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quarta-feira, 6 de abril de 2011

CCBB apresenta Cabaret Luxúria

Comédia musical enfoca triângulo amoroso com Rosi Campos, Rachel Ripani e Bruno Perillo



Escrito por Rachel Ripani, musical tem banda feminina interpretando ao vivo clássicos de Cole Porter e Tom Waits. Amor, desejo e luxúria salpicam o espetáculo, contando a envolvente história de um triângulo amoroso que se passa em um cabaré no Inferno.
                                                   Primeira semana é de graça


Um excitante triângulo amoroso se desenrola no universo quente e erótico do Inferno, onde o show de cabaré é apresentado por Lilith (Rosi Campos), a dona do bordel e mulher de Mephisto (Bruno Perillo), o cantor, gigolô e sedutor que se envolve com a jovem recém-chegada Justine (Rachel Ripani). Este é o Cabaret Luxúria, que o Centro Cultural Banco do Brasil estreia dia 19 de abril, terça-feira, às 19h30. Na semana de estreia, as sessões dos dias 19, 20 e 21 de abril serão gratuitas, em comemoração ao aniversário de 10 anos do CCBB.

Com direção conjunta de Bruno Perillo e Helen Helene, direção musical de Pedro Paulo Bogossian e arranjos de Guilherme Terra, e luz de Guilherme Bonfanti, o espetáculo tem cenários e figurinos sensuais e elegantes, criados por Theodoro Cochrane e inspirados no universo burlesco. Em cena, são 17 músicas interpretadas ao vivo pela Banda Tango e Perfume, formada por cinco instrumentistas (piano, trombone, bateria, contrabaixo acústico) – um dos charmes da encenação. Além de tocar, elas interpretam as diabinhas assistentes de Lilith, também presas no Inferno.

Ao som de clássicos de Cole Porter, Gershwin e Kurt Weill mesclados a canções de Brecht e Tom Waits e trilhas de filmes (O Último Tango em Paris e 9 semanas e ½ de Amor), a peça se desenrola com a proposta de divertir o público. Vertidas para o português por Bruno Perillo, Let’s Misbehave (Cole Porter) foi transformada em Vamos Gozar, e Everything Goes to Hell (Tom Waits) ganhou uma versão como Tudo Vai Pro Inferno.

O repertório inclui também Atrás da Porta (Chico Buarque) e O Meu Sangue Ferve por Você (imortalizada na voz de Sidney Magal). Há espaço, ainda, para versões de Cláudio Botelho para Lorelai (Gershwin) e Cell Block Tango (Fred Ebb e John Kander). Confira repertório completo no final do texto.

Tendo como pano de fundo um cabaré no Inferno, o texto narra as aventuras dos personagens Lilith, Mephisto e Justine por meio do que a autora chama de cliclo da paixão. Primeiro o frio na barriga, os medos e as curiosidades, depois a entrega ao prazer e por fim o sofrimento e as conseqüências da paixão. A harmonia entre Lilith e Mephisto, seu parceiro espiritual e o lado masculino da entidade diabólica, é abalada peça entrada em cena de Justine. Tomado pelo desejo e pelo prazer ele se envolve com a jovem.

Mephisto, o único homem em cena entre 7 mulheres, ganha, portanto, a responsabilidade de salientar diversas vertentes masculinas em seu personagem. Em cena, ora é ingênuo, apaixonado e sedutor. Ora cafajeste e violento. Com toques bem-humorados, o espetáculo chama atenção em cenas como Marketing do Inferno, onde há interação com a plateia, e Carrossel Internacional, sobre as desculpas que os homens usam quando seus casos extra-conjugais são revelados.


Sobre o texto
Rachel Ripani comenta o desafio de escrever o texto para um musical brasileiro. “Não é um gênero muito explorado aqui. É um desafio buscar uma dramaturgia para um musical brasileiro. Pesquisei uma vasta linha de textos sobre o amor, de Dante Alighieri e Shakespeare a Nelson Rodrigues”, comenta a atriz, que alia os ensaios de Cabaret Luxúria a sete sessões semanais do musical Mamma Mia!, onde interpreta Tanya, uma das amigas da personagem principal.

Para criar a peça, a autora começou a explorar o território do desejo, em clima leve e safado. “Queria dar voz à mulher que deseja, que tem sensualidade, identidade e um lado terrível também. Conforme fomos nos aprofundando, percebemos que a paixão também leva para uma área perigosa - da atração, do prazer, da sacanagem, do ciúme, da traição e da separação”.

Nos primeiros encontros foi feita a preparação vocal do elenco. Em seguida, o trabalho coreográfico. Por último, a junção dos dois. Para este processo delicado, o elenco precisa estar treinado fisicamente e a direção rigorosa é dividida por três profissionais - Bruno Perillo cuida da encenação e da construção geral do espetáculo; Pedro Paulo Bogossian assina a direção musical e Helen Helene é responsável pela parte vocal, inteligência do texto e trabalho do ator.

Sobre a encenação
Com 14 novelas na bagagem e cerca de 30 espetáculos teatrais, a atriz Rosi Campos, mais de 40 anos de carreira e uma dezena de prêmios no currículo (APCA, APETESP, SHELL e KIKITO), destaca que o espetáculo fica rico com música ao vivo, além de que as instrumentistas do Tango e Perfume têm larga experiência em orquestra. “A qualidade desta peça está muito boa, ainda mais com a direção musical de Pedro Paulo Bogossian”, complementa a atriz, que está no teatro desde 1976.

“Ultimamente, percebi que tenho um prazer enorme em fazer humor. Fico muito feliz, pois a comédia é um campo menos privilegiado e menos respeitado no Teatro”, comenta a atriz Rachel Ripani, que tem seu primeiro texto encenado.

Bruno Perillo, que assina 7 versões, diz que “foi um trabalho muito prazeroso, uma delícia adequar os versos na métrica, manter a rima, a sonoridade e não deixar que a tradução fique vaga, mantendo a linha original da canção e do enredo. “Estou trabalhando para encontrar as sutilezas das diversas facetas masculinas. A ideia de ter várias cenas é justamente buscar o comportamento do homem em diversas situações.”

“Como as musicistas não são atrizes, a gente faz uma adequação. Procuramos trazer as meninas para cena sem a responsabilidade de atuar. Elas se comportam com naturalidade, ficam à vontade e é essa a brincadeira. Seu foco primordial não é a atuação”, explica a diretora Helen Helene.

Sobre o elenco, o diretor musical Pedro Paulo Bogossian não economiza elogios. “Trabalho há 20 anos com Rosi Campos, é o segundo com a Rachel e o primeiro com o Bruno. Todos sempre estão disponíveis e têm uma carreira disciplinada, não só para este projeto. São profissionais inspirados, que conhecem profundamente o campo teatral.”

Theodoro Cochrane (Prêmio Shell 2011, na categoria figurino com Escuro, de Leonardo Moreira) cuidou de ressaltar as cores quentes no figurino, que explora a sensualidade e a transparência. O cenário limpo tem a proposta de destacar personagens e instrumentistas. Para contrapor com o cenário clean, Theodoro pôde trabalhar mais o figurino. “Inspirado no universo burlesco, procurei peças chiques e sensuais. A roupa da Rachel, principalmente, tem muita renda.”

O processo de construção de cena é contínuo. Bruno, Rachel e Rosi ainda trabalham com liberdade sobre o roteiro. “Não temos muito compromisso com o texto fechado. Estamos abertos para a criação de cada um. Isso funciona porque a química entre nós é grande”, diz Bruno. “Conseguimos uma fluência de construção que está sendo útil para reorganizar a cena. É uma parceria de criação estética e da cena”, completam Rosi e Rachel.

* REPERTÓRIO
1. Vamos gozar
Let’s misbehave (Cole Porter)
Versão Bruno Perillo

2. Mandelay
(Kurt Weill e Bertold Brecht)
Versão Lilian Blanc/Folias D’Arte

3. Lorelai
(George Gershwin e Ira Gershwin)
Versão Cláudio Botelho

4. A canção de Nanna
Nanna’a lied (Hans Eisler e Bertolt Brecht)
Versão Bruno Perillo

5. Eu sou um gigolô
Just a gigolo (Leonello Casucci e Julius Brammer)
Versão Bruno Perillo

6. Noite e Dia
Night and day (Cole Porter)
Versão Bruno Perillo

7. Tango de Nancy
(Edu Lobo e Chico Buarque)

8. You can leave your hat on
(Randy Newman)

9. O meu sangue ferve por você
(M. Pancol, J. Arel e C Carrere)
Versão Serafim Costa Almeida

10. O último tango em Paris
Last tango in Paris (Gato Barbieri)

11. Tema de amor
Love theme (Vangelis)

12. Tango do cafetão
Tango ballad (Kurt Weill e Bertold Brecht)
Versão Bruno Perillo

13. Tango da prisão
Cell block tango (Fred Ebb e John Kander)
Versão Cláudio Botelho

14. Atrás da porta
(Francis Hime e Chico Buarque)

15. Ne me quitte pas
(Jacques Brel)

16. Youkali
(Kurt Weill e Roger Fernay)
Versão Bruno Perillo

17. Tudo vai pro inferno
Everything goes to hell (Tom Waits)
Versão Bruno Perillo

PARA ROTEIRO:

CABARET LUXÚRIA com Rachel Ripani, Rosi Campos e Bruno Perillo. Estreia dia 19 de abril no CCBB-SP. Temporada: terças, quartas e quintas às 19h30. Até 2 de junho. Duração: 70 minutos. Classificação: 16 anos. Ingressos: R$ 6 a partir de 26/4. As sessões dos dias 19, 20 e 21 de abril serão gratuitas. Capacidade: 125 lugares. Vendas pela internet: www.ingressorapido.com.br ou pelo telefone (11) 4003-1212. Estacionamento: conveniado na Rua da Consolação, 228 – Ed. Zarvos – R$ 10 por 5 horas. (No estacionamento há transporte periódico de van até o CCBB).

IDEALIZAÇÃO: Rachel Ripani e Bruno Perillo. PRODUÇÃO: Rachel Ripani Produções. PRODUÇÃO EXECUTIVA: Beatriz Ramsthaler . TEXTO: Rachel Ripani. DIREÇÃO: Bruno Perillo. ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Helen Helene. DIREÇÃO MUSICAL: Pedro Paulo Bogossian. ARRANJOS : Guilherme Terra. ELENCO: Rosi Campos, Rachel Ripani e Bruno Perillo. STAND IN Laila Garin, Paula Flaiban. BANDA – PIANO: Vivianne Franco. BANDA – TROMBONE: Joyce Peixoto. BANDA – CONTRABAIXO: Camila Bomfim. BANDA – BATERIA: Fabiana Fonseca. BANDA – VIOLINO: Moema Lima. DIREÇÃO DE ARTE: Theodoro Cochrane. VISAGISMO: Aloísio Nunes. ILUMINAÇÃO: Guilherme Bonfanti. MOVIMENTO: Renata Brás.. FOTOS: Beto Riginik.










Arte da Vila, dias 9 e 10 de abril

Informações:  (11) 3037 7414

info@proposta.com

Sarau Violonístico no Jabaquara - Entrada Gratuita

São Paulo e Campinas - Reestréia "Vamos?"

REESTRÉIA HOJE - "VAMOS?"!!!

QUARTAS E QUINTAS EM SÃO PAULO
TEATRO FOLHA

.SEXTAS, SÁBADOS E DOMINGOS EM CAMPINAS
TEATRO AMIL

.CURTÍSSIMA TEMPORADA!!!

terça-feira, 5 de abril de 2011

TUCCA - Abril 2011 - Ajudando as Crianças e Adolescentes com Cancer



Cineclube Gambalaia tem a honra de apresentar, dia 07 , às 20h

       “Jejum de Amor” (1940-92min.), de Howard Hawks,

sensacional comédia com Cay Grant sobre os bastidores do jornalismo e apimentada pela sempre implacável guerra dos sexos!

Um crime terrível, um homeme coondenado à morte injustamente , uma matéria imperdível...que pode se perder porque a melhor repórter é a ex-mulher do melhor editor e ainda por cima teima em se casar com um pacato vendedeor de seguros.

Ácido, hilariante e simplesmente imperdível !

E tem mais :
* Quem chegar mais cedo:
poderá entrar no clima da época do filme curtindo o jazz da big band de Duke Ellington e do clarinetista Sidney Bechet no nosso tocacedês.

* Quem ficar até mais tarde:
assistirá a uma mini-palestra abordando as principais características do cinema de Howard Hawks, cineasta adorado pela geração da nouvelle vague e que imprimiu sua marca em comédias, westerns, films noir e outros gêneros.

** ENTRADA GRATUITA **

Cineclube Gambalaia: um jeito diferente de fazer cineclube
mais informações (dia 31) em:  http://www.bar1211.blogspot.com/  http://www.gambalaia.com.br/







Projeto Adoniran recebe Joyce Moreno no Memorial da America Latina


 
Foto de: Léo Aversa


Cantora mostra o inesquecível álbum Feminina, lançado em 1980 e relançado, recentemente, em CD.


A cantora, compositora e instrumentista Joyce Moreno é a convidada do Projeto Adoniran do Memorial da América Latina, dia 14 de abril, às 21 horas. Acompanhada pelo trio Tutty Moreno (bateria), Rodolfo Stroeter (baixo) e Rafael Vernet (piano), Joyce interpreta composições do álbum Feminina, gravado em 1980. O disco, que se tornou um marco em sua carreira, foi relançado em CD (pela primeira vez no Brasil) pela EMI, em 2010, numa edição comemorativa para os 30 anos da obra.


Feminina é totalmente autoral. O repertório traz alguns dos principais sucessos da compositora, como “Clareana” (finalista do festival MPB-80 e sucesso absoluto até hoje), “Da Cor Brasileira” (sucesso também na voz de Maria Bethania), “Essa Mulher” (que foi também título de um disco de Elis Regina), “Mistérios” (música mais gravada da obra de Joyce, com gravações de Milton Nascimento, Nana Caymmi, Boca Livre, Djavan, Gal Costa, Flora Purim, Wallace Roney, entre outros), além da faixa-título, “Feminina” (que integrou a trilha do seriado global Malu Mulher).


O repertório de Feminina está inserido no imaginário musical feminino de forma definitiva no Brasil, mas foi a força de sua música que abriu caminho para o sucesso da obra de Joyce no Exterior. Diversas destas canções foram regravadas em vários idiomas ou em versões instrumentais por grandes músicos de jazz. No Brasil, Feminina foi incluído no livro de Charles Gavin, 300 Discos Importantes da Música Brasileira, que listou os mais importantes lançamentos na história discográfica da MPB.


No programa do show estão ainda músicas como “Samba de Mulher” (parceria com Léa Freire), “Diz Que Eu Também Fui Por Ai”, “Monsieur Binot”, “Revendo Amigos”, “Banana”, “Galã Tantã” (parceria com Silvia Sangirardi), “Slow Music” (com Robin Meloy Goldsby), “Banda Maluca” e outras.
Site: http://www.joyce-moreno.com/


Show: Joyce Moreno
Músicos: Joyce Moreno (voz e violão), Tutty Moreno (bateria), Rodolfo Stroeter (baixo) e Rafael Vernet (piano).
Dia 14 de abril – quinta-feira – às 21 horasMemorial da América Latina – Auditório Simon Bolívar


Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda/SP - Tel: (11) 3823-4600
Ingressos: R$ 15,00 (meia: R$ 7,50) - Duração: 1 hora - Censura: Livre
Bilheteria: 14h às 19h (dia anterior) e a partir de 14h (dia do show).
Capacidade: 800 lugares. Acesso universal. Ar condicionado. Não faz reservas.
Estacionamento (Portão 15) s/ manobrista: R$ 10,00. Entrada/pedestres: Portão 13.
Realização: Fundação Memorial da América Latina - www.memorial.sp.gov.br
Produção: PG Music
                                                                  Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
                                                              Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 – verbena@verbena.com.br






Projeto Adoniran