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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Espetáculo "A Casa Amarela" com Gero Camilo reestréia em 18 de maio
A Casa Amarela
Teatro Eva Herz da Livraria Cultura
"Em dezembro de 2010 viajei para Amsterdam com o propósito de mergulhar nessa história:
O sonho de Vincent van Gogh em construir uma comunidade de artistas em 1888.
O texto ficou pronto exatamente neste período.
A última frase foi escrita com o táxi na porta para me conduzir ao aeroporto, de volta ao Brasil."
Gero Camilo.
Com direção de Marcia Abujamra, o texto aborda o desejo de van Gogh em reunir vários e diferentes artistas, onde todos pudessem pintar, trocar ideias e informações, compartilhar técnicas e inspirações e também dividir as despesas.
Um lugar onde esses artistas vivessem, para muitos pincéis trabalharem incessantemente como armas claras de traços originais e testemunho vivo da necessária mudança dos tempos. Criadores que, juntos, seriam capazes de inaugurar um momento de inovação do olhar do homem. Um sonho revolucionário.
Em Arles, no sul da França, a casa foi inaugurada por Vincent van Gogh e recebeu apenas um parceiro: Paul Gauguin. Naquela época (1888) dois artistas ainda desconhecidos, dois criadores de temperamento igualmente fortes, viveram uma das mais polêmicas e tumultuadas relações da história da pintura moderna.
Emile Bernard também participou desse projeto, mesmo à distancia, e outros ainda fizeram parte deste pensamento colaborativo, embora nem soubessem (dos mais jovens: Seurat, Signac, Henri de Toulouse-Lautrec, Charles Laval, aos mais velhos: Monet, Renoir, Pissarro) pois discutiam constantemente, trocavam olhares como fortes "pedreiros" da arte e punham tijolos amarelos na construção de um castelo ou de uma fortaleza. Exatamente como foram aquelas paredes d’ A Casa Amarela nos meses de setembro a dezembro de 1888.
Útero, casa de tijolos e janelas abertas para o mundo.
"A Casa Amarela de Vincent van Gogh por Marcia Abujamra"
"Tudo começa com um sonho. O sonho de criar uma comunidade de artistas numa pequena cidade ensolarada no Sul da França, Arles, em 1888. A cidade era um lugar que impressionava Vincent van Gogh pelas paisagens e cores e a sua casa, A Casa Amarela, era o lugar onde esperava que outros artistas fossem se juntar a ele. Um lugar para pintarem juntos – diferentes no estilo individual mas com um objetivo comum, trocando idéias e comentando o trabalho uns dos outros, como tantas vezes fizeram por carta van Gogh, Emile Bernard e Paul Gauguin.
Dos artistas que deixara em Paris, Gauguin respondeu ao convite feito para lá se instalar.
Na Provença, Vincent estava embrenhado em uma das mais espantosas maratonas criativas da arte ocidental. Durante o ano e pouco que passou em Arles, pintou perto de 200 quadros. Embora alguns deles tivessem sido despachados para seu irmão Theo que vivia em Paris, a grande maioria continuava ali, na Casa Amarela. Havia quadros por todos os lados – pregados diretamente na parede, emoldurados e pendurados, arrumados em pilhas. Havia muita matéria para conversa quando nasceu o sol no dia 23 de Outubro de 1888 na chegada de Gauguin.
Foram nove semanas de convivência entre dois pintores que se admiravam profundamente. Nove semanas de uma relação que estava longe de ser pacífica, muito pelo contrário, suas discussões eram freqüentes, os argumentos, intermináveis. E no fundo pouco sabemos da revolução íntima e emocional pela qual passaram os dois durante esse período. Vincent na noite de 23 de dezembro de 1888, cortou um pedaço de sua orelha esquerda, e mandou a uma prostituta, Rachel. Mistério ainda hoje não revelado. Quando isso acontece, Gauguin avisa Theo por telegrama e volta imediatamente a Paris, sem ao menos visitar o amigo no hospital.
Foi o fim do sonho de Vincent van Gogh de criar uma comunidade de artistas, de receber seus companheiros, pintores, na casa que ficava na Place Lamartine nº 2, alugada a 15 francos por mês, pintada de amarelo que para ele era a mais importante e simbólica das cores, mobiliada modestamente e para onde se mudara apenas um mês antes da chegada de Gauguin. A Casa Amarela."
Ficha Técnica:
"A Casa Amarela"
Solo de Gero Camilo
Texto: Gero Camilo
Direção: Marcia Abujamra
Cenário: Karina Ades
Figurinos: Paula Cohen
Iluminação: Karine Spuri
Preparação Corporal: Cristiano Karnas
Trilha Sonora: Eugenio La Salvia e Rubi
Fotos: Cisco Vasques
Arte Gráfica: Sato
Produção Executiva: Diego Chilio
Realização: Macaúba Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa (Gero Camilo): Tuca Notarnicola - tuca.n@globo.com /(11) 9985-1110
Serviço:
Estreiou em 15 de abril de 2011.
Temporada: De 18/05 até 23/06
Quartas e Quintas - 21h00.
* No dia 23/06 - 19h00.
Local: Teatro Eva Herz - Livraria Cultura Conjunto Nacional.
Av. Paulista, 2073 - Bela Vista
Tel.: (11) 3170-4079
Lotação: 166 lugares
Duração: 70 min.
Censura: 12 anos
Ingressos: R$ 50,00 (quartas e quintas), meia-entrada para estudantes, idosos, professores da rede pública de ensino e portadores de necessidades especiais.
Ingressos on line: www.teatroevaherz.com.br e www.ingresso.comAcesso para deficientes/Banheiro para deficientes/Ar condicionado/Aceita todos os cartões/Não aceita pagamento em cheque.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Ensaio Aberto será distribuído gratuitamente, no formato de DVD duplo, para universidades, escolas da rede estadual e companhias de teatro. O documentário é uma série de 12 programas que poderão ser vistos, ainda, no site da Cooperativa Paulista de Teatro, ilustrados com depoimentos de personalidades como o ator Celso Frateschi, dos diretores Luiz Carlos Moreira e Aimar Labak, dos jornalistas Valmir Santos e Beth Nespoli, além da psicanalista Maria Rita Kehl.
Debater a relação do teatro com a cidade de São Paulo, a partir da criação da lei do Fomento, é a linha principal de Ensaio Aberto, vídeodocumentário a ser lançado pela MPmídia em parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro (CPT) no dia 27 de maio de 2011. Idealizado por Fabiano Moreira (Tecnólogo e Diretor de produções), com direção de Luiz Gustavo Cruz (formado em Cinema, mestrando em Teatro pela USP) e produção de Maria Carolina Dressler, o projeto – que enfoca a lei em sua primeira década de existência – conta com mais de 30 entrevistados, entre atores e diretores de companhias teatrais e personalidades ligadas às artes cênicas da cidade de São Paulo.
Com apoio da Secretaria do Estado de Cultura, por meio do PROAC ICMS, Ensaio Aberto chegará ao público através da tiragem de mil cópias – no formato de DVD duplo, que será distribuído gratuitamente entre universidades de artes cênicas, escolas e companhias de teatro do Estado de São Paulo. Ao criar um registro histórico, a série de programas presta serviço à população como ferramenta de estudo e incentivo.
Os vídeos enfocam a trajetória da Lei Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, abordando desde sua implantação até o resultado cênico dos projetos selecionados. Trata-se de um documento que ilustra a luta pela criação da lei (de 2002) e os desdobramentos deste benefício. Entre os depoimentos, estão os de Zé Renato Pécora, César Vieira, Iná Camargo, Luiz Carlos Moreira, Ney Piacentini, Márcia de Barros e Aimar Labaki, entre outros.
No documentário, grupos contemplados pela lei uma ou mais vezes fazem relatos sobre o trajeto percorrido por uma companhia a partir do momento em que seu projeto artístico é escolhido. Aparecem no vídeo companhias como Engenho Teatral, Folias D´Arte, Fraternal Cia de Artes e Malas Artes, Pombas Urbanas, Paidéia, Sobrevento, Cia Estável de Teatro, Buraco D`Oráculo, Grupo XIX, TUOV (Teatro União e Olho Vivo), Tablado de Arruar, Cia São Jorge, Brava Cia e Companhia do Feijão.
Os resultados colhidos ao longo do processo de pesquisa, produção e/ou montagem de um espetáculo, por exemplo, também são focalizados na série de programas. Mesclados às entrevistas dos grupos de teatro, pensadores da lei, jornalistas e outros responsáveis pela repercussão do assunto também emitem suas opiniões, como o ator Celso Frateschi, os jornalistas Beth Néspoli e Valmir Santos, a psicanalista Maria Rita Kehl e o mestre em teatro Alexandre Mate , entre outros.
Mais de 100 grupos fomentados – SP, a única cidade
Com a intenção de democratizar a discussão sobre Teatro, o vídeo aborda temas como sua função na sociedade e importância como ferramenta cultural que a modifica. O diretor Luis Gustavo conta que o documentário está longe de ser uma ode à lei. “Novos caminhos, limites e as constantes ameaças de sua abolição são assuntos abordados nos programas.”
São Paulo é a única cidade do País a conquistar o benefício da lei - até 2010 foram mais de 100 os grupos fomentados. A Cooperativa Paulista de Teatro tem papel importante nesse processo.
Segundo Fabiano Moreira, o idealizador do projeto, as pesquisas desenvolvidas nos arquivos da CPT durante o período de produção do documentário, mostram que, antes do fomento, São Paulo tinha aproximadamente 120 companhias de teatro. "Hoje, a cidade tem mais de mil grupos. Este crescimento é fruto do incentivo da lei. Nem sempre o grupo tem seu projeto aprovado, mas se mantém unido para tentar novamente”.
O nascimento de uma lei específica para incentivar grupos e companhias - momento decisivo na história teatral paulistana - foi possível com a participação efetiva de pessoas ligadas ao Movimento Arte Contra a Barbárie. Tratava-se de um grupo de artistas, intelectuais e formadores de opinião, reunidos no começo de 1997.
Luiz Gustavo conta que o documentário focaliza este movimento, que colocou em pauta a discussão de uma alternativa de produção cultural que não fosse a comercial e a da prática de eventos. “Daí a ideia do ensaio aberto: algo que quer gerar um debate e sugerir questões”, afirma o diretor.
Maria Carolina Dressler, produtora, acredita que o vídeo também exerce o papel de registro histórico sobre a lei. “O fomento ao teatro atende a uma forma de produção diferenciada dos grupos, que o mercado não tem como suprir: a pesquisa”.
Para o diretor Luiz Gustavo Cruz, as participações foram importantes para direcionar a pesquisa. “Entrevistados como Iná Camargo, Sérgio de Carvalho e César Vieira ajudaram a estruturar a linha de raciocínio do programa”, explica o cineasta, que há 6 anos trabalha com teatro. "Mais do que um ajuste de contas sobre tudo o que foi produzido nos últimos 10 anos sob a Lei de Fomento, a ideia é criar uma reflexão sobre o próprio trabalho artístico da classe teatral", complementa o diretor.
Segundo Fabiano, Ensaio Aberto pode ser considerado como uma prestação de contas. "Primeiro registro oficial de vídeo sobre a lei municipal, o documentário exerce o papel de feedback, ao tornar público o resultado dos trabalhos beneficiados pela lei. O produto final fala sobre a lei: seus conceitos, seus métodos e, sobretudo, seus resultados”, conclui Fabiano Moreira.
Ficha técnica Ensaio Aberto
Idealização – Fabiano Moreira. Administração – Luciana Ruggiro. Direção – Luiz Gustavo Cruz. Produção e Entrevistas – Maria Carolina Dressler. Pautas – Alessandra Perrechil. Pré-roteiro – Andre Meirelles Collazzi. Pesquisa – Mauricio Hiroshi Kanashiro. Audio – Rafael Canuto. Montagem – Fernanda Pessoa de Barros. Atriz Convidada – Maysa Lepique. Entevistados/Grupos Teatrais: Ney Piacentini (Integrante do Grupo Latão e Presidente da CPT), Sergio de Carvalho (Grupo Latão), Paulo Arantes, Aimar Labaki (Diretor e Dramaturgo), Beth Nespoli (jornalista), Valmir Santos (jornalista), Engenho Teatral, Pombas Urbanas, Paidéia, Sobrevento, Cia Estável de Teatro, Buraco D`Oráculo, Grupo XIX, Fraternal Cia de Arte e Malas Artes, TUOV- Teatro União e Olho Vivo, Piafraus, Tablado de Arruar, Cia São Jorge, Brava Cia, Grupo Folias, Companhia do Feijão, Dep.Vicente Candido, Kiwi, Dolores (Boca Aberta Mecatronica de Artes) e Hugo Possolo (Parlapatões).
Para roteiro:
LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO ENSAIO ABERTO – Dia 27 de maio de 2011, - no site da Cooperativa Paulista de Teatro – www.cooperativadeteatro.com.br
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