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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Exposições "Mãos para Ver" e "Onírico" - Itajaí- SC

Os artistas Márcia Cardeal e Kiko Cervi abrem suas exposições nesta sexta-feira na Galeria Municipal de Artes. Márcia apresenta “Mãos para Ver”, enquanto Kiko expõe suas esculturas em “Onírico”.

A abertura das exposições acontece as 19h30 desta sexta-feira, dia 20, na Galeria Municipal de Artes da Fundação Cultural de Itajaí, na rua Lauro Müller, 53 – Centro de Itajaí. A exposição permanecerá aberta à visitação até o dia 30 de setembro.

Peça Teatral - NOVELO - Reestréia

Texto inédito de Nanna de Castro
Direção de Zé Henrique de Paula

  Com

Alexandre Freitas, Fábio Cadôr, Elvis Shelton, Flavio Baiocchi e Flavio Barollo

Depois da temporada bem-sucedida no Teatro Sérgio Cardoso, a peça “Novelo, Homem é tudo Diferente”, reestreia nesta quarta-feira, dia 18, no Teatro Augusta.


Abordar o universo masculino nas artes cênicas é sempre muito instigante. Pensando assim, o grupo composto por cinco atores: Alexandre Freitas, Fábio Cadôr, Elvis Shelton, Flavio Baiocchi e Flavio Barollo resolveram falar desse mundo no teatro. Com o desejo de cumprir a missão, convidaram uma mulher para escrever sobre ele. Assim, nasceu Novelo, montagem contemplada pelo Edital ProAc 2009 da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

“Quando recebi o convite, pensei logo: Não seria melhor um homem para desempenhar essa tarefa? Não teria eu olhos preconceituosos em relação ao mundo masculino? Mas os atores não estavam preocupados com essas questões. Então, resolvi abraçar o desafio e fazer este mergulho no masculino em mim”, conta a autora do texto Nanna de Castro, que se dedicou durante um ano para a realização da empreitada.

Conforme ela, o estilo da narrativa inédita é um desafio também à direção. Os planos de espaço-tempo cruzam-se e os atores saltam entre fatos acontecidos no passado e no presente. “É um exercício de linguagem, um experimento, em que eu uso um pouco do formato do cinema. Honestamente, sei que criei uma provocação, tanto à direção quanto ao elenco e o resultado está maravilhoso”.

A peça aprofunda ao contar a história de cinco irmãos (Maurício, João Pedro, Zeca, Mauro e Cláudio), que se reencontram na sala de espera de um hospital público, após receberem a notícia de que um homem, que pode ser o pai que os abandonou por 20 anos, está internado na UTI.

Este reencontro insólito, depois de tanto tempo, emerge lembranças e sentimentos intensos, desencadeando situações patéticas, questionamentos e discussões. Essas abordagens culminam em resgatar sentimentos dolorosos, envolvendo familiares, os quais muitas vezes apresentam dificuldades para serem tratados com clareza.

Para Zé Henrique (indicado ao Prêmio Shell 2009), o que mais lhe atrai no texto é a possibilidade de fazer um recorte do ‘masculino’. “Cinco homens diferentes, cinco homens possíveis, cinco homens reais. E, por meio deles, tentar entender melhor o imaginário do gênero como um todo”.

Os diálogos são permeados por momentos de humor e poesia, revelando a essência masculina, sua singularidade e complexidades, muitas vezes roteirizadas de forma caricatural, nas artes de forma geral.

É uma peça profunda, comovente e por vezes divertida. Ela apresenta uma visão, envolvendo diversas dimensões do homem contemporâneo, inserindo suas alegrias, conflitos, ambições, coragem, mágoas, medo, frustrações, sonhos e outros estados bastante conhecidos pela humanidade, mesmo sendo de maneira inconsciente.

Além disso, a montagem prima pelo zelo, justificando os seus três anos para a sua concretização. A começar pelo figurino, cuja assinatura leva a marca Mário Queiroz, autor do livro “O Heroi Desmascarado – A imagem do homem na moda” e um dos estilistas, consultor e pesquisador acadêmico mais respeitados da Fashion Week. A locução em off é da atriz Clara Carvalho (Grupo Tapa) e a trilha sonora do espetáculo foi composta originalmente por Fernanda Maia.

Novelo é a segunda peça realizada pela Mamba Produções. O texto está sendo roteirizado por Nanna de Castro e futuramente o filme poderá ser assistido nas telonas em formatos de curta e longametragens. Faz parte das iniciativas da Mamba realizar uma trilogia de linguagens: a peça, o curta e o longa de cada uma de suas produções.

A primeira é “O Pelicano”, de August Strindberg, dirigida por Denise Weinberg, em cartaz no ano passado com o patrocínio da Eletrobrás, a qual voltará aos palcos em outubro de 2010. A peça foi a base para o curtametragem intitulado "O Sangue Pelos Filhos", selecionado para o festival de Estocolmo e está em fase de captação de recursos financeiros para se transformar em um filme de uma hora e meia, em breve. Nos primeiros meses de 2010, a montagem ocupou o ranking das 10 melhores peças de São Paulo, pela Revista Bravo.

SERVIÇO:
Novelo, Homem é Tudo Diferente


Teatro Augusta
Sala Nobre (328 lugares)
Rua Augusta, 943 – Cerqueira César
Telefone: 3151-4141
Bilheteira, de quarta e quinta, das 14h às 21h. Sexta, das 14h às 21h30.
Sábado, das 15h às 21h, e domingo, das 15h às 19h.
Vendas por telefone: 4003-1212 e www.ingressorapido.com.br
Aceita cartão de crédito Mastercard e Dinners Club e débito Redeshop.
Quarta e quinta, às 21h - R$ 30
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 12 anos
Gênero: Drama
Acesse também o endereço http://www.onovelo.com.br/

Ficha Técnica

Texto: Nanna de Castro
Direção: Zé Henrique de Paula
Elenco: Alexandre Freitas, Fábio Cadôr, Elvis Shelton, Flavio Baiocchi e Flavio Barollo.
Assistência de direção: Alexandra da Matta
Cenografia e figurinos: Zé Henrique de Paula
Preparação de atores: Inês Aranha
Direção musical: Fernanda Maia
Iluminação: Fran Barros
Produção: Edinho Rodrigues e Marisa Medeiros
Produção geral: Mamba Produções
Realização: Mamba Produções

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Apresentação teatral Sesc Pinheiros "Donka - uma carta a Tchekov"

Produção Teatro Sunil/Suíça e Chechov International Theatre Festival


Co-produção: Théâtre Vidy-Lausanne e Inlevitas Productions

"Eu sou um colecionador de instantes, de detalhes, de pequenas particularidades. Meu teatro é feito de imagens que se sobrepõem, que normalmente não se articulam de modo linear. É um” fazer alusão ao contínuo”, fingir que algumas coisas realmente aconteceram. Eu gosto dos silêncios, das pausas, dos momentos de suspensão. Talvez porque, fundalmentalmente, eu procure há alguns anos os estados de leveza. Eu decidi desocbrir Tchekhov da mesma maneira, procurando as particularidades, os detalhes, procurando os na sua vida, nas páginas de seus escritos e fora delas.

Eu pensei em dar uma forma aos silêncios contidos nas suas anotações e nos seus jornais e criar imagens partindo de suas anotações. Em seguida, eu procurei vidas paralelas à sua nos jardins da minha casa, porque é a única maneira que eu conheço de contar histórias - cavando embaixo das roseiras à procura de um tesouro.

Eu venho de um teatro profundamente impregnado da linguagem dos palhaços, dos malabaristas, do mundo delicado e mágico da acrobacia. É assim que eu vou contar Theckhov, e para realisar este projeto eu me cerquei de cúmplices de sempre, de criadores com os quais eu colaboro há anos, dividindo não somente uma estética e um modo de conceber o teatro, mas também o modo apaixonado de defender nosso mundo imaginário.

Tchekhov gostava de pescar, ele ia pescar para poder pensar e refletir tranquilamente. Alguns peixes se pescam nas profundezas, sem utilizar bóia, mas fixando uma sineta na extremidade da vara. Donka é o nome de uma destas sinetas, um destes instrumentos com os quais Tchekhov se pareparava para a meditação….."

Daniele Finzi Pasca


Ficha Técnica
Donka
Uma carta a Tchekhov

Escrito e dirigido por Daniele Finzi Pasca
Música e orquestração: Maria Bonzanigo
Diretor de criação: Antonio Vergamini
Cenografia e acessórios: Hugo Gargiulo
Colaboradora na criação: Julie Hamelin
Figurinos: Giovanna Buzzi
Concepção de luz e coreografias: Daniele Finzi Pasca
Concepção sonora e coreografias: Maria Bonzanigo
Designer de vídeo: Roberto Vitalini para bashiba.com
Concepção de maquiagem e colaboração nos acessórios: Maria Cristina Barbé Braga
Concepção da Roda Cyr: Daniel Cyr
Com:
Moira Albertalli, Karen Bernal, Helena Bittencourt, Sara Calvanelli, Veronica Melis, David Menes, Beatriz Sayad, Rolando Tarquini.
Pesquisador e assistente de direção: Facundo Ponce de Leon
Assistente à concepção de luz e diretor técnico de turnê: Pierfranco Sofia
Diretora de turnê e de palco: Alona Umanskaya
Rigger: Jens Leclerc
Assistente à concepção sonora e técnico de som de turnê: Fabio Lecce
Assistente de cenografia: Barbara Bedrina
Assistente do diretor de criação: Miriam Mazza
Fotógrafa e artista gráfica: Viviana Cangialosi
Estagiários: Pilar Del Campo, Marzio Picchetti, Sebastiano Pedrazzini
Produção e agenciamento no Brasil: Performas Produções
Direção de produção: Andrea Caruso Saturnino
Co-realização: Teatro Solis (Uruguai - Montevidéu) e FIT – BH (Minas Gerais)

Datas:
14, 15, 17, 18, 19 e 20 de agosto – Teatro Paulo Autran - Sesc Pinheiros – SP
31 de agosto e 1 a 3 de setembro – Teatro Solis – Montevidéu - Paraguai