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quarta-feira, 7 de março de 2012

Recitais Eubiose apresentam a pianista Eudóxia de Barros


Recitais Eubiose apresentam Eudóxia de Barros

Grande intérprete de compositores brasileiros

No dia 17 de março, sábado, às 20h, os Recitais Eubiose apresentam a grande pianista brasileiraEudóxia de Barros. No repertório Liszt e obras brasileiras de Osvaldo Lacerda, Camargo Guarnieri, Zequinha de Abreu Ernesto Nazareth. Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados).

No repertório, Eudóxia de Barros  interpretará Ouro sobre Azul de Ernesto Nazareth que em 1963, redescobriu esse compositor, gravando essa obra em um premiado disco, que ocasionou o ressurgimento do chorinho e a valorização do compositor no cenário musical brasileiro.

Sociedade Brasileira de Eubiose sempre esteve ligada às atividades artísticas como música, canto, exposições e teatro. Além dos Recitais Eubiose, a Sociedade promove cursos, palestras, master-classes e workshops de temas variados.

Programa

Franz Liszt (1811 - 1886):
                           
- Ave – Maria
- Terceiro Noturno ( da série “Rêves d´Amour” )
- São Francisco de Paula caminhando sobre as ondas
- Estudo nº6 ( 11 Variações sobre um tema de Paganini )
- La Campanella
- Rapsódia nº 14
- Rapsódia nº 6

Osvaldo Lacerda (1927 - 2011):
          - Saudades de Oruro ( Valsa nº 6 )
- Estudo nº 7

Camargo Guarnieri (1907 – 1993) – Dansa Negra

Zequinha de Abreu (1880 – 1935):
Sururu na cidade / Tico-tico no fubá

Ernesto Nazareth (1863 – 1934):
Ouro sobre Azul ( tango )
Odeon ( tango ) / Apanhei-te, cavaquinho ( polca )

Eudóxia de Barros (Pianista) 
Uma das melhores e mais ativas pianistas brasileiras, desenvolve uma carreira admirável, permeada por sucessos e realizações. Aos 16 anos, tocou, em primeira audição no Brasil, o Concerto n. º 1 de Villa-Lobos, como uma das solistas vencedoras da Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência de Eleazar de Carvalho. Em 1963 redescobriu Ernesto Nazareth, gravando sua obra no premiado disco “Ouro sobre Azul”, o que ocasionou o ressurgimento do chorinho e a valorização do compositor no cenário musical brasileiro.
É fundadora e Vice-Presidente do Centro de Música Brasileira e acumula muitos prêmios e honrarias, tais como APCA e FUNARTE no Brasil e North Carolina Symphony nos EUA. É membro da Academia Brasileira de Música e de diversas entidades. Solista de orquestras nacionais e estrangeiras atua sob regência de grandes maestros. Gravou muitos LPs, CDs e um recente DVD, além de apresentar a sua musicalidade em diversos programas de TV. Na área do magistério, faz parte de bancas julgadoras de concursos pelo Brasil afora e transfere seus conhecimentos a privilegiados alunos, em meio às inúmeras viagens de sua concorrida agenda artística. Em 2009, recebeu a Comenda do Mérito Anhangüera, que é a mais alta condecoração conferida pelo Governo do Estado de Goiás. Em 27 de Abril de 2010, solou com a Orquestra Sinfônica de Brasília, sob a regência de seu regente predileto, Henrique Morelenbaum, no Teatro Nacional, em Brasília, a difícil e bela peça “Cromos para piano e orquestra“, dedicada a ela pelo compositor Osvaldo Lacerda.
Como grande divulgadora da obra musical de seu marido, o saudoso compositor Osvaldo Lacerda, é constantemente solicitada a apresentar em seus recitais obras de Lacerda, destacando-se mais recentemente a homenagem que a XIX Bienal de Música Contemporânea do Rio de Janeiro prestou ao grande compositor paulista pelas mãos de sua maior intérprete, a pianista Eudóxia de Barros.
É também autora do livro “Técnica Pianística”, editado pela Ricordi.
Site : www.eudoxiadebarros.com.br

Sociedade Brasileira de Eubiose aprofunda, através de cursos e práticas, o estudo da Cosmogênese (origem dos universos) e da Antropogênese (origem do homem) para o oferecimento de subsídios com vistas a uma construção crítica do autoconhecimento ancorada no crescimento coletivo e na fraternidade universal dentro de uma visão espiritualista comprometida com a realidade. Com esse foco se dedica também a ações sociais, culturais e artísticas.

Serviço:
Dia 17 de março, sábado, às 20h
Recitais Eubiose
Eudóxia de Barros

Sociedade Brasileira de Eubiose
Sala Henrique José de Souza (201 lugares)
Av. Lacerda Franco, 1059
Aclimação
Tel: 3208-9914 / 3208-6699
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados)
Retirar os ingressos até uma hora antes do recital. Antecipadamente após as 14h30, por telefone, ou por email  contato@recitaiseubiose.com.br
Adquira seu ingresso on-line pelo site www.recitaiseubiose.com.br
Estacionamento conveniado no número 1074 até às 23h.


Mais informações sobre a divulgação com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9969-0416, pelo e-mail miriam@bemelmans.com.br ou pelo site www.bemelmans.com.br
Miriam Bemelmans
(11) 3034-4997
(11) 9969-0416
miriam@bemelmans.com.br
http://www.bemelmans.com.br

A Coleção - de Harold Pinter, direção Esther Góes


foto de ArnaldoTorres
      Ganha primeira montagem paulistana com direção de 
                                                    Esther Góes


O espetáculo teatral A Coleção, texto de Harold Pinter com tradução de Flávio Rangel, ganha primeira montagem paulistana e estreia dia 16 de março, sexta-feira, no Teatro Grande Otelo, às 21 horas, com direção de Esther Góes.

A peça explora a relação entre dois casais, cujas histórias se cruzam de forma conflituosa, tendo como cenário o mundo da alta costura e como tempero um misto de humor e crueldade que não deixa impune o espectador.

O pano de fundo de A Coleção é a criação de coleções de moda, mas a narrativa é focada nas relações de imprevista intimidade estabelecida entre os casais, por meio de interpretações de grande densidade dramática e de refinado humor. Pinter propõe uma deliciosa e cruel cumplicidade com o espectador ao desvendar a complexa relação dos personagens em um suposto caso amoroso. A história se passa na década de 60, época marcada por questões inovadoras, um momento de forte transgressão relacionada à sexualidade e ao desejo de viver, intensamente, a liberdade.

Esther Góes, que foi dirigida por Ariel Borghi em seu mais recente espetáculo, Determinadas Pessoas – Weigel, agora inverte com ele o papel e assume a direção. Ao lado de Ariel, estão os atores Amazyles de Almeida, Marcos Suchara e Marcelo Szpektor. A diretora conta que buscou atores envolvidos com a dramaturgia investigativa, comprometidos com um trabalho de interpretação como se fossem coautores do texto.

O enredo

Dois casais entram num jogo de final imprevisível. O primeiro (James e Stella) é bem sucedido, trabalha com moda e tem sua loja elegante. Stella é criadora de coleções, um nome em ascensão na alta costura. No mesmo bairro, num apartamento classe A, o segundo casal: Harry - de nível quase aristocrático - vive com Bill, 10 anos mais jovem, que também se dedica ao mundo da alta costura. Bill e Stella se conhecem em outra cidade, quando mostram suas coleções numa feira, e, possivelmente, vivem ardente noite de amor. No retorno, por motivos inexplicáveis, Stella conta ao marido James o sucedido “affair”.

James, no início do espetáculo, movimenta a ação, procurando e indo ao encontro de Bill para, talvez, averiguar os danos? Conferir o rival? Possivelmente decidido a extravasar os sentimentos de maneira nada civilizada? A ação de James desencadeia outras. Enquanto ele intercala encontros com Bill e seu quotidiano com Stella, Harry procura Stella, e finalmente James, Bill e Harry interagem. A sucessão de encontros é ao mesmo tempo lógica e desnorteante. Possibilidades, das mais corriqueiras às mais bizarras, jogam com os nervos do espectador enquanto ele investiga as personalidades, reações e atitudes dos personagens.

Estão todos condenados a viver a atmosfera de um pesadelo. O discurso de Harry, o silêncio de Stella, a fragmentação de Bill, são armadilhas e alçapões. Stella eJames, Harry e Bill, são personagens contemporâneos, reconhecíveis e ao mesmo tempo misteriosos. Eles espelham, resumem, e ao mesmo tempo tornam ainda menos compreensível a real situação humana e os mecanismos que a reproduzem. Com o necessário misto de humor e crueldade, compartilhados com o espectador.

A encenação

Harold Pinter não se distancia da história para escrevê-la. Ele interage com o texto, indo muito além das palavras. Segundo a diretora Esther Góes, “Pinter explora o absurdo para refletir a realidade. Não lhe interessa teorizar, mas colocar em cena a verdade do ser humano sem retoques. Ele não propõe soluções, mas investiga às claras”. Ela ainda complementa: “A Coleção é um texto de extrema contemporaneidade, ele expressa a complexidade do mundo atual. O próprio Pinter é personagem do nosso tempo, um autor necessário por retratar a realidade não de forma descritiva, mas como se fosse um corte feito em profundidade”.

A diretora afirma que a encenação de um texto de Harold Pinter requer atenção a alguns detalhes. “O primeiro deles é que, além dos personagens, o autor interage com o cenário, o figurino, a luz e a música, como outros quatro personagens emitindo mensagens. Ele nos dá preciosas pistas”. Esther explica que os dois cenários simultâneos (casas dos casais, ligadas por uma cabine telefônica no centro da encenação, descritas pelo autor como “penínsulas ligadas por um promontório”), na verdade falam do inevitável, como se os destinos humanos não pudessem se furtar ao que lhes vai acontecer.

Da mesma forma, ela diz que os figurinos (Beth Filipecki) oferecem signos eternos (como os sentimentos, o claro/escuro dos desejos), mas o pano de fundo, “coleções” de moda, expressa também ambiguidades, metamorfoses, fetiches e desvarios. A luz (Mauro Martorelli) oscila entre o quotidiano, o universo conhecido, que nos aproxima daquelas velhas tensões, e a distância que, subitamente, se revela como se fosse a primeira vez que vemos tal coisa. A luz reitera essa dupla possibilidade de leitura, de identificação e estranhamento. A trilha sonora (Aline Meyer), entre o clássico e o moderno, ajuda a demonstrar que Pinter consegue aliar o realismo e o absurdo. Dor, ironia, e alguma possível esperança, alternando-se aos silenciosos momentos de espera. Tudo isto ocorre em salas bem decoradas e com suposto equilíbrio que, dificilmente, se sustenta.

Harold Pinter

Considerado um dos mestres do absurdo, Harold Pinter se descreve como naturalista. O tratamento dado ao texto é de uma perfeita esgrima entre o “natural” e o percebido pelo observador crítico e arguto, captando e descrevendo fenômenos surpreendentes em comportamento habituais. Sua linguagem é rigorosa, rítmica, e conduz o foco da atenção direto aos detalhes e vestígios de tais fenômenos, num quadro sutil de pausas e diagramas quase imperceptíveis.

A obra de Pinter é considerada de expressiva contribuição social ao ponto dele ser laureado, entre outros, com o Prêmio Nobel da Literatura. Ele é tido como um dos mais inquietantes dramaturgos da atualidade, um “questionador das verdades aceitas, na vida e na arte”, segundo escreveu sobre ele Michael BillingtonPinterpersegue a realidade que permanece oculta pela linguagem e percepção comuns. A diretora afirma que o “autor encoraja seu espectador a ir além, para encontrar a realidade que inclui o lado desconhecido da nossa natureza e nos surpreende com outra imagem, de nós mesmos e dos outros, inesperadamente”.

Espetáculo: A Coleção
Texto: Harold Pinter
Tradução: Flávio Rangel
Direção: Esther Góes
Elenco: Ariel Borghi, Amazyles de Almeida, Marcos Suchara e Marcelo Szpektor
Figurino: Beth Filipecki
Cenário: Cristina Novaes
Iluminação: Mauro Martorelli
Trilha sonora: Aline Meyer
Web designer: André Corradini
Coreografia de lutas cênicas: Dani Hu
Confecção de gato: Helô Cardoso
Designer gráfico: Cláudio Ferlauto
Fotografia: Arnaldo Torres
Realização: Ensaio Geral Produções
Estreia: Dia 16 de março – sexta-feira – 21 horas
Local: Teatro Grande Otelo
Alameda Nothmann, 233 – Campo Elíseos/SP – Tel: (11) 3221-9878
Temporada: Sexta e sábado (21 horas) e domingo (20 horas) – Até 17/06
Ingressos: R$ 60,00 (meia: R$ 30,00) – Classificação: 14 anos - Duração: 75 min
Gênero: Drama - Lotação especial para esta montagem: 214 lugares
Bilheteria: 3ª a 6ª (16h às 19h), sab. e dom. (14h até início da sessão)
Acesso universal - Ar Condicionado - Aceita dinheiro e todos os cartões.
Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com.br (4003-1212)
Estacionamento no local (interno): R$ 15,00.

Assessoria de imprensa: ELIANE VERBENA
Tel (11) 3079-4915 / 9373-0181- eliane@verbena.com.br

Lançamento Nacional do SELO dos Correios Dorina Nowill- Belo Horizonte- MG


“Manter em Local Seco e Arejado” traz a água como metáfora para a apatia e acomodação do homem


Atores da companhia [pH2]: estado de teatro em cena.
Veja imagens no Youtube: http://bit.ly/Ap7mlY


Seis personagens vivendo em um mundo completamente alagado, onde o chão é coberto por um grande espelho d’água. Caminhando entre três ambientes decorados por baldes e garrafas cheias de água, o sentimento geral entre eles é da mais pura apatia. Neste estranho universo de pura ficção se constrói a trama de “Manter em Local Seco e Arejado”,espetáculo do [pH2]: estado de teatro, que estreia dia 9 de março de 2012 no Teatro Cacilda BeckerCom direção de Rodrigo Batista, a peça tem criação e realização dos artistas Bruno Caetano, Bruno Moreno, Daniel Mazzarolo, Julia Moretti, Luana Gouveia, Maria Emília Faganello, Paola Lopes e Rodrigo Batista.

Manter em Local Seco e Arejado” mostra um mundo alagado, em que a água está “brotando” de todos os lugares e os personagens se adaptam a esta nova realidade. Inspirado no texto Narciso ou a Estratégia do Vazio, do filósofo francês Gilles Lipovetsky, que esmiúça a constante individualização do mundo atual e a conseqüente subjetivação das formas de vida, 500 litros de água são utilizados em cena para contar a história dos personagens que vivem em uma espécie de casa de banho, uma lavanderia pública e a cozinha de uma casa qualquer.
Fazer um ambiente, literalmente alagado, tem como objetivo mostrar a instabilidade do local em que as personagens pisam. A intenção é passar a ideia de um lugar que está se dissolvendo. No espetáculo a água é algo que comprime as pessoas e está bem afastada de uma leitura ecológica e de sustentabilidade. Nesse sentido, a relação com o que é líquido ganha novo significado: em contato com tudo e estando por toda parte, a água torna-se um risco para a integridade dos corpos. Em cena, a consequente vulnerabilidade que a água traz, revela catástrofes não só naturais, mas também da ordem das relações, ou seja, dos modos de operar no mundo.
Os temas tratados são relacionados, em alguma medida, com a ideia de um novo narcisismo sugerido por Lipovetsky e a sua ‘estratégia do vazio’. “Montamos o espetáculo a partir de um recorte baseado no que o filósofo chama de falta de sensação trágica de fim de mundo”, explica o diretor Rodrigo Batista.
Os personagens
 As seis personagens são figuras que sabem que o mundo está alagado e em um processo de ruínas, mas continuam com sua vida normal, como o panfletário que tenta explicar o que está acontecendo ou a figura de Hitler, que aparece no espetáculo como uma espécie de estranhamento. Há também os lavadores, instalados na Casa de Banho, e que aparecem todos paramentados com figurinos que remetem a roupas de guerra biológica, a mulher que recorta jornais é a responsável pelas notícias e o apático, que ainda não captou os acontecimentos ao seu redor.
Sempre foi o nosso interesse estabelecer um mundo que afetasse fisicamente as figuras, por isso a criação de um mundo ficcional. Um mundo que não está diretamente ligado com o que vivemos, ou com o que Lipovetsky fala, mas que se remete a ele num campo poético”, conta o diretor.
Ficha técnica
Direção: Rodrigo Batista Dramaturgia: Coletiva Colaboração em dramaturgia: Catarina São Martinho Elenco: Bruno Caetano, Bruno Moreno, Daniel Mazzarolo, Julia Moretti, Maria Emília Faganello, Paola Lopes. Iluminação: Luana Gouveia Operador de luz: Luana Gouveia Sonoplastia: Rodrigo Batista e Rodolfo Valente Operador de som: Rodrigo Batista Artistas provocadores: Miriam Rinaldi e Paulo Barcellos Colaboração em cenário: Hémon Vieira Colaboração em figurino: Bárbara Wada Voz em off: Paulo Celestino  Fotografias: Juliana Bittencourt e Raoni Maddalena
Serviço
Teatro Cacilda Becker - Rua Tito, 295 - Lapa - São Paulo
Fone: 011 3864-4513
Estreia: dia 9 de março de 2012
Temporada: até dia 08 de abril de 2012, Sex e sáb às 21h, e dom às 20h
R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Duração: 50 minutos
Recomendação: 14 anos

Canal Aberto Assessoria de Imprensa
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