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quarta-feira, 4 de maio de 2011

FLORIANÓPOLIS SEDIARÁ II SEMANA DE CULTURA E ARTE TIBETANAS

Entre os dias 27 de maio e 4 de junho, Florianópolis se transformará na capital brasileira da cultura e arte do Tibete. Durante este período, o Centro de Cultura Tibetana (CCT) realiza, na Universidade Federal de Santa Catarina, a II Semana de Cultura e Arte Tibetana, que ofecerá palestra, curso, exibição de filmes e exposições, entre outros eventos que terão a missão de divulgar a cultura deste país para os brasileiros.

A cerimônia de abertura do evento, que ocorrerá no dia 27 de maio, às 18h30, será marcada pelo início da construção de uma mandala de areia. Monges do Namgyal, monastério do Dalai Lama nos Estados Unidos, virão pela primeira vez ao Brasil para a realização desta arte milenar, feita com milhões de grãos de areia coloridos e que representa a impermanência de todas as coisas. Os participantes da Semana poderão acompanhar de perto todo o processo de produção da mandala durante todos os dias de evento, das 9h às 18h. A cerimônia de desmantelamento da mandala será no último dia de programações (4 de junho), às 15h.

Curso sobre história do Tibete
A programação da II Semana de Cultura e Arte Tibetanas inclui o curso Tibete: História, Cultura e Sobrevivência no mundo, entre os dias 27 de maio e 4 de junho, no auditório do prédio da Reitoria da UFSC. Uma participação importante será a de Lama Padma Santem, reconhecido mundialmente por seu trabalho interreligioso, que falará (28) sobre a Cultura Budista Tibetana. Temas como história e cultura dessa nação, estratégias de sobrevivência de sua identidade cultural e a defesa dos Direitos Humanos serão abordados em aulas às 19h30. Serão oferecidas 180 vagas. As inscrições devem ser realizadas até o dia 20 de maio, pelo site ofical do evento www.semanatibetana.com.br.

Mesa Redonda
No dia 30, às 10h, uma mesa redonda sobre o tema Um olhar para dentro: contribuições da Ásia para o mundo atual discutirá a expansão e a influência da cultura asiática nos países do Ocidente, abordando temas como ciência, técnicas contemplativas, estudos da mente e filosofias milenares. Comporão a mesa o Lama Padma Samten, do Centro de Budistas Bodisatva, João Lupi, professor da UFSC, Monge Gensho, representante do Zen Budismo de Florianópolis, e o professor Reverendo Joaquim Monteiro do Budismo Japonês Terra Pura. A moderação será feita por Alexandre Vieira, do CCT, e a entrada será franca.

Exposições, filmes e palestras
As Thangkas – pinturas religiosas originárias do Tibete, repletas de simbologiais, que budistas usam para representar deuses, deusas, mandalas e figuras históricas – serão destaque de uma das exposições que ocorrem durante a II Semana. No dia 30, estas pinturas consideradas das mais tradicionais expressões da cultura tibetana estarão expostas para os participantes do evento. Outras duas exposições fotográficas também fazem parte da programação – Fotos variadas da cultura tibetana e The Missing Peace in a Box que poderão ser visitadas diariamente, das 9h às 22h. A primeira coletânea de fotos conta a história do Tibete em imagens de seu próprio povo; já The Missing Box foi concebida como uma exposição de artes visuais, que viaja o mundo em uma caixa. São 14 pôsteres, doados por artistas famosos e inspirados nos princípios de compaixão do Dalai Lama.

O cinema tibetano também marcará presença durante o evento; no dia 2 de junho, às 15h, será exibido o filme Fogo sobre a Neve, do diretor Makoto Sasa. O enredo é a história de Palden Gyatso, monge budista que, durante 33 anos, sofreu torturas e realizou trabalhos forçados em um cativeiro mantido por chineses. A segunda película – que será exibida no dia 3 de junho, às 17h - é Tibete: O que resta de nós, dirigido por François Prévost e Hugo Latulippe, que conta a história de uma jovem tibetana canadense em sua jornada, carregando um vídeo do Dalai Lama.

Na palestra sobre Arte Budista do Tibete: introdução e perspectivas, no dia 28 de maio, às 14h, os artistas, o tibetano Ogyen Shak e a brasileira Tiffany Gyatso, abordarão a relação entre arte, técnica e insight contemplativo.

Banquete tibetano
Na noite do dia 1 de junho, será a vez dos participantes da II Semana de Cultura e Arte Tibetanas conhecerem e saborearem as iguarias típicas da culinária do país. Um jantar preparado pelo chef e artista Ogyen Shak, que terá início às 19h30, oferecerá três tipos de Momos – tradicional pastel cozido no vapor e com diferentes opções de recheio e acompanhamentos –, molhos, arroz de açafrão e uma deliciosa entrada. Além de liderar a equipe que preparará o banquete, Ogyen Shak fará uma apresentação de canções típicas do Tibete, com demonstrações multi-instrumentais.

A programação completa da II Semana de Cultura e Arte Tibetanas encontra-se no www.semanatibetana.com.br

SERVIÇO:
Data: de 27 de maio a 4 de junho
Local: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Endereço: Rua Campos Universitário – Trindade – Florianópolis
Entrada franca para as atividades de dia
Cerimônia de abertura – com a construção da mandala:27 de maio às 18h30
Funcionamento do evento: das 9h às 22h
Sobre os cursos, mais informações através do blog: www.semanatibetana.com.br



“Joana d’Arc” - A Virgem de Orleans- Estreia

Foto Lenise Pinheiro
                             

Cia. Teatro do Incêndio apresenta, a partir de 18 de maio (quarta-feira, às 21 horas) a história de “Joana d’Arc”, a guerreira herética tornada santa e mito, que há séculos atrai e fascina multidões. O texto do alemão Friedrich Von Schiller, de 1801, foi traduzido por Mario Vitor Santos especialmente para esta encenação, cuja direção leva a assinatura de Marcelo Marcus Fonseca..



A peça traz uma visão particular da trajetória da heroína francesa, cognominada de a “Virgem de Orleans”, que foi acusada, julgada e queimada viva por heresia: na obra de Schiller, ela é perdoada em vida e tem uma morte gloriosa no campo de batalha. A obra é um dos maiores sucessos de Schiller como dramaturgo, projetando o autor como um dos maiores expoentes do Romantismo alemão. Nela, o autor recria poeticamente a história para fazer uma reflexão sobre guerra, paz, fé e amor. Ao concluir a obra, Schiller a enviou a Goethe e este lhe escreveu: “Devolvo-lhe a obra com meu agradecimento; é tão bela e tão boa, que não tenho com que compará-la.”


A montagem do grupo para a saga romântica da camponesa semiletrada que libertou a França reúne 20 atores em cena e uma trupe de renomados profissionais do teatro brasileiro. A atriz Liz Reis interpreta a protagonista transitando entre a pureza, a dúvida amorosa e a vingança, os traços da humanidade da Joana D’Arc de Schiller. “Não se trata de representar, mas de aceitar Joana em mim”, diz a atriz, que dirige a companhia ao lado do encenador.

Schiller faz uso do mito de Joana d’Arc para discutir ética, igualdade, intolerância e para subverter as ideias sobre o feminino. O autor se apoia na filosofia de Kant, cujo pensamento é a reafirmação “do bom, do belo e do verdadeiro”, na arte e no homem. Nesta montagem, a narrativa assume múltiplos significados. Assim, dialeticamente é construída uma crítica ao cinismo, à mentira e à destruição do homem pelo homem. “A peça discute a crença, não a fé, mas o acreditar nas coisas, que elas podem dar certo, algo tão banalizado nos dias de hoje”, completa o diretor Marcelo Marcus Fonseca.

O diálogo, ao longo de cenas rápidas, é preciso e tem o sentido de crítica aos valores sociais e morais, à desigualdade, transcendendo os limites do Romantismo vigente à época do autor. Na versão do Teatro do Incêndio para a peça, o simbólico e o visual se fundem ao tom trágico do autor. O intuito é emocionar pela palavra e pelo prazer da apreciação do épico de Joana d’Arc, numa montagem que apresenta ainda momentos de humor dentro da trama.


Ficha técnica
Texto: Friedrich Von Schiller
Direção geral: Marcelo Marcus Fonseca
Elenco: Liz Reis, André Latorre, Wanderley Martins, Luis de Tolledo, Marcelo Marcus Fonseca, Thiago Molfi, Urias Garcia, David Guimarães, Cláudio José, Sonia Molfi, João Sant’Ana, Caio Blanco, Giulia Lancellotti, Robson Monteiro, Marcus Fernandes, Talita Righini, Paulo Solar, Louis Caetano, Vander Lins e Eraldo Junior.
Iluminação: Davi de Brito e Vânia Jaconis
Figurinos: Liz Reis e André Latorre
Trilha sonora: Marcelo Marcus Fonseca e Thiago Molfi
Preparação corporal: Liz Reis
Adereços: André Latorre e Beto Silveira
Maquiagem: Robson Monteiro
Assessoria de luta: Tarcísio Lakatos e Sérgio Uberti
Tradução: Mario Vitor Santos
Direção de produção: Liz Reis
Produção executiva: Cia. Teatro do Incêndio - www.teatrodoincendio.com.br
Publicitário: Giuliano Henrique de Carvalho

Serviço
Espetáculo: “Joana d’Arc”
Estréia: 18 de maio – quarta-feira – às 21 horas
Local: Teatro Bibi Ferreira - www.teatrobibiferreira.com.br
Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 931 – Tel: 3105-3129
Temporada: quartas e quintas - às 21 horas – Até 4 de agosto
Ingressos: R$ 50,00 (antecipados: www.ingresso.com, 3105-3129) - Gênero: Drama
Duração: 150 min – Estacionamento conveniado: R$ 10,00.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181- verbena@verbena.com








Apresentação Musical Gratuita -Banda da Guarda Civil Metropolitana


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