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sábado, 15 de setembro de 2012

Mostra Strindberg mapeia universo do dramaturgo sueco em seu centenário de morte


De 18 de setembro a 27 de outubro, programação especial em homenagem ao autor reúne 8 espetáculos teatrais, exposição, duas exibições em vídeo, 6 leituras dramáticas e 4 debates. Eduardo Tolentino, Nelson Baskerville e Christiane Jatahy, entre outros, dirigem peças. Zé Henrique de Paula, Alexandre Tenório e Luiz Fernando Marques, do Grupo XIX e Felipe Vidal ficam responsáveis pelas leituras. Os eventos acontecem nas unidades do SESC do Belenzinho, Bom Retiro, Ipiranga e Santo Amaro. A curadoria é de Nicole Cordery e Flavio Barollo


No centenário de morte do dramaturgo sueco August Strindberg (1849-1912), um dos maiores nomes da dramaturgia mundial, aMostra Strindberg disseca a vida e obra desse ícone teatral. De 18 de setembro a 27 de outubro, uma programação especial em homenagem ao autor acontece nas unidades do SESC do Belenzinho, Bom Retiro, Ipiranga e Santo Amaro. São espetáculos teatrais (4 montagens inéditas, 3 reestreias e um work in progress), vivência, uma exposição, 6 leituras dramáticas e 4 debates com mediação de Denise Weinberg. A curadoria é de Nicole Cordery (mestre em Strindberg na Sorbonne Nouvelle em Paris com orientação do teórico e dramaturgo francês Jean Pierre Sarrazac) e Flavio Barollo, ator e produtor da Cia Mamba.

Dos palcos cariocas chega Julia, uma adaptação de Senhorita Julia. Christiane Jatahy venceu o Prêmio Shell na categoria de Melhor direção pelo espetáculo. Três montagens foram feitas especialmente para a Mostra: A Mais Forte, com direção de Eduardo Tolentino (peça curta de 15 minutos de Strindberg); O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência, de Andre Guerreiro (montagem que une fragmentos da peça O Sonho e do romance autobiográfico Inferno).

A terceira é A Noite das Tríbades, de Per Olov Enquist, mais uma produção do Grupo Tapa com a coordenação de Tolentino que visa formar novos diretores como é o caso de Malu Bazan, responsável pela encenação. Na peça, Strindberg é colocado como um personagem. O autor e sua mulher Siri Von Essen tentam ensaiar A Mais Forte em um teatro decadente de Copenhague.

As reestreias ficam por conta de Credores do Grupo Tapa, com direção de Eduardo Tolentino (um casal tem um relacionamento abalado com a chegada de um estranho); Brincando com Fogo, dirigido por Nelson Baskerville (uma comédia do autor, que questiona o casamento convencional); Strindbergman, de Marie Duplex (trama que propõe um diálogo entre a peça A Mais Forte e o filme Persona de Ingmar Bergman). Após a mostra, a montagem fará uma temporada de 2 de novembro a 16 de dezembro no Viga Espaço Cênico. Baskerville também apresenta work in progress de uma versão de Credores, que estreia ainda esse ano.

Outras obras de Strindberg podem ser conferidas em leituras dramáticas como After Miss Julie, dirigida por Zé Henrique de Paula;Cristina, por Felipe Vidal; O Sonho, com direção do  Uzyna Uzona (antigo Oficina); Dança da Morte, por Alexandre Tenório;Rumo a Damasco, por Luiz Fernando Marques, do Grupo XIX, e Crimes e Crimes, por Eduardo Tolentino de Araújo, do Grupo Tapa.

Durante duas semanas, uma Vivência aberta para o público em geral terá como foco uma discussão de como a obra e o universo de Strindberg atingem o ser humano, especialmente com o espetáculo O Sonho. A atividade tem a participação do ator Andre Garolli e a diretora sueca Bim de Verdier que vem para o Brasil exclusivamente para o evento. A exposição de Julio Dojcsar terá 8 escrivaninhas que contarão  a vida do dramaturgo a partir de suas obras mais importantes.

Strindberg é considerado o pai do teatro moderno. Viveu numa época de efervescência. Presenciou momentos importantes, como o surgimento da psicanálise de Sigmund Freud, a eclosão dos movimentos socialistas. Um período de revoluções que ele incorporou em suas obras. Inseriu quebras de tempo e espaço na narrativa de suas peças, elementos que mudaram a maneira de fazer teatro, além de ter criado tramas que mergulham diretamente nas relações humanas.

“É uma oportunidade de conhecer não só o teatro de Strindberg. A mostra tem uma visão plural, procura entender o pensamento, discutir ideias desse dramaturgo que ainda permanecem vivas nos tempos atuais. A programação estará espalhada pela cidade de São Paulo e pretende contemplar vários públicos”, conta Nicole Cordery.

Palcos e Cinema

A programação conta com duas exibições de vídeos raros. O primeiro é O Sonho de Ingmar Bergman, uma adaptação da montagem para a TV em 1963 com Ingrid Thulin no papel de Agnes. Essa é a primeira vez em que o filme será apresentado fora da Suécia.

Strindberg é uma das maiores influências do cineasta Ingmar Bergman (1918-2007). Mesmo sendo ser reconhecido por seus clássicos nas telonas, Bergman montou praticamente toda a obra do seu conterrâneo sueco nos palcos. O Sonho ganhou quatro versões diferentes no teatro pelo diretor. Morangos Silvestres é inspirado na peça Rumo a Damasco, onde o protagonista passa por uma jornada que o faz refletir sobre a vida. A peça A Mais Forte inspirou o filme Persona. Além da questão formal onde uma mulher fala o tempo todo impulsionada pelo silêncio da outra, existe o cruzamento de elementos temáticos, como a maternidade, o mundo do teatro, o riso e a possessão de personalidade entre dois personagens.
Ambos procuravam captar a vida com as dúvidas, medos, esperanças, ou seja, os dilemas do ser humano. “Bergman se inspirava no autor para criar uma obra nova. A influência de Strindberg funcionava como um espelho, um demônio que o perseguia e o impulsionava”, afirma a curadora.

O segundo vídeo é Senhorita Julia, filmagem da peça com a direção de Thomas Ostermeier que esteve em temporada esse ano no Theatre of Nations de Moscou.

 

Legado

Eduardo Tolentino falou da importância da mostra e do dramaturgo. “Ele instaurou uma grande revolução no teatro no século 19 por meio de seus procedimentos, formas e conteúdo. Suas histórias não são definidas com causa e consequência, nem tudo é explicado, o diferencial é a abertura para a margem de interpretação, essa é a sua modernidade. Não importa se a peça ganhar inúmeras montagens, cada uma terá sua peculiaridade. A Mostra Strindberg é uma chance de dar mais notoriedade para esse dramaturgo que é pouco conhecido no Brasil, revelar a magnitude de sua obra”. Além de uma adaptação de Pária para televisão, o diretor já se aventurou pelo universo do autor nas montagens Camaradagem, Credores e A Mais Forte.

O curador Flavio Barollo também estará nos palcos com dois espetáculos: Brincando com Fogo (duas temporadas em 2012, além de Festival de Estocolmo – Stoff) e Credores, montagem que ganhará um processo de "work in progress" dentro da Mostra Strindberg no SESC Ipiranga antes de estrear. Ambos trabalhos da Cia. Mamba, que já encenou O Pelicano, direção de Denise Weinberg (três temporadas em 2009 e 2010). “O que nos atrai em Strindberg é sua forma nua e crua de tocar em questões humanas de modo direto, sem rodeios e intensamente. Ele consegue mergulhar fundo em assuntos que dificilmente encontramos em textos contemporâneos. São obras que trabalham com amor, tesão, sexo, casamento, atuam no universo do sonho, da espiritualidade, temas que nos fazem refletir sobre nossas vidas.”

Strindberg foi o primeiro autor a colocar sua própria vida nas peças, a chamada dramaturgia do eu. Chegou a declarar que nós não podemos conhecer plenamente a vida de outros personagens, pois só temos conhecimento de nós mesmos; só assim para alcançar todos os detalhes e profundezas de uma alma. Iniciou o chamado drama de estações, onde uma cena não necessariamente precisava ter conexão direta com a anterior, trabalhando pela primeira vez de forma épica com cenas isoladas, e todas em torno da história de um personagem, geralmente o seu alter-ego, como em Rumo a Damasco. Strindberg flertou com o simbolismo e o expressionismo. Quebrou paradigmas e padrões da dramaturgia da época, fonte de inspiração para a modernidade, como a do próprio Nelson Rodrigues.

Em pleno século 21, as histórias do dramaturgo continuam sendo montadas pelo mundo e gerando discussões com suas ideais pulsantes. “Strindberg foi casado inúmeras vezes, considerado misógino, o que ainda causa debates. Soube como poucos abordar as fragilidades humanas, a manipulação sobre o outro, questões envolvendo o poder feminino. As peças são um verdadeiro embate cerebral, uma disputa de quem é o mais forte”, finaliza Nicole Cordery.

Sobre o autor
August Strindberg (1849/1912), sueco, nascido em Estocolmo, é conhecido mundialmente como escritor, ensaísta e dramaturgo. Foi isso e muito mais: jornalista, crítico social, profundamente interessado tanto na ciência (química, medicina, ciências políticas) quanto no ocultismo e na estética. É um dos mais importantes dramaturgos da história, ao lado de Henrik Ibsen e Anton Tchecov. Homem de letras, novelista, poeta, pintor, idealizador do “teatro íntimo”, que funcionou de 1907 a 1910, escreveu a maior parte dos dramas intimistas quase sempre referidos ao casal, ao casamento como armadilha, explorando ao infinito as contradições e ambivalências entre o pensar, o sentir e o agir.  

Com suas obras em prosa e seus dramas, foi o precursor do naturalismo na Suécia e, ao mesmo tempo, o grande destaque do expressionismo e do surrealismo no mundo. Em suas peças autobiográficas, recriou ainda a sua problemática pessoal: três fracassos matrimoniais, solidão e abatimento espiritual. As suas obras impregnadas pela tristeza, “O Pai” (1887) e “Senhorita Júlia” (1888), assim como as peças “Páscoa” e “A Dança da Morte” (ambas de 1891), ilustram esses conflitos. “O Pelicano”, “Sonata dos Espectros”, “Casa Queimada” e “A Tempestade” (de 1907) já assinalam o caminho para o simbolismo. Após ter passado um longo período na França, na Suíça, na Alemanha e na Dinamarca, Strindberg regressou a Estocolmo em 1899, onde fundou, em 1907, o Teatro Íntimo. Morreu em 1912, de câncer no estômago, deixando romances autobiográficos, peças teatrais, poesia, pintura e ensaios sobre os mais diversos assuntos.

Programação Completa da Mostra Strindberg


Work in progress

Credores
Dias 18 e 25 de setembro e 9, 16 e 23 de outubro, no SESC Ipiranga
Terças-feiras, às 20 horas

Criação coletiva inspirada na obra homônima de Strindberg com direção de Nelson Baskerville . Será compartilhado com o público um "work in progress", a fim de definir uma nova dramaturgia para a peça, buscando a resposta para a pergunta: "como se relacionar nos dias de hoje?". Os ensaios abertos serão feitos às terças-feiras, afinando o espetáculo para sua estreia oficial ao final da Mostra. Com Carolina Mânica, Bruno Perillo, Flavio Barollo e Isa Bela Alzira.Iluminação: Aline Santini
Direção Técnica: Igor Sane. Direção de Produção: Carla Estefan.

SESC IPIRANGA - Rua Bom Pastor, 822 Ipiranga – Tel: 3340-2000. Local – Teatro. Capacidade – 200 lugares. Classificação – 14 anos. Duração - 70 minutos. Aberto ao público em geral. Grátis - Retirada de ingressos 1 hora antes na bilheteria.

Leituras Dramáticas de textos selecionados - Com Cia. Os FOFOS ENCENAM


Cia Os Fofos Encenam faz leituras de 6 textos
curtos selecionados no Dramaturgias Urgentes

As 6 peças curtas terão leituras dramáticas nos dias 20 e 27 de setembro, 3 cada dia,
finalizando o segundo ciclo do projeto, que acontece até 2013

A Cia OS FOFOS ENCENAM apresenta a leitura dramática dos seis textos selecionados entre os enviados no segundo módulo do concurso de peças curtas, o Dramaturgias Urgentes do CCBB, dias 20 e 27 de setembro, quintas-feiras, 19h30, no Teatro do CCBB, com entrada franca.
Com o tema Envelhecimento da População Brasileira: Melhor Idade?, os três textos a serem lidos dia 20 de setembro são A Cigarra e a Formiga, de Paula Cicolin (Cordeirópolis/ SP), Dona Adélia, de Rogério Corrêa (Rio de Janeiro/ RJ), Nem Tudo São Flores, de Paulo Sacaldassy (Cubatão/ SP). No dia 27 de setembro, os Fofos fazem a leitura de Maço de Cigarros, de Rafael Cal (Rio de Janeiro/ RJ), Projeto São Lourenço, de Flavio Goldman (Rio de Janeiro/ RJ) e Suéter Laranja em Dia de Luto, de André Felipe (Florianópolis/ SC).

As seis peças foram escolhidas por uma comissão de dramaturgos formada por Lucienne Guedes, Samir Yazbek e Alessandro Toller. Depois das leituras, serão realizados debates com os diretores Newton Moreno e Zé Roberto Jardim, no dia 20; Fernando Neves, no dia 27, além do elenco dos Fofos. As senhas para a entrada devem ser retiradas uma hora antes do começo de cada evento.

As leituras fazem parte do Dramaturgias Urgentes, novo projeto do CCBB de  formação de público para teatro, explorando sua potencialidade para debater temas contemporâneos. Com curadoria de Marici Salomão, o projeto propõe um olhar sobre a contemporaneidade do teatro brasileiro, incluindo um concurso de dramaturgia de textos curtos, palestras com pensadores e criadores teatrais, workshops de processos de criação e oito noites de leituras dramáticas dos textos selecionados.

Para concorrer, os interessados enviaram seus textos (de 20 minutos - de 8 mil a 12 mil caracteres, sem espaço) sobre o tema proposto para o site do projeto (www.dramaturgiasurgentes.com.br) até dia 4 de setembro. Os 30 primeiros enviados receberam pareceres técnicos, depois de análise dos dramaturgos Lucienne Guedes, Samir Yazbek e Alessandro Toller. Os 6 textos selecionados, ficam disponíveis no site.

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Leituras dramáticas dos textos selecionados
no concurso nacional de peças curtas Dramaturgias Urgentes

Dia 20 de setembro às 19h30 - quinta - entrada franca

A Cigarra e a Formiga
Autora: Paula Cicolin
Cordeirópolis/ SP
Sinopse: Um idoso chega em casa sobrecarregado pelo desgaste gerado pela cidade. Para aliviar suas dores físicas, toca um instrumento musical dado por um amigo. Sua mulher ouve a vitrola que repete a mesma música, uma distração em meio ao tricô, à música e às tecnologias do mundo moderno. Ambos procuram aliviar suas mazelas emocionais.

Dona Adélia

Autor: Rogério Corrêa

Rio de Janeiro/ RJ
Breve sinopse: A idosa Dona Adélia é obrigada a sair de sua casa e se mudar para o apartamento da filha, devido à senilidade. Com a mudança, ela fica cada vez mais desorientada, revivendo o passado e o misturando às indignidades da sua condição presente, para desespero da família. O triste fim de Dona Adélia é mostrado em contraponto às memórias de sua vida rica e plena. A situação torna-se cada vez mais insustentável, até que a morte, que surge como a memória do seu casamento, liberta a todos.

Nem Tudo São Flores
Autor: Paulo Sacaldassy
Cubatão/ SP
Breve sinopse: Depois de uma amizade iniciada pela internet, uma idosa acaba sendo acusada de participar de um assalto a banco. Na delegacia, enquanto tenta dar explicações de sua inocência ao delegado, discute com a filha os motivos que a levaram a estar naquela situação.


Dia 27 de setembro às 19h30 – quinta - entrada franca

Maço de Cigarros
Autor: Rafael Cal
Rio de Janeiro/ RJ
Breve sinopse: Uma senhora passa todas as tardes sentada em uma cadeira na varanda de sua casa. A chegada do carteiro quebra essa rotina.


Projeto São Lourenço
Autor: Flavio Goldman
Rio de Janeiro/ RJ
Sinopse: Dona Eulália tem noventa anos, uma saúde de ferro e um problema muito particular com sua memória. Numa consulta médica com um ás da geriatria, ela é apresentada a um projeto científico revolucionário e altamente sigiloso. Será que ela vai aceitar viajar a São Lourenço e virar cobaia desse misterioso projeto?

Suéter Laranja em Dia de Luto
Autor: André Felipe
Florianópolis/ SC
Sinopse: Um closet pequeno com muitos vestidos, sapatos e perfumes de senhora. Apertados neste closet, um senhor corcunda e três senhoras com chapeuzinhos cônicos de papel aguardam a chegada de uma amiga para uma festa surpresa.


Mais informações acessem http://dramaturgiasurgentes.com.br

Próximos eventos do Projeto Dramaturgias Urgentes
*. Leitura de 3 textos – 20/09
*. Leitura de 3 textos – 27/09
*. Lançamento do tema do 3º Módulo

Centro Cultural Banco do Brasil -
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652.

SAC 0800 729 0722 / Ouvidoria BB 0800 729 5678.
Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088.
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228 (Ed. Zarvos),
Transporte gratuito até as proximidades do CCBB
Produção: Kavantan & Associados.

Assessoria de imprensa CCBB São Paulo:
Alexandre Yokoi
Tel: (11) 3491 4655

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Maria Rita em Piracicaba esta semana


Desde dezembro a cantora Maria Rita vem trabalhando no show em homenagem a Elis Regina. Fez uma vasta pesquisa de repertório, trabalhou com sua banda nos arranjos durante um mês, pensou roteiro, figurino, cenário - e, enfim, o espetáculo estreou em março.Originalmente criada para o projeto NIVEA Viva Elis, a turnê passou por cinco capitais contempladas pelo mesmo: Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Foram cerca de 270 mil pessoas que lotaram as praças onde se apresento
u, com shows gratuitos.

Os milhares de pedidos dos fãs que não puderam ir a uma das cinco apresentações, mandando mensagens pedindo a extensão da turnê, além da calorosa recepção por onde passou, fizeram com que os planos iniciais mudassem de rumo. A vontade dos fãs, somada ao prazer com o qual a cantora tem se apresentado, fez com que se decidisse prorrogar a turnê, agora rebatizada de “Redescobrir“. “O que mais chamou a minha atenção foi que o meu objetivo principal se concretizou. Redescobri-la. Reapresentá-la. Relembrá-la. Sim, os “re-” são necessários porque Elis é (in)consciente coletivo. Eu via crianças nos colos de avós, adolescentes nos ombros dos namorados, casais dançando, cirandas se formando, braços pro ar, olhos brilhando com saudades, com amor, com compreensão.

Em Castro Alves Pede Passagem, premiado texto de Gianfrancesco Guarnieri, a vida do poeta baiano ambientada num programa de TV

                                  Foto: Antônio Netto interpreta Castro Alves

Com texto de Gianfrancesco Guarnieri e direção de Jair Aguiar, a Cia das Artes estreia o espetáculo Castro Alves Pede Passagem dia 15 de setembro de 2012 às 19h, no Teatro Coletivo (Rua da Consolação, 1623, São Paulo, SP).
A peça ambienta, num programa de televisão, passagens significativas da vida do poeta romântico, onde desfilam figuras que formaram a obra e a personalidade do autor, bem como a história de seu envolvimento com a atriz Eugênia Câmara, em um envolvente jogo metalinguístico. Para essa montagem, a produção fará a transmissão, via internet, do programa “Esta é a sua Vida”, no qual se ambienta a peça.
Jair Aguiar conta que é fascinado pelo texto desde garoto e afirma ter noção da responsabilidade de recriá-lo: “Claro, há sempre muita cobrança por ser um texto já premiado e perfeito. Mas se fôssemos montar tudo igual não optaríamos por teatro, seria cinema, como fazer um filme e depois reprisá-lo”, brinca o diretor.
Castro Alves Pede Passagem busca aproximar o público do poeta e agitador baiano que morreu aos 24 anos, cem anos antes da estreia do texto de Guarnieri, em São Paulo, no ano de 1971. “Transportar” o abolicionista para um programa de televisão foi uma licença poética que Guarnieri defendeu como a melhor maneira de levar sua mensagem, isso nos anos 1970. “Exemplifica bem o meu objetivo de não elitizar o teatro, não fazer com que ele fique falando indeterminadamente para uma minoria”, explicou o autor em reportagem do Jornal do Brasil de 28 de abril de 1971.
A montagem
A direção se apropria da simplicidade do texto de Guarnieri, numa encenação que privilegia o trabalho do ator, sem o uso de grandes cenários e figurinos. O caráter multimídia fica por conta da transmissão, ao vivo e com a presença de um diretor de TV, do programa Esta é Sua Vida que norteia a montagem.
"Castro Alves Pede Passagem" é uma peça brasileira, na linguagem simples, aprendida pelo seu autor, Guarnieri, nos botequins da vida. Com honestidade e sinceridade, a estória do poeta revolucionário que lutava pela abolição da escravatura, passa para o público - hoje, como em 1971 e em qualquer época - a emoção e a razão.
Gianfrancesco Guarnieri, por Sergio Roveri, na Coleção Aplauso
Italiano de nascimento, paulista por adoção, Gianfrancesco Guarnieri é o chefe de um clã de artistas, atores e músicos, sendo mais conhecido por seu trabalho como ator em telenovelas famosas como Éramos Seis, Mulheres de Areia, A Próxima Vítima e Terra Nostra, e em filmes como Diário da Província, Asa Branca e o clássico O Grande Momento, de Roberto Santos.
Lendário autor e ator de Eles Não Usam Black-Tie, sucesso no palco e no cinema, Guarnieri se revela uma extraordinária figura humana e um lúcido ser político, neste livro-depoimento, ao jornalista e também dramaturgo Sérgio Roveri. Recorda os grandes momentos de sua carreira. Fala de sua participação na fase áurea do Teatro de Arena em São Paulo; dos momentos difíceis dos Anos de Chumbo da Ditadura; de seus textos teatrais mais ilustres, como Um Grito Parado no Ar, Botequim, Castro Alves Pede Passagem, Arena Conta Zumbi; e do recente A Luta Secreta de Maria da Encarnação.
Uma homenagem e um registro histórico importante desta grande figura da cultura brasileira, que faz parte da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado, dentro de seu trabalho de resgate e preservação de nossa arte e história.
Ficha técnica
Autor Gianfrancesco Guarnieri
Diretor Jair Aguiar
Preparador de Ator Antônio Netto
Iluminação Will Damas
Cenários/Figurinos/Adereços Márcio Tadeu
Produção Cia. Das Artes
Produção Executiva Dany Borges / Guilherme Trindade
Assistência de Direção Ana Paula Lubas
Fotos Sérgio Massa
Atores Convidados: Antônio Netto, Camilla Flores, Dany Borges, Hugo Leonardo, Márcio Tadeu, Mirian Palma, Natália Coutinho, Nivio Diegues, Rafael Dib, Wagner Vaz e atores da Oficina de Atores.
Serviço
Estreia: 15 de setembro até 21 de outubro de 2012
Sábados às 19h e domingos às 18h
Ingressos: R$ 15,00 (PREÇO ÚNICO – PROMOÇÃO)
Recomendação: 12 anos
Local: Teatro Coletivo - Rua da Consolação, 1623 – Fone: 11 3255-5922

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    

GRÁTIS: Piano na Praça apresenta Nelson Ayres e Thiago Pinheiro


A série Piano na Praça apresenta no dia 15 de setembro (sábado) duas gerações de virtuosos pianistas. Às 15 horas, o projeto recebe Thiago Pinheiro para abrir esta tarde musical com todo seu talento e criatividade. E o pianista, arranjador e compositor Nelson Ayres assume as teclas,às 16 horas, para brindar os amantes da boa música instrumental com toda sua genialidade.

As apresentações do Piano na Praça acontecem na Praça Dom José Gaspar, no centro da cidade de São Paulo.

Com trabalho reconhecido internacionalmente, Nelson Ayres interpreta músicas próprias como “Veranico de Maio” e “Perto do Coração”, além de composições de Heitor Villa-Lobos (“Ária das Bachianas Brasileiras nº 4” ) e Caetano Veloso (“Coração Vagabundo”), entre outras. Este é o último concerto que o maestro faz antes de seguir em turnê pela Europa ao lado de Mônica Salmaso e Teco Cardoso.

Músico autodidata, o paulistano Thiago Pinheiro vem se apresentando ao lado de grandes nomes da música brasileira, além de desenvolver trabalhos próprios (solo e com grupo) no Brasil e exterior. O programa de seu concerto no Piano na Praça traz músicas de Paulinho da Viola (“Duas Horas da Manhã”), Jerome Kern (“All The Things You Are”) e Guilherme Kerr (“Ame ao Senhor”). O pianista mostra também o seu lado compositor em temas como “Canção de Estrelas” e “Noturna”, entre outras.

A série Piano na Praça é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que acontece, quinzenalmente, na Praça Dom José Gaspar. O projeto, que está em sua 7ª temporada (sétimo ano), vem apresentando pianistas de expressão nacional e internacional, tanto no âmbito popular quanto erudito.

Série: Piano na Praça
Dia 15 de setembro – sábado
15 horas: Thiago Pinheiro
16 horas: Nelson Ayres
Local: Praça Dom José Gaspar, s/nº - Centro – São Paulo/SP
Grátis – Informações: (11) 3397-0160 – Metrô República
Nº lugares: 300 cadeiras - Concerto ao ar livre – Duração: 2 horas

Próximo Piano na Praça:
29/09 - Túlio Mourão e Rafa Castro

Apesar de sua postura sempre discreta, o pianista, arranjador e compositor Nelson Ayres é amplamente reconhecido como umas das personalidades mais importantes da musica instrumental brasileira contemporânea, um constante inovador. Iniciou sua carreira na década de 60, dividindo o palco com outros estudantes que traziam para São Paulo o nascente movimento da bossa nova, como Taiguara, Toquinho e Chico Buarque.

Com uma bolsa de estudos, tornou-se o primeiro aluno brasileiro a cursar o afamado Berklee College of Music em Boston, onde, com o saxofonista Vitor Assis Brasil, criou o quinteto Os Cinco, primeiro grupo de música instrumental brasileira da costa leste americana. Nos Estados Unidos tocou e gravou com Airto Moreira e Flora Purim, Astrud Gilberto, Ron Carter, Walter Booker e outros músicos de peso.

Na volta para o Brasil, montou com outros músicos a Big Band de Nelson Ayres, importante núcleo de musica instrumental paulista da década de 70. Foi também figura de destaque nos dois legendários Festivais de Jazz São Paulo/Montreux, apresentando-se ao lado de Benny Carter, Dizzy Gillespie e Toots Thielemans.

Em 1978, criou o quinteto Pau Brasil que propõe para a musica instrumental brasileira um caminho diferente do jazz-rock predominante na maioria dos grupos do gênero, com o qual fez turnês pela Europa e Japão, além lançar vários discos. Com César Camargo Mariano, estrelou em 1984 o espetáculo Prisma, primeiro show brasileiro a usar intensivamente recursos de computação aliados aos instrumentos eletrônicos.

Na década de 90, atuou por nove anos como regente e diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Tem regido freqüentemente outras orquestras no Brasil e no exterior, incluindo a Orquestra Filarmônica de Israel, considerada uma das melhores do mundo.

Suas composições foram gravadas por Monica Salmaso, César Mariano, Milton Nascimento, Herbie Mann, Renato Braz, Kenny Kotwick, Joyce, Ivan Lins, Marlui Miranda, e até pelo cantor romântico Daniel, entre outros. Suas composições eruditas tem sido executadas por orquestras, solistas e grupos de câmara em todo o mundo. Foi comissionado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, para compor seu Concertino para Percussão e Orquestra, indicado para o Grammy Latino 2011 como melhor CD de música clássica.

A partir de 2000, voltou a dedicar-se ao piano, liderando o Nelson Ayres Trio, que conta com a participação de Alberto Luccas (contrabaixo) e Bob Wyatt (bateria), época em que foi também apresentador do programa Jazz & Cia, da TV Cultura. Dois anos depois, lançou o CD, Perto do Coração, cuja faixa-título, apesar de ser instrumental, ficou entre as três finalistas como "melhor canção" do Prêmio Tim 2004. A seguir, relançou o CD Mantiqueira, gravado em 1981. Seu novo disco Paixão foi lançado em 2011, contemplado com o Prêmio Funarte de Música Popular Brasileira. Atualmente, desenvolve trabalho ao lado da cantora Mônica Salmaso e do saxofonista Teco Cardoso em uma série de shows pelo Brasil com o qual, um dia após apresentação no Piano na Praça, segue em turnê pela Europa.

Thiago Pinheiro

Um menino de seis anos, improvisando ao piano com segurança e desenvoltura, chamou a atenção de José Ribeiro de Souza Filho, diretor da Fritz Dobbert, em 1988, no estande da marca na Expomusic. O menino deixou os patins na entrada da feira para entrar e impressionar com a música que tirou das teclas, nascendo ali uma parceria entre Thiago Pinheiro e os pianos Fritz Dobbert.

O fato de ser autodidata reforça a liberdade musical de Thiago. O pianista sempre pesquisou por conta própria, até mesmo por causa de sua limitação na leitura de partituras - Thiago possui cerca de 20% de visão. Ao longo dos anos expandiu seu conhecimento na área de timbragem e tecnologia musical, tornando-se uma das maiores referências no Brasil em home studio e em estúdios móveis. Em 2002, Thiago entrou para o time dos artistas da M-Audio, empresa norte-americana de tecnologia para áudio e música, tocando em trade shows como o Namm, nos Estados Unidos, e o Calm Expo, na China.

O piano é o instrumento eleito pelo músico para compor e desenvolver suas idéias. Seu estilo musical absorveu muitas influências, de grandes nomes do blues como Eric Clapton, ao som pop de Stevie Wonder com quem Thiago subiu ao palco, aos 12 anos, no 10º FreeJazz Festival. Há cerca de 10 anos, teve contato mais intenso com o jazz, o que causou impacto em sua forma de tocar, inspirando-se em mestres como Chick Corea, Keith Jarret, Herbie Hancock e Brad Mehldau.

Aos 17 anos, o pianista foi o mais jovem músico a ficar entre os finalistas no Prêmio Visa de Música Instrumental. Ele já dividiu palco com Naná Vasconcelos, Hermeto Pascoal, Célio Barros, Carlos Balla, Gilberto Gil, Kenny Brown, Gary Brown, Arthur Maia, Diego Figueiredo e Nelson Ayres. Thiago Pinheiro é dono da produtora Acorde que trabalha, sobretudo, com clientela internacional. Em paralelo, apresenta-se como pianista solo e com o Thiago Pinheiro Trio, neste caso tocando principalmente standards de jazz e composições do trio. Já seu trabalho solo tem uma proposta intimista com contornos sonoros muito próprios.


Verbena Comunicação
Eliane Verbena / Marcela Lima
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181 – verbena@verbena.com.br

Comemorações dos 30 anos do Grupo Galpão em São Paulo será o espetáculo ROMEU E JULIETA


Próxima atração dentro das comemorações dos 30 anos do Grupo Galpão em São Paulo será o espetáculo ROMEU E JULIETA dias 13 e 14 de setembro, no Parque da Independência. Gratuito.

 

Ministério da Cultura e Petrobras apresentam: Grupo Galpão - 30 anos de Teatro e Vida

 

Temporada em São Paulo - 28 de julho a 14 de outubro de 2012

 

Galpão em números:

Fundação: novembro de 1982

20 espetáculos + de 1.400.000 espectadores

100 prêmios brasileiros + de 2.500 apresentações em + de 600 cidades

Apresentações em 18 países diferentes 41 festivais internacionais  70 festivais nacionais 


Em comemoração aos trinta anos de teatro e vida, o Grupo Galpão remonta seu espetáculo mais conhecido - a adaptação de "Romeu e Julieta" de William Shakespeare. Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, Gabriel Villela e o Galpão transpõem a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro nacional, com mais de 250 apresentações em 60 cidades brasileiras e em nove países estrangeiros - Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e Colômbia -, tendo sido consagrada no Shakespeare’s Globe, em Londres. Desde o início das comemorações de 30 anos, a remontagem de Romeu e Julieta já foi vista por mais de 40 mil pessoas.

Serviço: Classificação: Livre. 28 de julho – 16h -Parque da Juventude (Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 – próximo SESC Santana). 4, 5, 11 e 12 de agostoSábado – 19h Domingo – 18h - Praça SESC Belenzinho (Rua Padre Adelino, 1.000). 13 e 14 de setembro  Quinta e sexta – 19h Parque da Independência(Rua dos Patriotas, s/nº - próximo SESC Ipiranga). Acesso gratuito

Ficha técnica
Concepção e Direção Geral: Gabriel Villela. Texto: William Shakespeare. Elenco: Antonio Edson – Narrador; Beto Franco - Príncipe / Sr. Capuleto;Eduardo Moreira – Romeu; Fernanda Vianna – Julieta; Inês Peixoto - Sra. Capuleto; Júlio Maciel – Benvólio, Lydia Del Picchia - Sansão / Criado Capuleto; Paulo André - Teobaldo / Frei Lourenço; Rodolfo Vaz – Mercúrio Teuda Bara - Ama

Núcleo Artérias apresenta Fleshdance na Funarte


“Fleshdance” é uma coreografia de variações de intensidades emocionais, composta por experiências físicas, carnais, acionadas pelo ato de respirar.

De 20 a 23 de setembro, o Núcleo Artérias apresenta o espetáculo “Fleshdance”, com direção de Adriana Grechi, na Funarte/ SP, na Sala Renée Gumiel. O espetáculo é a última parte da “Trilogia Líquida”, formada pelas criações “Ruído 5.1” e “Fronteiras Móveis”, que têm como referência a obra do sociólogo e pensador polonês Zygmunt Bauman.  
Para conceber o espetáculo, o Núcleo Artérias explorou o sistema orgânico do corpo, trabalhando na invenção de uma corporeidade ativada pela intensificação dos afetos. Um corpo volumoso que permanece sempre em constante transformação, movido pelos órgãos, poroso, com possibilidade de afetar e de ser afetado pelo outro.
Essa é a tônica da nova coreografia do Núcleo Artérias, que também aborda o cansaço do ato de consumir e de descartar, e a tentativa de combater existindo, potencializando cada experiência. É uma possibilidade de resistência à vida voltada ao consumo.
O ambiente cênico de "Fleshdance" é composto por projeções de vídeo editadas em tempo real pelo videoartista André Costa Menezes e pela trilha sonora original de Dudu Tsuda.

Sobre o pensador polonês Zygmunt Bauman
Sua obra se caracteriza pela extrema perspicácia na análise dos problemas sociais que perpassam a experiência cotidiana do homem contemporâneo na conjuntura valorativa que é denominada pelo autor como “Modernidade Líquida”. A questão da especulação sobre o medo público, o uso das disposições consumistas dos indivíduos como suporte para a manutenção da economia e a fragmentação da experiência ética da alteridade são temas recorrentes na trajetória intelectual deste prolífico sociólogo de formação que, todavia, por sua riqueza de interpretação, muito contribui para o desenvolvimento de um estudo filosófico enraizado na crítica da ideologia da sociedade de consumo e na despersonalização de um mundo desprovido de ampla cooperação interpessoal. Bauman é professor emérito de Sociologia da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

Núcleo Artérias
O Núcleo Artérias é formado por artistas de dança, vídeo e música. Em seus trabalhos o grupo explora corporeidades específicas propondo deslocamentos de percepção sobre questões relacionadas ao mundo contemporâneo, como instabilidade, incerteza, consumismo e espetacularização.
A investigação em dança do Núcleo Artérias tem como foco a exploração de potencialidades pessoais, a elaboração de corporeidades próprias e a autonomia criativa para discutir assuntos relacionados ao corpo e suas adaptações e resistências ao mundo contemporâneo. Esta pesquisa integra também o vídeo em uma dramaturgia do corpo.
O Núcleo Artérias é dirigido por Adriana Grechi, coreógrafa graduada na S.N.D.O. (Amsterdã). Adriana Grechi recebeu em 1999, junto a Cia Nova Dança, o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) pelo conjunto da obra, pelos trabalhos “Toda Coisa se Desfaz” e “Bootstrapsãopaulo!”.
Em 2003, o grupo mudou seu nome para Núcleo Artérias. Em 2004, o Núcleo Artérias recebeu dois prêmios APCA: pesquisa em dança para “Por que nunca me tornei um/a dançarino/a” e projeto para “Teorema”. Participou do 8º Festival da Cultura Inglesa e da Caravana Teatral do Sesi. Em 2006 apresentou “Ruído 5.1″ no Rumos Dança do Itaú Cultural. Em 2007 recebeu o Fomento Municipal (SP) e realizou circulação nacional pela Caixa Cultural. Em 2008 circulou pelo interior de São Paulo com o apoio do PAC e recebeu o prêmio APCA para criação em dança pelo espetáculo “Fronteiras Móveis”. Em 2011 fez temporada e circulação nacional com a recriação de “Fronteiras Móveis”.
De 96 até hoje, o Núcleo Artérias (ex Cia 2 Nova Dança) apresentou seus trabalhos em mais de 40 cidades e participou de diversos festivais, entre eles, Panorama de Dança/Rio de Janeiro (98), Rencontres Choregraphiques de Seine-Saint-Denis/Paris (2002), FID/Belo Horizonte (2005), e On Marche/Marrakech (2012). O grupo tem o patrocínio do Programa Petrobras Cultural.

Ficha técnica
Concepção/ Direção: Adriana Grechi
Criação/ Performance: Juliana Ferreira, Larissa Ballarotti e Nina Giovelli
Videocriação/ Performance: André Costa Menezes
Trilha sonora: Dudu Tsuda
Iluminação: André Boll
Acompanhamento do processo: Renato Jacques
Preparação corporal: Lívia Seixas, Débora Blank e Adriana Grechi
Fotografia: Edson Kumasaka
Design gráfico: Fernando Bergamini
Produção executiva: Amaury Cacciacarro Filho
Produção: Erika Fortunato

Serviço
De 20 a 23 de setembro
Funarte - Sala Renée Gumiel
Endereço: Alameda Nothmann, 1058
Dias e Horários: quinta a sábado às 19h45 e domingo às 18h45
Ingressos: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia)
Duração: 40 minutos
Capacidade: 70 lugares
Recomendação: 12 anos

Informações para imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques - (11) 3798 9510 / 2914 0770/ 9126 0425 www.canalaberto.com.br
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