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sábado, 28 de janeiro de 2012

Temporada 2012 dos Recitais Eubiose com o duo Eduardo Janho-Abumrad e João Moreira Reis


Abertura da Temporada 2012 dos Recitais Eubiose com o
duo Eduardo Janho-Abumrad (baixo) e João Moreira Reis (piano)

No dia 4 de fevereiro, sábado, às 20h, começa a Temporada 2012 dos Recitais Eubiose com apresentação do duo formado pelo baixo Eduardo Janho-Abumrad e pelo pianista João Moreira Reis. No repertório Liszt e Mahler. Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados).

No dia 5 de fevereiro, o duo ministrará master-classes das 15h às 19h. As inscrições podem ser feitas por telefone epessoalmente, na Secretaria do Departamento, com Eliana (após 14h30), ou também por e-mailcontato@recitaiseubiose.com.br. Participantes: R$ 70,00 e ouvintes: R$ 30,00.

A Sociedade Brasileira de Eubiose sempre esteve ligada às atividades artísticas como música, canto, exposições e teatro. Além dos Recitais Eubiose, a Sociedade promove cursos, palestras, master-classes e workshops de temas variados.

 

Programa

Franz Liszt (1811-1886)
Du bist wie eine Blume ( Heinrich Heine)
Des Tage laute Stimmen schweigen (Ferdinad von Saar)
Ein Fichtenbaum steht einsam ( Heinrich Heine)
Einst (Friedrich v. Bodenstedt)
Gebet (Idem)
Sei still (Henriette von Schorn)
Consolação nº 2- piano solo
O Lieb (Ferdinad Freiligrath)
Oh, quand je dors ( Victor Hugo)

Gustav Mahler (1860-1911)
Rückertlieder
Liebst du um Schönheit
Ich atmet’ einen linden Duft
Blicke mir nicht in die Lieder
Um Mitternacht
Ich bin der Welt abhanden gekommen

 O duo formado pelo baixo Eduardo Janho-Abumrad e o pianista João Moreira Reis atua desde 1985. Constam de suas apresentações obras dos períodos que vão do barroco ao romantismo, incluindo os nacionalistas espanhóis e brasileiros. Além das inúmeras performances nacionais e internacionais, em prestigiosas salas brasileiras e italianas, como Sala Giuseppe Verdi (Milão), Auditório Rai (Turim), Palazzo Ottolenghi (Asti), Masp, Sala Jardel Filho CCSP, Teatro Municipal (São Paulo), etc., os musicistas ministram cursos de aperfeiçoamento técnico e de interpretação lírica e de câmera, como ocorreu nos Cursos de Canto do Festival de Inverno de Campos do Jordão, do Spazio d’Arte em Sorocaba e os de Sabará/UniBH, Minas Gerais, além de Master classes em vários estados brasileiros. Tem por orientador o pianista Ricardo Ballestero.

Eduardo Janho-Abumrad (Baixo) 
Sua estreia profissional aconteceu no Theatro Municipal de São Paulo, na temporada de 1976, nas óperas verdianas La Traviata e Macbeth; posteriormente cantou no Teatro Cultura Artística, como solista da Missa Diligite de Camargo Guarnieri, sob a regência do autor em 1977.
Em sua primeira viagem à Europa, em 1979, participou do Festival de Música de Santiago de Compostela e gravou autores brasileiros para a Radiotelevisión Española, estreando Werther no Theatre de la Monnaie, em Bruxelas. Em segunda incursão européia (1987-1995) cantou no Festival Verdi de Ludwigshafen, Alemanha (Il Corsaro) e, no Festival de Martina Franca, Les Pêcheurs de Perles de Bizet (gravado pelo selo Nouva Era) e Gala Mozart, dois dos Festivais mais importantes desse continente. Apresentou-se nas Salas Verdi e Puccini do Conservatório Giuseppe Verdi, de Milão e no Teatro da Rai de Turim.
Após a volta ao seu país cantou Requiem, Nabucco, Il Trovatore, Rigoletto e Macbeth de Verdi, Salvator Rosa, Il Guarany e Lo Schiavo de Carlos Gomes,  Il Barbiere di Siviglia e Missa Solene de Rossini, a criação de Gonçalo em A Tempestade de Ronaldo Miranda, Ways of the Voice de Leo Kupper em São Paulo, Espanha e Bélgica.
Desde o início de sua carreira privilegiou, além da ópera e da música vocal-sinfônica, a música de câmera. Mantém o Duo Abumrad-Reis, formado em 1983 e que possui em seu currículo apresentações em prestigiosas Salas de Concerto, pelo Brasil e pela Europa. Gravou Remeiros do São Francisco de Ernst Widmer pela Paulus, Way of the voice, para o selo Akron, Dedicatórias, composto de canções nacionais, com o pianista João Moreira Reis e Top 28, memória da Ópera Brasileira, ambos pela Algol. Estudou com Tiana Amarante e Herminia Russo (Brasil) e Romolo Gazzani e Rodolfo Celetti (Itália).
No âmbito do ensino, Eduardo Janho-Abumrad leciona aulas particulares de canto desde 1978 tendo atuado como professor de técnica vocal no “Civico istituto di Musica ‘G. Verdi”, em Asti, Itália; professor de canto e criador do curso de “Música Brasileira” nos Festivais de Inverno de Campos do Jordão (1981-1982), professor no Conservatório de Tatuí, tendo sido ainda o criador do Programa Oficial de canto da Faculdade Santa Marcelina de Música  (1987), além de ministrar workshops e masterclasses.
                                                                 

João Moreira Reis (Piano)
Natural de Barretos, SP, onde iniciou os estudos musicais e de piano com Janette Bampa, tendo se diplomado pelo Conservatório Musical "Carlos Gomes".  Posteriormente concluiu o curso de piano pela Faculdade Paulista de Arte, na capital paulista, onde estudou com Vera Velloso e André Müller, com quem retomou os estudos de aperfeiçoamento técnico e estilístico em 2004.
Desde 1985, colabora ao piano com cantores eruditos, acrescentando à atividade de solista a de camerista, com apresentações no Brasil, Alemanha e Itália, em salas como MASP e Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, Auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão, Palácio das Artes, em Belo Horizonte, Estúdio Bennet Kleintje, em Munique/Alemanha, Auditório RAI de Turim, Palazzo Ottolenghi, de Asti, e Academia Européia de Música de Erba, na Itália.
Registrou para a Europa Rádio de Milão e gravou o CD “Dedicatórias”, pela Algol (São Paulo).
Luiz Gonzaga de Oliveira (Brasil), Fábio Luz e Adriana Maimone (Itália) são nomes que influenciaram seu aperfeiçoamento.
Ao lado de sua carreira como solista e camerista, João Moreira Reis dedica-se também ao ensino do piano, tendo atuado em diversas instituições de ensino musical, como no Conservatório Musical “Carlos Gomes de Barretos-SP, na Escola de Música “Estúdio Musical”, de São Paulo, além de ser pianista acompanhador em masterclasses de canto de cantores como Franco Iglesias, Eduardo Janho-Abumrad, entre outros.


A Sociedade Brasileira de Eubiose aprofunda, através de cursos e práticas, o estudo da Cosmogênese (origem dos universos) e da Antropogênese (origem do homem) para o oferecimento de subsídios com vistas a uma construção crítica do autoconhecimento ancorada no crescimento coletivo e na fraternidade universal dentro de uma visão espiritualista comprometida com a realidade. Com esse foco se dedica também a ações sociais, culturais e artísticas.

Serviço:
Dia 4 de fevereiro, sábado, às 20h
Abertura da Temporada 2012 dos Recitais Eubiose.
Duo Eduardo Janho-Abumrad (baixo) e João Moreira Reis (piano)

Sociedade Brasileira de Eubiose
Sala Henrique José de Souza (201 lugares)
Av. Lacerda Franco, 1059
Aclimação
Tel: 3208-9914 / 3208-6699
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados)
Retirar os ingressos até uma hora antes do recital. Antecipadamente após as 14h30, por telefone, ou por email  contato@recitaiseubiose.com.br
Adquira seu ingresso on-line pelo site www.recitaiseubiose.com.br
Estacionamento conveniado no número 1074 até às 23h.


Mais informações sobre a divulgação com Miriam Bemelmans (MTB 26.374) pelos telefones (11) 3034-4997 e (11) 9969-0416, pelo e-mail miriam@bemelmans.com.br ou pelo site www.bemelmans.com.br


 
Miriam Bemelmans
(11) 3034-4997
(11) 9969-0416
miriam@bemelmans.com.br
http://www.bemelmans.com.br

"As bruxas estão soltas" - evento de literatura promove debate -em MG


AS BRUXAS ESTÃO SOLTAS’ DISCUTE O PROTAGONISMO DAS MULHERES EM DIFERENTES DIMENSÕES
Evento na área de literatura será realizado entre os dias 03 e 05 de fevereiro na Fundação de Educação Artística.

O Verão Arte Contemporânea (VAC), idealizado e realizado pelo Grupo Oficcina Multimédia em parceria com a Produtora Mercado Moderno, chega em 2012, à 6ª edição. O diálogo entre as artes é novamente uma das características do festival. No calendário, que se estende dos dias 13 de janeiro a 12 de fevereiro de 2012, também estão previstas atividades nas áreas de Arquitetura, Teatro, Dança, Música, Artes Visuais, Cinema, Moda, Gastronomia, Ecologia e Literatura, totalizando assim mais de 45 atrações que se apresentam em 24 espaços públicos e culturais da cidade. O VAC 2012 é apresentado pela Oi, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e tem o patrocínio do BDMG, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

Na área de literatura será realizado gratuitamente, entre os dias 03 e 05 de fevereiro, na Fundação de Educação Artística, o evento “As Bruxas estão soltas”, com curadoria de Nilcéa Moraleida, Heloísa Greco (filha - Bizoca) e Sandra Goulart. O evento propõe uma abordagem sobre o protagonismo das mulheres em diferentes dimensões e seus impasses na sociedade contemporânea, através de mesas de debate, filmes, documentários e uma tribuna livre, dando espaço para a manifestação dos presentes. Na ocasião, será exibido o filme “Arquivos Imperfeitos”, de Sávio Leite, numa homenagem à Dona Helena Greco (mãe), militante histórica dos direitos humanos falecida em 2011 em BH e o lançamento do livro ‘Do luto à luta’, do Movimento Mães de Maio (SP) um documentário que fala dos filhos mortos na periferia de São Paulo, em 2006.Além destes será exibido outro importante documentário sobre a escritora Rose Marie Muraro, uma filósofa ativista que influenciou o pensamento feminino dos anos 70 e 80,  com direção de Márcia Derraik. 

VAC 2012___________________________________________________________________________

Em 2012, 30 grupos, dentre eles atrações de fora do Estado, dividem igualmente os R$ 72 mil de cachê, disponibilizado pelo VAC. Ione de Medeiros, diretora do GOM destaca que a verba funciona como ajuda de custo para os artistas e grupos envolvidos que, além disto, ganham visibilidade proporcionada pela dimensão e credibilidade do evento, e recebem a bilheteria total de suas apresentações. Jonnatha Horta Fortes, integrante do Grupo, afirma que o VAC conta com a participação dos grupos e artistas na produção do evento, “o que quebra hierarquias e barreiras, aproxima e facilita o contato dos artistas com as principais casas de espetáculo da cidade”.

Para alcançar um público cada vez maior, o Verão Arte Contemporânea promove a descentralização da produção artística e, além da área central de Belo Horizonte, ocupa vários espaços culturais localizados em bairros afastados do centro, como Horto, Pampulha e até mesmo, Brumadinho. “Além de expandirmos nossas fronteiras para diversas regiões de Belo Horizonte, algumas atividades têm entrada franca como exposições, mostras de filme, os eventos de arquitetura e literatura e algumas apresentações musicais. Os eventos pagos têm preços populares R$14,00 (inteira) e R$7,00 (meia)”, explica Ione Medeiros.

Com um mês de intensa programação, o projeto é idealizado e realizado pelo Grupo Oficcina Multimédia, (Ione de Medeiros, Escandar Alcici Curi, Fabrício Trindade, Henrique Mourão, Jonnatha Horta Fortes e Marco Vieira) com parceria da Mercado Moderno (Keyla Monadjemi, Carol Cavalcanti, Kika Bruno e Renata Batista). O VAC 2012 é apresentado pela Oi, com R$ 200 mil, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e patrocinado pelo BDMG, com R$ 80 mil, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. O VAC 2012 também conta com o apoio do SESC Palladium, Fecomércio e SESC MG, e o apoio cultural das seguintes empresas: Oi Futuro, Restaurante João Rosa, MTV Minas, Usiminas Cinema Belas Artes, Krug Bier, Sucos Disfrut, EGL Editores, Halt Gráfica, Fundação de Educação Artística, BH Trans, Rádio Inconfidência, Rede Minas e Fundação Clóvis Salgado.

SERVIÇO ______________________________________________________________
Verão Arte Contemporânea 2012
Data: De 13 de janeiro a 12 de fevereiro de 2012.
Ingressos: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia-entrada)
Eventos gratuitos: Exposições, mostras de filme, arquitetura e literatura e algumas apresentações musicais.
Preços diferenciados:
•           Inhotim – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
•           Museu de História Natural e Jardim Botâncio da UFMG - R$ 4,00 – Obs: Entrada franca para crianças com menos de 05 anos e idosos com mais de 60 anos.
•           Quatro Los Cinco / Incomodança  - R$ 12,00 (Inteira) e R$ 6,00 (meia)
•           Teatro em Debate / Família de Rua – R$ 10,00 (Inteira) e R$ 5,00 (meia)

INFORMAÇÃO PARA O PÚBLICO: www.veraoarte.com.br e (31) 3227-7331
Apresentação: Oi
Patrocínio: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais
Apoio: SESC Palladium, Fecomércio e SESC MG
Apoio cultural: Oi Futuro, Restaurante João Rosa, MTV Minas, Usiminas Cinema Belas Artes, Krug Bier, Sucos Disfrut, EGL Editores, Halt Gráfica, Fundação de Educação Artística, BH Trans, Rádio Inconfidência, Rede Minas e Fundação Clóvis Salgado.
Idealização, realização e Produção: Grupo Oficcina Multimédia
Produção: Mercado Moderno

INFORMAÇÃO PARA IMPRENSA E AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS
PESSOA Comunicação e Relacionamento
Telefone: (31) 3485-7875

Exposição simultânea na Funarte MG



VENCEDORES DO PRÊMIO FUNARTE DE ARTE CONTEMPORÂNEA 2011 REALIZAM EXPOSIÇÕES SIMULTÂNEAS EM BELO HORIZONTE
“Campos Migratórios”, de Daniel Escobar e “Amazônia, Esfinge”, de Sávio Stoco podem ser conferidos, gratuitamente, até o dia 02 de março, na Funarte MG.

A Funarte, o Ministério da Cultura e o Governo Federal apresentam o segundo ciclo de exposições dos projetos contemplados pelo Prêmio Funarte de Artes Visuais 2011, em Belo Horizonte. No dia 02 de fevereiro de 2012, serão inauguradas simultaneamente na Funarte MG as mostras “Campos Migratórios”, de Daniel Escobar e “Amazônia, Esfinge”, de Sávio Stoco. As exposições, que têm entradas gratuitas, ficam em cartaz até o dia 02 de março, e podem ser visitadas de segunda à sexta-feira, de 10h às 18h.

O Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011 teve como objetivo estimular a multiplicidade e a diversidade de linguagens e tendências em suas variadas modalidades e promover reflexão e intercâmbio nas artes visuais. No total, 123 artistas se inscreveram no Prêmio, seis projetos foram contemplados e receberam aporte financeiro de R$ 40 mil, cada.

Renata Moreira Marquez, professora de análise crítica da arte da UFMG e curadora do MAP, foi uma das juradas e explica alguns critérios levados em consideração para a escolha dos projetos e realização das exposições simultâneas. “O caráter investigativo das propostas e a relação delas com questões atuais, do mundo político e geográfico foram determinantes na escolha dos projetos vencedores. Tanto em ‘Campos Migratórios’, como em ‘Amazônia, Esfinge’ é notório como a subjetividade lida com as questões geopolíticas. São trabalhos que repensam os espaços expositivos e a relação da arte com o mundo”, destaca.

Daniel Escobar | “Campos Migratórios” _____________________________


Um mapa extraído do Google Map é desenhado sobre a parede a partir do acúmulo de fitas adesivas. Guias turísticos têm seus mapas, imagens e cenários transformados em cartografias labirínticas e ficcionais. Máquinas fragmentadoras reconstroem um mapa da cidade com tiras de papel. Letreiros luminosos extraídos da própria cidade anunciam: SONHO. A ideia é relacionar a palavra seja com a mobilização pelo sonho de consumo dos grandes centros urbanos, seja pelas cidades dos sonhos, em um universo cada vez mais imediatista, em que a publicidade torna-se uma ferramenta cada vez mais sedutora.

O processo de produção das obras cria diferentes camadas de diálogo entre a cidade e o espaço expositivo. Se por um lado é possível identificar a presença de obras que tomam como ponto de partida o próprio ponto de localização da Funarte no mapa urbano, por outro existem trabalhos que deslocam para este espaço, fragmentos da própria cidade, extraídos de pontos distintos a partir de um processo de trocas e negociações.

O projeto tem o acompanhamento da crítica de arte Janaína Melo (Curadora de Arte e Educação do Inhotim). Sobre o conceito da mostra ela destaca: “Campos Migratórios investiga as relações de migração, mobilidade e residência. As cidades hoje convidam a uma nova experiência do espaço urbano na qual habitar implica numa vivência ativada pela descoberta de um espaço em constante movimento e transformação. Na cena urbana noções de repouso, pertencimento ou memória dão lugar a ocupações temporárias, apropriações e fluxos que geram sempre novas territorialidades.”

As imagens de divulgação destacam a série “Atlas de Anatomia Urbana”, 2011. O trabalho toma como ponto de partida a fragmentação do mapa da cidade em regiões para sua apresentação em um guia turístico. Através dos recortes estes fragmentos passam a ser reagrupados provocando cruzamentos entre as páginas do livro e criando novos desenhos urbanos. Este processo de “escavação” acaba trazendo elementos do interior do livro para a superfície, criando uma espécie de trama entre as páginas que impossibilita o ato de folhear e confere um caráter escultórico ao objeto.

Já em Scroll Bar um mapa que localiza a Funarte e seu entorno imediato na cidade de Belo Horizonte é obtido no Google Maps. A imagem é projetada diretamente sobre a parede da galeria e, em seguida, o mapa é redesenhado através da sobreposição de fitas adesivas de diferentes cores, que constroem o traçado urbano fisicamente sobre a parede. As bordas que delimitam o mapa são finalizadas com os rolos de fita, fazendo uma alusão à barra de rolagem utilizada no sistema de visualização de mapas pela internet ou GPS. No entanto, contrariando toda a lógica rigorosa de construção do próprio desenho sobre a parede, os rolos em aberto sinalizam para a possibilidade de expansão descontrolada deste mapa, uma vez que não existe um desenho pré-estabelecido para a continuidade da área visível.

Destaque também para a instalação “Continuous”, 2012. O trabalho consiste em uma instalação de grandes dimensões, composta por cinco máquinas fragmentadoras de papel (equipamento comumente utilizado em escritórios), e cinco bobinas de papel branco que serão parcialmente processadas por estas máquinas, gerando um acúmulo de tiras de papel. No centro da instalação, as tiras de papel vindas de diferentes direções, constroem uma trama que redesenha a malha urbana da parte planejada da cidade de belo Horizonte. A instalação se espalha pelo espaço expositivo de acordo com o croqui apresentado e o papel branco vai acumulando poeira ao longo do período de exposição.

DANIEL ESCOBAR nasceu em 1982 na cidade de Santo Ângelo (RS), vive e trabalha em Belo Horizonte (MG).  Formado em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escobar recebeu importantes premiações como Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, Bolsa Pampulha, Prêmio Fiat Mostra Brasil e Prêmio Açorianos de Artes Plásticas. Suas obras já foram exibidas em diversos museus e instituições incluindo o Goethe-Institut em Porto Alegre, o Museu Lasar Segall em São Paulo, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, o Museu de Arte da Pampulha em Belo Horizonte e o Museu de Arte Contemporânea de Curitiba. Escobar possui obras em importantes acervos institucionais como Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Fundação Iberê Camargo e Museu de Arte Contemporânea de Curitiba. O artista é representado pela RH Gallery, em New York. www.danielescobar.com.br

Sávio Stoco | “Amazônia, Esfinge” ____________________________________

Exposição de estreia de Sávio Stoco reflete sobre a paisagem amazônica ao mesclar técnicas, referências das artes amazonenses e critica práticas dos grandes centros urbanos da região.

Uma pintura de paisagem natural amazônica de grandes dimensões pendurada na recepção de um hotel. Passando na frente dessa paisagem tradicional, feita pelo pintor amazonense Moacir Andrade, uma figura masculina de costas, mal focada com camisa social, fazendo um movimento giratório incompreensível com as mãos, próximo a uma impressora. A composição fotográfica insólita pretende sugerir uma narrativa oblíqua e inconclusa. É a alegoria visual que abre a exposição "Amazônia, Esfinge", composta por mais seis conjuntos formados por imagens/objetos.

"Durante o trabalho de produção das obras e seleção para a montagem, achei que essa imagem não poderia faltar porque sugere o enigma deste espaço brasileiro tão desconhecido que me propus a investigar e reorganizar visualmente", disse o artista, paulista radicado em Manaus desde a infância e que tem neste trabalho sua primeira exposição de artes visuais individual.

 Em seguida, a mostra dá destaque à obra de maior dimensão da exposição, "Espelho", composta por duas colunas em forma de "U", com dois metros de altura cada. Em cada uma delas foram fixadas duas imagens fotográficas que buscam a experiência escultural, tridimensional. A visualidade propõe um jogo de dentro e fora, tanto na forma da coluna (lado externo e interno do "U"), como no conteúdo das duas imagens que foram fixadas e dobradas acompanhando a forma das colunas. Uma fotografia tem um muro que se dobra para incluir em seu interior uma única árvore; e a outra é como uma imagem espelhar: um muro se dobra para excluir uma árvore do seu interior. "Espelho" mescla a exuberância da figuração natural com a urbana, diálogo que perpassa todas as obras da mostra.

 Formado por três obras, o conjunto “Performance” reutiliza a mesma pintura de Moacir Andrade que agora é transformada em objeto-fetiche que o artista tentou reproduzir à lápis em tamanho natural. Em seguida, observa-se outra paisagem amazônica em grafite, agora produzida por um artista popular e que teve parte apagada por Sávio Stoco. O último quadro mostra uma borracha escolar branca solitária em uma moldura toda branca.

O conjunto que pretende mais interação com o espaço expositivo está no trio de fotografias em que o tema urbano é bastante explorado e práticas observadas na capital amazonense são criticadas. Em "Árvore", vemos uma fotografia emoldurada tradicionalmente, porém localizada rente ao chão como está disposto o pedaço de tronco de árvore robusto na imagem fotográfica que serve de aparador para uma pequena árvore de Natal.

Em "Condicionado", a imagem que de um tronco cortado ainda enraizado, todo acimentado ao redor, foi disposta muito próxima do aparelho de ar condicionado do interior da galeria, já que a fotografia também exibe em sua parte superior um aparelho de mesmo tipo, tão comum nos ambientes internos de Manaus.

Já em "Estacionamento", nos deparamos apenas com uma folha de papel A4, simples, contendo uma mensagem orientando ao observador procurar a obra no estacionamento de carros na frente da Funarte MG. A mensagem é acompanhada de uma reprodução precária da fotografia que deveríamos estar observando. A fotografia mostra outra árvore cortada em destaque, próxima a um carro estacionado e se remete à grandiosa frota de carros particulares nos grandes centros da Amazônia. "São detalhes marginais nas fotografias, mas que acabaram guiando as escolhas para compor essas maneiras específicas de exposição e consequentemente das leituras", explica Sávio Stoco.                   

"Amazonas, Esfinge" contou com acompanhamento criativo do artista acreano, radicado em Manaus, Roberto Evangelista, um dos principais nomes regionais reconhecido nos circuitos de arte contemporânea brasileira, com mostras no exterior.

A exposição é dedicada ao antropólogo Etienne Samain, professor do Instituto de Artes da Unicamp e ao comunicólogo Tom Zé (Antônio José Vale da Costa), professor do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). "A sensibilização direcionada à reflexão por imagens que o primeiro promove em suas disciplinas na pós-graduação, nortearam boa parte dos processos criativos. Já o segundo foi definitivo nos primeiros contatos e envolvimento com a fotografia”, disse o artista.

SÁVIO STOCO Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (2008). Especialista em Artes Visuais: Cultura e Criação (Senac) e em Produção, Direção e Criação em Cinema (Uninorte). Pesquisador integrante do Núcleo de Antropologia Visual (Navi) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); com o qual já realizou produção e curadoria da Mostra Amazônica do Filme Etnográfico. Em 2010 ganhou a Bolsa Funarte Reflexão Crítica em Mídias Digitais para realizar a pesquisa "Híbridos - A Imagem Digital nas Artes Amazonenses". Desde 2008 integra o Coletivo Difusão, grupo de artes integradas de Manaus integrante co Circuito Fora do Eixo com o qual desenvolve grande parte de sua produção videográfica, como o curta-metragem documental Janela para o Outro – Homenagem a Narciso Lobo, co-direção com Michelle Andrew, Prêmio do Júri no Amazonas Film Festival 2009. Em 2011 cursou disciplinas como aluno especial e ouvinte no programa de pós-graduação Meios e Processos Audiovisuais da Escola de Comunicação de Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e no programa Multimeios do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No mesmo foi vencedor do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, Prêmio de Artes Visuais Viva da Fundação Municipal de Cultura (Manauscult), Prêmio Especial do Júri no Amazonas Film Festival, com o documentário ensaístico Rito de Morte, Prêmio Djalma Limongi de Audiovisual (Manauscult), Prêmio Narciso Lobo de Literatura (Manauscult) e Menção honrosa no Prêmio Cosme Alves Neto de Ensaio de Cinema no Prêmio Literário Cidade de Manaus.   

SERVIÇO________________________________________________________________________

CAMPOS MIGRATÓRIOS - Daniel Escobar
AMAZÔNIA, ESFINGE - Sávio Stoco

ABERTURA: quinta-feira, 02 de fevereiro, às 19h
EXPOSIÇÃO: De 02 de fevereiro a 02 de março de 2012

LOCAL: Funarte MG
ENDEREÇO: Rua Januária, 68, Floresta, Belo Horizonte
HORÁRIO: Segunda a sexta das 10 às 18h
INFORMAÇÕES: funartemg@funarte.gov.br
TELEFONES: (31) 3213-3084 e (31) 3213-7112
ENTRADA GRATUITA