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sexta-feira, 30 de março de 2012

Ivo Müller vive o poeta Rainer Maria Rilke na peça Cartas a um Jovem Poeta

foto:Betina Humere

vo Müller vive o poeta Rainer Maria Rilke
no espetáculo Cartas a um Jovem Poeta

O ator volta com o espetáculo Cartas a Jovem Poeta, no Viga Espaço Cênico, a partir de 3 de abril. A trama é baseada na obra de Rilke, o maior poeta da língua alemã do século 20.  Sua obra é uma das mais traduzidas, lidas e admiradas em todo o mundo. O espetáculo se inspira no cinema e na literatura para trazer uma atmosfera que faz reflexões sobre a nossa vida e a natureza humana

Além de estar em 12 Homens e Uma Sentença e fazer parte do elenco do filme Tabu, prêmio da Crítica Internacional (FIPRESCI) do Festival de Berlim 2012, Ivo Müller segue em seu segundo ano em cartaz com Cartas a um Jovem Poeta. A partir do dia 3 de abril a peça poderá ser vista em nova temporada no Viga Espaço Cênico. Com adaptação e direção pelopróprio ator, o solo teatral é baseado em cartas, poemas e trechos das obras de Rainer Maria Rilke, o maior poeta de língua a alemã do século 20, nascido em Praga (1875-1926). 

A trama do espetáculo se desenrola a partir da correspondência entre o escritor e um jovem indeciso entre a carreira militar e a literária. A montagem trata de temas como a formação humana, a criação artística, a relação do homem com o divino e a solidão. As cartas são como passos, os rumos tomados por mestre e aprendiz, uma referência à mítica Jornada do Herói, de Joseph Campbell.

A ação se passa em um cômodo com janelas vazadas, metáfora da transição entre mundo interior e exterior, consciente e inconsciente, onde o escritor se depara com seus fantasmas e sua doença. O título leva o nome da obra mais conhecida do autor, Cartas a um Jovem Poeta, mas a adaptação teatral inclui trechos da correspondência com a escritora russa Lou Salomé, prosa, poesia e alguns textos recentemente traduzidos no Brasil, como O Testamento. Além das sessões, debates discutirão vida e obra de Rilke.

“Foi um processo que durou em torno de três anos, sua obra me perseguia, uma jornada pessoal, um texto que precisa ser dito e com a temporada percebi que existe um grande público disposto a ouvir. Rilke tinha um caráter de alteridade, seu espírito era inquieto, as cartas foram escritas em países e cidades diferentes. Nunca passou um Natal duas vezes seguidas no mesmo lugar”, fala Müller.

Caráter Cinematográfico e expressionista
Rilke influenciou obras dos escritores J.D. Salinger e W.H. Auden e do pianista Brad Mehldau. A atriz Marlene Dietrich e o filósofo Martin Heidegger recitavam de cor os seus poemas. Uma das áreas que mais se inspiram nesse poeta é o cinema. Frequentemente, ele é citado por personagens do cineasta Woody Allen, além de ser a fonte inspiradora de Win Wenders no filme Asas do Desejo (1987).

Para compor a peça, Müller se inspirou no cinema russo de Moloch (1999), Taurus (2000), O Sol (2005), de Alexandr Sokúrov, e O Espelho (1975), de Andrei Tarkovsky. “Esses filmes trabalham com elementos metafísicos, além do lado mundano, buscam uma transcendência espiritual. Características marcantes de Rilke que foram incorporados na peça”, explica o ator.

O aspecto visual ganhou ares expressionistas com as pinturas da alemã Paula Modersohn-Becker, autora do mais famoso retrato do poeta Rilke, de 1905. A pintura à óleo enfatizou os sentimentos e as emoções que foram inseridos no jogo de luzes em cena.

A trilha sonora ganha as melodias da música clássica de Gustav Mahler (1860-1911). “Procurei um conterrâneo do Rilke, ambos nasceram na Boêmia (atual República Tcheca), suas canções funcionam como um contraponto perfeito para o espetáculo”, fala Müller.

O palco é cercado por bonecos que simbolizam fantasmas que o atormentavam com sua doença em seus momentos mais derradeiros, além fazer uma referência à manipulação das pessoas como marionetes.

Ivo Müller revela que um dos momentos mais inspiradores para Rilke foi uma viagem com a intelectual Lou Salomé à Rússia. “A partir deste momento, ele toma contato com a obra de Dostoievski, um escritor que procura ir à fonte dos conflitos em suas histórias. Visitou a casa de Tolstoi que era frequentada por intelectuais, ou seja, foi um período enriquecedor”.

Sempre em Cena
Além de estar em cena com Cartas a um Jovem Poeta, Ivo Müller continua em cartaz com 12 Homens e Uma Sentença, no Teatro Tucarena. Espetáculo completou mais de 200 apresentações, é sucesso de público e crítica. Ele interpreta o jurado nº 12, um publicitário que fica em cima do muro no julgamento de um rapaz suspeito de um crime.

“Teatro é uma arte diferente. É ótimo interpretar um personagem várias vezes, a cada sessão se descobre algo diferente, novas camadas aparecem, algo que me deixa ansioso para subir no palco sempre”.

O poeta
Rainer Maria Rilke é, sem dúvida, o maior poeta da língua alemã do século 20. Sua obra é uma das mais traduzidas, lidas e admiradas em todo o mundo, em especial as Cartas a um Jovem Poeta. Nascido René, em Praga, 1875, passou a assinar Rainer por influência da  poeta e escritora russa Lou Andreas-Salomé, de quem foi amante (também amiga de Nietzsche e discípula de Freud). Foi secretário particular do escultor Auguste Rodin, sobre quem escreveu um livro. Morreu em 1926, na Suíça, vítima de uma leucemia. Não há provavelmente outro autor que tenha deixado um rastro tão minucioso de sua vida como Rilke, não só em verso e prosa, mas principalmente na extensa obra epistolar: estima-se que tenha escrito cerca de onze mil cartas.

Ivo Müller
O ator está no elenco do filme Tabu, prêmio da Crítica Internacional (FIPRESCI) do Festival de Berlim 2012. Trabalha com o Grupo Tapa. Está em cartaz, desde 2010, com a premiada montagem de Doze Homens e uma Sentença. A partir de abril, o ator estará em cartaz em São Paulo com ambas as peças.

FICHA TÉCNICA:

CARTAS A UM JOVEM POETA - Texto: Rainer Maria Rilke. Adaptação e interpretação e direção: Ivo Müller. Codireção: Claudio Cabral. Supervisão: Arieta Corrêa. Iluminação: Davi de Brito e Vânia Jaconis. Figurino: Domingas Person. Trilha musical: da obra de Gustav Mahler. Contrarregragem, edição e operação de som: Daniel Becker. Fotos: Betina Humeres. Produção: Helena Sroulevich e Domingas Person. Realização: Caribe Produções e Lauper Films. Site: http://cartasaumjovempoeta.com.br Vídeo: http://vimeo.com/36350890

PARA ROTEIRO:

VIGA ESPAÇO CÊNICO - Rua Capote Valente, 1.323 (Próximo ao metrô Sumaré) – São Paulo/SP Telefone: 3801-1843. Temporada: De 3 de abril a 30 de maio. Terças e quartas às 21h. Ingressos: R$ 30 e meia R$ 15. R$ 10 (Promoção e Grupos). Lotação: 74 lugares. Classificação: 12 anos Duração: 60 minutos

- Debate: Presença de Tércio Redondo (Doutor em Literatura Alemã pela USP, tradutor de O Testamento de Rainer Maria Rilke (Ed. Globo) no primeiro bate-papo oficial, dia 11 de abril, quarta-feira após a peça.

ARTEPLURAL – Assessoria de imprensa Fernanda Teixeira - 11. 3885-3671/ 9948-5355
Adriana Balsanelli – (11) 9245-4138
Douglas Picchetti – (11) 9814-6911
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quinta-feira, 29 de março de 2012

As Folhas do Cedro no Teatro Metrópole


Teatro Metrópole apresenta
“As Folhas do Cedro” dia 30 de março
 
Peça ganhou o Prêmio APCA 2010 de Melhor Autor e fez duas temporadas em São Paulo com sucesso de público e crítica. Esta apresentação faz parte da programação de circulação do espetáculo, viabilizada pelo ProAc, Programa de Ação Cultural realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura.
 
O espetáculo “As Folhas do Cedro”, da Companhia Teatral Arnesto nos Convidou, será apresentado no dia 30 de março, sexta-feira, no Teatro Metrópole, em Taubaté, em duas sessões, às 18h e às 20h. Com texto e direção assinados por Samir Yazbek, a peça conta a história de uma mulher que, por meio de sua memória e imaginação, revisita suas origens, procurando sua identidade.
 
Além de Helio Cicero, o elenco de “As Folhas do Cedro” é formado por Daniela Duarte, Douglas Simon, Gabriela Flores, Mariza Virgolino, Rafaella Puopolo e a criança Marina Flores, de 10 anos. O espetáculo conta ainda com preparação de atores de Antônio Januzelli (Janô), cenografia e figurino de Laura Carone e Telumi Hellen, trilha sonora original de Marcello Amalfi e iluminação de Domingos Quintiliano.
 
Para esta obra, Yazbek, filho de imigrantes libaneses, buscou inspiração em sua ascendência, bem como na história de várias famílias de imigrantes libaneses e de outras nacionalidades. Sobre a peça, o autor esclarece: “É uma obra de ficção a partir de um universo pessoal, uma meditação sobre temas que me interessam”.
 
Esta montagem dá continuidade à bem sucedida parceria do ator Helio Cicero com o autor e diretor Samir Yazbek, na Companhia Teatral Arnesto nos Convidou. Eles já realizaram juntos quatro espetáculos, entre os quais merece destaque “O Fingidor” (Prêmio Shell 1999 de melhor autor), que comemorou 10 anos em 2009, com temporada no TUCA. A peça, inspirada na vida e obra de Fernando Pessoa , é protagonizada por Cicero. 
 
 
O enredo
 
A história de “As Folhas do Cedro” é narrada pela Filha de um casal de imigrantes libaneses, na São Paulo de hoje, que revisita suas origens, procurando sua identidade. Para tanto, por meio de sua memória e imaginação, transporta-se ao Amazonas, nos anos 70, época em que a Mãe fora buscar o marido que trabalhava como empreiteiro de obras na construção da estrada Transamazônica, durante a ditadura militar.
 
Identificada com a busca da Mãe, a Filha procura desvendar a figura do Pai e confronta-se com as demais personagens (um Empreiteiro carioca, uma Gerentealemã e uma Nativa amazonense). A peça contrapõe o progresso - representado pelo Pai - à tradição - representada pela Mãe. A Filha procura se integrar entre esses dois extremos. A personagem Menina representa a ancestralidade da Filha; ora é a própria Filha, ora a Mãe, ora os antepassados da família, que viveram no Líbano.
 
 
A encenação
 
O diretor/autor Samir Yazbek trabalha as personagens em um plano simbólico, como se fossem arquétipos de uma mitologia pessoal. Tais arquétipos (Pai/Helio Cicero; Mãe/Daniela Duarte; Empreiteiro/Douglas Simon; Gerente/Rafaella Puopolo; Nativa/Mariza Virgolino; Menina/Marina Flores) se mantêm em cena do início ao fim do espetáculo, interagindo entre si e com a narradora, ora como criaturas da Filha, ora como criadores.
 
Um vasto material de pesquisa relacionado à cultura libanesa, à construção da estrada Transamazônica e às tradições de povos antigos do Oriente, estimulou o processo de criação do espetáculo – sua linguagem amadureceu ao longo dos ensaios, através de workshops realizados pelos atores a partir das linhas temáticas da peça, como as raízes fenícias, a modernidade, além da vocação humana de ouvir e contar histórias.
 
Segundo Yazbek, “a cenografia e o figurino instauram uma atmosfera que nos remete à vastidão da floresta amazônica, se desdobrando na paisagem desértica dos países árabes, aludida como metáfora da condição humana. A trilha sonora oscila entre a música oriental e a ocidental, revelando uma narradora dividida entre o arcaico e o contemporâneo. A iluminação estabelece a distinção entre a realidade e a imaginação, pontuando o percurso dramático da Filha”.
 
 
Carreira do espetáculo
 
“As Folhas do Cedro” estreou em 2010 com sucesso de público e crítica, no SESC Vila Mariana, e participou da comemoração dos 130 anos da imigração libanesa no Brasil, evento organizado pela Associação Cultural Brasil-Líbano, presidida por Lody Brais. Também realizou um circuito de apresentações pelo Estado de São Paulo (Campinas, Santos, Indaiatuba) com o patrocínio da NET e, no ano seguinte, fez temporada no Teatro Augusta.
 
Em 2011, depois de se apresentar no Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo, no Memorial da América Latina, a peça realizou circuito por cidades do Interior paulista (Bauru, São José do Rio Preto, São Carlos, Presidente Prudente, Sorocaba, Piracicaba e Santos), numa realização do SESC-SP. No mesmo ano,“As Folhas do Cedro” participou do VIII Festival Internacional de Teatro Santa Cruz de La Sierra e do Festival Escénica, na Bolívia, fez duas apresentações no SESI Curitiba, além da abrir o 12º Cena de Teatro, festival de teatro de São Caetano do Sul.
 
O texto da peça foi publicado na íntegra pela Editora Terceiro Nome, em 2011, com fortuna crítica, prefácio de Jefferson Del Rios e fotos de Fernando Stankuns. A Embaixada do Brasil, no Líbano, sondou o trabalho para se apresentar em Beirute, em 2012.
 Ficha técnica
Espetáculo: "As Folhas do Cedro”
Com a Companhia Teatral Arnesto nos Convidou
Autor e diretor: Samir Yazbek
Elenco: Helio Cicero, Daniela Duarte, Douglas Simon, Gabriela Flores, Mariza Virgolino, Rafaella Puopolo e Marina Flores (criança)
Preparador de atores: Antônio Januzelli (Janô)
Cenógrafa e figurinista: Laura Carone e Telumi Hellen
Compositor de trilha sonora original: Marcello Amalfi
Iluminador: Domingos Quintiliano
Iluminador assistente: Osvaldo Gazotti
Assistente de direção: Izabel Hart
Operador de som: Vinícius Andrade
Operador de luz: Osvaldo Gazotti
Pintor de arte: Juvenal Irene
Costureira cenográfica: Oneide Cauduro
Costureira de figurino: Judite de Lima e Salete André da Silva
Professora de língua árabe: Aida Hanania
Professora de dança árabe: Angélica Rovida
Programadora visual: Juliana Vinagre
Fotógrafo: Fernando Stankuns
Assistentes de produção: Marcela Sanchez Cappabianco e Raquel Médici Biondi
Diretora de produção: Silvia Marcondes Machado
Administradora: Mecenato Moderno
Apoio: ProAc, Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura.
                                                          
Serviço
Dia 30 de março – sexta-feira – às 18h e às 20h
Local: Teatro Metrópole
Rua Duque de Caxias, 312 – Centro – Taubaté/SP - Telefone: (12) 3624-5915
Ingressos: R$ 5,00 (inteira) e R$ 2,50 (meia)
Classificação etária: 12 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min.
Capacidade: 565. Ar condicionado. Acesso universal.
No dia da apresentação será vendido o livro "As Folhas do Cedro" (Ed. Terceiro Nome). R$29,00. 
 
Marcela Lima
Verbena Comunicação
marcela@verbena.com.br 
Tel.: (11) 3079-4915 / 9373-0181