:

Direção | Autor | Beto Bellini
Coordenação de Produção | Erika Barbosa

Elenco |
Gisa Guttervil | Heitor Saraiva |Camilla Camargo | Daniel Morozetti  | Ruy Andrade | Maria Carolina Mosele | Joana Pegorari  | Danilo Amaral | Lilian Prado | Mateus Simões | Raquel Rosarouge
Convidado especial Edinor Messias

Assistente de Direção | Andressa Cabral
Assistentes de Dramaturgia | João de Freitas | Marina Odo
Diretora de Produção | Gisa Guttervil
Produtor Executivo | Pedro Ivo Pires
Diretora de Novos Projetos | Luiza Gottschalk
Cenógrafo - Ambientador | Milton Fucci
Figurinista | Walério Araújo
Styling |Fabrício Miranda
Assistente de Figurinos | Fabrício Miranda
Iluminador | Alessandra Marques e Wagner Freire
Trilha Sonora | Henrique Mello
Designer de Vídeo | Luciana Ramin
Assessoria de Imprensa | Miriam Bemelmans
Designer Gráfico | Leo Marino
Fotógrafo | Demian Golovaty
Caracterização para fotografia | Mirian Canno e Hamilton Franco
Contador | Wagner Lima
Assessoria Jurídica | Calazans de Freitas – Advogados Associados
Operador de som e vídeo | Diego Mazu
Operador de Luz | Rodrigo Gava

Proponente | Patrícia Natally dos Santos

Serviço:
Espetáculo Slavianski Bazaar

Local : Espaço dos Satyros Um

Estreia dia 11 de maio, sexta-feira, às 23h59
Temporada: sextas e sábados às 23h59 até 31 de junho

Pça. Franklin Roosevelt, 214

Consolação - Centro.

Telefone: 3255-0994
Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos a R$ 30,00 e meia-entrada

Desconto especial para moradores da Praça Roosevelt - R$ 5,00 (Necessário apresentação de alguma conta em nome do morador)

Os ingressos serão vendidos uma hora antes na bilheteria do teatro. É possível fazer reserva pelo telefone. Meia hora antes do espetáculo os ingressos serão liberados.

 

Apoio do Governo de São Paulo, através da Secretaria de Estado da Cultura, pelo Programa de Ação Cultural – ProAc
Patrocínio da Wheaton Brasil e Gerresheimer

 

 


Mais informações sobre a divulgação com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9969-0416, pelo e-mail miriam@bemelmans.com.br ou pelo sitewww.bemelmans.com.br 
 

Teatro Aliança Francesa reabre com L’Illustre Molière

Foto de Ronaldo Gutierrez

Dirigido por Sandra Corveloni, revivendo obra do grande dramaturgo

Como protagonista, Guilherme Sant’Anna (20 anos de Grupo Tapa e prêmio APCA 1989 e 2005). Com cenário
 e figurinos de Zé Henrique de Paula e direção musical de Fernanda Maia, peça retrata vida e obra de um dos
maiores  autores de comédia da história do teatro. Usando a metalinguagem, a diretora coloca o público como observador
do processo de construção de um espetáculo

Em cena ao lado do palco, a mesa de trabalho do dramaturgo, ator e encenador francês Molière (1622-1673), onde suas criações se materializam. À vista do público, os atores nas coxias, trocando de figurino e se preparando para dar vida às personagens. A metalinguagem dá o tom à encenação de Sandra Corveloni para L’Illustre Molière.

A peça marca a volta da programação cultural do Teatro Aliança Francesa dia 11 de maio, sexta-feira, às 20 horas. Nesse ambiente se desenvolve o drama da vida cotidiana de uma companhia teatral do século 17, com suas dificuldades e conquistas, um contraponto ao teatro e os costumes da época em relação às regras sociais e artísticas atuais.

O espetáculo - sucesso de público no Teatro do Sesi  - reúne no elenco os atores da Cia D’Alma: (Guilherme Sant’Anna – Molière; Paulo Marcos – René du Parc;Amanda Acosta – Madeleine Béjart; Angela Fernandes – Marquise; Caio Salay – Michel Barón; Lara Hassum – Armande Béjart, e Mateus Monteiro – La Grange) e é composto por cenas das principais peças de Molière. Na montagem da diretora Sandra Corveloni - prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em 2008 -, além de escrever os textos, ele - que é considerado um dos mestres da comédia satírica - se apresenta como um comediante habilidoso e diretor exigente.

A dramaturgia de Sandra Corveloni, Lara Hassum e Mateus Monteiro mescla trechos das principais obras de Molière, como O Burguês Fidalgo, As Eruditas, Don Juan eTarfufo, com histórias sobre os bastidores da criação artística de uma companhia teatral. L’illustre Molière apresenta o cotidiano dessa trupe capitaneada pelo autor de comédias Jean Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière (Guilherme Sant’Anna), mostrando momentos marcantes de sua vida e obra.

Sinopse
No palco desta encenação, Molière – que, ao lado de outros nove atores, fundou em 1643 a companhia de teatro L'Illustre Théâtre – faz uma viagem sem escalas com seu grupo do século 17 ao  21 para nos mostrar que uma boa comédia nunca sai de moda. Às voltas com seus novos textos, busca inspiração na sociedade para criar suas personagens e devolvê-las como um reflexo crítico do comportamento humano.

O cenário e figurinos, concebidos por José Henrique de Paula, propõem ao espectador uma viagem ao século 17, com uma ambientação em tons pastéis inspirada na obra de Rembrandt. O cenário recria o palco barroco tradicional com a cena em perspectiva, o procênio iluminado pela ribalta, e o telão ao fundo, adaptado da obra de Sebastiano Cerlio (1475-1557), um dos maiores cenógrafos do período. 

“Começamos a trabalhar com as vozes, instrumentos e a experimentar alguns madrigais dos séculos 16 e 17. O resultado foi tão inesperado que a experiência foi para a peça”, conta a diretora musical Fernanda Maia. “Mesclamos as músicas ao estilo barroco, compostas para a peça, com canções vocais populares renascentistas.” A música ilustra a leveza dos diálogos do dramaturgo, como completa Fernanda Maia.

Sandra Corveloni, ao dirigir um espetáculo sobre Molière, sua companhia e suas peças, sente-se lisongeada. “Pois é como se ele participasse dos ensaios, contribuindo conosco o tempo inteiro através de suas obras. Ao mesmo tempo, tenho a grande e difícil responsabilidade de recriar um pedacinho da vida de tão ilustre artista.”

Os figurinos de época mostram a roupa básica utilizada pelos atores da trupe de Molière durante os ensaios, complementados com vestimentas e adereços elaborados para caracterizar as personagens vividas nas diferentes peças do autor. A iluminação sugere o clima antigo de velas e tochas. A direção musical de Fernanda Maia traz canções vocais populares renascentistas executadas ao vivo pelos atores, que fazem um contraponto com a leveza dos diálogos do dramaturgo.

“Essa capacidade de colocar uma lente de aumento na hipocrisia, no exagero e na ingenuidade humana nos seduziu completamente e eu fico honrada em orquestrar, junto com Molière, esse concerto para fazer rir e pensar”, escreve Sandra Corveloni no programa da peça.

Sobre Molière

Autor de obras-primas da comédia, como Tartufo, Jean-Baptiste Poquelin, conhecido como Molière, foi batizado em Paris em 15 de janeiro de 1622. Filho de um rico fornecedor de tapetes da casa real recebeu educação privilegiada no colégio de Clermont. Recusou-se, porém, a seguir a carreira do pai e decidiu abraçar o teatro, quando em 1643 fundou em Paris, junto com outros nove atores, a companhia L'Illustre-Théâtre, que faliu 16 meses depois. O duque de Épernon patrocinava a trupe. O cenário era Lyon, 1653. Nessa época Molière começou a escrever comédias, incluindo O Marido Ciumento. Em 1658 Molière e os Béjarts voltaram a Paris.

Agora sob o patrocínio de Monsieur, irmão do rei, a trupe passou a compartilhar um teatro com uma companhia italiana de commedia dell'arte. Em 1659, As Preciosas Ridículas lançou Molière como diretor. Em 1663 casou-se com Armande Béjart. Nessa época, Molière tornou-se um dos autores favoritos do rei Luis XIV. Em O Doente Imaginário, Molière fazia o papel-título quando, ironicamente, teve um ataque em pleno palco, durante a quarta apresentação. Levado para casa, morreu pouco depois. Sua esposa teve que implorar ao rei que intercedesse junto ao arcebispo de Paris para que pudesse enterrar o artista, um direito a que os atores tinham de abdicar ao escolher a profissão.

Sobre Sandra Corveloni

Atriz, diretora e professora de teatro com 23 anos de experiência profissional na área teatral. Integrou o Grupo TAPA por 10 anos como atriz e diretora atuando nas peças: “Major Bárbara”, de Bernard Shaw (2002); “Órfãos de Jânio”, de Millôr Fernandes (2001); “Contos de Sedução - Contos de Guy de Maupassant” (2000), “A Serpente”, de Nelson Rodrigues (2000); “Ivanov”, de Anton Tchéckov (1998); “Moço em Estado de Sítio”, de Vianinha (1997-98); “Do Fundo do Lago Escuro”, de Domingos de Oliveira (1997); “Rasto Atrás”, de Jorge Andrade (1996).  No mesmo grupo dirigiu as montagens: “As Viúvas”, de Arthur Azevedo (1999-2000), e “O Amargo Siciliano”, de Luigi Pirandello (2008).

Atuou nos espetáculos: ”Side Man”, de Warren Leight (2010), direção Zé Henrique de Paula; “O Livro dos Monstros Guardados”, de Rafael Primot (2009), direção Zé Henrique de Paula; “Retorno ao Deserto”, de Bernard Marie Kotès (2008), direção Catherine Marnas; “Mistinguett”, de Marília Toledo (2005), direção Dagoberto Feliz; “I Racconti sul Vestito Incantato” (2004), concepção, direção e atuação de Sandra Corveloni (Itália); “O Califa da Rua do Sabão”, de Arthur Azevedo (2003), direção Norival Rizzo; “Auto da Paixão e da Alegria”, de Luiz Alberto de Abreu (2003), direção Ednaldo Freire; “Ônibus da História”,de Calixto de Inhamuns (1999), direção Edinaldo Freire e Rosi Campos; entre outros.

No cinema, “Flores Ímpares”, de Sung Sfai (1992); “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas (Palma de Ouro no Festival de Cannes, Melhor atriz no Festival de Havana, Prêmio Qualidade Brasil, os melhores de 2008; Premio Veja SP 2008; Premio ACEI - Correspondentes Internacionais); “O Filme dos Espíritos, de Michel Dupre (2010); “Onde está a felicidade”, de Carlos Alberto Riccelli (2010). Como professor, trabalhou nas áreas de interpretação e montagem nas escolas Macunaíma, Célia Helena, Vento Forte, Oficinas do Grupo TAPA, Uniban, TUCA, Instituto Intercultural e Escola Wolf Maia.

Para roteiro:
L’Illustre Molière – Reestreia 11 de maio, sexta-feira, às 20 horas, no Teatro Aliança Francesa.
Direção: Sandra Corveloni. Elenco: Guilherme Sant’Anna; Paulo Marcos; Amanda Acosta; Angela Fernandes; Caio Salay; Lara Hassum; Mateus Monteiro. Direção musical: Fernanda Maia. Preparação corporal: Inês Aranha. Cenografia e figurino: Zé Henrique de Paula. Assistente de figurino: Cy Teixeira. Produção: Corveloni De Simone Produções Artísticas Ltda. Diretor de produção: Maurizio De Simone. Illuminador: Nelson Ferreira. Fotógrafo: Ronaldo Gutierrez. Classificação: 12 anos.Duração: 90 minutos. Gênero: Comédia. Ingressos: R$ 30,00 inteira, R$ 15,00 meia e R$ 10,00 alunos e funcionários da Aliança Francesa. Temporada: quintas, sextas e sábados às 20 horas. Até 30 de junho.

Teatro Aliança Francesa - Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque. Tel.: (11) 3017-5699/ 2371-7460. Horário de funcionamento: Teatro: Quinta-feira, sexta-feira e sábado, das 16h às 22h. Café: Quinta-feira, sexta-feira e sábado, das 16h às 20h. Ingressos Tel.: (11) 4003.2330 e www.ingressorapido.com.br. Bilheteria Horário de funcionamento: De quinta-feira a sábado, das 16h às 20h. Lugares: 210 + 4 para portadores de necessidades físicas. Acesso a portadores de necessidades físicas. Ar condicionado. Wi-fi grátis. Estacionamento conveniado em frente ao teatro: R$15,00 (por 4h)